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Conheça os principais ETFs listados na Bovespa (B3)

Investir nos fundos de índice pode ser útil para quem busca praticidade, investimento inicial menor e diversificação. Porém, para fazer a escolha certa é necessário conhecer quais são os principais ETFs listados na bolsa brasileira — a B3, antiga Bovespa.

Essa é uma forma de compreender quais são os índices mais usados, quais ativos compõem as carteiras teóricas e como funciona cada fundo do tipo. Assim, você tem mais visibilidade para escolher o que é mais adequado para a sua carteira.

Na sequência, descubra quais são os principais ETFs listados na Bovespa e veja se eles podem ser indicados para você!

O que são ETFs e como funcionam?

Entre os diversos tipos de fundos de investimento é possível encontrar o ETF. Sigla para exchange traded fund, ele também é conhecido como fundo de índice. Seu funcionamento prevê a participação coletiva dos investidores por meio da aquisição das cotas.

Saiba mais!

Como funciona a gestão?

Os valores captados são alocados por um gestor profissional. A grande diferença é que todo ETF está associado a um índice de referência do mercado. Assim, o gestor não precisa realizar uma gestão ativa, apenas segue a composição do indicador.

Então, os investimentos do fundo são feitos com base na carteira teórica do índice. O objetivo é acompanhar ou refletir o seu resultado. Por causa dessas características, é comum dizer que o ETF adota a chamada gestão passiva.

Ou seja, em vez de usar estratégias de investimento que dependem do conhecimento e da análise do gestor, replica-se a carteira teórica que já existe.

Em que os ETFs investem?

Os ETFs podem estar atrelados a um dos mais diversos índices do mercado. Logo, existem ETFs de ações, de fundos imobiliários (FIIs), de indicadores renda fixa e outros — como você verá ao longo deste conteúdo.

Como funciona a tributação de ETFs?

Em relação ao pagamento de Imposto de Renda, há diferença se o ETF for de renda fixa ou de renda variável. No primeiro caso, a alíquota segue a tabela regressiva e o desconto se dá direto na fonte.

Já em ETFs de renda variável o tributo incide sobre o lucro com a venda de cotas e o recolhimento é de obrigação do investidor. A alíquota é de 15% para operações comuns e de 20% para day trade.

ETF paga dividendos?

Como você viu, investir em ETF, muitas vezes, significa expor seu capital a uma carteira diversificada de ações. No entanto, há algumas diferenças em relação ao investimento direto nesses papéis — e a distribuição de dividendos é um desses pontos.

A regra geral diz que todo ETF negociado na Bovespa ou B3 não realiza o pagamento de dividendos. Os proventos distribuídos pelas empresas são usados inteiramente para o reinvestimento. Logo, eles visam o aumento patrimonial, influenciando no aumento do preço da cota.

Quais são os principais ETFs listados na Bovespa (B3)?

Agora que você já conhece o funcionamento geral desse veículo de investimento, vale a pena entender o panorama do ETF no Brasil. Entre os principais ETFs listados na Bovespa, há alternativas com diversas propostas.

A seguir, você poderá conferir uma divisão dos ETFs em grupos, de acordo com os índices adotados ou com o foco da alocação dos ativos. Acompanhe!

Ibovespa

O Ibovespa é o principal índice de ações do mercado brasileiro, incluindo as ações mais negociadas e representativas da bolsa. Ele é utilizado como termômetro da economia e também como benchmark para muitos investidores que têm carteira de ações.

Por isso, existem diversos ETFs atrelados ao indicador. Eles podem ser uma forma de seguir a média do mercado, tendo exposição às maiores empresas.

Um exemplo que usa esse indicador como base é o iShares Ibovespa Fundo de Índice, conhecido pelo ticker BOVA11. Ele tem a BlackRock como gestora e foi criado em 2008.

O Caixa Ibovespa Fundo de Índice (XBOV11) também utiliza esse indicador, com a diferença de que é administrado e gerenciado pela Caixa Econômica Federal. Sua criação aconteceu em 2012.

O It Now IBOVESPA Fundo de Índice (BOVV11) é administrado pelo Itaú Unibanco. Como um dos destaques, conta com a estratégia de aluguel de ações, sendo mais uma forma de rentabilizar a carteira. Foi criado em 2016.

