O que é Tesouro Direto e como funciona?

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O Tesouro Direto reúne alguns dos investimentos mais populares no Brasil. Um dos principais motivos da fama é o fato desta ser plataforma oferecida pelo Governo Federal de forma simples e acessível para os brasileiros.

Contudo, antes de fazer o seu investimento, é preciso conhecer o funcionamento dos títulos do Tesouro, especialmente porque não se trata de um investimento só, mas de um conjunto de aplicações com características diferentes. E você não quer investir no que não conhece, certo?

Para ajudar nesta escolha, preparamos um conteúdo bastante completo sobre o que é o Tesouro Direto e como ele funciona. Aqui, será possível checar todos os detalhes sobre o assunto para investir com segurança nos títulos públicos.

Confira o que você encontrará neste post:

 

Ao ler este texto completo sobre o Tesouro Direto, você terá contato com todas as informações das quais precisa para investir em títulos públicos de acordo com seus objetivos.

Você conhecerá a fundo o programa do Tesouro Direto, os detalhes das aplicações disponíveis e saberá mais sobre custos, as rentabilidades e os prazos envolvidos em cada opção de título. Ainda, encontrará maiores informações sobre tributação e declaração do Tesouro no Imposto de Renda.

Por fim, neste guia que a Renova Invest preparou para você, encontrará informações sobre como investir no Tesouro, sobre qual a melhor instituição para comprar seus títulos e como acompanhar o extrato dos seus investimentos na plataforma.

Acompanhe a partir de agora tudo o que você precisa saber para começar a investir no Tesouro!

O que é o Tesouro Direto?

Muitos investidores não sabem, mas o Tesouro Direto não configura um investimento, mas sim um programa do Governo Federal que disponibiliza títulos públicos como alternativas de investimento.  A plataforma foi lançada em parceria com a B3 — a bolsa de valores brasileira.

O objetivo central do lançamento do programa Tesouro Direto foi tornar os títulos públicos acessíveis aos investidores pessoa física. Antes de 2002, ano em que se iniciou o projeto, apenas empresas podiam investir no Tesouro Nacional.

Dentro do conjunto que forma o Tesouro Direto você pode encontrar uma diversidade atrativa de títulos. Cada um deles serve a objetivos diferentes, com diversos prazos e rentabilidades. Por isso, não podemos afirmar que o Tesouro é um investimento.

Afinal, no Tesouro Direto são reunidos alguns títulos para investimentos – como o Tesouro Selic, Tesouro IPCA (com prazos e características diferentes) e também títulos de Tesouro pré-fixado. Falaremos de todos eles neste conteúdo.

Como funciona o Tesouro Direto?

Agora você sabe o que é o Tesouro Direto. Mas, como ele funciona? De forma prática, investir nele significa emprestar dinheiro ao Governo Federal.

Você provavelmente já viu que o governo brasileiro obtém crédito para financiar suas ações (por exemplo, os custos com saúde, educação e infraestrutura). O crédito pode ser obtido de diferentes formas, como empréstimos internacionais.

Uma das formas é por meio dos investidores do Tesouro Direto. As pessoas aplicam seu dinheiro em títulos e o Governo Federal garante a devolução do dinheiro com juros. Assim, funciona basicamente como um empréstimo.

Antes de 2002, o Governo conseguia crédito apenas com pessoas jurídicas. Com a criação do Tesouro Direto e sua popularização nos últimos anos, os brasileiros podem investir a partir de valores bem acessíveis – por volta de R$ 30,00 em alguns títulos.

Para o governo, essa é uma forma interessante de financiar suas atividades pagando juros mais baixos. Também é um grande benefício para o investidor, que aloca seu capital em uma alternativa segura de investimento.

Diferente do que muitas pessoas possam pensar, os títulos públicos são considerados os investimentos menos arriscados do mercado financeiro. Afinal, o Governo Federal é a instituição mais sólida do país – e o único que pode imprimir papel moeda.

Isso significa que dificilmente o Governo deixaria de honrar suas dívidas no Tesouro. Mesmo que acontecesse um grave problema econômico que aumentasse o risco de calote, o poder executivo nacional tem as ferramentas necessárias para pagar os investidores.

Como aplicar no Tesouro Direto?

Um dos detalhes importantes sobre o programa Tesouro Direto é que todas as atividades se dão facilmente de maneira online. Logo, não é preciso se deslocar até um espaço físico para comprar ou vender seus títulos.

