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Operar vendido ou comprado na bolsa? Entenda!

Operar vendido ou comprado
Operar vendido ou comprado

Quando o assunto é bolsa de valores, é comum associar ganhos aos períodos de alta no mercado. Afinal, a forma tradicional de operar é lucrar com a valorização de ativos e derivativos. Entretanto, também existe a possibilidade de operar vendido e aproveitar os movimentos de baixa da bolsa.

Explorar essa alternativa é uma forma de ampliar as suas possibilidades operacionais. Contudo, ela está mais ligada à especulação. Logo, o interessado em utilizar essa técnica precisa ter um bom nível de conhecimento sobre o assunto, uma vez que os riscos são maiores.

Neste artigo, você descobrirá o que são as operações vendidas e conhecerá a diferença entre operar vendido ou comprado. Confira!

O que é a bolsa de valores?

A bolsa de valores é um ambiente onde investidores se reúnem para negociar valores mobiliários. Os interessados possuem acesso a diversos ativos e derivativos financeiros como ações, fundos imobiliários (FIIs), fundos de índice (ETFs), contratos futuros, etc.

Até 2009 ainda havia negociações no chamado pregão viva voz, onde os preços eram disputados aos gritos nas rodas de negociação da B3 (a bolsa de valores brasileira). Porém, a partir daquele ano, os pregões se tornaram eletrônicos e passaram a ser acessados pela internet.

Portanto, atualmente, qualquer pessoa pode acessar a bolsa de valores por conta própria. No entanto, ela precisará ter um dispositivo com acesso à internet e uma plataforma operacional. Por exemplo, um home broker ou plataforma trader.

O acesso a essas ferramentas é feito por meio dos bancos de investimentos que também agem como intermediários das operações. Logo, o interessado terá que abrir uma conta junto à instituição de sua preferência, caso queira participar das negociações na bolsa.

O que é uma operação comprada?

Como você viu, o modo mais tradicional de atuar na bolsa de valores é com uma operação comprada. A lógica desse modelo é lucrar com a valorização de um ativo ou derivativo financeiro. Ou seja, você realiza uma compra por um preço e uma venda por um preço maior.

Normalmente, esse método é utilizado pelo investidor que visa a construção do seu capital no longo prazo. Como ele pode passar anos posicionado, é normal a realização de uma análise aprofundada do mercado, visando encontrar os ativos com maiores chances de valorização.

Porém, a realização de operações compradas também faz parte da rotina de um especulador. Ao contrário do investidor, o especulador busca aproveitar as variações de preço no curto prazo, que são movimentos comuns na bolsa.

Para o especulador, não importa se um ativo tem perspectivas de valorização no longo prazo. Na verdade, a possibilidade de aproveitar uma alta dos preços, ainda que momentânea, pode motivar a abertura de uma operação comprada.

Por exemplo, imagine que uma companhia esteja prestes a fechar uma parceria comercial visando alavancar seus negócios. Esse tipo de notícia, quando divulgada, tende a gerar a valorização de seus papéis, já que pode significar o aumento do faturamento, expansão do negócio, etc.

O especulador consegue aproveitar esse momento pontual para abrir uma operação comprada, na expectativa de lucrar caso o mercado reaja positivamente à notícia. Se tudo ocorrer como previsto, a sua posição será encerrada assim que a ação valorizar e atingir o lucro programado.

Logo, quem especula se expõe ao mercado por um curto período em busca de ganhos rápidos. Porém, o risco costuma ser maior, pois não há como prever a exata direção dos preços. Se o mercado adotar um comportamento diferente do previsto, a operação pode gerar prejuízos.

O que é uma operação vendida?

Você deve ter percebido que as negociações no mercado envolvem a realização de operações compradas e vendidas. Isso porque para que alguém realize uma compra, deverá existir aquele fez a venda na outra ponta.

Portanto, também é possível se posicionar na venda. Ou seja, o operador pode realizar uma operação vendida na expectativa de que os preços caiam. Assim, ele poderá comprar o ativo mais barato posteriormente, lucrando essa diferença de preços.

Geralmente, esse tipo de operação está relacionado à especulação, já que a tendência para a maioria dos ativos é o crescimento ao longo do tempo.

