O KNRI11 elevou seu rendimento recorrente para R$ 1,10 por cota nos pagamentos a partir de março de 2026, depois de ter distribuído R$ 0,88 por cota no pagamento de fevereiro (referente a janeiro) e de registrar, em alguns meses, valores acima do patamar recorrente por conta de componentes extraordinários. Com patrimônio líquido em torno de R$ 4,6 bilhões e portfólio dividido entre escritórios corporativos e galpões logísticos, o Kinea Renda Imobiliária é um dos FIIs de tijolo mais acompanhados do mercado. Este artigo reúne indicadores, composição do portfólio e dividendos do KNRI11 em 2026, sempre com indicação da data-base dos números.
Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.
Resposta direta: o KNRI11 paga R$ 1,10 por cota como rendimento recorrente desde o pagamento de março de 2026, mas os valores mensais efetivamente distribuídos ao longo do ano não foram uniformes. No relatório com data de referência de 10/08/2026, a cota patrimonial (VPA) era de R$ 163,65 e a cota de mercado, de R$ 156,27, o que equivale a P/VPA de aproximadamente 0,96 — desconto de cerca de 4% sobre o patrimônio. Os rendimentos distribuídos podem ser isentos de IR para a pessoa física que atenda, de forma cumulativa, aos requisitos legais.
O que é o KNRI11 e como funciona esse FII?
O KNRI11 é o ticker do Kinea Renda Imobiliária, fundo imobiliário de tijolo listado na B3 e gerido pela Kinea Investimentos. Ele investe diretamente em imóveis físicos — principalmente escritórios corporativos classe A/A+ e galpões logísticos — e distribui mensalmente o resultado dos aluguéis recebidos aos cotistas.
No relatório com data de referência de 10/08/2026, o patrimônio líquido informado foi de aproximadamente R$ 4,62 bilhões, o que mantém o fundo entre os maiores FIIs de tijolo do país. Por ser listado em bolsa, qualquer investidor pessoa física pode comprar cotas pelo home broker, da mesma forma que compra ações.
O modelo de geração de renda é direto. O fundo assina contratos de locação com empresas inquilinas. Os aluguéis entram no caixa mensalmente. A gestão deduz despesas operacionais e distribui o resultado. Pela legislação aplicável aos fundos imobiliários, é obrigatória a distribuição de pelo menos 95% do lucro líquido semestral auferido aos cotistas.
Na prática, um investidor com 100 cotas do KNRI11 recebeu R$ 110,00 nos meses em que o provento pago foi de R$ 1,10 — valor menor em fevereiro, quando o pagamento foi de R$ 0,88 por cota, e maior nos meses com parcelas extraordinárias. Os rendimentos podem ser isentos de Imposto de Renda para a pessoa física, conforme a Lei 11.033/2004.
A Kinea Investimentos é uma das maiores casas de gestão do Brasil e atua com foco em ativos alternativos. Carlos Martins é o sócio responsável pelos FIIs de tijolo da Kinea; os fundos de recebíveis imobiliários da casa têm outro responsável. A gestão ativa — que inclui aquisições, vendas e renegociações de contratos — diferencia o KNRI11 de fundos passivos que apenas mantêm imóveis sem estratégia de reciclagem.
Para o investidor iniciante, o KNRI11 funciona como uma forma de acessar renda imobiliária sem comprar um imóvel inteiro. As cotas são negociadas em bolsa nos dias de pregão e o fundo apresenta volume recorrente, mas a liquidez não é garantida e pode diminuir em condições adversas de mercado — a própria gestora alerta que cotistas de FII podem enfrentar dificuldade para vender cotas no mercado secundário. Além disso, a cotação oscila e o valor do provento pode variar ao longo do tempo.
Portfólio do KNRI11: quais imóveis compõem o fundo?
O portfólio do KNRI11 em 2026 é composto por edifícios corporativos classe A/A+ e galpões logísticos distribuídos em diferentes regiões do país. Essa diversificação entre dois segmentos distintos é uma característica central da estratégia do fundo.
Segmentos principais do portfólio
O KNRI11 distribui seus investimentos em dois segmentos imobiliários com dinâmicas próprias:
- Escritórios Classe A/A+: edifícios corporativos em localizações prime com foco em inquilinos de grande porte, com reajustes atrelados a índices de inflação. Em 31/07/2026, o prazo médio original dos contratos de escritórios era de 7,86 anos e o prazo médio remanescente, de 2,68 anos. No pipeline, destaque para o Biosquare: a torre corporativa foi pré-locada, mas os relatórios gerenciais disponíveis até junho de 2026 ainda classificavam o ativo como em desenvolvimento — a entrega não deve ser tratada como concluída sem comunicado oficial posterior.