Em parceria com a bolsa de valores, o Tesouro Direto funciona de maneira simples – e a B3 é responsável por fazer o registro das negociações e a custódia dos títulos.

A plataforma tem um site próprio e também aplicativo por onde os investidores podem realizar suas operações.

Entretanto, existem alguns passos que você deve conhecer para aplicar no Tesouro Direto. Veja!

Ter uma conta bancária

A primeira etapa para investir no Tesouro Direto é ter uma conta bancária. É por meio dela que suas atividades no programa do Governo Federal acontecerão.

Então, ainda que seja possível comprar e vender títulos diretamente pelo site ou aplicativo do Tesouro Direto, cadastrar sua conta no banco é indispensável. Ou seja, você não consegue atuar de forma completamente autônoma – sem intermediação de uma instituição.

Fazer cadastro no Tesouro Direto

Como o Tesouro Direto tem um funcionamento simples, o cadastro é feito facilmente pelo banco ou corretora de valores que o investidor deseja usar. Os dados cadastrados na instituição são repassados para o programa.

Algumas pessoas podem se perguntar por que é necessária a mediação da instituição. O fato é que o Tesouro Direto não consiste em uma conta corrente onde você possa deixar seu dinheiro. Os valores são investidos no título específico.

Assim, o dinheiro que você utiliza para fazer as aplicações deve estar na sua conta do banco e ser transferido diretamente para o título escolhido. Da mesma forma, os resgates da quantia investida serão enviados para a conta cadastrada no Tesouro.

Acessar o Tesouro pelo banco ou corretora

Nós dissemos que é possível realizar as aplicações no Tesouro Direto por meio do site e do aplicativo próprios do programa. Mas o acesso também pode ser feito rapidamente, via sistema da instituição que você utiliza para investir.

De modo geral, os aplicativos das instituições promovem acesso facilitado ao Tesouro. Por isso, muitos brasileiros preferem utilizar essa praticidade a acessar o site do programa.

Quanto rende o Tesouro Direto?

Uma dúvida muito comum quando se fala do assunto é sobre a rentabilidade dos títulos oferecidos pelo Governo Federal. Você já percebeu que, ao longo deste conteúdo, citamos que o Tesouro Direto não é apenas um investimento, certo?

Consequentemente, é impossível falar sobre “quanto rende o Tesouro Direto”. Afinal, cada título oferecido por ele apresenta rentabilidades distintas.

Ela pode ser calculada de acordo com a Taxa Selic, com o índice de inflação (IPCA) ou mesmo a partir de taxas pré-fixadas.

Por isso, a pergunta sobre o rendimento só pode ser respondida quando se fala de cada aplicação em particular. Então, vale a pena explicar um pouco sobre os três tipos principais de rentabilidade do Tesouro: pós-fixada, pré-fixada e híbrida.

Pós-fixada

Dizemos que uma rentabilidade é pós-fixada quando não se sabe exatamente a qual porcentagem o título vai render ao longo do tempo. Isso acontece porque ele fica atrelado a um índice econômico que pode variar.

Por exemplo, a taxa Selic. Ela é a taxa básica de juros da economia brasileira e pode ser modificada de acordo com decisões da política econômica. Nos últimos anos, a Selic se modificou bastante no país.

Em 2014, a taxa estava em 11,75% ao ano. Ela foi passando por cortes sucessivos até que, em 2020, chegou a um patamar de 3% ao ano. Uma grande mudança em 6 anos, certo?

As modificações aconteceram de acordo com as expectativas da equipe econômica em cada período.

Nesse cenário, quem aplicou em um título pós-fixado que acompanha a Selic percebe que a porcentagem de rentabilidade foi sendo reduzida com o passar dos anos. Se a taxa subisse, os rendimentos da aplicação também acompanhariam o movimento.

Pré-fixada

Um título com taxa pré-fixada tem o funcionamento oposto do que explicamos até aqui. O rendimento dele já é conhecido logo que o investidor aplica seu dinheiro. É possível até mesmo calcular o quanto ele renderá até o dia de vencimento.

Se você compra um título pré-fixado que paga uma taxa de 5% ao ano, por exemplo, significa que ela será mantida até o vencimento – independentemente dos rumos da economia. Então, basta calcular o dinheiro investido e o tempo do investimento para saber quanto receberá ao final.

