Fundos de investimentos: descubra o que são e como investir!

Fundos de investimentos: descubra o que são e como investir!

Os fundos de investimento são uma alternativa relativamente simples e acessível para qualquer pessoa que deseja investir no mercado financeiro. Ele permite ter uma maneira de investir em conjunto com outros investidores.

Por isso, o investimento em fundos tem características próprias na comparação com outras opções do mercado financeiro. Entre elas, está o fato de o investidor poder contar com um gestor profissional para gerir a carteira do fundo escolhido.

Mas, como os fundos funcionam e como investir? Continue a leitura do artigo e descubra esta e muitas outras respostas!

O que são os fundos de investimento?

Como você viu, os fundos de investimento são uma modalidade de investimento coletiva. Assim, são formados por meio de uma união de diversos investidores que tenham a intenção de aportar recursos com um mesmo objetivo.

Por exemplo, os que desejam investir no setor imobiliário podem adquirir cotas de fundos imobiliários. Há, ainda, fundos de renda fixa, ações, cambiais, entre outros. O grupo que adquire as cotas acaba se expondo a uma mesma estratégia.

Além dos diversos tipos de fundos, há estratégias e objetivos específicos. Por esse motivo, existem fundos de investimento que podem agradar, em graus diferentes, os três tipos de perfil de investidor: conservador, moderado e arrojado.

Os fundos de renda fixa podem ser mais procurados por investidores conservadores, enquanto fundos de ações podem fazer parte, com maior frequência, da carteira de investidores arrojados. Afinal, a composição da carteira do fundo ajuda a definir o grau de risco do investimento.

Como funcionam os fundos de investimento?

Os fundos de investimento funcionam como uma espécie de condomínio. Ele é formado pelos investidores que aportam dinheiro e almejam obter lucro a partir desse aporte.

Um gestor profissional decide como o dinheiro será alocado. Assim, os cotistas podem ter lucro com os resultados. Em alguns fundos, há distribuição de dividendos, em outros os ganhos se dão na venda das cotas.

O fundo pode ser constituído sob a forma de condomínio aberto ou fechado. No aberto, os investidores conseguem resgatar suas cotas conforme o regulamento do fundo. Por outro lado, no fundo fechado, o resgate das cotas só é possível em uma determinada data de vencimento.

É importante destacar que a maior parte dos fundos de investimento cobra algumas taxas dos investidores – relacionadas ao trabalho de gestão. É o caso da taxa de administração.

Também pode haver a taxa de performance, cobrada por alguns fundos quando a gestão consegue superar a rentabilidade de um determinado benchmark.

Quem são os agentes de um fundo de investimento?

Os fundos de investimento apresentam uma estrutura complexa, com diferentes agentes. Todos têm papel importante para que o fundo possa ser disponibilizado no mercado e funcione de forma adequada.

Se você tem interesse em investir a partir dos fundos de investimentos, precisa conhecê-los. Confira os principais:

Cotista

O primeiro deles é o cotista. O investidor que participa do investimento é chamado de cotista – quem precisa adquirir uma determinada quantidade de cotas para fazer parte dessa modalidade. A cota é uma fração do fundo e o total forma o patrimônio do fundo de investimentos.

A quantidade mínima e o preço das cotas podem variar de fundo para fundo. Além disso, cada investidor pode ter um número diferente de cotas em um mesmo fundo.

Gestor

O segundo agente nessa relação é o gestor, que é o responsável pelo gerenciamento do fundo. É necessário ser credenciado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para exercer a função.

O dinheiro dos cotistas fica sob responsabilidade desse profissional, que definirá como os recursos serão utilizados. Entretanto, ele deve respeitar o regulamento na hora de alocar o patrimônio.

Administrador

Também há o administrador, que auxilia no trabalho da gestão e é o responsável por cuidar do funcionamento diário do fundo. Esse terceiro agente tem, entre outras funções, a tarefa de organizar a documentação para instituições e cotistas e fazer a prestação de contas do fundo.

Auditor

A presença de um auditor independente é uma exigência para lançar um fundo no mercado e colocar as cotas em negociação.

A função da auditoria é fiscalizar as contas e a documentação para garantir que tudo esteja sendo feito de forma transparente e correta. Assim, os profissionais fazem a auditoria da administração e da gestão para oferecer mais segurança aos cotistas.

