O sucesso das moedas digitais despertou o interesse de muitos investidores, que passaram a considerar fazer aportes nesses ativos. Com esse movimento, é normal que surjam novas opções de investimento — como os ETFs de criptomoedas. No Brasil, o primeiro a ser negociado é o HASH11.

Ele foi autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e está disponível para qualquer investidor. Porém, antes de investir, é preciso conhecer esse veículo de investimento e suas características para tomar uma decisão acertada.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura e conheça o fundo de índice de criptomoedas criado pela gestora Hashdex!

O que são ETFs de criptomoedas?

Primeiro, vale entender o que são ETFs (exchange traded funds). Os fundos de índice, como também são conhecidos, visam replicar ou acompanhar o desempenho de determinado índice do mercado financeiro.

Por exemplo, há ETFs de ações que espelham o índice Ibovespa. Ou seja, eles visam acompanhar de perto o desempenho das principais empresas negociadas na bolsa de valores brasileira. Vale ressaltar que esses fundos não precisam se limitar a índices do mercado brasileiro ou de ações.

Dessa forma, um ETF também pode ter exposição a um índice do mercado de criptoativos. Esse é o caso do Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice (negociado sob o ticker HASH11). Saiba mais sobre ele a seguir!

O que é o HASH11?

Agora que você sabe mais sobre os ETFs, pode conhecer melhor o HASH11. O fundo de índice foi criado pela Hashdex — gestora brasileira focada em criptoativos — e anunciado em setembro de 2020. Porém, as cotas foram disponibilizadas a partir de 26 de abril de 2021.

Com a aprovação da CVM, ele é o primeiro ETF de criptomoedas listado na B3 para qualquer investidor. Ao adquirir cotas do Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice, os investidores terão acesso aos principais ativos digitais do mercado mundial.

Para tanto, o fundo usa como referência o Nasdaq Crypto Index (NCI), desenvolvido pela Hashdex em parceria com a Nasdaq. Esse índice visa representar o mercado de ativos digitais e é considerado o principal benchmark de criptomoedas do mercado financeiro.

A composição do índice segue critérios rigorosos para a escolha dos criptoativos. Em março de 2021, por exemplo, ele contava com ativos como bitcoin, ethereum, litecoin, chainlink, bitcoin cash e stellar.

Outra questão importante é que, antes, já existiam alguns fundos de investimento com exposição às moedas digitais no Brasil. No entanto, eram acessíveis apenas através das alternativas oferecidas pela própria gestora e disponibilizadas nas plataformas das corretoras nacionais parceiras.

Logo, não era possível adquiri-las por meio da B3. Nesse caso, a exposição aos ativos digitais também é variada, sendo que os fundos com maior exposição (que pode chegar a 100%) só é acessível aos investidores profissionais.

Quais são as principais características?

Se você se interessou pelo HASH11, conheça as principais características do fundo para entender se ele está alinhado às suas necessidades:

Objetivo

O principal objetivo do fundo HASH11 é obter retornos que sejam equivalentes, de forma geral, à performance do NCI em reais.

Estrutura

O fundo HASH11 investirá em cotas do Hashdex Nasdaq Crypto Index ETF. Tal fundo de índice é listado na bolsa de valores de Bermudas – país com regulamentação avançada e amigável em relação aos criptoativos.

Inclusive, a estratégia de adquirir cotas de fundos de índice estrangeiros é utilizada por diversos ETFs disponíveis na B3.

Política de investimento

Para alcançar seu objetivo, o HASH11 investirá, pelo menos, 95% dos seus recursos em cotas do fundo de índice alvo. Além disso, ela poderá utilizar posições compradas no mercado futuro, de forma a refletir a performance do NCI.

Público-alvo

O ETF é destinado a investidores em geral. No entanto, é importante que eles aceitem os riscos inerentes ao investimento. Ele também é focado naquelas pessoas que buscam rentabilidade condizente com o objetivo do fundo.

Taxas

A taxa de administração do fundo, paga ao administrador, será de 0,3% ao ano. Porém, considerando o fundo de índice alvo (Hashdex Nasdaq Crypto Index ETF), a taxa máxima é de 1,3% ao ano.

Vale destacar, ainda, que existem outros custos e despesas assumidas pelo fundo. Alguns exemplos são os honorários dos auditores independentes, os impostos e as contribuições federais, estaduais e municipais.

Quais são os riscos envolvidos?

Além de conhecer as características do HASH11, é importante considerar seus riscos. O fundo pode ser um modo mais simples e acessível de se expor ao mercado de criptomoedas e diversificar o portfólio, mas é preciso ter atenção.

Assim como outros ativos de renda variável, o investimento em ETFs pode resultar em perdas financeiras causadas por diversos fatores. Entre eles está o risco de mercado, que consiste no risco de variação no preço das cotas.

Ainda, fatores macroeconômicos, como condições políticas, econômicas ou sociais podem afetar negativamente o preço dos ativos. Outro risco relevante é o de liquidez. O HASH11 é o único ETF da B3 que investe em um índice de criptoativos, impossibilitando a comparação com outros fundos.

Assim, não é possível garantir que as cotas terão a mesma liquidez que outros fundos de índice atualmente negociados no mercado. Afinal, eles podem ter características diferentes das apresentadas pelo HASH11.

Por fim, cabe ressaltar que o desempenho do fundo de criptomoedas pode não refletir a performance do índice. Portanto, existem diversos fatores que devem ser analisados antes do investimento.

Quando vale a pena investir em HASH11?

Como você viu, o fundo HASH11 pode apresentar algumas oportunidades de investimento interessantes. Ele conta com exposição aos criptoativos pertencentes a um mercado que, historicamente, tem apresentado bom desempenho.

Ao contrário do investimento direto em ativos digitais, os fundos de criptomoedas são regulados pela CVM. Assim, eles são obrigados a cumprir diversas determinações legais junto ao órgão. Esse é um fator importante para a proteção institucional dos investidores.

Entretanto, o investimento ainda envolve riscos que devem ser considerados. Portanto, ele pode ser interessante para quem deseja diversificar o portfólio e busca por ganhos maiores. No entanto, é preciso ter um perfil de investidor adequado, em regra, aceitando uma exposição maior aos riscos.

Agora que você conhece o ETF HASH11, pode analisar se a opção é interessante para compor a sua carteira. Lembre-se de que as criptomoedas são uma nova classe de ativos, então o fundo de índice pode auxiliar quem deseja usufruir de eventuais desempenhos positivos dos criptoativos.

Gostou do conteúdo? Então complemente a leitura e conheça 10 das principais moedas digitais do mundo!