Um dos principais motivos que leva um investidor a buscar investimentos alternativos é a possibilidade de diversificação do portfólio. A estratégia tem o objetivo geral de mitigar o risco da carteira.

Nesse sentido, tais investimentos pouco conhecidos podem ser uma boa opção de diversificação por apresentarem baixa correlação com o mercado financeiro tradicional. Além disso, é comum esperar retornos mais expressivos, uma vez que eles possuem baixa liquidez.

Pensando nisso, este artigo visa apresentar 7 investimentos alternativos que valem a pena conhecer e podem, eventualmente, compor o seu portfólio. Vamos lá?

1.     Venture capital

Essa modalidade de investimento é semelhante a um fundo de investimento de maior risco. É uma forma de investidores injetarem recursos financeiros em empresas de pequeno e médio porte que estão em momento de expansão.

O venture capital pode surgir como uma alternativa para companhias que são novas no mercado, inclusive startups. Para isso, é importante que elas já tenham um determinado crescimento e precisem de investimentos para se desenvolverem ainda mais.

Contar com os recursos financeiros provenientes do venture capital é uma possível solução para acelerar o negócio. Se o valor for bem aplicado, todos os lados (empresa e investidor) podem se beneficiar.

2.     Fundos de investimento em participação (FIP)

Esse veículo de investimento tem estratégia voltada para o investimento em empresas de capital fechado ou aberto, com o objetivo de participar ativamente de suas gestões. Assim como no venture capital, as companhias que compõem o fundo normalmente estão em fase de desenvolvimento.

Dessa forma, o gestor do fundo participa ativamente das tomadas de decisões das empresas. Isso pode ocorrer por meio de acordo com acionistas, compra de ações suficientes para participar do bloco de controle ou outros procedimentos que garantam esse direito.

Um exemplo de como o FIP exerce seu papel na política das empresas é pela indicação de membros do conselho de administração da companhia.

3.     Private equity

A modalidade private equity é a mais conhecida do fundo de investimento em participação. Nela, o FIP compra uma parte considerável de empresas cujo capital social não é aberto na bolsa de valores.

Assim, elas podem aceitar investimentos diretos de outras companhias ou de investidores qualificados. Os fundos não só injetam recursos financeiros nas empresas, como também passam a participar do capital social.

Com isso, tornam-se sócios do negócio e podem participar ativamente da gestão. O investidor, portanto, passa a ser um dos principais responsáveis pela valorização e pelo crescimento do negócio. Por essa característica, as possibilidades de retorno são maiores.

Afinal, o fundo trabalhará para que o resultado do investimento seja positivo. Depois, ele pode vender sua participação e se desfazer da posição na empresa, obtendo lucro com a negociação.

4.     Fundos special situations

Os fundos special situations podem investir em empresas e se dedicar a estruturar operações que normalmente envolvem crédito. Para isso, buscam ativos ilíquidos, muitas vezes depreciados, que são adquiridos com foco em um retorno no médio e longo prazo.

Não é possível saber com antecedência onde os recursos do fundo serão investidos, pois eles não têm uma caracterização específica. Dessa forma, o nível de risco desse investimento é elevado e deve ser considerado pelo investidor.

5.     Criptomoedas

As moedas virtuais são chamadas de criptomoedas, pois não existem fisicamente, mas são mantidas por tecnologia de ponta. Elas já podem ser utilizadas para realizar transações financeiras. Contudo, não podem ser sacadas e não pertencem a nenhuma economia do mundo.

Talvez você tenha ouvido falar no assunto nos últimos anos, pois as criptomoedas têm se tornado mais relevantes. É possível investir por meio da compra direta do ativo, mas essa opção não é regulamentada no Brasil. Isso pode tornar o investimento mais arriscado.

Para minimizar as chances de cair em golpes, é válido se certificar da qualidade e confiança dos meios utilizados para investir. Além disso, há a possibilidade de buscar fundos de investimentos que investem em criptomoedas.

Eles são regulamentados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e, por isso, apresentam maior segurança institucional. Assim, oferecem maior tranquilidade aos investidores, que podem evitar cair em fraudes.

6.     Ouro

O ouro é um metal valioso com valor intrínseco. Por esse motivo, é considerado uma importante reserva de valor, especialmente em momentos de crise. Nesses cenários, sua cotação tende a se valorizar.

Quando o mercado de ações sofre desvalorização, o preço do ouro pode subir. Além disso, o metal pode ser utilizado como hedge para proteção da carteira em variações cambiais. Assim como as criptomoedas, é possível investir em ouro por meio dos fundos de investimento.

Geralmente, esses fundos são do tipo multimercados, que se caracterizam por adotar diferentes estratégias de alocação na carteira. No caso dos fundos de investimento em ouro, o gestor investe grande parte (ou todo o patrimônio) do fundo em ativos lastreados em outro.

O portfólio pode conter, por exemplo, contratos futuros de ouro no mercado futuro ou ETFs (Exchange Traded Funds) de ouro negociados no mercado financeiro. Cotas de outros fundos também podem ser utilizadas para compor a carteira.

7.     Obras de arte

Investir em obras de arte é uma prática muito comum em outros países. O hábito ainda é pouco difundido no Brasil, por se tratar de um investimento que, normalmente, exige um capital mais elevado. Além disso, o risco também é alto, pois a liquidez é baixa.

Existem diversas opções de obras de arte para investir, como telas, gravuras, esculturas, fotos e muitas outras peças dos mais variados artistas. Quanto mais conceituado e respeitado o artista for, mais cara se torna a obra.

Por ser um mercado amplo, os investidores podem contar com estratégias variadas de investimento. É possível, por exemplo, adquirir a obra através de uma negociação particular, como também realizar aportes em fundos de investimento em arte.

Antes de escolher os investimentos alternativos que farão parte da sua carteira, não deixe de avaliar o seu perfil de investidor e os seus objetivos pessoais. Com base nessas informações e com conhecimento acerca das opções que conheceu aqui, fica muito mais fácil tomar uma decisão!

Quer conhecer mais sobre as alternativas do mercado que podem ser interessantes para você? Converse com um de nossos assessores!