Fundos imobiliários: tudo o que você precisa saber sobre eles

Fundos imobiliários: tudo o que você precisa saber sobre eles

Os fundos imobiliários (FIIs) têm ganhado espaço na carteira de muitos investidores brasileiros. O fenômeno era esperado, já que no Brasil o investimento em imóveis é um dos mais tradicionais – e os FIIs tornam a prática mais acessível.

Você tem interesse em investir no ramo imobiliário sem despender muito dinheiro ou enfrentar a burocracia de manter e negociar os imóveis diretamente? Então, os fundos imobiliários podem ser interessantes para o seu caso.

Entretanto, não é aconselhado fazer um investimento sem conhecer a fundo o produto, o ativo ou a modalidade, certo?

Por isso, preparamos um conteúdo completo sobre FIIs para lhe ajudar. Ao final deste post, você estará pronto para tomar suas decisões e escolher os melhores fundos imobiliários para investir.

Confira os temas que serão abordados neste post – e que trarão tudo o que você precisa saber sobre os fundos imobiliários:

Começaremos este guia completo explicando o que são e como funcionam os FIIs. Você conhecerá os tipos existentes e quanto eles rendem.

Depois, você acompanhará detalhes acerca da cobrança de impostos e da declaração de Imposto de Renda para investimentos em FIIs. Conhecerá, ainda, as vantagens e desvantagens dos fundos imobiliários e os benefícios do fundo na comparação com investimento em imóveis físicos.

Por fim, você aprenderá a analisar os fundos imobiliários, descobrirá onde conferir a lista com todos os FIIs disponíveis no mercado e encontrará passo-a-passo para ajudá-lo a fazer seus aportes em fundos imobiliários. Acompanhe!

O que são os fundos imobiliários?

Fundos imobiliários são uma modalidade de investimento coletivo que apresenta uma gestão profissional. Diversos investidores se reúnem por meio da compra de cotas e o capital do grupo é investido em imóveis ou ativos relacionados ao mercado imobiliário.

Isso significa que, para investir em FIIs, você adquire as cotas do fundo escolhido – que são negociadas na bolsa de valores. A partir da aquisição, o investidor passa a participar dos resultados do portfólio do fundo – que é composto e administrado pelos gestores.

Como o nome sugere, os fundos imobiliários focam nos investimentos no setor de imóveis. Assim, os FIIs podem investir tanto em imóveis físicos quanto em títulos da renda fixa ligados a este segmento – como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) ou Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

Além disso, os FIIs também podem adquirir cotas de outros fundos, participando dos resultados destes fundos.

As estratégias adotadas por cada gestor podem ser variadas – a fim de diversificar o portfólio. Contudo, é comum que um fundo siga uma estratégia que prioriza determinados investimentos no setor.

Por exemplo, fundos que investem em imóveis físicos podem ter como foco a administração de prédios comerciais para lucrar com o aluguel de salas, galpões ou lojas. Existem, ainda, aqueles que investem na construção ou reforma de imóveis para venda.

Em resumo, o que você precisa saber para começar a entender o que são fundos imobiliários é que se trata de um investimento coletivo, gerido por um gestor profissional, que tem como foco o investimento no ramo imobiliário.

Como funcionam os fundos imobiliários?

Depois de entender o conceito de FIIs, é o momento de se aprofundar um pouco mais no funcionamento desta modalidade de investimento.

Primeiro, tenha em mente que os fundos imobiliários são um dos muitos tipos de fundos de investimento disponíveis no mercado. Também existem os fundos de ações, fundos de renda fixa e diversos outros exemplos.

Todo fundo de investimento tem algo em comum: a montagem e gestão de um portfólio por um gestor especializado.

Portanto, ao adquirir uma cota de fundo, na prática, o investidor deixa seu capital sob administração do gestor.  Assim, os investidores não têm o trabalho de decidir em quais ativos investir.

Além do gestor, os fundos imobiliários contam com uma equipe especializada, responsável por administrar todos os detalhes relacionados a estes ativos, como manutenção de imóveis, contratos de venda ou aluguel, etc.