Já quanto ao funcionamento, há duas principais possibilidades de operar vendido. A primeira ocorre quando o especulador tem os ativos ou derivativos em sua carteira e decide realizar a venda, por avaliar que ocorrerá uma queda no curto prazo.

Diante da queda no preço de uma ação, o especulador efetua uma operação de compra e volta a ter os papéis em seu portfólio. Por exemplo, caso ele tenha vendido por R$ 50,00 cada e, depois, realize a compra a R$ 45,00, terá lucrado R$ 5,00 por papel (sem contar taxas).

A segunda possibilidade envolve a chamada venda a descoberto. Essa operação acontece quando o especulador não possui os ativos ou derivativos em sua carteira. Por isso, ele precisará alugá-los no caso de operações que duram mais que um dia.

Muitos investidores de longo prazo oferecem seus ativos para aluguel, enquanto os mantém em carteira. Assim, o especulador vende os papéis alugados a determinado preço e os compra por um preço menor. Encerrada a operação, ele os devolve ao seu dono.

Qual a diferença entre operar vendido e comprado?

Até aqui, você conheceu o significado de uma operação comprada e uma operação vendida. Mas ainda é necessário conferir quais são as principais diferenças entre elas.

Como foi possível perceber, a primeira distinção entre operar comprado e vendido é o modo de atuar na bolsa de valores. O passo inicial para operar comprado é a realização de uma compra. Já na operação vendida, seu início se dá com a abertura da venda.

No mesmo sentido, o foco de cada operador é diferente. Quem opera comprado espera pela valorização do ativo ou derivativo. Por outro lado, quem acredita na queda dos preços pode operar vendido. Assim, mesmo em cenários de dificuldades econômicas, é possível buscar oportunidades de lucro.

Outro ponto que merece destaque é que, na venda descoberta, o operador consegue operar vendido mesmo sem ter o ativo em carteira. Porém, como visto, ele precisará alugá-los no mercado — com exceção das operações em day trade. Por sua vez, operar comprado envolve adicionar os ativos em seu portfólio.

Em relação aos riscos na especulação, eles são semelhantes tanto nas operações compradas quanto nas vendidas. Isso porque, em ambos os casos, os preços dos ativos e derivativos podem sofrer grandes flutuações no curto prazo.

Agora, considerando prazos mais extensos, os riscos serão maiores ao operar vendido. Afinal, a tendência de grande parte dos ativos e derivativos é a valorização no longo prazo. Logo, pode ser bastante arriscado se manter posicionado na venda por grandes períodos.

Ademais, o operador precisa considerar que será preciso alugar os ativos para abrir a posição vendida. Porém, caso a baixa não se concretize, além do prejuízo com o aumento dos preços, ele terá que arcar com os custos do aluguel.

Vale mais a pena operar vendido ou comprado?

Diante de tantas diferenças entre as operações, é natural ter dúvidas sobre qual dessas operações vale mais a pena. Para tomar uma decisão, será necessário avaliar o seu perfil de investidor e objetivos no mercado.

Por exemplo, ambas as operações podem ser mais arriscadas se realizadas no contexto da especulação do mercado. Portanto, caberá ao investidor verificar se está disposto a correr os riscos envolvidos, que incluem a possibilidade de ter perdas financeiras.

Na especulação, é possível operar alavancado no mercado. Esse mecanismo permite ao interessado operar um volume financeiro maior que o mantido em conta. Isso faz com que os ganhos sejam potencializados, assim como as possíveis perdas — que podem esgotar todo o capital do especulador.

Você também deve ter em mente que, ao operar comprado, as perdas tendem a ser limitadas. Afinal, o preço mínimo que um ativo ou derivativo pode atingir é o zero. Logo, o prejuízo máximo que você pode enfrentar corresponde ao dinheiro investido.

Em contrapartida, nas operações vendidas as perdas podem ser ilimitadas. Perceba que, se o mercado adotar um comportamento diferente do esperado e os preços começarem a subir, não existe um limite para a cotação de um ativo ou derivativo.

