5 Investimentos de curto prazo para conhecer

5 Investimentos de curto prazo para conhecer

Os investimentos de curto prazo deveriam fazer parte da carteira de todo investidor. Afinal, todos nós estamos sujeitos a situações adversas – e são os investimentos de curto prazo que podem nos trazer conforto financeiro nestes momentos.

Contudo, as alternativas de curto prazo – normalmente com boa liquidez e maior segurança – não atendem apenas à necessidade de uma reserva emergencial. Diversos objetivos podem ter prazos mais reduzidos – e, para eles, os investimentos de rápido resgate costumam ser a melhor opção.

Então, que tal conhecer 5 dos investimentos de curto prazo disponíveis no mercado para aportes? Continue a leitura e saiba mais sobre eles!

O que são investimentos de curto prazo?

Antes de conhecer 5 investimentos de curto prazo, é importante entender este conceito. Estes investimentos costumam fazer parte da carteira de investidores que têm objetivos financeiros entre 3 e 12 meses. Ou para formação da reserva emergencial.

Ao escolher aplicar seu dinheiro nestes investimentos, você evitar deixar o montante parado na conta e reduz as chances de gastá-lo com o que não importa.

Muitas das opções disponíveis no mercado brasileiro podem apresentar boa liquidez, rentabilidade melhor que a da poupança – a fim de evitar que você perca valor de compra por causa da inflação – e segurança. Alguns deles, inclusive, tem alta liquidez – e permitem que você resgate o total ou parte do investimento sem perder dinheiro.

Os 5 melhores investimentos de curto prazo

Para objetivos de curto prazo, a renda fixa costuma ser a melhor alternativa. Afinal, o investidor evita, desta forma, expor ao risco parte da carteira que servirá a objetivos mais próximos.

Mas quais são os melhores investimentos de curto prazo do mercado? Confira agora 5 das melhores alternativas e avalie se algumas delas atendem às suas necessidades!

1. Tesouro SELIC

O Tesouro SELIC pode ser uma alternativa para aqueles adeptos da caderneta de poupança. Além de ter uma rentabilidade maior, é considerado ainda mais seguro que a poupança. Trata-se de um título público oferecido pela plataforma Tesouro Direto.

Costuma atrair todos os tipos de perfil de investidor. Os conservadores, no entanto, têm maior predileção por ele – por ser considerado livre de riscos.

Ao comprar um título do Tesouro, o investidor na verdade está emprestando dinheiro para o Governo Federal. Depois, o governo devolve o dinheiro acrescido de juros.

O Tesouro SELIC tem liquidez diária. Logo, caso precise resgatar o dinheiro, poderá fazê-lo sem prejuízos. Sua rentabilidade é atrelada a taxa SELIC, que é a taxa básica da economia. O investimento mínimo pode ser feito com valores bastante baixos.

Além de substituir a caderneta de poupança, o Tesouro SELIC pode ser uma alternativa interessante para quem deseja formar uma reserva de emergência.

Se você se interessou por essa alternativa, saiba que há uma outra opção para investidores: o fundo Tesouro Selic Simples, do BTG Pactual. Ao investir por meio deste fundo, o investidor conta com todos os benefícios oferecidos pelo Tesouro Selic e não precisa custear a taxa de administração de 0,25% ao ano cobrada pelos investimentos via Tesouro Direto.

2. CDB

Os Certificados de Depósito Bancário também podem atender às necessidades daqueles que buscam por investimentos mais seguros. Costumam render mais que a poupança e possuem a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de 250 mil reais por CPF e por instituição até o limite global de 1 milhão de reais a cada 4 anos.

Os CDBs costumam ser atrelados ao CDI, que é uma taxa próxima da SELIC. Podem ser adquiridos na modalidade pré-fixada ou pós-fixada. Há ainda a alternativa híbrida.

Na primeira, a rentabilidade já é acordada no ato da compra e leva em consideração o CDI desse momento. No pós-fixado, a rentabilidade só será descoberta no prazo de vencimento, levando em consideração o CDI dessa data.

Os CDBs híbridos têm rentabilidade atrelada a uma taxa fixa, acrescida de um determinado indicador. Este formato, no entanto, é menos comum no mercado.

Quando você compra um CDB, na verdade está emprestando dinheiro ao banco. No entanto, é importante se atentar ao prazo de vencimento do título, pois há bancos que não permitem o resgate antes da data prevista. Esse prazo, inclusive, pode variar muito.

Existem também CDBs com liquidez diária, nos quais você pode resgatar o montante aportado a partir da data de carência. Porém, fica o alerta de que há instituições financeiras que oferecem a carência somente na data de vencimento, obrigando o investidor carregar o título até o fim.

Para investir em CDB, o aporte mínimo costuma ser maior se comparado com os títulos públicos do Tesouro. Vale lembrar também que, assim como ocorre no Tesouro Selic, há cobrança de Imposto de Renda.

