Renova Invest Facebook

O que é bonificação de ações e quais as vantagens?

O que é bonificação de ações
O que é bonificação de ações

Muitas pessoas investem em ações pensando em alcançar a liberdade financeira através do recebimento de dividendos. Contudo, os dividendos não são a única forma de uma empresa remunerar seus investidores. Por isso, é importante saber o que é a bonificação de ações.

Quando uma empresa está passando por uma boa fase, obtendo lucros, ela tem a possibilidade de recompensar seus investidores com a bonificação. Esse processo pode ocorrer quando a companhia não deseja distribuir dividendos ou juros sobre o capital próprio, por exemplo.

Quer aprender mais sobre esse provento? Então saiba agora tudo sobre a bonificação de ações na Bolsa de Valores!

O que é a bonificação de ações?

No mercado acionário a bonificação de ações é tida como uma forma de uma empresa beneficiar seus acionistas. Isso porque, diferentemente do pagamento de dividendos — que possui obrigatoriedade prevista em lei — a bonificação é um ato voluntário da companhia.

Se refere ao fornecimento gratuito de novas ações ao acionista de uma empresa, em número proporcional ao capital investido por cada um. Trata-se de uma forma de compensar o acionista, que acontece geralmente quando a companhia está bem financeiramente.

Essa é uma prática bem vista no mercado e atrai a atenção dos investidores e especuladores. Afinal, quando uma companhia anuncia a bonificação de ações, o número de negociações e a liquidez de seus papéis tende a aumentar.

Como a bonificação de ações funciona?

Se você já investe em ações, talvez conheça algumas formalidades que as empresas devem observar antes de distribuírem proventos. Na bonificação, há a necessidade de a companhia deliberar, por uma assembleia geral, a data e a quantidade de ações que serão distribuídas.

O próximo passo é passar para o mercado essas informações por meio da emissão de um fato relevante, que se refere a um tipo de anúncio de mercado que permite a preparação dos investidores e interessados para os efeitos daquele evento.

No anúncio deve conter a data limite para a compra das ações que garantirão o recebimento da bonificação. O último dia em que o interessado poderá adquirir os papéis é conhecido como data “com”.

No dia subsequente, tido como data “ex”, a pessoa que adquirir uma ação da companhia não terá o direito de receber a bonificação naquela oportunidade. Afinal, os proventos serão destinados ao proprietário que vendeu os papéis.

Na data de distribuição, a empresa fornece novas ações para os acionistas, considerando o capital que eles têm investido. Logo, o investidor passa a ter uma quantidade maior de ativos daquela companhia.

Isso tudo acontece além da incorporação de reservas, que é quando parte dos resultados positivos de um negócio deve ser incorporados na própria empresa.

O que é a bonificação fracionada?

Uma situação importante a conhecer em relação à bonificação nas ações é o fracionamento dos papéis de acionistas. Isso acontece quando um investidor não possui um número compatível de ações em relação à bonificação.

Pode parecer um conceito complicado, mas, na prática, fica mais fácil de entender. Imagine que você tem 50 ações de uma empresa. Se a bonificação tem uma proporção de 10%, você receberá 10% a mais de ações, certo?

Nesse caso, após o fim do procedimento, você terá em carteira 55 ações da empresa, mantendo o percentual do seu capital investido em relação à participação no negócio. Nesse exemplo, a bonificação não precisa ser fracionada.

Por outro lado, imagine que você já possuía 55 ações da empresa antes da bonificação. Com o aumento de 10% você teria que receber 5,5 papéis da companhia para ter um aumento proporcional, não é? Como você sabe, não é possível fracionar as ações e a solução encontrada receber apenas 5 papéis. Depois, a soma de todas as frações, chamadas ações residuais, será leiloada.

O valor arrecadado é repassado aos acionistas que tiveram um aumento abaixo da proporção da bonificação. No exemplo, você receberá 5 ações da empresa e depois receberá também o valor em dinheiro correspondente a 0,5 papel vendido no leilão.

Por que a bonificação altera o preço das ações?

Ao conhecer a bonificação, é válido entender que ela traz uma consequência para a cotação das ações. Como mais papéis são lançados no mercado, o preço individual deles diminui. A diluição ocorre proporcionalmente ao número de ações da bonificação.

Para entender melhor essa situação, é possível considerar um caso prático. Imagine que você tem 100 ações de uma empresa cotadas a R$ 20 cada. Assim, seu capital investido na companhia é de R$ 2 mil.

Agora, suponha que essa empresa emita uma bonificação de 30%.  Assim, você terá 130 ações dessa empresa. Para chegar ao novo preço de cada papel, basta efetuar o seguinte cálculo:

Nova cotação = 100 x R$ 20 / 130

Dessa maneira, os papéis terão uma cotação de R$ 15,38. Contudo, o seu capital investido continuará sendo de R$ 2 mil, não é mesmo? Além de a mudança de preço não impactar negativamente no seu patrimônio, ela traz a vantagem do aumento da liquidez.

Quais os outros tipos de proventos disponíveis no mercado?

Como você viu, além da bonificação, as empresas contam com outras formas de distribuir o lucro obtido entre os seus acionistas. São elas:

Dividendos

Os dividendos são pagamentos em dinheiro feitos pela empresa para remunerar o acionista pelo investimento em suas ações. Esse é o modo mais utilizado pelas empresas em relação à distribuição de lucros, sendo também o mais conhecido no mercado.

Isso acontece porque a Lei das sociedades anônimas (S.A.) regulamenta que as empresas listadas em bolsa de valores são obrigadas a distribuir um percentual de seus lucros em forma de dividendos. Mas o percentual é deliberado pela própria companhia.

