Tipos de Fundos Imobiliários em 2026: Tijolo, Papel, FoF e Como Escolher

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Renova Invest · 24 de agosto de 2023

Investir no mercado imobiliário pode ser uma estratégia inteligente para diversificar sua carteira de investimentos. E uma das formas mais populares de investir nesse setor é por meio dos Fundos Imobiliários (FIIs). Os FIIs são uma classe de ativos que permitem aos investidores aplicar em imóveis e receber renda proveniente dessa modalidade de investimento.

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Neste artigo, vamos explorar os diferentes tipos de fundos imobiliários disponíveis no mercado brasileiro. Vamos entender como funcionam, suas características, benchmarks de rendimento em 2026 e como escolher o melhor fundo para compor sua carteira de investimentos.

O que são Fundos Imobiliários?

Os Fundos Imobiliários são investimentos coletivos em que diversas pessoas reúnem seus recursos para investir no mercado imobiliário. Esses recursos são utilizados para adquirir imóveis físicos, realizar construções, investir em títulos imobiliários ou empreendimentos em desenvolvimento.

Ao investir em um FII, o investidor adquire cotas desse fundo, que representam frações do patrimônio investido. Os rendimentos gerados pelo fundo, como aluguéis, valorização dos imóveis ou juros de títulos imobiliários, são distribuídos entre os cotistas de forma proporcional ao investimento de cada um.

Uma das principais vantagens dos FIIs é a possibilidade de investir no mercado imobiliário sem a necessidade de adquirir um imóvel por completo. Além disso, os FIIs são negociados na Bolsa de Valores, o que proporciona liquidez diária aos investidores.

Os 5 Tipos de Fundos Imobiliários: Tabela Comparativa

Existem cinco tipos principais de FIIs, cada um com estratégia, risco e potencial de rendimento diferentes:

Tipo O que investe Risco DY médio (2026) Indicado para
Tijolo Imóveis físicos (shoppings, galpões, lajes) Médio 8–10% a.a. Renda estável de longo prazo
Papel CRIs, LCIs, LHs Baixo-médio 12–14% a.a. Renda alta com Selic elevada
Desenvolvimento Empreendimentos em construção Alto Variável Investidor arrojado / ganho de capital
Híbrido Tijolo + Papel Médio 9–12% a.a. Diversificação dentro dos FIIs
FoF Cotas de outros FIIs Médio 9–11% a.a. Diversificação com aporte menor

Tipos de Fundos Imobiliários em Detalhes

1. Fundos de Tijolo

Os fundos imobiliários de tijolo são aqueles que investem diretamente em imóveis físicos. Esses fundos adquirem e/ou constroem imóveis com o objetivo de obter renda por meio da locação ou venda desses imóveis. Dentro dessa categoria, existem diferentes segmentos:

  • Shoppings centers: receita de aluguel percentual sobre as vendas dos lojistas (ex: HGBS11, XPML11)
  • Lajes corporativas: escritórios de alto padrão nas principais cidades (ex: BRCO11, BRCR11)
  • Galpões logísticos: armazéns para e-commerce e indústria — segmento mais aquecido em 2025–2026 (ex: HGLG11, XPLG11)
  • Hospitais e clínicas: contratos atípicos de longo prazo (10–20 anos), menor vacância (ex: HSML11)
  • Agências bancárias: aluguel de agências para bancos, com contratos tipicamente longos

Com Selic a 14,25% a.a., os fundos de tijolo entregam DY médio de 8–10% a.a. — ainda atrativo pelo potencial de valorização das cotas e contratos de aluguel corrigidos pelo IGP-M ou IPCA. No ciclo de queda dos juros, os fundos de tijolo tendem a valorizar mais do que os de papel.

Os fundos de tijolo oferecem aos investidores a oportunidade de diversificar sua carteira por meio do investimento em diferentes tipos de imóveis, setores e localidades. Essa diversificação pode contribuir para reduzir os riscos e aumentar a rentabilidade do investimento.

2. Fundos de Papel

Os fundos imobiliários de papel investem em títulos e valores mobiliários relacionados ao mercado imobiliário. Isso inclui investimentos em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras Hipotecárias (LHs) e outros ativos financeiros ligados ao setor imobiliário.

Diferentemente dos fundos de tijolo, os fundos de papel não investem diretamente em imóveis físicos, mas sim em instrumentos financeiros lastreados por créditos imobiliários. Esses fundos oferecem aos investidores a possibilidade de obter renda por meio do recebimento de juros e correção monetária dos títulos imobiliários.

Destaque em 2026 — Selic a 14,25%: os CRIs costumam ter remuneração atrelada ao CDI (hoje ~14,20% a.a.) ou IPCA+. Com juros altos, os fundos de papel entregam dividend yield mais elevado (12–14% a.a. para os mais bem geridos), tornando-se o segmento favorito de quem busca renda imediata. Exemplos: MXRF11, RECR11, KNCR11.

3. Fundos de Desenvolvimento

Os fundos de desenvolvimento são aqueles que investem em empreendimentos imobiliários em fase de desenvolvimento. Eles adquirem terrenos, financiam a construção de imóveis ou participam do desenvolvimento de projetos imobiliários. O objetivo desses fundos é obter lucro por meio da venda dos imóveis quando estiverem prontos ou por meio da locação desses empreendimentos.

Esses fundos são considerados mais arriscados, pois estão sujeitos a possíveis atrasos na construção, variações nos custos e demanda do mercado imobiliário. No entanto, também podem oferecer maior potencial de retorno para os investidores. São mais indicados para investidores com perfil arrojado e horizonte de médio a longo prazo.