Em relação às taxas pré-fixadas é preciso ficar atento à análise do cenário econômico futuro. Se você faz uma aplicação de prazo mais longo (para 5 ou 10 anos, por exemplo,) há um risco de a taxa contratada ficar obsoleta se a economia mudar muito.

Híbrida

Por fim, existem títulos do Tesouro Direto que oferecem uma taxa híbrida. Como isso acontece?

Trata-se de uma combinação das duas formas de rentabilidade que explicamos até aqui: há uma taxa pós-fixada e uma pré-fixada juntas.

Os títulos de Tesouro IPCA, que detalharemos ainda neste conteúdo, funcionam assim. O caráter pós-fixado se dá com o acompanhamento à taxa de inflação. Ou seja, o investidor receberá pelo seu título o percentual de IPCA para o período.

Mas, além disso, ele também recebe uma taxa pré-fixada. Então, é possível encontrar, por exemplo, um título que prometa IPCA + um percentual fixo – por exemplo, 2% ao ano. Você receberá, portanto, o valor investido acrescido da inflação do período e de uma taxa de 2% ao ano no vencimento.

Simulador do Tesouro Direto

Você já sabe que o programa do Tesouro Direto oferece títulos distintos e que eles podem funcionar de maneira bem diferente. Uma consequência comum deste contexto são as dúvidas sobre como escolher onde aplicar seu dinheiro.

Existe uma facilidade oferecida pelo próprio Tesouro que pode ajudar muito no desafio da escolha: o simulador do Tesouro Direto. Ele parte de algumas perguntas centrais para auxiliar o investidor a encontrar a aplicação mais adequada.

A ferramenta é especialmente útil para novos investidores, que ainda estão buscando entender como funciona o Tesouro e quais títulos podem ser interessantes. Saiba como ele pode ajudar:

Simular o título

Diversos aspectos estão envolvidos na busca pelo título ideal. O simulador parte inicialmente dos seus objetivos: o que você quer conquistar com o investimento que pretende fazer? Alguns exemplos são: comprar um carro ou casa, fazer uma reserva de emergência ou planejar a aposentadoria.

Outra pergunta feita pelo simulador é em relação ao prazo que se pretende deixar a quantia investida. Ele é um fator fundamental para decidir o título mais adequado – afinal, você precisa ter esta informação para não correr riscos de escolher errado e precisar do dinheiro antes da data estabelecida para o vencimento.

A partir das respostas de cada investidor, o programa projeta o perfil do interessado e apresenta os títulos que podem se adequar bem a ele. É possível realizar mais de uma simulação: você pode fazer uma para cada objetivo e saber como diversificar entre os títulos.

Simular rendimentos

Além de usar o simulador para descobrir quais seriam as melhores opções para seus objetivos e perfil, também é viável simular os rendimentos da aplicação. O programa permite que seja cadastrado o quanto se quer investir hoje ou o quanto se deseja resgatar no futuro.

Então, você escolhe o título, digita os valores a serem aplicados ou resgatados e o simulador mostra os cenários possíveis. Desse modo, o investidor consegue ter uma ideia de como as aplicações rendem antes de realizar seu investimento.

Calculadora do Tesouro Direto

O simulador que apresentamos é um recurso lançado em 2017 para incentivar o acesso aos títulos do Tesouro Direto – já que ele parte da necessidade de auxiliar novos investidores que ainda não saibam exatamente como investir.

Existe, ainda, uma ferramenta mais antiga disponível no site do Tesouro Nacional: a calculadora do Tesouro Direto. Nesse caso, ela está voltada para o cálculo da rentabilidade de um título depois que o investidor já tomou a decisão de investimento.

A página também traz informações básicas sobre os investimentos em títulos públicos. Por exemplo, a quantidade mínima acessível para a compra (que é uma fração de 1% de cada título).

Outro dado relevante é o horário de funcionamento do mercado — de 9:30h às 18h nos dias úteis.

Além disso, na página da calculadora há uma lista com todos os títulos disponíveis na plataforma, acompanhados de suas respectivas datas de vencimento, taxa de rentabilidade e valor mínimo a ser investido. Logo, é um recurso interessante para buscar informações.

É possível utilizar a calculadora do Tesouro Direto para calcular uma prévia do rendimento de um título que você deseja investir, ou mesmo para visualizar a rentabilidade de um investimento que já foi realizado.

Como fazer o login

Algumas funcionalidades do site do Tesouro Direto podem ser utilizadas sem a necessidade do login. É o caso do simulador, que acabamos de explicar. Você pode fazer uso dele sem precisar entrar com o seu CPF e senha no portal do investidor.