Já o Bradesco Ibovespa Fundo de Índice (BOVB11) é gerenciado pelo Bradesco Asset. É o mais recente entre as alternativas, tendo sido criado em 2019.

Na prática, todos investem de acordo com o mesmo indicador. Porém, o que os diferencia é a taxa de administração em alguns casos, bem como estratégias complementares — como o aluguel de ações do fundo.

Índice Brasil

Embora o Ibovespa seja o principal indicador acionário da bolsa de valores brasileira, ele não é a única alternativa. Entre as possibilidades, há o Índice Brasil. Ele costuma ser um pouco mais flexível porque não adota o critério de participação mínima que o Ibovespa utiliza.

Há dois tipos desse índice e eles são incorporados por alguns dos principais ETFs listados na Bovespa. O primeiro fundo é o It Now PIBB IBrX-50 Fundo de Índice (PIBB11).

Ele utiliza o IBrX 50, o qual apresenta as 50 empresas de maior negociação da bolsa brasileira, considerando os critérios. O fundo é administrado pelo Itaú Unibanco e foi criado em 2004.

Por sua vez, o iShares IBrX Fundo de Índice (BRAX11) tem como indicador o IBrX 100. Portanto, sua carteira é composta pelas ações das 100 companhias mais negociadas e representativas na bolsa do Brasil. A gestão desse fundo é realizada pela BlackRock e a criação dele ocorreu em 2009.

Embora tanto o PIBB11 quanto o BRAX11 tenham algumas empresas em comum com o Ibovespa, a composição é diferente. Portanto, oferecem um novo caminho para explorar o mercado de ações do Brasil.

Small caps

As small caps são companhias de baixa capitalização. Portanto, possuem menor valor de mercado e geralmente não fazem parte dos principais índices brasileiros. Ao mesmo tempo elas podem oferecer um alto potencial de crescimento e atrair diversos investidores.

Assim, também há índices para acompanhar esse segmento. E o investidor pode contar com ETF para se expor às principais small caps da bolsa. Isso pode trazer maior valorização do investimento, com manejo de risco por conta da diversificação.

O iShares Small Cap Fundo de Índice (SMAL11) toma por base o Índice Small Cap (SMLL). Esse indicador é composto por mais de 100 empresas. É gerenciado pela BlackRock e foi criado em 2008.

Além dele, existe o It Now Small Caps (SMAC11), que também acompanha o índice SMLL. O gestor é o Itaú Unibanco e o ETF foi criado em 2020.

Mercados internacionais

Com um ETF no Brasil, você também tem a chance de expor os seus recursos a condições do mercado internacional. Isso é possível com a utilização de indicadores que se baseiam nas negociações de papéis estrangeiros.

Um exemplo é o índice Standard & Poor’s 500 ou S&P 500. Ele reúne as 500 ações das empresas mais negociadas no mercado dos Estados Unidos. Na B3, é possível encontrar ETFs relacionados ao indicador.

O It Now S&P500 TRN Fundo de Índice (SPXI11) utiliza o S&P 500 como base. Ele é gerenciado pelo Itaú Unibanco e foi criado em 2015. Outra opção é o iShares S&P 500 Fundo de Investimento – Investimento No Exterior (IVVB11), gerenciado pela BlackRock e criado em 2014.

Investir em ETFs com lastro internacional permite aumentar a diversificação para além do Brasil, reduzindo o risco do nosso mercado. Além disso, é possível ter uma estratégia de proteção cambial. Afinal, a tendência é que o ETF se valorize com a valorização do dólar.

Sustentabilidade

A sustentabilidade é um tema que tem se tornado recorrente no mercado financeiro. Diante da ideia de investir com propósito, passa a haver uma busca que atenda a critérios sustentáveis. É o conceito de ESG ou ASG (em português, faz referência a meio ambiente, social e governança).

Diante desse cenário, há índices e ETFs focados no investimento sustentável. O It Now ISE Fundo de Índice (ISUS11), por exemplo, usa como base o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Ele é gerenciado pelo Itaú Unibanco e foi criado em 2011, sendo um dos primeiros sobre o tema.

