Se você acompanha o mercado financeiro, já deve ter ouvido falar nas moedas digitais. Elas têm ganhado cada vez mais espaço e destaque no mercado e na mídia. Com isso, a lista de criptomoedas também tende a aumentar.

Criptomoedas são moedas digitais. Em todo o mundo, diversas empresas aceitam as criptomoedas em pagamentos. Assim como o dinheiro físico, como o real ou dólar, elas podem ser usadas para realizar transferências e transações comerciais.

A diferença é que as negociações acontecem apenas online, por meio de um dispositivo conectado à internet. As moedas são criadas a partir de sistemas digitais. Por não estarem ligadas a um país específico, não seguem regulamentações de um Banco Central.

Quer saber mais sobre o assunto? Neste artigo, você conhecerá a lista das 10 principais moedas digitais do mercado. Confira!

1.     Bitcoin

O bitcoin é a moeda virtual mais conhecida. Foi o primeiro sistema de pagamentos global descentralizado. Isso significa que ele não está ligado diretamente a nenhum país. Assim, a cotação não se submete às leis de nenhum governo específico.

Desenvolvido em 2008, o bitcoin foi a primeira grande criptomoeda lançada. Ela tinha o objetivo de substituir o dinheiro de papel e acabar com a necessidade da influência de bancos para intermediar operações financeiras.

O bitcoin é minerado e negociado por meio da tecnologia. As transações com a moeda são cadastradas em um sistema computacional complexo chamado blockchain. Esse sistema depende de diversos computadores ao redor do mundo para funcionar.

A mineração (obtenção de novas moedas) e as transferências de bitcoins são registradas no blockchain, que funciona como um livro contábil. Ele também garante mais segurança às operações, pois dificulta o ataque de pessoas mal intencionadas.

Embora o bitcoin seja uma moeda sem lastro, ela é cada vez mais aceita como forma de pagamento por empresas e instituições em todo o mundo. Por esse motivo, continua sendo uma das principais criptomoedas do mercado.

2.     Ethereum

Existem algumas semelhanças e também diferenças entre o bitcoin e o ethereum – que, originalmente, se chamava ether. No entanto, em 2016, um hacker encontrou uma falha no sistema da criptomoeda.

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Com isso, ele conseguiu roubar o equivalente a US$ 50 milhões em ether. Essa ação causou diversas dúvidas sobre o futuro da moeda, de forma que a comunidade que a mantinha decidiu criar outra rede.

Dessa forma, o ether original, que foi alvo do roubo, passou a ser chamado de ethereum classic. E a moeda virtual que passou a circular na nova rede foi denominada de ethereum. Com o apoio de sua comunidade, ela passou a valer mais do que a primeira versão.

Ao contrário do bitcoin, o ether não foi criado originalmente para ser uma moeda digital. O objetivo era que ela se tornasse um ativo para recompensar os desenvolvedores pelas contribuições na plataforma Ehereum e em seus projetos.

O ethereum está entre as moedas virtuais mais negociadas do mundo. A plataforma é descentralizada e utilizada para realizar contratos inteligentes. Ou seja, são operações realizadas automaticamente quando determinadas condições são cumpridas.

O blockchain também é a base utilizada para a validação das operações com ethereum, garantindo a segurança e evitando fraudes. Assim como acontece com o bitcoin, o processo de criação de novas criptomoedas se baseia na mineração.

3.     XRP

O Ripple foi criado em 2011 e é um protocolo de pagamento distribuído. Ele conta com uma moeda nativa de seu sistema, a XRP. A plataforma tem como diferencial suportar em sua rede outros tokens, podendo representar moedas tradicionais e outros bens.

O sistema busca permitir pagamentos seguros e instantâneos. De certa forma, o Ripple se assemelha a instituições bancárias, por aceitar diversos ativos e facilitar a realização das operações. Assim, ele se afasta dos ideais de outras moedas digitais.

O discurso visa acabar com a dependência do sistema financeiro tradicional para realizar transações. Assim, a moeda virtual XRP foi idealizada em 2012 pelo desenvolvedor Ryan Fugger, o programador Jed McCaleb e o empresário Chris Larsen. A maior parte das moedas ficam na posse deles.