Quais os principais tipos de fundos de investimentos?

Os tipos de fundo de investimento têm o funcionamento semelhante, de forma geral. Entretanto, os recursos arrecadados podem ser aportados de diferentes formas a depender do tipo de fundo. Além disso, eles podem apresentar algumas particularidades em relação aos outros.

Confira alguns dos principais fundos de investimentos do mercado:

Fundos Imobiliários

Os fundos de investimento imobiliários, conhecidos pela sigla FIIs, aportam os recursos dos cotistas em investimentos do ramo imobiliário. Eles podem ser uma alternativa para quem deseja investir em imóveis, mas não quer (ou não pode) fazer aportes em imóveis físicos.

As estratégias podem variar de acordo com cada um, mas o foco é no setor de imóveis. Existem, por exemplo, FIIs que investem na compra de imóveis para locação comercial, outros na construção; já outros aportam dinheiro em títulos de renda fixa atrelados ao mercado imobiliários.

Fundos de renda fixa

Fundos de renda fixa costumam agradar investidores conservadores, mas podem fazer parte da carteira de outros perfis. Sua principal característica é focar em aplicações dessa classe — assim, podem ter menores riscos.

Normalmente, são fundos cujo portfólio é composto majoritariamente por títulos públicos ou privados. Entre eles, podem estar títulos do Tesouro Direto, CDBs (certificados de depósito bancário), LCIs (letras de crédito imobiliário) e LCAs (letras de crédito do agronegócio).

Fundo de ações

Fundos de ações investem majoritariamente em ações, cotas de outros fundos de ações, índice de ações e outros ativos de renda variável. Eles podem ter estratégias diversas, já que a bolsa é bastante dinâmica.

Existem, por exemplo, fundos com gestão passiva, que visam acompanhar um índice de mercado. Também há os com gestão ativa, que podem utilizar diferentes operações para rentabilizar. Entre as mais complexas, há a estratégia long e short.

Fundos multimercados

Essa modalidade possui características mais amplas, se comparada com outros tipos de fundos. Isso porque os multimercados têm maior flexibilidade em relação aos ativos e produtos que podem fazer parte da carteira.

Por exemplo, pode haver fundos multimercados que investem ao mesmo tempo em produtos de renda fixa, ativos de renda variável e até mesmo cotas de fundos cambiais. Diferente dos outros tipos, não é preciso ter um percentual maior em determinada classe.

Percebeu a liberdade que eles oferecem para composição do portfólio? Vale destacar, no entanto, que gestores dos multimercados devem respeitar as estratégias definidas para o fundo na hora de compor a carteira de investimentos.

Fundos cambiais

Fundos cambiais podem ser interessantes para pessoas que possuem algum plano em moeda estrangeira. Por exemplo, uma viagem para o exterior ou obrigações de compra e pagamento em outra moeda.

Os fundos cambiais são compostos, principalmente, por ativos relacionados às moedas estrangeiras, como dólar e euro. Por esse motivo, eles costumam ser, inclusive, utilizados como forma de proteção (hedge) contra a variação cambial.

Quais as vantagens de investir em fundos de investimentos?

Investir em fundos de investimentos pode oferecer ao investidor diversas vantagens. Confira algumas delas abaixo:

Gestão profissional

Se você ainda não sente confiança – ou não dispõe de tempo – para escolher produtos ou ativos nos quais investir, os fundos de investimento podem ser uma opção interessante.

Todo fundo conta com um gestor capacitado e que detém conhecimento para aplicar da melhor maneira possível os recursos dos cotistas. Sempre respeitando o tipo e estratégia do fundo.

Você, enquanto, investidor, não participa diretamente dessas decisões. A gestão profissional, portanto, é uma das vantagens dessa modalidade para quem procura por apoio profissional na hora de investir.

Diversificação

Investir em fundos pode ser uma boa forma de diversificar a carteira. Isso porque existem fundos que realizam a montagem de uma carteira bem variada – permitindo ao cotista uma exposição a produtos ou ativos diversos.

Quem investe no mercado financeiro deve saber que diversificar suas escolhas é uma estratégia importante. Afinal, permite diluir os riscos e aumentar o potencial de rentabilidade. Logo, contar com fundos já diversificados pode ser uma boa escolha.