- Galpões Logísticos: imóveis industriais e de distribuição voltados para indústria e e-commerce. Em 31/07/2026, o prazo médio original dos contratos logísticos era de 11,64 anos e o remanescente, de 2,99 anos. O Jundiaí Industrial Park era um dos ativos mais relevantes desse segmento até a venda de 90% da participação em 2026.
A estratégia de reciclagem de portfólio da Kinea consiste em vender ativos maduros — especialmente quando o preço de mercado supera o valor intrínseco estimado — e reinvestir os recursos em ativos com maior potencial de valorização ou renda. Essa abordagem ativa distingue o KNRI11 de fundos que simplesmente acumulam imóveis sem gestão dinâmica.
| Segmento | Perfil de Inquilino | Prazo Médio de Contrato (31/07/2026) |
|---|---|---|
| Escritórios Classe A/A+ | Grandes corporações | 7,86 anos originais; 2,68 anos remanescentes |
| Galpões Logísticos | Indústria e e-commerce | 11,64 anos originais; 2,99 anos remanescentes |
Para o investidor, a composição diversificada significa menor exposição a um único ciclo imobiliário. Escritórios e galpões respondem de forma diferente a mudanças econômicas. Em períodos de desaceleração industrial, por exemplo, escritórios bem localizados podem manter alta ocupação enquanto galpões enfrentam mais vacância — e vice-versa.
A implicação prática para quem analisa o fundo é clara: avaliar o portfólio do KNRI11 exige olhar separadamente para o desempenho de cada segmento, não apenas para o resultado consolidado. Vale observar também a diferença entre prazo contratado e prazo remanescente, que indica quando as renegociações tendem a se concentrar.
Dividendos do KNRI11 em 2026: quanto paga por cota?
O rendimento recorrente do KNRI11 passou a R$ 1,10 por cota nos pagamentos a partir de março de 2026. Antes disso, o pagamento de fevereiro (relativo a janeiro) foi de R$ 0,88 por cota. Em alguns meses do ano, o valor total pago superou o patamar recorrente por conta de parcelas extraordinárias ligadas a eventos de portfólio. Por isso, não é correto afirmar que o fundo pagou o mesmo valor em todos os meses de 2026: o histórico oficial de rendimentos publicado pela gestora e na B3 é a referência para conferir cada competência.
O mecanismo de distribuição segue a regra geral dos fundos imobiliários: ao menos 95% do lucro líquido semestral auferido deve ser distribuído aos cotistas. Na prática, o KNRI11 opta pela distribuição mensal, o que facilita o planejamento financeiro de quem depende de renda passiva.
Os rendimentos distribuídos podem ser isentos de Imposto de Renda para a pessoa física, conforme a Lei 11.033/2004. A isenção depende do cumprimento cumulativo de requisitos: cotas admitidas à negociação exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado; fundo com pelo menos 100 cotistas; e investidor pessoa física que não detenha 10% ou mais das cotas nem tenha direito a 10% ou mais dos rendimentos do fundo. A legislação traz ainda restrições relativas a conjuntos de pessoas ligadas. Ou seja, o correto não é dizer que “o KNRI11 é isento”, mas que determinados rendimentos podem ser isentos para quem satisfaz esses requisitos.
Sobre o cenário tributário: a Câmara retirou de pauta a MP 1.303/2025 em 8 de outubro de 2025, e a medida perdeu eficácia ao fim daquele dia, sem ser convertida em lei. A proposta previa, entre outros pontos, tributação de 5% sobre rendimentos de FIIs mesmo quando atendidas as condições de isenção.
Exemplo prático com 100 cotas:
- Provento mensal no patamar recorrente: 100 × R$ 1,10 = R$ 110,00
- Cenário hipotético: se o fundo pagar R$ 1,10 por cota durante 12 meses, 100 cotas gerariam R$ 1.320,00 no período — projeção, não total efetivo de 2026
- Ganho vs. patamar anterior (R$ 1,03): + R$ 7,00/mês, equivalentes a R$ 84,00/ano adicionais
O incremento de R$ 0,07 por cota foi projetado pela gestão após a venda da participação no Jundiaí Industrial Park. Esse acréscimo é justamente o que elevou a distribuição de R$ 1,03 para R$ 1,10 por cota a partir de março de 2026 — portanto, ele já está embutido nos R$ 1,10 e não deve ser somado novamente.