Ao contrário de outras moedas digitais, como o bitcoin e o ethereum, não há o processo de mineração no Ripple. O sistema conecta provedores de pagamento, bancos, empresas e trocas de ativos digitais para fornecer uma experiência sem atritos e enviar dinheiro globalmente.

4.     Litecoin

O litecoin é uma criptomoeda criada em 2011 por Charlie Lee – um ex-funcionário do Google. A moeda tem muitas características semelhantes ao bitcoin, mas a principal diferença está no processo de mineração.

O objetivo do litecoin é reduzir o tempo gasto para confirmar transações realizadas com a moeda. A ideia é que seja mais fácil e simples para qualquer pessoa participar do processo de desenvolvimento de novos litecoins.

Outra intenção do litecoin é ser uma moeda virtual acessível à população em geral. Para isso, Charlie Lee vendeu todas as suas ações. Assim, ele não poderia interferir nos preços da criptomoeda.

Por causa do processamento mais rápido, o litecoin é considerado uma alternativa mais eficiente para realizar transações no dia a dia. Por outo lado, o bitcoin é tido como uma melhor fonte de reserva de valor.

Além disso, o litecoin foi desenvolvido para produzir mais unidades. Enquanto o bitcoin tem um limite de 21 milhões de moedas, o limite do litecoin é de 84 milhões.

5.     EOS

A plataforma EOS foi desenvolvida em 2018 por Brendan Blumer e Dan Larimer. O objetivo era ser um sistema para criação de aplicativos descentralizados, conhecidos como dApps. Além disso, o ambiente tenta resolver diversos problemas do ethereum.

Por esse motivo, muitas pessoas consideram a EOS uma versão aprimorada da blockchain ethereum. Isso acontece principalmente por causa da velocidade de processamento das transações, que é ainda mais rápida.

Essa maior velocidade ocorre pelo sistema de processamento paralelo do protocolo. Isso significa que o sistema é capaz de executar diversas ações ao mesmo tempo, o que aumenta a taxa de transações e a escalabilidade.

Enquanto operadoras de cartão, por exemplo, realizam poucas milhares de transações por segundo, a EOS diz ser capaz de fazer milhões de operações por segundo. A oferta inicial da criptomoeda (ICO) levantou US$ 4 bilhões. Atualmente, existe quase um bilhão de tokens em circulação.

6.     Cardano

O cardano foi criado em 2015 pelo co-fundador da ethereum, Charles Hoskinson. A plataforma possui um projeto bastante ambicioso. Seu objetivo é unir as melhores funcionalidades e características de todas as criptomoedas existentes no mundo.

Com isso, o cardano seria capaz de resolver problemas e oferecer novas soluções para as moedas virtuais. O projeto é definido como a terceira geração de criptomoedas, de forma que o bitcoin seria a primeira e o ethereum a segunda.

O cardano também é uma plataforma de contratos inteligentes formada por uma blockchain pública descentralizada e um token. O criptoativo é voltado para o futuro, tendo em vista que já possui há muito tempo um algoritmo de trabalho mais sustentável, como é o caso do Proof of Stake.

O objetivo é servir como uma forma de pagamento alternativo em países que têm dificuldade de acesso a bancos. Para isso, uma de suas metas é melhorar a velocidade com que as operações são feitas.

Outra característica de destaque do cardano é que ele foi a primeira moeda digital baseada em uma metodologia científica. Isso traz mais robustez para seu código, que é avaliado e revisado por uma grande equipe de cientistas, pesquisadores, desenvolvedores e engenheiros.

7.      Binance coin

A binance coin é uma alternativa na lista de moedas digitais para uso dentro de uma exchange. Essas empresas são responsáveis por mediar a relação entre compradores e vendedores das moedas virtuais.

A moeda foi lançada em agosto de 2017 por uma das maiores exchanges do mundo, a Binance. Ela foi criada como token de utilidade para descontos em taxas de trading. Com o tempo, a criptomoeda se tornou o token nativo da blockchain binance chain.