E, já que o investidor do fundo não tem papel ativo na estratégia de investimentos e na escolha dos ativos, é preciso avaliar com atenção as características de cada FII antes de adquirir suas cotas.

Ao longo deste conteúdo vamos compartilhar com você algumas dicas de como avaliar um fundo imobiliário e fazer escolhas mais sólidas e alinhadas aos seus objetivos.

Agora você já sabe como se dá o funcionamento básico dos fundos imobiliários.

Quanto a outras características relacionadas a essa modalidade – como o patrimônio do FII e as formas de rendimento, é importante ressaltar que elas dependem do tipo de cada fundo.

Então, é preciso conhecer melhor as principais opções de investimento imobiliário FII disponíveis no mercado. Continue a leitura e siga aprendendo tudo o que você precisa saber sobre os fundos imobiliários.

Quais os tipos de fundos imobiliários?

Investir em FII requer do investidor conhecer melhor as opções disponíveis no mercado. Isso porque existe uma grande diversidade de fundos imobiliários para sua escolha. E o primeiro aspecto que você deve avaliar antes de fazer sua escolha é o tipo de fundo.

Muitas das principais diferenças entre os FII disponíveis aos investidores dependem dessa característica inicial. Por isso, trouxemos os detalhes mais relevantes que você precisa saber sobre os tipos de FIIs do mercado – para que seja possível fazer uma escolha mais assertiva.

Confira!

Fundo de tijolo

Quando você pensa em investir no mercado imobiliário provavelmente vem à sua mente a ideia de adquirir imóveis físicos, certo? É como funcionam os fundos de tijolos. E, por isso, eles estão entre os tipos mais conhecidos quando se fala de FIIs.

Entretanto, ainda que façam parte de um mesmo grupo, os fundos de tijolos podem ser bem diferentes entre si, de acordo com as estratégias que seguem. Por exemplo, um tipo muito comum é aquele que busca obter rendimentos com aluguéis.

Ou seja, eles adquirem imóveis e os mantêm no portfólio de forma a alugar espaços físicos e ter uma renda constante para os cotistas.

Os imóveis administrados por fundos assim podem ser bastante diversos. Por exemplo:

  •   Prédios corporativos;
  •   Hospitais;
  •   Instituições educacionais;
  •   Agências bancárias;
  •   Hotéis;
  •   Shoppings.

Além dos FIIs voltados ao aluguel, existem outros cujo objetivo é lucrar com a valorização de imóveis. Assim, eles podem atuar na construção de empreendimentos para venda.

Também é possível obter rendimentos a partir da compra de imóveis – visando a futura valorização e posterior venda. Ou mesmo reformando espaços e atuando diretamente no aumento do valor deles no mercado – também com objetivo de venda. Depois, o lucro das negociações é compartilhado entre os cotistas.

Fundo de papel

Os fundos de papéis apresentam menor oscilação em relação aos FIIs de tijolos. O motivo está no fato de que o portfólio deles têm grande participação de ativos da renda fixa. O foco da gestão é investir em títulos privados do setor imobiliário.

Alguns dos principais exemplos são as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e o Certificado de Recebíveis imobiliários (CRI). Nos dois exemplos de títulos, o montante investido está atrelado a ativos imobiliários, mas não diretamente a imóveis físicos.

Com isso, os rendimentos de fundos de papel podem ser limitados em relação ao tipo que apresentamos anteriormente. Afinal, o lucro obtido com a renda fixa está atrelado a quanto os bancos e instituições financeiras oferecem de juros.

Por outro lado, eles também podem apresentar menores riscos – já que não estão expostos às variações do mercado imobiliário. Logo, os investidores estão mais protegidos contra a vacância dos aluguéis ou mesmo de crises que levem os imóveis à desvalorização.

Fundos de fundos

Por fim, existem alguns FIIs cujo intuito central é montar um portfólio com cotas de outros fundos imobiliários. E qual seria a vantagem em optar por essa estratégia?

