Saber como fazer investimentos na bolsa de valores pode ser uma solução interessante para investidores que buscam melhorar o potencial de retorno da carteira. Afinal, esse ambiente de negociações conta com alternativas que permitem diversificar e rentabilizar seu portfólio.

Contudo, os ativos e derivativos negociados na bolsa são de renda variável. Isso significa que, embora tenham maior potencial de retorno, eles não apresentam garantias de lucro. Logo, é preciso que os investidores tenham maior tolerância aos riscos antes de iniciar suas operações.

Por isso, é essencial entender como funciona esse ambiente de negociações e quais alternativas podem ser encontradas nele. Quer saber mais? Neste artigo, você aprenderá o que é a bolsa de valores e qual o passo a passo para fazer os seus investimentos.

Confira!

O que é a bolsa de valores?

Antes de você conhecer o passo a passo de como fazer investimento na bolsa de valores, é preciso saber o que ela é, certo? Embora seja comum ouvir notícias sobre a bolsa, muitos investidores podem não entender o que é esse ambiente — especialmente os iniciantes.

A bolsa de valores é o ambiente em são negociados diversos valores mobiliários, como ativos e derivativos financeiros. Desse modo, os investidores podem comprar e vender ações de empresas de capital aberto, cotas de determinados fundos de investimento, se posicionar em contratos futuros e realizar outras operações.

Na prática, o papel de uma bolsa é facilitar a negociação das alternativas de investimentos. Além disso, ela funciona para garantir eficiência, transparência e segurança para essas movimentações — tanto para os investidores quanto para as instituições envolvidas.

A B3 é a única bolsa em operação no território brasileiro. Com o nome de “Brasil, Bolsa, Balcão”, ela foi fundada após a fusão entre a Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (Cetip) e a BM&FBovespa. Isso aconteceu em 2017 e consolidou a B3 como a maior bolsa da América Latina.

Você já viu que as oportunidades de investimento disponíveis na bolsa de valores são de renda variável, não é mesmo? Assim, é importante saber que elas trazem maiores riscos para os investidores do que as alternativas presentes na renda fixa.

Ao mesmo tempo, os ativos e derivativos de renda variável contam com maior potencial de retorno. O motivo para isso está na relação entre risco e retorno do mercado financeiro. Ou seja, quanto maiores são os riscos, maior costuma ser o potencial de ganhos.

Como funciona a bolsa de valores?

Conseguiu entender o que é a bolsa de valores? Agora é preciso saber como esse ambiente de negociações funciona. Para isso, vale ter em mente que ela é dividida em quatro mercados:

  • à vista;
  • a termo;
  • futuro;
  • de opções.

No mercado à vista os investidores podem comprar e vender ações, cotas de fundos imobiliários (FIIs) e outros ativos. As cotações variam conforme a oferta e a demanda do mercado no momento da operação. A liquidação, geralmente, acontece dentro de poucos dias úteis.

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Por sua vez, o mercado a termo é o ambiente em que duas partes firmam uma data para a liquidação do negócio. Ou seja, o pagamento ocorre em um momento futuro.

Também há o mercado de opções. Trata-se de um tipo de derivativo que representa o direito de comprar ou vender um ativo em determinada data e cotação. Muitos investidores as utilizam para especular na bolsa ou como uma forma de se proteger da volatilidade.

Por fim, o mercado futuro é o espaço onde se negociam os derivativos financeiros chamados de contratos futuros. Eles permitem se expor ao preço futuro de um ativo, mas a liquidação é apenas financeira. Esse ambiente costuma ser usado por investidores com estratégia de hedge ou especulação.

Quais os principais investimentos disponíveis na bolsa?

Além de entender o que é e como funciona a bolsa de valores, é preciso saber quais os principais tipos de investimento estão disponíveis para fazer aportes.

Confira!

Ações

As ações representam a menor fração do capital social de uma empresa de capital aberto. Dessa maneira, os investidores que compram esses papéis passam a ser acionistas da companhia.

Ao ocupar essa posição, eles estarão expostos aos resultados da empresa — sejam eles positivos ou negativos. Ou seja, se a companhia cresce, pode haver uma valorização da ação. Caso ela apresente má performance, esses acionistas podem lidar com o prejuízo.