Vale saber que esses proventos são isentos de Imposto de Renda (IR) para o investidor.

Juros sobre capital próprio

Os juros sobre capital próprio (JCP) também são pagamentos em dinheiro e representam uma forma de remuneração variável ao acionista. Eles não são obrigatórios e, diferente dos dividendos, não apresentam incidência de IR. O investidor é taxado em 15% sobre o valor recebido, retido na fonte.

A lei que criou o JCP permite que as empresas lancem os lucros sobre o capital próprio como uma despesa em seu livro contábil. Assim, não há recolhimento de IR sobre o valor distribuído.

Direito de subscrição

O direito de subscrição é a preferência dada ao acionista da empresa na compra de novas ações. Diferente da bonificação, em que o recebimento de novas ações acontece gratuitamente, no direito de subscrição o investidor precisa pagar para tê-las.

Essa dinâmica ocorre quando a companhia lança novas ações no mercado de forma pública. Então o provento permite que o investidor que tiver interesse mantenha seu percentual de participação diante de uma nova oferta. O acionista também pode garantir a compra das ações a um preço menor.

Quais as vantagens da bonificação de ações?

Uma das principais vantagens é o fato de o investidor receber mais ações de uma companhia sem pagar nada por isso. Logo, na próxima vez que a empresa for pagar proventos, o acionista receberá mais lucro, por possuir mais ações na carteira.

Em relação à empresa, é vantajoso fazer a bonificação para aumentar o seu capital social sem diminuir a participação dos sócios majoritários ou interferir em suas ações já existentes. Além disso, essa dinâmica dá visibilidade para a companhia e contribui para o aumento de liquidez nos seus ativos.

É importante saber que as companhias que decidem distribuir essa bonificação costumam utilizar as reservas de lucro do negócio. Assim, elas transferem o montante para o capital social da empresa, distribuindo aos acionistas.

O processo demonstra que a empresa tem capacidade de gerar lucros e está com dinheiro em caixa, aumentando as suas reservas financeiras. Logo, os acionistas e o mercado em geral percebem que a administração está realizando uma boa gestão.

Essa situação traz reflexos importantes para o preço dos papéis. Primeiro, uma empresa que consegue distribuir a bonificação entre seus acionistas chama a atenção do mercado para o investimento.

Ademais, com uma análise fundamentalista, os interessados podem definir que a empresa tem bons fundamentos e está conseguindo lucrar. Dessa forma, ela tem capacidade de gerar valor aos investidores com a valorização a longo prazo.

Como usufruir da bonificação de ações?

Você viu que o acionista precisa ser avisado dessa situação e do modo como ela ocorrerá. Nesse sentido, o investidor de uma empresa que anunciou a bonificação de ações não precisa adotar nenhuma providência. Isso porque o procedimento ocorre de forma automática e é processado pela bolsa de valores sem a intervenção do acionista.

Após a data da bonificação, as novas ações serão incluídas na carteira do investidor. Assim, ele poderá mantê-las ou negociá-las normalmente na bolsa de valores juntamente com as demais que possui.

Como investir com foco nos proventos?

Como você viu, a bonificação traz diversas vantagens para o investidor e não exige investimento de capital. Ainda, ela pode indicar bons fundamentos para quem está avaliando o aporte em determinada empresa.

Além disso, os outros proventos distribuídos pelas empresas, como os dividendos e o JCP, trazem uma renda passiva. Por esse motivo, muitos investidores montam uma carteira com foco no recebimento desses benefícios.

Contudo, a tomada de decisão de investimento em empresas deve considerar diversas características importantes:

Perfil de investidor

Primeiro, é fundamental considerar o seu perfil de investidor. O investimento em ações pode não trazer garantias de rentabilidade e na maioria das vezes, por ser renda variável, não tem como prever nenhum tipo de retorno. Por isso, os riscos associados a esse aporte podem não ser adequados por investidores mais conservadores.

Desse modo, sempre considere o seu perfil de tolerância para ver se os riscos do investimento em ações fazem sentido para você. Se você for um investidor com baixa resistência aos riscos, outras formas de obter renda passiva podem ser mais indicadas.

Objetivos claros

Você também precisa definir objetivos claros e concretos antes de realizar os seus aportes. Se você já decidiu que quer investir com foco em recebimento de renda passiva, delimite concretamente quanto deseja ganhar.

Essa etapa é fundamental para montar a sua estratégia e complementar o seu planejamento financeiro, sendo possível saber quanto deve investir em média e qual é o rendimento esperado, sem garantias.

Análise das companhias

Como o foco é o recebimento de proventos, busque essas informações com profissionais do mercado, como uma assessoria de investimentos. É importante avaliar questões como pagamento de dividendos e JCP e eventos de bonificações. Ainda, elabore uma análise aprofundada sobre os fundamentos da companhia, tendo em vista que o aporte será de longo prazo.

Você precisa saber como está a condição financeira do negócio, como foram as últimas distribuições de proventos e quais são as informações sobre a administração. No entanto, não esqueça que as informações históricas, como os pagamentos de dividendos no passado e as bonificações, não são garantias para o futuro.

Você conhecia esse mecanismo de segurança da bolsa de valores? Para conhecer mais sobre o mercado financeiro, acompanhe nossos conteúdos no YouTube, Instagram e LinkedIn!

Veja também:

Inscreva-se
Notificar-me de
Esse campo só será visível pela administração do site
botão de concordância
5 Comentários
Feedbacks
Visualizar todos os comentários

Utilizamos cookies que melhoram a sua experiência em nosso site. Todos seguem a nossa Politica de Privacidade. Clicando em "OK" você concorda com a nossa política.