Já para realizar ações especificas – como fazer investimentos ou analisar seus títulos – é preciso fazer o login no site. Nesse caso, basta entrar no portal e inserir o CPF e senha cadastrados.

Lembre-se que o cadastro deve ter sido feito anteriormente com a mediação da sua instituição financeira. Não é possível se cadastrar diretamente no site do Tesouro Direto. Caso você tenha esquecido a senha, há um link disponível para obter outra.

Quem deseja utilizar a calculadora do Tesouro Direto no site da Fazenda também não precisa realizar nenhum login. Basta acessar o link e fazer os cálculos que precisar.

Tipo de títulos

Agora é o momento de sabermos mais sobre os diferentes títulos oferecidos no programa do Tesouro Direto. Cada investimento funciona a partir de dinâmicas diferentes. E é fundamental entendê-las para saber como escolher seus títulos.

Antes de tudo, vale a pena destacar que os títulos públicos são exemplos de aplicações da renda fixa. A renda fixa é um grupo de investimentos que se caracteriza por ser mais estável e seguro – pois não estão expostos a muitas oscilações.

O funcionamento dela se dá de maneira muito semelhante a um empréstimo, no qual alguém disponibiliza seu dinheiro por um tempo e quem pega emprestado se compromete a devolvê-lo com juros no final do prazo.

A estabilidade da renda fixa se deve ao fato de que as condições do investimento (como prazo e forma de rentabilidade) são combinadas previamente. Com isso, as aplicações, de maneira geral, não ficam vulneráveis a movimentos de oscilação do mercado financeiro – o que acontece na renda variável.

Agora, confira quais são e como funcionam os tipos de títulos públicos oferecidos no Tesouro Direto.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título pós-fixado cuja rentabilidade acompanha a movimentação da taxa Selic. Ou seja, o dinheiro recebido pelo investidor depende do percentual da taxa em cada período.

A popularidade do título vem aumentando nos últimos anos, principalmente por ser visto como um substituto à tradicional poupança. Um dos motivos para isso é que ele oferece rendimentos um pouco maiores, já que acompanha 100% da taxa Selic.

Outra vantagem deste título do Tesouro em relação à poupança está no fato de que ele rende diariamente (nos dias úteis), enquanto a caderneta só paga rendimentos depois que o dinheiro investido completa um mês de aplicação.

O Tesouro Selic apresenta, ainda, o benefício da alta liquidez. Apesar de ter um prazo de vencimento, a quantia pode ser resgatada antes sem que se perca a rentabilidade ou parte do que foi investido.

Tais características levaram o Tesouro Selic a ser um título atrativo para investimentos relacionados à reserva de emergência e a planos de curto prazo.

Para resgates feitos no primeiro mês de aplicação, existe a incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas depois dos 30 dias o valor não é mais cobrado.

Tesouro IPCA

O Tesouro Selic se apresenta em apenas um título na plataforma federal. Mas, diferente dele, são oferecidos diversos títulos de Tesouro IPCA.

Todos eles acompanham a movimentação da taxa de inflação (IPCA) no Brasil. Entretanto, a taxa pré-fixada pode ser diferente.

Outra diferença entre os títulos do IPCA é a data de vencimento. Os prazos são diversos, então o investidor pode decidir entre eles de acordo com seus objetivos.

Além disso, os títulos atrelados ao IPCA podem ser de dois tipos: com ou sem juros semestrais. As aplicações com juros semestrais pagam, a cada seis meses, os juros correspondentes ao valor investido. Depois, a quantia começa a render novamente – a partir do valor inicial.

Já o Tesouro IPCA sem juros semestrais mantém o total rendendo até a data de vencimento (ou de resgate antecipado). Por isso, ela é mais atrativa para quem quer aproveitar a ação dos juros compostos no longo prazo.

Como acompanham a inflação, os títulos de Tesouro IPCA são alternativas interessantes para planos de maior prazo. Porque, assim, você tem a certeza de que o dinheiro não estará perdendo valor, mesmo que a inflação aumente no futuro.

Tesouro pré-fixado

No caso do Tesouro pré-fixado, também são oferecidos alguns títulos diferentes – que têm prazos e rentabilidades distintas. O funcionamento se dá como já explicamos: há uma taxa fixada previamente e o investidor consegue calcular exatamente o quanto receberá.