Imagine que você, como investidor, se interesse por três ou quatros fundos. É possível adquirir cotas de todos eles diretamente ou investir em um fundo de fundos que, eventualmente, tenha seus preferidos no portfólio.

Em outras palavras, a diversificação é um dos principais pontos positivos desse tipo de FII disponível no mercado.

A diversificação dos fundos de fundos também pode ser utilizada por quem deseja manejar seus riscos. Como ele participa de vários FIIs, os riscos de cada um podem ser equilibrados pelo restante do portfólio.

Contudo, é importante destacar que muitos investidores preferem alocar seus recursos de forma direta nos fundos que lhe interessam. Assim, vale a pena avaliar com cuidado cada alternativa para saber qual delas pode lhe trazer melhores resultados e maior controle de riscos.

Quanto rende um fundo imobiliário?

Uma das dúvidas mais comuns quando se fala de qualquer investimento é sobre quanto dinheiro ele rende ou pode render. Ou seja, qual é o seu rendimento.

Então, quanto será que rende um fundo imobiliário? Para responder a essa dúvida, é preciso se atentar a alguns fatores.

Existem formas diferentes de ganhar dinheiro com um FII. De modo geral, o investidor pode obter vantagens com a participação nos rendimentos do grupo – por exemplo, a partir da renda dos aluguéis ou do lucro oriundo da compra e venda de imóveis.

Além disso, também é possível ganhar dinheiro com a própria negociação das cotas. Como elas são compradas e vendidas na bolsa de valores, os investidores podem vendê-las em momentos de valorização – recebendo mais do que pagaram por elas.

Assim, para saber quanto rende um fundo imobiliário, é interessante diferenciar as possibilidades de rendimentos frequentes e de ganho de capital. No primeiro caso, o investidor precisa manter a posse das cotas e, no segundo, ele as negocia para lucrar.

A seguir, entenda um pouco mais sobre os aspectos que influenciam nos rendimentos que você pode conquistar com os FIIs.

Tipo de fundo

Em primeiro lugar, é preciso identificar o tipo de fundo para ser capaz de fazer projeções acerca da rentabilidade dele. Afinal, os rendimentos variam bastante de acordo com a composição do portfólio do fundo.

Então, é preciso saber como se dá a montagem do portfólio do FII. Em fundos que focam no aluguel pode ser mais fácil projetar uma renda frequente – geralmente, eles distribuem rendimentos todos os meses.

Em relação aos demais, a rentabilidade costuma se apresentar de maneira um pouco mais variável, a depender da situação do setor em relação às vendas de imóveis ou aos títulos da renda fixa privada. De qualquer forma, a melhor opção é avaliar o histórico do fundo e os rendimentos distribuídos anteriormente.

Dividendos

Os dividendos são os rendimentos distribuídos frequentemente aos cotistas. Por Lei, os fundos imobiliários precisam compartilhar com os investidores a maior parte do lucro recebido. Assim, eles se configuram como boas opções para quem busca renda passiva.

Normalmente, a distribuição é mensal, mas pode se dar também a cada trimestre, semestre ou ano. Então, para recebê-los, você deve manter a posse das cotas ao longo do tempo. A partir do momento em que vende, não está mais participando dos lucros do fundo.

A melhor maneira de realizar projeções sobre os pagamentos de dividendos de cada fundo imobiliário é avaliar o histórico de pagamento de proventos e as informações sobre o patrimônio líquido e o número de cotas.

Desse modo, o investidor consegue comparar diferentes FIIs e ver qual tender a apresentar mais vantagens em relação à distribuição de lucros.

Valorização da cota

Outra forma de saber quanto rende um fundo imobiliário é avaliar a movimentação no preço das cotas ao longo do tempo.

Essa análise é especialmente interessante para quem deseja especular na bolsa. Isto é, obter ganhos com a variação de preço no curto prazo.

Se você opta por um fundo que apresenta maiores possibilidades de se valorizar com o tempo, existem maiores chances de lucrar com a venda das cotas depois da valorização.