Para quem busca renda passiva imobiliária, a regularidade dos dividendos importa tanto quanto o valor absoluto. Mas regularidade não é garantia: a própria gestora ressalva que a gestão ativa pode modificar a distribuição de rendimentos ao longo do tempo. Portanto, ao avaliar o KNRI11, considere o histórico de proventos com suas oscilações, e não um valor fixo projetado indefinidamente.
Indicadores do KNRI11: P/VPA, dividend yield e vacância
Os indicadores quantitativos do KNRI11 em 2026 mostram um fundo negociado com algum desconto sobre o valor patrimonial e com yield mensal na casa de 0,7%. Como preço e patrimônio oscilam, cada número abaixo vem com a data-base correspondente.
| Indicador | Valor e data-base | O que revela |
|---|---|---|
| P/VPA | ~0,96 (ref. 10/08/2026: cota de mercado R$ 156,27; VPA R$ 163,65) | Desconto de cerca de 4% sobre o patrimônio |
| DY mensal | ~0,70% (provento de R$ 1,10 sobre cotação de R$ 156,27, ref. 10/08/2026) | Renda mensal sobre cotação |
| DY 12 meses | Depende da soma dos proventos pagos e da cotação de referência adotada; fontes de mercado indicam algo em torno de 8% a 8,6% conforme a data-base | Retorno anual via proventos |
Interpretando o P/VPA
No relatório com data de referência de 10/08/2026, com cota de mercado de R$ 156,27 e cota patrimonial de R$ 163,65, o P/VPA era de aproximadamente 0,96 — ou seja, o mercado pagava cerca de R$ 0,96 para cada R$ 1,00 de patrimônio líquido do fundo. Em qualquer leitura recente, o desconto é de um dígito baixo, e não de 12%.
O que isso significa? Comprar abaixo do valor patrimonial pode ser vantajoso, mas o desconto pode refletir duas realidades distintas: genuína oportunidade de compra, ou desconfiança do mercado sobre a qualidade dos ativos, a vacância ou o momento macroeconômico.
Um P/VPA abaixo de 1,0 não é automaticamente uma oportunidade: é preciso verificar se o desconto reflete deterioração dos ativos ou apenas o ambiente de juros elevados comprimindo as cotações.
Sobre a geração de caixa: o resultado caixa não auditado do fundo foi de R$ 27,454 milhões em março de 2026, 13,3% acima de fevereiro. Essa comparação, porém, foi influenciada por antecipações de aluguel (R$ 3,24 milhões no mês, contra R$ 1,64 milhão no anterior), por receitas financeiras, por lucro com venda de ativo e pela dinâmica de despesas. Portanto, o número não deve ser interpretado isoladamente como prova de crescimento operacional recorrente.
Por que ocorre o desconto? O ambiente de juros elevados pressiona as cotações de todos os FIIs de tijolo, não apenas o KNRI11, porque a renda fixa oferece alternativas competitivas no curto prazo. Vale registrar que a meta Selic está em 14,00% ao ano, conforme dados do Banco Central.
Oportunidade ou risco? Uma eventual queda dos juros pode favorecer a demanda por FIIs, mas não garante valorização das cotas nem convergência do P/VPA para 1,0. O resultado dependerá também de vacância, revisões de aluguel, capex, emissões, alavancagem, qualidade dos ativos e prêmio de risco exigido pelo mercado. Não há, aqui, promessa nem garantia de retorno.
O yield mensal de aproximadamente 0,70% resulta da divisão do provento recorrente de R$ 1,10 pela cotação de R$ 156,27 (ref. 10/08/2026). Já a anualização simples de doze pagamentos de R$ 1,10 sobre esse mesmo preço equivaleria a cerca de 8,45% ao ano — número diferente do DY dos últimos 12 meses, que exige somar os rendimentos efetivamente pagos, inclusive as parcelas extraordinárias, e dividir por uma cotação explicitamente datada.
Vacância do KNRI11 em 2026
Os indicadores de vacância variam conforme a data de referência dos relatórios gerenciais. No relatório mensal de julho de 2026, o fundo apresentava vacância física de 3,95% e vacância financeira de 5,24%. A vacância financeira ajustada, considerando carências contratuais, era de 5,66% no mesmo relatório. Publicações de mercado citam valores ligeiramente diferentes conforme a metodologia e o período analisado, o que reforça a importância de acompanhar os relatórios mensais oficiais.
Venda do Jundiaí Industrial Park: o que muda nos dividendos?
A venda de 90% do Jundiaí Industrial Park por R$ 255 milhões foi anunciada em janeiro de 2026 e representa um dos maiores eventos de reciclagem de portfólio do KNRI11 no período recente.