As estratégias mais comuns para buscar ganhos com ações são de valorização ou renda passiva. No primeiro cenário o objetivo do investidor é o crescimento da empresa. Assim, ele poderá vender os papéis no futuro por um preço mais alto do que pagou.

Já para a renda passiva, o intuito é receber proventos — como os dividendos. Afinal, como acionista, ele poderá ser incluído nos processos de repasse de lucros. Dessa forma, o investidor transforma seus investimentos em uma nova fonte de renda.

ETFs

As cotas dos exchange traded funds (ETFs), ou fundos de índice, também são negociadas na bolsa de valores. Eles são um tipo de fundo de investimento cuja estratégia é replicar os resultados de um indicador do mercado. Por isso, esse veículo se destaca pela gestão passiva.

Para você entender melhor, imagine um ETF que usa o Ibovespa como benchmark — o principal indicador de desempenho de ações brasileiras. Nesse caso, o gestor do fundo de índice compõe o portfólio do veículo com as mesmas ações do Ibovespa para entregar um resultado próximo ao do indicador.

Vale a pena saber que, no Brasil, os fundos de índice não fazem o repasse de proventos. Com isso, o capital que o veículo pode receber dos ativos é reinvestido em seu portfólio.

Fundos imobiliários

Os FIIs são outro tipo de fundo de investimento que você pode incluir em seus aportes na bolsa de valores. A nomenclatura tem relação com o fato de esses veículos estarem expostos ao mercado imobiliário brasileiro.

Nesse sentido, eles podem ser de três classificações. O primeiro tipo são os fundos de tijolo. Eles investem em empreendimentos físicos, como hotéis, shoppings centers, condomínios e outros. O objetivo pode ser construção, compra e venda ou aluguel.

O segundo tipo de FII é o de fundos de papel. Nesse caso, o portfólio é composto, predominantemente, por títulos de renda fixa do mercado — como os certificados de recebíveis imobiliários (CRIs). Por fim, há os fundos de fundos (FOFs), que investem em cotas de outros FIIs.

É comum que os FIIs façam o repasse regular de dividendos aos seus cotistas — a distribuição obrigatória deve ser, pelo menos, semestral. Dessa maneira, eles podem ser analisados por investidores com objetivo de criar uma fonte de renda passiva.

BDRs

Se você se pergunta como fazer investimento na bolsa de valores, saiba que também pode usar esse ambiente para fazer aportes com exposição internacional. Uma das formas de executar essa estratégia é por meio da compra de brazilian depositary receipts (BDRs) — ou certificados de depósitos brasileiros.

Eles são uma alternativa de investimento com lastro em um ativo internacional, como ações e cotas de ETFs. Para que os BDRs sejam negociados, uma instituição depositária do Brasil faz a compra dos ativos no mercado internacional, os mantém sob custódia e emite os certificados lastreados neles.

Desse modo, os BDRs permitem a exposição internacional de maneira mais prática aos investidores brasileiros. Afinal, não é preciso abrir uma conta em outro país e lidar com as taxas de transferência e câmbio para fazer a negociação dos ativos.

Derivativos

Como vimos, a bolsa de valores também tem ambientes para a negociação de derivativos financeiros. Eles não são exatamente um investimento, mas veículos de especulação ou proteção de carteira. Seu nome se dá porque derivativos têm preço derivados da cotação de seus ativos-objetos.

Logo, não há negociação dos ativos propriamente ditos, mas contratos que envolvem a exposição a eles. De modo geral, a liquidação da operação só acontecerá no futuro — caso nenhum dos envolvidos desista.

Embora essas operações possam causar um estranhamento em um primeiro momento, elas são mais antigas que o mercado à vista. Os derivativos começaram a ser usados por produtores agrícolas para evitarem prejuízos em suas safras com a volatilidade do mercado.

Como fazer investimento na bolsa de valores?

Agora você percebe que a bolsa de valores apresenta oportunidades que podem ser interessantes para a sua carteira, não é mesmo? Por isso, é preciso saber como fazer investimentos nela.

Confira o passo a passo!