Contudo, é importante destacar que as cotas também estão expostas às desvalorizações. As oscilações da bolsa de valores influenciam no preço tanto para cima quanto para baixo.

Logo, existem riscos mais significativos ao focar na compra e venda de cotas – especialmente no curto prazo.

Como funciona a tributação do fundo imobiliário?

Uma outra dúvida frequente em se tratando de investimentos em fundos imobiliários está relacionada à tributação.

Quem investe em fundos imobiliários paga Imposto de Renda? Os investimentos na modalidade precisam ser declarados?

Perguntas assim também são feitas comumente por investidores que estão avaliando a possibilidade de alocar parte dos seus recursos em FIIs. Em relação à tributação, existem algumas diferenças que precisam ser conhecidas. Uma delas se refere ao investidor.

Quem investe por meio de Pessoa Jurídica (CNPJ) é tributado em 20% sobre os rendimentos recebidos como cotista do fundo. Já as pessoas físicas, que investem por meio do próprio CPF, têm rendimentos isentos.

Ou seja, o dinheiro recebido frequentemente na divisão de lucros do fundo não é taxado. Mas é preciso que sejam seguidos três critérios para a isenção:

  •   As cotas devem ser negociadas exclusivamente na bolsa ou no mercado balcão;
  •   O fundo precisa ter pelo menos 50 cotistas;
  •   O cotista não deve ter mais do que 10% das cotas totais do FII.

Imposto pago por ganho de capital

Você acabou de obter informações importantes sobre a cobrança de Imposto de Renda nos rendimentos oriundos do fundo imobiliário. Entretanto, há mais uma questão importante a conhecer: o lucro conquistado com a venda das cotas segue regras diferentes de IR.

Neste caso, há taxação em todo ganho de capital. Logo, o investidor que tiver vantagens vendendo suas cotas de FIIs precisa pagar imposto. Isso significa que ele será tributado em 20% sobre os ganhos sempre que vender cotas por valor mais alto do que as comprou.

Importante: a taxação não se dá de forma automática. O investidor é o responsável por recolher o imposto. Então, ele precisa ter controle dos valores pelos quais adquiriu as cotas e os preços pelos quais as vendeu.

O imposto deve ser calculado e pago até o mês seguinte da liquidação da venda – o prazo termina no último dia útil do mês. O pagamento é feito pela emissão de uma DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).

É fundamental, ainda, guardar toda a documentação necessária, pois na declaração anual de Imposto de Renda será necessário registrar as informações da DARF. Também é possível declarar eventuais prejuízos e abater o valor do imposto.

Como declarar o fundo imobiliário?

Depois de saber como funciona o Imposto de Renda sobre os fundos imobiliários, vamos falar da declaração anual de IR. Um dado relevante é que mesmo os investimentos isentos precisam ser declarados.

Então, não deixe de registrar o dinheiro que investiu em fundos. A isenção do imposto não significa que o investidor está isento de declarar seus aportes. Lembre-se de que toda operação feita em bolsa de valores deve ser informada.

E como declarar? Em primeiro lugar, os valores investidos devem contar na aba de bens e direitos da declaração. Nela, você registra o valor de aquisição das cotas, utilizando o código 73 – correspondente a fundos de investimento imobiliário.

Os proventos obtidos são declarados em outra aba: a de rendimentos isentos e não tributáveis. Nela, é preciso cadastrar alguns dados sobre a fonte pagadora e o valor recebido durante o ano.

Para quem realizou vendas de cotas, a declaração se dá na aba de renda variável – operações de fundo de investimento imobiliário. Ela pede o registro das vendas feitas a cada mês, assim como o valor do imposto recolhido. Em casos de meses sem movimentação, basta registrar 0.

As informações das quais os investidores necessitam para fazer a declaração corretamente podem ser encontradas no informe de rendimentos enviado pela sua instituição financeira.