A Kinea projetou um incremento recorrente de R$ 0,07 por cota como resultado da operação. Esse valor foi incorporado à distribuição a partir de março de 2026, elevando o patamar de proventos de R$ 1,03 para R$ 1,10 por cota. A gestora trata o acréscimo como recorrente, mas ressalva expressamente que o processo de gestão ativa pode modificar a distribuição de rendimentos ao longo do tempo — o que se observa na prática, já que houve meses de 2026 com valores distintos de R$ 1,10.
Impacto estimado por quantidade de cotas (frente ao patamar de R$ 1,03):
- 100 cotas: + R$ 7,00/mês = R$ 84,00/ano adicionais
- 500 cotas: + R$ 35,00/mês = R$ 420,00/ano adicionais
- 1.000 cotas: + R$ 70,00/mês = R$ 840,00/ano adicionais
Esses valores podem chegar isentos de IR ao cotista pessoa física que atenda aos requisitos legais, o que amplifica o benefício real frente a alternativas tributadas.
Carlos Martins, sócio responsável pelos FIIs de tijolo da Kinea, sinalizou que os recursos da venda seriam direcionados para reinvestimento em ativos com maior potencial de geração de valor. A estratégia da gestora considera o ambiente de juros elevados como janela para adquirir ativos imobiliários com desconto — um ciclo que, segundo a casa, favorece gestores ativos com capacidade de seleção.
A venda de 90% do Jundiaí Industrial Park por R$ 255 milhões mostra a escala do portfólio logístico do KNRI11 e a capacidade da gestão de monetizar ativos maduros.
Para o investidor, o ponto central é que o patamar de R$ 1,10 por cota já incorpora o incremento de R$ 0,07 — ele não deve ser somado outra vez. E, como qualquer projeção de distribuição, permanece sujeito às decisões de gestão e ao desempenho do portfólio.
KNRI11 vale a pena em 2026 com a Selic elevada?
Com a Selic em 14,00% ao ano, os juros seguem em patamar elevado, e FIIs de tijolo como o KNRI11 convivem com dois desafios simultâneos: competição com a renda fixa e pressão nas cotações. Ainda assim, o fundo apresenta características que justificam uma análise cuidadosa antes de qualquer conclusão.
A Kinea informa que não há taxa de performance para o KNRI11, o que elimina um custo adicional para os cotistas.
Yield comparativo: FII vs. Renda Fixa
Comparações entre FII e renda fixa exigem cuidado metodológico. Um DY de FII é retrospectivo; a remuneração de uma LCI ou LCA a 90% do CDI é prospectiva e depende do CDI futuro. A título de equivalência apenas retrospectiva, 90% de um CDI de 13,90% ao ano corresponderia a cerca de 12,51% no mesmo período. Para uma comparação prospectiva honesta, é preciso explicitar a hipótese de CDI futuro e considerar prazo, emissor, liquidez, carência e cobertura do FGC do produto de renda fixa — variáveis que não têm equivalente direto num FII.
Por outro lado, o FII oferece exposição a ativos reais com potencial de valorização patrimonial, algo que a renda fixa não entrega — sem que isso constitua garantia de ganho.
Ciclo de juros e P/VPA: perspectiva histórica
Em ciclos anteriores de queda de juros, observou-se realocação de capital da renda fixa para fundos imobiliários, movimento que costuma favorecer as cotações. Ainda assim, não há relação automática entre corte de Selic e valorização de um fundo específico: fundamentos do portfólio e prêmio de risco pesam igualmente.
Sobre a comparação com o KORE11 (outro fundo de tijolo da Kinea): materiais da própria gestora indicam que, em 2026, esse fundo negocia com desconto substancial em relação ao valor patrimonial, da ordem de 40%, superior ao desconto observado no KNRI11. São veículos com estratégias e dinâmicas de distribuição diferentes, e qualquer comparação de P/VPA deve indicar a data-base dos dados.
Checklist: o KNRI11 faz sentido no seu portfólio?
- Horizonte de investimento: prazos mais longos ajudam a atravessar o ciclo imobiliário
- Objetivo: renda passiva mensal, potencialmente isenta de IR, com exposição a ativos reais
- Tolerância a volatilidade: cotação oscila; quem não suporta variação deve considerar renda fixa
- Diversificação: FII não substitui renda fixa — complementa em portfólio equilibrado
- Acompanhamento: monitorar vacância, resultado caixa, alavancagem e relatórios mensais da Kinea
Para investidores com horizonte mais longo e objetivo de renda mensal, o KNRI11 negociado próximo ao valor patrimonial apresenta uma equação de risco-retorno que merece análise individual — sem que o desconto, por si só, signifique oportunidade.