Praticidade

Uma vez que a carteira do fundo é montada e gerida por profissionais, você não precisa se preocupar em montar um portfólio sozinho. Tudo isso é trabalho do gestor. Por esse motivo, investir em fundos pode ser muito mais prático do que investir em ativos e produtos individualmente.

Acessibilidade

Há fundos com cotas – e aportes mínimos – dos mais diferentes valores. Além disso, são muitos os tipos de fundos disponíveis no mercado. Dessa forma, é possível encontrar possibilidades para todos os perfis de investimento e montantes de capital.

O fato de não exigir conhecimentos avançados em investimento por parte daqueles que desejam investir também torna essa modalidade mais acessível.

Quais as desvantagens de investir em fundos de investimentos?

Apesar das vantagens, os fundos de investimento também possuem algumas desvantagens. Confira a seguir:

Menor autonomia

A primeira desvantagem está mais relacionada aos investidores que gostam de ter uma postura mais ativa e participar da escolha de seus investimentos, analisando e decidindo no que deseja investir.

No caso dos fundos de investimento, as decisões sobre a utilização dos recursos ficam a cargo do gestor. Assim, se você tem interesse em um determinado ativo, por exemplo, não tem a liberdade de inseri-lo na carteira do fundo.

Contudo, vale lembrar que você pode atuar ativamente investindo em outras modalidades existentes no mercado financeiro além dos fundos. Uma alternativa é comprar ações diretamente na bolsa de valores.

Custos

Os custos podem ser mais elevados nos fundos de investimento, se comparar com alternativas do mercado. A diferença acontece especialmente por conta das taxas, como taxa de administração e performance.

Outro custo que pode aparecer é o relativo à tributação de Imposto de Renda (IR) – que pode ser antecipada pelo come-cotas. A cobrança depende de cada tipo de fundo, pois pode haver diferenças em relação a eles.

Falta de informações

Infelizmente, muitos fundos não possuem informações completas e detalhadas sobre os ativos financeiros que fazem parte da sua carteira. E, em outras situações, as informações não são claras.

Por esse motivo, o investidor pode não saber exatamente no que está investindo ao colocar seus recursos em alguns fundos. Essa, portanto, pode ser uma das desvantagens deles.

Contudo, você deve conferir a lâmina do fundo para buscar por dados importantes para sua tomada de decisão.

Como escolher um fundo de investimentos?

Antes de investir em fundos de investimento, é importante entender seu perfil de investidor e avaliar as possibilidades alinhadas a ele. Como você viu, dependendo da estratégia e da forma de gestão adotada, os fundos podem ter características conservadoras até arrojadas.

Por isso, o investidor precisa conhecer o próprio perfil antes de investir. Foque também nos seus objetivos na hora de avaliar as particularidades de cada fundo. É importante conhecer, como você viu, a lâmina do fundo e as estratégias utilizadas.

O que analisar?

Não tome uma decisão sem avaliar aspectos relevantes — como riscos, liquidez, rentabilidade, aporte mínimo etc. Observar a gestão do fundo é outro elemento central. É fundamental conhecer o gestor, entender como ele atua e observar seus resultados históricos.

Mas lembre-se de que rentabilidade passada não garante que os ganhos continuarão semelhantes. Ainda assim, conhecer o histórico do fundo ajuda a entender como a gestão tem se consolidado ao longo do tempo.

Outro ponto relevante é avaliar as taxas do fundo para conhecer o seu custo-benefício. Para isso, você pode comparar o valor cobrado ao trabalho que é entregue. Normalmente, fundos de gestão passiva têm taxas menores.

Nesse caso, não há muitas demandas em relação a escolha de investimentos, pois o objetivo geral desses fundos é acompanhar um índice do mercado. Por outro lado, fundos com gestão ativa exigem mais presença e conhecimento dos profissionais. Assim, as taxas costumam ser maiores.

Agora que você sabe o que são e como funcionam os fundos de investimentos, pode analisar as opções disponíveis e escolher o melhor para você. Assim, é possível montar uma carteira diversificada e adequada às suas necessidades!

Gostou do artigo e se interessou pelos fundos de investimento? Então entre em contato conosco e saiba como encontrar os melhores para sua carteira!

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