A moeda digital também pode ser usada para comprar presentes virtuais, pagar despesas de viagens (como hotéis e reservas de vôos), fazer compras usando cartão de crédito, entre outros serviços. A Binance tem lançado constantemente novas funcionalidades que permitem o uso do token.

A estratégia de negócios da empresa e o forte desempenho do ativo receberam muitos elogios de quem trabalha no mercado financeiro. Isso fez com que a moeda se tornasse uma das mais negociadas do mundo.

8.     Stellar lumens

A stellar lumens foi criada em 2013 por um dos desenvolvedores do Ripple, Jed McCaleb. Ela é muito mais rápida e tem custo de transação muito mais barato do que o bitcoin. Além disso, a criptomoeda consegue fazer até mil transações por segundo.

A intenção inicial do projeto era ser a ligação entre os mundos monetários virtuais e tradicionais. Assim, o projeto stellar une criptomoedas e dinheiro físico. A proposta é ser uma plataforma multi-transacional de moedas tradicionais, como reais, dólar, euro etc.

Isso permite que as pessoas enviem e recebam dinheiro rapidamente, com custos reduzidos e uma exchange descentralizada. O sistema da stellar lumens é baseado em código aberto, assim como acontece com o bitcoin.

Dessa forma, qualquer pessoa pode trabalhar em seus códigos para tentar trazer melhorias para o projeto. Apesar de ter sido lançada com uma boa base na Ripple, a stellar apresenta muitas diferenças em relação ao XRP.

A primeira distinção é que a maioria das moedas stellar lumens foi dada de graça em seu início. Além disso, a criptomoeda opera em seu próprio protocolo de consenso. Ou seja, ela tem uma rede de profissionais internos capazes de executar esse sistema de forma independente.

Isso deixa o processo menos descentralizado do que os mais tradicionais. No entanto, a característica permite um alto grau de eficiência.

9.     Chainlink

Chainlink é uma plataforma de blockchain que visa simplificar o uso dos contratos inteligentes entre diferentes plataformas. Criado em 2017 por Sergey Nazarov, o sistema é formado por um protocolo para facilitar o acesso ao melhor desses contratos para aplicativos do mundo real.

Existem dois pontos principais na arquitetura da chailink. O primeiro é a infraestrutura on-chain, ou seja, dentro do blockchain. O segundo é a infraestrutura fora da cadeia, que é aquela em que os dados do mundo real são usados com os contratos inteligentes.

Todas as plataformas se unem a uma rede Oracle descentralizada da chainlink. Ela usa vários nós para coletar dados de forma independente e oferece-los a contratos inteligentes. Com isso, é possível evitar pontos únicos de falha.

Assim, a rede ajuda a impedir conflitos na transmissão de dados entre diferentes sistemas. A rede chailink consegue evitar a manipulação de informações que entram ou saem dos bancos de dados. Ela também funciona como uma conexão para interoperabilidade entre sistemas.

10.    NEO

NEO é outro projeto de criptomoedas de código aberto que utiliza a tecnologia blockchain e contratos inteligentes. O objetivo é automatizar a gestão de ativos digitais. Assim, ele pode criar a chamada economia inteligente.

O projeto teve início em fevereiro de 2014 e foi criado pela empresa OnChain, com sede na China. Da HongFei, CEO da companhia, visava desenvolver uma plataforma de blockchain que tivesse os mesmos recursos do ethereum e ainda realizasse outras funções.

O conceito integra operações com contratos inteligentes, identidades digitais e ativos digitais na blockchain. Com isso, o sistema pode formar uma base de dados transparente e descentralizada, permitindo às empresas gerir suas operações e aproveitar as novas vertentes tecnológicas.

Dessa forma, é possível aprimorar a eficiência dos processos e reduzir custos ao mesmo tempo. A empresa chinesa é líder na tecnologia blockchain. Além de ser a desenvolvedora do NEO, a OnChain atua como a principal ligação entre o projeto e as entidades parceiras.

Agora que você conferiu a lista das principais moedas digitais, pode pesquisar mais sobre esse mercado. Lembre-se de que o investimento ou a especulação em moedas virtuais envolvem alto risco. Elas estão mais expostas às variações do mercado e tendem a ter alta volatilidade.

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