Diante desses cenários, a tendência é as perdas se acumularem, exigindo a compra do ativo antes que os prejuízos se tornem ainda maiores. Nesse sentido, é fundamental compreender qual é o seu nível de tolerância aos riscos e os objetivos buscados para tomar a decisão de especular.

O que se atentar antes de realizar essas operações?

Agora que você já está mais consciente sobre como funciona operar comprado ou vendido, precisa saber que existem outros pontos de atenção a considerar antes de realizar essas operações.

Confira a seguir!

Estude sobre análise técnica

Se o seu interesse no mercado for a especulação, é importante conhecer e estudar sobre a análise técnica. Trata-se de uma metodologia de leitura de mercado por meio de figuras gráficas e indicadores técnicos.

Com essa forma de leitura, é possível identificar as tendências, áreas de suporte e resistência, pontos de reversão, regiões de defesa de preços e outras informações. Por isso, grande parte dos especuladores profissionais fazem o uso da análise técnica para fazer suas operações.

A partir da sua avaliação, eles conseguem verificar se vale mais a pena operar vendido ou comprado em cada ciclo de mercado. Também é possível identificar os melhores pontos de abrir e encerrar uma operação, visando aumentar as chances de ter lucros.

Conheça as principais estratégias de especulação

Outro ponto de atenção antes de iniciar suas operações compradas ou vendidas é conhecer as principais estratégias trader. São elas:

Day trade

O day trade engloba as negociações de compra e venda de ativos e derivativos que acontecem no mesmo dia. Isso significa que, antes de encerrar o pregão, o especulador precisa encerrar todas as suas posições.

Uma das principais vantagens do day trade é que o operador pode fazer a venda descoberta sem precisar alugar o ativo. Como a operação será encerrada no mesmo dia, a sua posição será liquidada apenas financeiramente.

Swing trade

Já o swing trade diz respeito às operações que são iniciadas e encerradas em poucos dias ou semanas. Nesse caso, o operador possui mais tempo para tomar suas decisões e consegue aproveitar movimentos maiores.

Essa estratégia costuma ser utilizada por quem não possui muita disponibilidade de tempo para acompanhar o mercado diariamente. Ela também conta com uma vantagem tributária em relação ao day trade.

No swing trade, a alíquota de Imposto de renda a ser recolhida sobre o ganho de capital é de 15%, enquanto no day trade é 20%. Se a estratégia for operar ações, existe uma faixa de isenção caso o somatório das vendas dos ativos no mês não ultrapasse R$ 20 mil — mas o benefício não se aplica ao day trade.

Position trade

O position trade, por sua vez, representa operações com um intervalo de tempo maior que o swing trade. As compras e vendas podem durar semanas, meses ou anos. Essa estratégia atende melhor aqueles que buscam especular em prazos maiores.

O momento de encerrar a operação será definido pelo especulador, de acordo com o que ele projetou como resultado e dos rumos do mercado. Vale destacar que position trade possui os mesmos benefícios tributários do swing trade.

Long & Short

Além de conhecer as principais estratégias trader, é pertinente conferir outros tipos de operações bastante comuns entre os especuladores. É o caso do long & short. Essa operação não está pautada no tempo da operação, mas nas técnicas utilizadas.

Na prática, ela consiste em operar com pares de ativos ou derivativos. O especulador realiza a venda descoberta de um ativo e, com o dinheiro levantado, monta uma operação comprada.

O objetivo dessa técnica é aproveitar o desempenho de um ativo em relação ao outro. Nesse sentido, não é necessário que ambos valorizem ou desvalorizem, basta que um tenha um desempenho melhor — ou menos pior — que o outro para ser lucrativo.

Dessa forma, o lucro pode se dar em períodos de alta ou de baixa do mercado, bem como em períodos de pouca movimentação de preços.

Ao chegar até aqui, você aprendeu que é possível operar comprado ou vendido na bolsa, mas optar pela venda costuma fazer mais sentido na especulação. Então, se decidir fazer operações desse tipo, não deixe de estudar mais sobre o assunto e se pautar em boas estratégias.

Quer aprender sobre mais estratégias para operar na bolsa de valores? Então veja o que é e como funciona o scalping!

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