Na prática, a decisão não é binária entre KNRI11 e renda fixa. Assessorias costumam estruturar carteiras que combinam os dois — usando renda fixa para estabilidade e liquidez, e FIIs para renda de longo prazo com eficiência tributária. A chave está no dimensionamento de cada posição conforme perfil e horizonte.
Resumo prático
- O KNRI11 é um FII de tijolo gerido pela Kinea, com escritórios corporativos e galpões logísticos e patrimônio líquido de aproximadamente R$ 4,62 bilhões (ref. 10/08/2026).
- O rendimento recorrente passou a R$ 1,10 por cota nos pagamentos a partir de março/2026; antes disso, fevereiro pagou R$ 0,88, e alguns meses do ano tiveram valores superiores por parcelas extraordinárias.
- Na referência de 10/08/2026, cota de mercado de R$ 156,27 e VPA de R$ 163,65 indicavam P/VPA de cerca de 0,96 (desconto próximo de 4%), não de 12%.
- O yield mensal é de aproximadamente 0,70% considerando R$ 1,10 sobre cotação de R$ 156,27 (ref. 10/08/2026); o DY de 12 meses depende dos proventos somados e da data-base do preço.
- A Kinea informa que não há taxa de performance para o KNRI11.
- A venda de 90% do Jundiaí Industrial Park por R$ 255 milhões elevou a distribuição de R$ 1,03 para R$ 1,10 por cota, com ressalva da gestora de que a distribuição pode mudar ao longo do tempo.
- Vacância em julho/2026: física de 3,95% e financeira de 5,24%. Monitorar os relatórios mensais é o caminho mais direto para acompanhar a saúde do fundo.
FAQ — Perguntas frequentes sobre o KNRI11
Quanto o KNRI11 paga de dividendos em 2026?
O rendimento recorrente é de R$ 1,10 por cota nos pagamentos a partir de março de 2026, patamar que já incorpora o incremento de R$ 0,07 gerado pela venda do Jundiaí Industrial Park. Os valores mensais efetivos variaram: o pagamento de fevereiro foi de R$ 0,88 e houve meses com valores acima de R$ 1,10 por conta de parcelas extraordinárias. Consulte o histórico oficial de rendimentos e a seção “Dividendos do KNRI11 em 2026”.
O KNRI11 tem taxa de performance?
Não. A Kinea informa que não há taxa de performance para o KNRI11, o que elimina um custo adicional para os cotistas.
O KNRI11 é isento de Imposto de Renda?
Os rendimentos mensais podem ser isentos de IR para a pessoa física, desde que atendidos cumulativamente os requisitos legais: cotas negociadas exclusivamente em bolsa ou balcão organizado, fundo com pelo menos 100 cotistas e investidor que não detenha 10% ou mais das cotas nem tenha direito a 10% ou mais dos rendimentos. A MP 1.303/2025, que previa alíquota de 5%, foi retirada de pauta em 08/10/2025 e perdeu eficácia. O ganho de capital na venda de cotas é tributado à alíquota de 20%.
Qual o P/VPA do KNRI11 em 2026?
Na referência de 10/08/2026, cerca de 0,96, considerando cota de mercado de R$ 156,27 e cota patrimonial de R$ 163,65 — desconto de aproximadamente 4%. O número oscila com o preço; veja a seção “Indicadores do KNRI11”.
Quais são os indicadores de vacância do KNRI11 em 2026?
Variam conforme a data de referência. Em julho de 2026, vacância física de 3,95% e financeira de 5,24% (5,66% na leitura ajustada por carências contratuais).
Quais imóveis fazem parte do portfólio do KNRI11?
Edifícios corporativos classe A/A+ e galpões logísticos. O Biosquare seguia classificado como ativo em desenvolvimento nos relatórios gerenciais disponíveis até junho de 2026. A participação de 90% no Jundiaí Industrial Park foi vendida em 2026 por R$ 255 milhões. Para detalhamento por segmento, consulte a seção “Portfólio do KNRI11”.
O KNRI11 é um bom investimento com a Selic alta?
Depende do perfil e do horizonte. O yield atual pode ser inferior ao de algumas alternativas de renda fixa isentas, enquanto o FII oferece exposição a ativos reais e possibilidade — não garantia — de valorização patrimonial caso os juros recuem. A Selic está em 14,00% ao ano, mas isso não implica valorização automática das cotas. Consulte um assessor de investimentos para estruturar sua alocação considerando seu horizonte e objetivos específicos.