Diferenciais e vantagens dos fundos imobiliários

Ao chegar até aqui você já acumulou muitas informações sobre o que são e como funcionam os fundos imobiliários. Aprendeu também como se dá a cobrança e a declaração de IR para quem investe neles.

Mas, será que vale a pena investir nos fundos imobiliários? Quais são os diferenciais e as vantagens de se tornar cotista de FIIs?

Um dos benefícios mais atrativos foi comentado no tópico anterior: a isenção de imposto sobre os rendimentos para pessoas físicas.

Tal característica faz dos fundos imobiliários uma opção muito buscada por aqueles que desejam viver de renda – obtendo uma renda passiva frequente e isenta de imposto. Imagine receber proventos todos os meses? Nos FIIs, isso é possível.

Existem também outros pontos positivos ao realizar investimentos em fundos imobiliários. Veja a seguir!

Rentabilidade

Os fundos imobiliários, especialmente os de tijolos, costumam apresentar expectativas de rentabilidade maiores do que os ativos da renda fixa. Assim, eles são uma boa alternativa para quem deseja diversificar a carteira em busca de rendimentos.

A vantagem se torna ainda maior em um cenário de queda de juros – como vem acontecendo no Brasil com os cortes na taxa Selic. Eles tornam a renda fixa menos atrativa e, ao mesmo tempo, incentivam o setor imobiliário.

Com juros mais baixos, mais pessoas podem se interessar por comprar ou alugar imóveis. Assim, os rendimentos de fundos imobiliários costumam apresentar variação positiva quando os juros estão em baixa.

Menor volatilidade

Ao falar sobre a rentabilidade, comparamos brevemente os FIIs com os títulos de renda fixa. Em relação à volatilidade, eles podem ser comparados com outros ativos da renda variável – como as ações.

De modo geral, o mercado de fundos imobiliários está exposto a menos oscilações do que o mercado de ações. Logo, eles podem ser opções atrativas para investidores moderados, que não querem se expor a riscos maiores no curto prazo.

Acessibilidade

Em muitos casos, o preço e a burocracia dos imóveis geram dúvidas sobre se seria um bom negócio fazer o investimento. Por outro lado, investir em fundos imobiliários é uma maneira de lucrar com o setor de forma muito mais acessível.

Ou seja, você não precisa entrar com capital tão alto quanto na compra direta de um imóvel físico. E não tem que lidar com as mesmas responsabilidades. Nos FIIs, a burocracia fica por conta da equipe de gestão do fundo.

Mercado de imóveis

A preferência do brasileiro pelo setor de imóveis não é por acaso. Mesmo enfrentando algumas crises pelo caminho, o setor imobiliário é uma das mais vantajosas no país. Afinal, casas e espaços comerciais terão sempre sua importância no mercado.

Em um cenário de recuperação ou crescimento econômico, a demanda por imóveis costuma aumentar bastante. Tanto em relação a aluguéis e compra de espaços residenciais quanto na ocupação de imóveis comerciais.

Muitos fundos imobiliários têm galpões, prédios comerciais e até mesmo shoppings. Assim, quando a economia vai bem, é comum que a taxa de ocupação se eleve, já que mais empresas estão abrindo ou ampliando seus negócios e precisam locar espaços.

Praticidade

O que você faria se adquirisse um imóvel e se arrependesse da compra? Provavelmente, o colocaria para vender. O problema nessa situação é que não é tão simples ou rápido fazer a venda de um imóvel físico.

O processo para conseguir negociar pode ser bem desgastante, ainda que haja lucro no final. Com os fundos imobiliários, não acontece assim.

As cotas são negociadas na bolsa de valores. Então é mais fácil e rápido vendê-las quando você desejar.

Liquidez

A praticidade que citamos anteriormente tem tudo a ver com mais uma vantagem dos FIIs: a liquidez – que diz respeito à facilidade com a qual você consegue transformar seus ativos em dinheiro.

Os imóveis físicos têm liquidez baixa – uma das mais baixas no mercado. Afinal, geralmente demoram semanas, meses ou anos até que todo o processo de venda se consolide. No lado oposto, a liquidez das cotas dos FIIs é bastante alta.