Criar uma reserva de emergência

O primeiro passo para começar a investir na bolsa de valores é criar a sua reserva de emergência. Ela será o capital responsável por trazer maior estabilidade para suas finanças em períodos de crise ou de instabilidade.

A sua reserva de emergência deve ser suficiente para cobrir, no mínimo, seis meses de custos do seu padrão de vida atual. Dessa forma, caso você perca o emprego ou enfrente problemas de saúde, terá mais tranquilidade para lidar com a situação.

Vale ter em mente que é fundamental constituir essa reserva mesmo que você ainda não faça investimentos. Afinal, ela desempenha um papel importante em seu planejamento financeiro. Em relação aos investimentos, ela pode prevenir perdas geradas por resgates antes do prazo planejado.

Identificar seu perfil de investidor

Conhecer o seu perfil de investidor é o segundo passo para investir na bolsa. Ele é responsável por identificar qual a sua tolerância aos riscos durante suas movimentações financeiras. Existem três tipos de perfil.

O primeiro é o conservador. Investidores com esse perfil optam por segurança e estabilidade. Logo, podem não encontrar alternativas adequadas na bolsa — visto que não há garantias de retorno.

O segundo tipo é o investidor de perfil moderado. Eles já contam com maior tolerância aos riscos e costumam explorar a bolsa de valores para diversificar sua carteira de investimentos. Contudo, investidores moderados ainda tendem a manter uma parcela considerável do seu capital em títulos de renda fixa.

Por fim, os investidores arrojados são aqueles que buscam maiores potenciais de retorno — mesmo enfrentando maiores riscos. Desse modo, eles costumam analisar as diversas oportunidades da bolsa e da renda variável em geral para rentabilizar sua carteira de investimentos.

Estabelecer objetivos e prazos

O terceiro passo para investir na bolsa é estabelecer seus objetivos financeiros. Se você tem perfil adequado para a renda variável, deve conferir agora quais metas combinam com esses investimentos. Alguns exemplos são: aposentadoria, viagem, compra de imóvel etc.

Os objetivos servem para que você monte sua estratégia de investimento e funcionam como norte para suas movimentações no mercado. Junto deles, é preciso estabelecer prazos. Eles podem ser curtos (até 1 ano), médios (até 5 anos) ou longos (mais de 5 anos).

Estudar o mercado

A próxima etapa é estudar o mercado. Como vimos, existem diversas alternativas de investimento disponíveis na bolsa de valores. Cada uma delas apresenta suas próprias características de funcionamento, oportunidades e riscos.

Por isso, é importante conhecer todos os detalhes. Esse entendimento permite que você encontre as alternativas mais estratégicas para seus objetivos e faça movimentações mais adequadas em relação ao prazo de cada meta. Para diluir riscos, a bolsa geralmente é mais adequada para planos de longo prazo.

Também pode ser interessante acompanhar notícias sobre o mercado. Desse modo, você pode ter uma melhor compreensão sobre os possíveis resultados e terá a oportunidade de se proteger de certos riscos.

Abrir sua conta de investimentos

Outro passo para começar os investimentos na bolsa de valores é abrir conta em um banco de investimentos. Será por meio dele que você poderá conduzir suas negociações e monitorar as cotações dos ativos nos quais investe. Para isso, é preciso analisar as alternativas disponíveis.

Você também deve conhecer as taxas que o banco cobra para as suas movimentações e como ele é avaliado por outros clientes. Isso facilitará a escolha da instituição ideal para intermediar os seus investimentos.

Realizar os investimentos

Por fim, depois de entender como funciona a bolsa de valores, é preciso saber como fazer investimento em seus ambientes. Para isso, é preciso acessar o home broker do seu banco de investimentos — que é a ferramenta que permite realizar negociações em bolsa.

Após isso, você pode encontrar os ativos e derivativos pelo ticker ou código de cada um. Depois, basta definir em quais deseja investir ou se posicionar para emitir suas ordens de compra. No mercado à vista, basta aguardar alguns dias para que o investimento faça parte da sua carteira.

Entender como fazer investimento na bolsa de valores pode ser vantajoso para aqueles investidores que buscam novas alternativas para rentabilizar seu capital. Portanto, considere este passo a passo para fazer movimentações mais adequadas.

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