Os CDBs podem agradar todos os perfis. Entretanto, pelo seu baixo risco, costuma ser indicado, principalmente, para os investidores conservadores.

3. LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são cartas emitidas por bancos com o objetivo de financiar esses dois setores da economia: o imobiliário e o do agronegócio.

Funcionam como outros títulos de renda fixa: o investidor compra, na verdade, parcelas de uma dívida e é remunerado com juros – como ocorre com o Tesouro SELIC, por exemplo.

Neste caso, no entanto, você empresta dinheiro ao banco – que, por sua vez, fomenta os setores imobiliário e do agronegócio com os recursos aplicados pelos investidores. Tenha em mente que o dinheiro de uma LCI só pode ser investido no setor imobiliário e o de uma LCA no agronegócio.

No momento da compra, o investidor precisa optar pelo título de rendimento pré-fixado ou pós-fixado, que funcionam da mesma forma do CDB. Existe também a modalidade híbrida, embora menos comum. A rentabilidade destes títulos normalmente está atrelada ao CDI.

Ao contrário do CDB, as Letras de Crédito estão isentas do Imposto de Renda. Entretanto, algumas instituições podem cobrar algumas taxas, como a de custódia.

Existem no mercado Letras de Crédito com vencimentos variados. O vencimento mais comum é a partir de 90 dias, mas pode haver cartas com vencimentos muito maiores.

Considerado um investimento de baixo risco, elas também estão garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até 250 mil reais por CPF e instituição financeira e a um montante global de 1 milhão de reais a cada 4 anos.

4. Fundos de renda fixa

Sim, você pode investir em fundos de investimento objetivando o curto prazo. Uma das alternativas são os fundos de renda fixa atrelados ao CDI. Funcionam como uma espécie de condomínio, no qual diversos investidores investem com o mesmo objetivo.

Nesse tipo de fundo, o dinheiro de todos os cotistas é utilizado para compor a carteira – investindo, majoritariamente, em títulos de renda fixa, como LCI, LCA, CDB e títulos do Tesouro Nacional.

Diferente das outras modalidades citadas, nas quais o investidor pode escolher os títulos que deseja adquirir, no fundo é o gestor que se encarrega de aplicar os recursos e definir os melhores ativos para a carteira.

Por isso, pode ser uma alternativa para aqueles que não sabem escolher bem seus ativos um a um. Como trata-se de uma modalidade de investimento, os fundos de renda fixa não têm garantia do FGC.

Além disso, os fundos de renda fixa podem cobrar taxa de administração – e, em algumas situações, uma taxa de performance. A rentabilidade costuma variar – de acordo com produtos nos quais o fundo investe, com o desempenho do gestor e, claro, com as taxas cobradas.

Apesar de apresentar um certo grau de risco – a depender da estratégia e investimentos que compõem o fundo, os fundos de renda fixa podem ser atraentes para investidores conservadores – e também para aqueles que buscam por investimentos de curto prazo.

Na hora de escolher um fundo de renda fixa para investir, é preciso ter atenção à dois fatores principais: à estratégia e carteira do fundo e, claro, à liquidez do mesmo.  Por isso, certifique-se de apostar em um fundo que seja indicado para o curto prazo.

5. Fundos DI

Os chamados Fundos de Renda fixa referenciados em DI costumam ter a maior parte da sua carteira investida em títulos públicos atrelados ao CDI. Vale ressaltar que, apesar desse nome ser muito conhecido, a nomenclatura não existe mais, de acordo com a ANBIMA.

Em relação a outros tipos de fundos, esse costuma ser um dos mais indicados para montar uma reserva de emergência.  Isso porque eles são atrelados ao CDI e a SELIC. A liquidez diária, por sua vez, é considerada a grande vantagem desse fundo – afinal, o investidor pode resgatar seus recursos a qualquer momento, sem prejuízos.

Investimentos em renda variável valem a pena para o curto prazo?

Você deve ter percebido que os investimentos para o curto prazo lembrados neste artigo são todos da renda fixa. Mas, será que existem investimentos de renda variável que funcionam para estes objetivos?

O fato é que investimentos em renda variável – como as ações ou fundos imobiliários – costumam ser indicados para o longo prazo. Logo, tenha muito cuidado ao investir na renda variável objetivando o curto prazo, pois poderá se frustrar e perder dinheiro. E não é isso você quer, não é mesmo?

Vale destacar também que operações especulativas não devem ser consideradas opções de investimento de curto prazo. Lembre-se de que day trades e swing trades, por exemplo, têm um altíssimo risco e são indicados apenas para investidores com abertura a grandes riscos – uma vez que há possibilidade de perda de todo o capital, e até além.

Os melhores investimentos de curto prazo, portanto, são aqueles que lhe permitem realizar suas metas e objetivos de curto prazo – oferecendo, especialmente, segurança e liquidez enquanto faz seu dinheiro render.

Gostou de aprender sobre alguns dos melhores investimentos de curto prazo? Então descubra agora se investir no exterior vale ou não a pena!

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