Diversificação

Outro ponto positivo de se investir em fundos imobiliários é a possibilidade de diversificar. Dificilmente um fundo tem portfólio composto por apenas um ativo ou empreendimento. Muitos deles investem em prédios e localizações diferentes.

É possível, por exemplo, ser cotista de um fundo que tenha shoppings em São Paulo e também em cidades das regiões Norte e Nordeste. Com isso, as suas oportunidades de lucros, assim como os riscos, ficam bem diversificadas.

A diversificação é um recurso fundamental para o investidor, pois agrega equilíbrio à carteira. No exemplo que citamos, uma retração no mercado imobiliário do Nordeste não trará tantos efeitos negativos, já que o fundo tem ativos em outras regiões do país.

Quais os riscos de se investir em fundos imobiliários?

Já que estamos falando sobre as vantagens de investir em FII, que tal conhecer também os principais riscos de investir em fundos imobiliários?

Nos tópicos anteriores, citamos a questão da vacância. De fato, ela é um dos principais riscos de investir em FIIs.

A vacância representa a desocupação dos imóveis. Ou seja, a saída de determinados inquilinos interrompe os ganhos com aluguéis dos espaços que eles estavam ocupando. Para fundos de tijolos, ela é um dos principais perigos.

Contudo, como você viu, o risco pode ser equilibrado pela ideia da diversificação. Além disso, a taxa de vacância atual e histórica pode ser avaliada pelo investidor antes de adquirir as cotas do fundo. Ela é informada nos relatórios da gestão.

Outro risco significativo é o de mercado. Por ter como foco os imóveis, os FIIs estão expostos diretamente à economia do setor. Logo, se ela sofrer retração, há efeitos sobre os rendimentos, a vacância e sobre o preço das cotas dos fundos na bolsa.

Além dos riscos gerais, é válido citar um aspecto central: a eficiência da gestão. Fundos mal geridos terão maior nível de risco geral, enquanto aqueles que têm bons gestores estão mais protegidos. Portanto, é preciso levar tal ponto em consideração na sua escolha.

O que vale mais a pena: investir em fundos imobiliários ou em imóvel?

Depois de conhecer as vantagens e desvantagens dos FIIs, você consegue identificar o que é melhor: investir em fundos imobiliários ou imóveis?

Iniciamos este conteúdo comentando que os imóveis estão entre os investimentos preferidos dos brasileiros. Entretanto, investir diretamente neles é caro e burocrático.

Afinal, é preciso ter um capital alto para comprar uma residência ou um prédio comercial. Ter participação na posse de um shopping, então, exige ainda mais recursos.

Ser dono de um imóvel também significa ter diversas demandas administrativas. Por exemplo, preparar contratos de locação, fazer anúncio de venda ou aluguel, realizar manutenções periódicas, resolver possíveis problemas com inquilinos, etc.

Além do custo e da burocracia, outra desvantagem dos imóveis físicos é a falta de diversificação. Se você tem apenas um prédio residencial ou comercial está exposto a maiores riscos de vacância – que podem impactar fortemente na sua renda.

Em um fundo, não acontece dessa forma. A vacância de algumas salas tem efeitos menores porque elas correspondem a uma parte limitada de todo o patrimônio do FII. Para quem tem cotas de diferentes fundos na carteira, os riscos são ainda mais distribuídos.

Como escolher um fundo imobiliário?

Se você ficou interessado nos benefícios dos fundos imobiliários, é hora de aprender a analisar os FIIs e escolher os melhores para a sua carteira.

Confira os principais aspectos para incluir na análise de fundos imobiliários!

Portflólio

O portfólio do fundo é composto pelos ativos nos quais o capital dos cotistas está investido. No caso de fundos de papel, trata-se dos títulos de renda fixa. Nos fundos de fundos, as cotas nas quais ele investe. E, nos fundos de tijolos, os imóveis.