4. Fundos Híbridos

Os fundos imobiliários híbridos são aqueles que combinam diferentes estratégias de investimento. Eles podem investir tanto em imóveis físicos quanto em títulos imobiliários, buscando obter renda por meio da locação e valorização dos imóveis, bem como juros e correção monetária dos títulos.

Esses fundos oferecem aos investidores a oportunidade de diversificar sua exposição ao mercado imobiliário, aproveitando os benefícios de diferentes estratégias de investimento. A combinação de investimentos em imóveis físicos e títulos imobiliários pode contribuir para reduzir os riscos e aumentar a rentabilidade do investimento. Exemplos: FEXC11, KINP11.

5. Fundos de Fundos (FoFs)

Os fundos de fundos são aqueles que investem em outros fundos imobiliários. Em vez de adquirir diretamente imóveis físicos ou títulos imobiliários, esses fundos investem em cotas de outros fundos imobiliários. Essa estratégia oferece aos investidores a possibilidade de diversificar seus investimentos em fundos imobiliários com um único investimento.

Os fundos de fundos podem ser uma opção interessante para investidores que desejam acessar uma variedade de fundos imobiliários com um aporte menor. Os gestores desses fundos são responsáveis por escolher os fundos que compõem a carteira, alinhados com a estratégia do fundo de fundos. Exemplos: BCFF11, KFOF11.

FIIs em 2026: Qual Tipo Escolher com Selic a 14,25%?

Com a Selic em 14,25% a.a. (Copom, 17/06/2026) e CDI ~14,20% a.a., o ambiente é desafiador para os fundos de tijolo, mas favorável para os de papel:

  • Fundos de papel: DY 12–14% a.a. — beneficiam-se diretamente do CDI alto. Mais adequados para quem busca renda no curto prazo.
  • Fundos de tijolo: DY 8–10% a.a. — com juros altos, as cotas tendem a negociar com desconto (P/VP < 1,0). Oportunidade de compra para o investidor de longo prazo que acredita em queda futura dos juros.
  • IFIX (índice de referência dos FIIs): DY médio do índice em 2026 está na faixa de 11–12% a.a.

Estratégia equilibrada: combinar fundos de papel (renda imediata) com fundos de tijolo de galpões logísticos ou shoppings bem localizados (valorização no próximo ciclo de queda de juros).

Tributação dos FIIs: O Que Saber

  • Isenção de IR nos proventos: os rendimentos mensais distribuídos por FIIs são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que o fundo seja listado em bolsa, tenha mais de 50 cotistas e o investidor possua menos de 10% das cotas.
  • Sem come-cotas: ao contrário de fundos de investimento comuns, os FIIs não têm come-cotas semestral — vantagem tributária importante para acumulação de longo prazo.
  • Ganho de capital na venda das cotas: tributado a 20% (DARF código 6015), independentemente do prazo de investimento.

Como Escolher um Fundo Imobiliário para Investir?

Ao escolher um fundo imobiliário para investir, é importante considerar alguns fatores importantes, como seu perfil de investidor, objetivos financeiros e indicadores do fundo. Vamos explorar esses aspectos a seguir:

Perfil de Investidor

Antes de escolher um fundo imobiliário, é importante conhecer seu perfil de investidor. Os fundos imobiliários são considerados investimentos de renda variável, o que significa que estão sujeitos a variações de mercado e riscos. Portanto, é importante entender seu apetite por risco e sua capacidade de suportar possíveis perdas antes de investir nesses ativos.

Objetivos Financeiros

Outro aspecto relevante é definir seus objetivos financeiros ao investir em fundos imobiliários. Você está buscando obter renda por meio dos dividendos distribuídos pelos fundos? Ou está mais interessado na valorização das cotas ao longo do tempo? Definir seus objetivos ajudará a selecionar os fundos mais adequados para atingir essas metas.

Indicadores do Fundo

Ao analisar um fundo imobiliário, é importante avaliar seus indicadores financeiros, como a taxa de ocupação dos imóveis, a rentabilidade histórica, os rendimentos distribuídos aos cotistas, a qualidade dos ativos da carteira e a gestão do fundo. Essas informações podem ser encontradas nos relatórios e prospectos dos fundos, bem como em plataformas de investimento.

Além desses fatores, também é recomendado consultar um profissional de investimentos ou assessor financeiro para auxiliar na seleção dos melhores fundos imobiliários de acordo com seu perfil e objetivos. Eles podem fornecer orientações personalizadas e ajudar a tomar decisões mais informadas.

Conclusão

Os Fundos Imobiliários são uma excelente opção para diversificar sua carteira de investimentos e obter exposição ao mercado imobiliário. Com os cinco tipos de FIIs disponíveis — tijolo, papel, desenvolvimento, híbrido e FoF — é possível escolher aqueles que melhor se adequam ao seu perfil de investidor, objetivos financeiros e contexto de mercado.

Em 2026, com Selic a 14,25% a.a., os fundos de papel lideram em DY (12–14% a.a.), enquanto os de tijolo oferecem oportunidade de valorização no ciclo futuro de queda de juros. A diversificação entre os tipos pode ser a estratégia mais equilibrada para o investidor de FIIs.

Lembre-se sempre de que investimentos em renda variável envolvem riscos, e é importante realizar uma análise completa antes de investir. Para obter mais informações e orientações sobre fundos imobiliários, sugerimos entrar em contato com um assessor de investimentos da Renova Invest, que poderá oferecer uma consultoria personalizada para suas necessidades e objetivos financeiros.

As informações deste artigo têm caráter educacional e não constituem recomendação de investimento. Consulte um assessor de investimentos antes de tomar decisões financeiras.

Leia também: Conheça o fundo imobiliário AFHI11.

Leia também: Conheça o fundo imobiliário HGRE11.

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Fonte: Banco Central · 29/07/2026

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