O It Now IGCT Fundo de Índice (GOVE11), por sua vez, usa o Índice de Governança Corporativa Trade (IGCT). Como a governança é uma das características de sustentabilidade segundo a metodologia ESG, faz parte dessa classificação. Ele é gerenciado pelo Itaú Unibanco e existe desde 2011.

Considerando que o aspecto ambiental não pode ser desconsiderado da sustentabilidade, o iShares Índice Carbono Eficiente Brasil – Fundo de Índice (ECOO11) é mais uma alternativa.

Ele usa como referência o Índice Carbono Eficiente. Portanto, prevê o investimento em empresas que adotam boas práticas quanto à emissão de carbono. É gerenciado pela BlackRock e foi criado em 2011.

O BTG Pactual ESG Fundo de Índice S&P B3 Brazil ES (ESGB11) adota o Índice S&P/B3 Brazil ESG. O índice é composto pelas empresas que atendem aos critérios de sustentabilidade definidos pela estratégia ESG e tem mais de 90 ações. O BTG Pactual é o gestor e a criação ocorreu em 2020.

Cripotativos

Os criptoativos são alternativas que existem apenas digitalmente e que contam com camadas de criptografia e proteção. Entre eles, estão as criptomoedas. O bitcoin é o mais famoso e tem apresentado grande valorização.

Contudo, tais ativos não são regulamentados no Brasil — o que gera insegurança institucional. Para facilitar o acesso aos investimentos, há ETFs que seguem o índice NASDAQ Crypto Index (NCI). Ele reúne as principais moedas digitais comercializadas.

O Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice (HASH11) se baseia no NCI, que é composto pelas 6 criptomoedas com maior capitalização. A Hashdex é a sua gestora e sua estreia aconteceu em 2021.

Renda fixa

Entre os principais ETFs listados na Bovespa, é importante conhecer os que investem em renda fixa. Mas vale destacar que, mesmo focando em aplicações mais seguras, os fundos de índice são considerados de renda variável por serem negociados na bolsa de valores.

O It Now IMA-B (IMAB11) utiliza o indicador IMA-B para compor a carteira. O indicador deriva do Índice de Mercado Anbima (IMA) e é composto por títulos públicos atrelados à inflação. O Itaú Unibanco é o gestor e ele foi criado em 2019.

O It Now IB5M (IB5M11), por sua vez, tem como indicador o IMA-B5+, que deriva do IMAB. Ele é composto por títulos atrelados à inflação com vencimento igual ou maior a 5 anos. É gerenciado pelo Itaú Unibanco e foi criado em 2019.

Como escolher o melhor ETF para sua carteira?

Como foi possível notar, há uma grande variedade de ETFs disponíveis na bolsa brasileira, com investimento em múltiplos ativos. Com o objetivo de aproveitar a diversificação de investimentos que esses fundos oferecem, é necessário saber como escolher o ETF certo para você.

O primeiro ponto a avaliar é o perfil de investidor. Se você tiver menor apetite ao risco, pode preferir um ETF de renda fixa. Para investidores conservadores e moderados, também pode fazer sentido investir em ETF do Ibovespa, já que foca nas empresas consolidadas no mercado.

Se tiver um perfil moderado ou arrojado, o investimento em um ETF de small caps pode ser uma forma de expor seu capital a ativos com maior potencial de valorização. Outra possibilidade é escolher fundos de índices internacionais, como é o caso do S&P 500.

Além disso, há como mesclar mais de um tipo de ETF. Existe a chance de criar uma carteira diversificada com esses fundos, para compor conforme suas preferências e objetivos. Com atenção a tais pontos, é possível fazer uma escolha adequada.

Para investir nas alternativas desejadas, é preciso ter uma conta em uma instituição financeira, como um banco de investimentos. Ao acessar o home broker, você pode adquirir as cotas de interesse e começar a participar dos resultados.

Conclusão

Depois de conferir essas informações, você conhece os principais ETFs listados na Bovespa (atual B3) e como eles funcionam. Na hora de escolher, busque tomar uma decisão que seja informada e embasada em suas características, como perfil de investidor e objetivos financeiros.

Precisa de ajuda para explorar melhor cada alternativa antes de comprar as cotas? Entre em contato conosco da Renova Invest e aproveite nosso serviço de assessoria de investimentos!

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