Semelhante aos títulos que acompanham o IPCA, o Tesouro pré-fixado também pode ter pagamento de juros semestrais. A opção é atrativa para quem busca uma renda passiva a cada seis meses, mas limita a ação dos juros compostos ao longo do tempo.

Imposto de Renda Tesouro Direto

Uma dúvida comum entre investidores em relação ao Tesouro é se existe cobrança de IR sobre os títulos públicos. A resposta é sim. Por isso, é importante que o investidor tenha informações sobre a alíquota e também sobre como declarar os investimentos anualmente.

Acompanhe!

Tributação

A tributação dos títulos do Tesouro Direto é feita segundo uma alíquota regressiva, de acordo com o tempo. Isto é, quanto mais tempo a quantia permanecer investida, menor será a porcentagem da taxa de IR que incidirá sobre ela.

A alíquota inicia em 22,5% e diminui até 15% a depender da quantidade de dias de aplicação. Assim, a taxa de IR é maior em títulos de curto prazo e naqueles que possuem juros semestrais – além dos resgates feitos antes do prazo.

A tributação se dá apenas sobre o rendimento. Logo, você não paga imposto sobre o valor que investiu.

A cobrança é feita automaticamente no momento de resgate do investimento. Isso quer dizer que o investidor já recebe. em sua conta, o valor líquido do investimento.

Como declarar o Tesouro Direto?

As instituições financeiras devem enviar o Informe de Rendimentos para seus clientes todos os anos. O documento traz os dados relevantes para inclusão dos investimentos na declaração de Imposto de Renda.

Quem precisa declarar o Imposto precisa incluir seus títulos públicos em duas abas. Na de “Bens e Direitos” deve ser feito o registro do saldo investido. Já na opção de “Rendimentos Sujeitos à Tributação” é necessário registrar a rentabilidade obtida.

Como funciona o preço dos títulos no Tesouro Direto?

O preço dos títulos oferecidos pelo Tesouro Direto depende da política de rendimentos de cada um deles. O Tesouro Selic é o exemplo mais simples para avaliar o valor de compra e a variação, já que ele acompanha diretamente a taxa básica de juros.

Então, o preço do título dependerá da movimentação da taxa Selic. Já quando se trata do Tesouro IPCA e do pré-fixado há uma particularidade: a marcação a mercado.

A taxa pré-fixada que compõe esses títulos está relacionada à expectativa do mercado em relação aos juros. A diferença entre os títulos faz com que a movimentação nos seus rendimentos seja diferente ao longo do tempo.

No Tesouro Selic, por outro lado, vemos uma subida constante – que pode ter uma inclinação maior ou menor, dependendo se a taxa de juros da economia sobe ou desce.

Efeitos da marcação a mercado

O movimento de crescimento constante do Tesouro Selic não é visto nos outros títulos. Neles, a marcação a mercado pode fazer com que, em dado momento, os preços praticados estejam menores do que quando você adquiriu o título.

Isso não faz diferença para quem mantém os títulos até a data de vencimento. Quando o dia combinado chegar, o investidor receberá exatamente a taxa que foi contratada, independentemente da marcação a mercado.

Então, quando ela faz diferença? Quando é preciso resgatar os valores antecipadamente. O Governo Federal garante a recompra de todos os títulos antes do vencimento, mas ela será feita de acordo com o preço praticado no período.

Ou seja, o Tesouro Selic é o único que pode ser resgatado antes sem perigo de perda de rentabilidade, já que seus rendimentos seguem uma linha ascendente. Já os outros títulos podem estar valendo menos em algum momento – o que traria perigo de prejuízo no resgate antecipado.

A marcação a mercado também pode fazer com que os títulos estejam valendo mais no momento do resgate antecipado.

Algumas pessoas, inclusive, fazem uso dessa alternativa para especular no Tesouro Direto. Mas, de modo geral, o indicado é investir de acordo com o prazo dos seus objetivos para não correr riscos desnecessários.

Melhor corretora para comprar Tesouro Direto

Neste conteúdo, esclarecemos que é preciso ter uma conta em banco ou corretora de valores para investir no Tesouro Direto. Contudo, existem diversas opções no mercado. Como escolher entre elas?

O BTG Pactual Digital é o maior banco de investimentos da América Latina e, sem dúvida, apresenta vantagens consistentes para os investidores. Além de mediar as aplicações no Tesouro, ele oferece uma gama de produtos de investimento para todos os perfis de investidor.