A primeira etapa para saber como analisar o portfólio é identificar o tipo de fundo no qual você quer investir. Depois, tente verificar a qualidade dos ativos. Afinal, é deles que virão os rendimentos obtidos pelo FII.

Dividend Yield

Você viu que os fundos imobiliários são boas opções para quem busca obter renda passiva a partir dos dividendos. Assim, muitos investidores optam por adquirir cotas de fundos que compartilham maiores lucros.

Esse aspecto pode ser avaliado por meio do indicador dividend yield (DY). Ele mostra a taxa de retorno que pode ser obtida com um FII. O cálculo dele se dá pela divisão do valor dos rendimentos distribuídos pelo preço das cotas.

Realizando o cálculo, é possível avaliar o retorno que cada cota do fundo oferece ao investidor – e, então, comparar diferentes fundos para identificar o mais vantajoso.

Localização

Quem pretende investir em fundos de tijolos precisa avaliar a localização dos ativos. Certamente, é mais fácil vender ou alugar imóveis bem localizados, não é? Por isso, o investidor deve considerar tal ponto na hora de escolher o fundo.

Veja, pelo portfólio do FII, em quais localizações ele tem investido. Confira, por exemplo, se são cidades e bairros com boa circulação de pessoas, se o local tem infraestrutura interessante, se a região é central, etc.

Gestão

Antes de escolher, é imprescindível investigar a qualidade da gestão do fundo. É ela quem administra os imóveis e toma as decisões. Consequentemente, seus lucros dependem dela.

Então, tire um tempo para conhecer as estratégias e o desempenho do FII – assim como as taxas cobradas. Avalie as informações históricas do fundo para saber como é o comportamento dos gestores em diferentes períodos econômicos.

Conheça também os relatórios e veja como se dá a comunicação dos gestores com os cotistas.

Quais os melhores fundos imobiliários?

No tópico anterior, você viu que existem diversos aspectos envolvidos na escolha de um FII. Por isso, não é possível afirmar ao certo quais são os melhores fundos imobiliários. A escolha depende de cada investidor.

Para escolher, no entanto, é preciso saber onde encontrar os fundos que lhe interessam, certo? Saiba mais a seguir:

Lista de fundos imobiliários

A lista com todos os fundos imobiliários disponíveis no Brasil pode ser acessada no site da bolsa de valores brasileira, a B3. Você pode conferir através deste link.

Se quiser saber mais sobre alguns fundos imobiliários, temos conteúdos variados sobre o assunto. Confira informações específicas sobre os seguintes fundos:

Como investir em fundos imobiliários?

Estamos chegando ao final do nosso conteúdo completo e você conferiu as principais informações sobre os FIIs.

Mas, como investir em fundos imobiliários? Confira um passo-a-passo prático a seguir!

Passo-a-passo para começar a investir em fundos imobiliários

Para montar uma carteira de fundos imobiliários é preciso, inicialmente, considerar o seu perfil de investidor.

Não esqueça que estes investimentos fazem parte da renda variável. Significa que eles são mais indicados para perfis moderados e arrojados.

Depois de considerar o perfil e pensar nos seus objetivos para os investimentos, faça a análise dos fundos conforme indicamos. Em seguida, é hora de acessar o home broker da instituição financeira de sua preferência – lembrando-se de conhecer os possíveis custos de corretagem antes.

No home broker, basta pesquisar pelo código do fundo e realizar uma ordem de compra com a quantidade de cotas desejada. Assim que a operação for liquidada, você se tornará um cotista do FII escolhido.

Pronto! Esses são os passos para investir efetivamente em fundos imobiliários. Sempre que desejar fazer novas compras ou vendas, basta acessar novamente o home broker.

Concluindo

Agora você tem todas as informações das quais precisa saber sobre fundos imobiliários – uma modalidade de investimento que pode agregar muito ao seu portfólio.

Para conferir as melhores opções de FIIs do mercado, baixe aqui a carteira recomendada mensal do BTG Pactual para fundos imobiliários.

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