Existem outras aplicações da renda fixa, assim como fundos de investimentos, Previdência Privada e investimentos da renda variável. Quer aproveitar tudo isso? Abra sua conta no BTG para começar a investir.

Como ver as taxas do Tesouro Direto?

Quando explicamos os preços dos títulos públicos você percebeu que eles podem variar ao longo do tempo, não é mesmo? Então, fique atento para saber como conferir as taxas de rendimento do Tesouro Direto.

É possível fazer isso ao acessar diretamente o site do Tesouro, que mantém uma tabela atualizada com os títulos e seus respectivos preços. Também é viável acompanhar os valores pelo site ou aplicativo do seu banco de investimentos.

Outra forma de se manter informado é conversar com seu assessor de investimentos. Caso não tenha um profissional acompanhando você e queira saber mais sobre o serviço de assessoria gratuita, entre em contato com a Renova Invest.

Vantagens e riscos do Tesouro Direto

Apesar de falarmos que os títulos públicos são os investimentos mais seguros do mercado financeiro, não significa que eles não apresentem riscos. Qualquer investimento tem riscos, mesmo que sejam reduzidos.

No Tesouro Direto, o risco de sofrer calote é muito baixo, visto que o Governo Federal é a instituição financeira mais confiável de um país. No caso de títulos híbridos ou pré-fixados, vale a pena ter cuidado com o risco de liquidez gerado pela marcação a mercado.

Mas e as vantagens? Uma das principais é a acessibilidade. O Tesouro Direto funciona de maneira simples e aceita investimentos mais baixos quando comparado a outros títulos da renda fixa.

Outro ponto positivo é que existe a possibilidade de programar aplicações periódicas automaticamente junto ao Tesouro Direto. A proteção contra a inflação, no caso dos títulos atrelados ao IPCA, é mais um benefício.

A facilidade para fazer resgates antecipados também merece destaque entre as vantagens. Em muitas aplicações da renda fixa privada isso não é permitido (ou, quando é autorizado, há perda dos rendimentos).

Custos para investir no Tesouro Direto

E quais são os custos para realizar seus investimentos em títulos públicos? Falamos de alguns anteriormente. Há, por exemplo, cobrança de IOF nos resgates feitos durante os primeiros 30 dias de aplicação.

Depois desse período, o IOF não é mais cobrado. Já o Imposto de Renda incide sobre os rendimentos segundo a tabela regressiva da renda fixa.

Além dos impostos, há uma taxa cobrada pela B3 para fazer a custódia dos títulos que você compra. A cobrança é de 0,25% ao ano e incide sobre o total do valor investido.

Os custos que citamos até aqui existem para todos os investidores, não havendo diferenças quanto à escolha de corretora ou banco de investimentos. Contudo, em relação a elas, é importante manter atenção – pois podem existir outras taxas, como a de corretagem.

Como ver o extrato do Tesouro Direto?

Quando você se torna investidor do Tesouro Direto pode acompanhar as suas aplicações frequentemente. É possível checar o saldo de forma rápida no aplicativo do seu banco ou no site do programa federal.

Além disso, a cada mês o Tesouro envia um e-mail para o seu endereço virtual cadastrado informando que o extrato com as negociações está disponível no site. Assim, o investidor tem controle sobre as operações que realiza ao longo do tempo.

Concluindo

Como você acompanhou neste artigo, o Tesouro Direto é uma plataforma do Governo Federal que foi criada com o objetivo de popularizar os investimentos no Brasil e permitir que pequenos investidores tivessem acesso aos títulos públicos brasileiro.

Existem diversas opções de títulos disponíveis na plataforma do Tesouro – cada uma delas servindo a objetivos diferentes. Por isso, é importante entender em detalhes o que é e como funciona o Tesouro Direto para fazer escolhas mais assertivas.

Por fim, vale lembrar que não é necessário escolher apenas um título ao investir. Uma boa dica é aproveitar o melhor de cada opção, distribuindo seu capital de acordo com os objetivos e prazos que tem para eles.

Tenha em mente que diferentes aplicações podem servir bem aos seus interesses de curto, médio e longo prazo.

Esperamos que este artigo completo sobre Tesouro Direto seja útil a você e o ajude a tomar as melhores decisões de investimento no Tesouro. E, para continuar investindo de maneira eficaz, vale a pena continuar acompanhando nossos conteúdos.

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