O que é e como investir em ETF? Descubra!

O que é e como investir em ETF? Descubra!

O ETF — ou Exchange Traded Funds — é uma das alternativas que você tem para investir na bolsa de valores. Ele costuma ser bem visto por investidores iniciantes na renda variável, que buscam um pouco mais de segurança e estabilidade no longo prazo.

Além disso, pode ser utilizado por diversas pessoas, iniciantes ou experientes, para diversificação da carteira. No Brasil, o investimento em ETFs é relativamente recente — eles são negociados por aqui desde 2004, enquanto existem nos EUA desde 1993, por exemplo.

Então, que tal saber mais sobre ele e descobrir como você pode considerá-lo na montagem de uma carteira para o seu perfil? Confira mais a seguir!

O que é ETF?

O ETF funciona basicamente como um fundo de investimentos. Ele é um tipo específico de fundo composto por ações, pois apresenta o objetivo evidente de replicar ou acompanhar de perto determinado índice do mercado acionário.

Ou seja, um ETF é composto por diferentes ativos — que, juntos, contribuem com o intuito de chegar a uma rentabilidade próxima a de um conjunto de ações. O conjunto depende do índice escolhido para acompanhar.

Por exemplo, há ETFs que focam no Índice Bovespa (que reúne as principais ações negociadas na bolsa de valores brasileira). Nesse caso, os rendimentos buscados pelo fundo serão em um percentual próximo ao do índice.

O Exchange Traded Fund é, portanto, um fundo negociado na bolsa cujo principal intuito é estar próximo a um índice escolhido como referência. Por isso, são conhecidos como fundo de índice.

Vale destacar que os ETFs não precisam se limitar a índices do mercado brasileiro. Também existem aqueles que acompanham indicadores internacionais.

Como funcionam os ETFs?

Depois de saber o que é o ETF, veja como se dá o funcionamento dele em detalhes:

Gestão profissional

Como um tipo de fundo de investimento, o ETF naturalmente apresenta uma gestão profissional. Significa que um gestor é responsável por tomar as decisões de investimentos no fundo — sempre com o objetivo de manter o retorno próximo ao da referência estabelecida.

De modo geral, a gestão de um ETF é passiva. Ou seja, não há tantas movimentações de compra e venda de ativos com objetivo de superar o rendimento de um índice. Como você viu, a meta dele é exatamente ficar próxima ao indicador.

Logo, a rentabilidade que você consegue com um ETF provavelmente não será muito maior do que o crescimento – ou queda – obtido pelo índice de referência. De outro lado, os custos com taxa de administração normalmente são mais baixos justamente pela gestão passiva.

Índice Bovespa

Como um fundo que busca replicar um indicador da renda variável, os principais índices utilizados por ETFs são aqueles que refletem as movimentações das ações mais negociadas na bolsa.

No Brasil, um dos ETFs mais conhecidos é exatamente o que acompanha o Índice Bovespa: o BOVA11. Como ele é o maior indicador para analisar o mercado de ações brasileiro, os investidores buscam bastante esse ETF.

Com isso, um investidor que tenha o BOVA 11 na carteira sabe que sua rentabilidade no fundo está próxima ao do indicador. Assim, se o Índice Bovespa subir 10% em um determinado período, seus rendimentos estarão próximos ao mesmo percentual.

Quando se fala na replicação de um índice, vale a pena esclarecer que não é possível investir diretamente em um índice no mercado. O que o ETF faz é montar uma cesta de ativos que se aproxime da rentabilidade dele.

Principais índices

Além dos ETFs que têm o Índice Bovespa como referência (há outros além do BOVA11), existem diversas opções para os investidores. É possível encontrar fundos de índice referenciados tanto em indicadores do mercado nacional quanto do internacional.

Outro exemplo brasileiro são os ETFs que têm o objetivo de replicar os resultados de um grupo específico de ações. É o caso do índice Small Cap, composto pelas companhias de menor porte na bolsa. O ETF SMAL11 é um exemplo deste tipo de fundo de índice.

Além disso, como você já sabe, existem os fundos de índice que focam no mercado estrangeiro. Alguns ETFs bastante conhecidos são aqueles que acompanham o índice S&P 500 — um indicador das principais ações da bolsa de valores norte-americana. É o caso do ETF IVVB11.

Vale a pena ter ETF na carteira?

Depois de conhecer mais detalhes sobre o ETF, qual a sua opinião? Vale a pena incluí-lo na sua carteira? A resposta depende do seu perfil de investimento e dos seus objetivos acerca dos seus investimentos.

Os ETFs podem ser interessantes para investidores moderados e arrojados, que têm interesse em investimentos na renda variável. Por envolver uma gestão passiva e uma carteira diversificada, os riscos costumam ser menores do que a negociação direta de ações – especialmente para investidores menos experientes.

Entretanto, estes riscos não deixam de existir. Tenha em mente que o mercado nem sempre está subindo. Logo, se a bolsa de valores passa por quedas que afetam o índice replicado pelo fundo, seus investimentos sofrerão baixas.

Além disso, é importante lembrar que o ETF é negociado a partir de cotas na bolsa de valores. Então, o preço das cotas para compra e venda varia de acordo com os movimentos do pregão. E as oscilações de curto prazo também podem trazer riscos de perda.

Em contraponto, os fundos podem ser interessantes para quem deseja diversificar a carteira e distribuir melhor seus riscos. Eles podem, ainda, ser uma alternativa para quem pretende entrar na bolsa de valores, mas não deseja escolher ativos individualmente.

Mais uma vantagem do ETF está na oportunidade de investir de forma internacionalizada. Os ETFs são uma das opções disponíveis para brasileiros atrelarem seus rendimentos ao exterior investindo a partir da bolsa brasileira B3.

Como investir em um ETF?

Agora você já sabe o que é um ETF e como ele funciona. Se você se interessou por realizar investimentos nesse tipo de fundo, é bem simples fazer seus aportes. Basta acessar a plataforma de investimentos que você utiliza para a renda variável.

Assim como as ações, as cotas de ETF são identificadas por um código específico (o ticker). Então, você precisa digitar o código do ETF que lhe interessa e emitir uma ordem para compra das cotas.

Em geral, o investimento é acessível para investidores de menor capital. Ou seja, é viável adquirir cotas dos fundos a partir de quantias menores de dinheiro.

Os ETFs podem servir bem a diversos objetivos, principalmente de longo prazo, a depender das suas escolhas. Lembre-se, no entanto, de reconhecer o seu perfil de investidor para ter segurança nas suas decisões na renda variável.

Então utilize as informações que acompanhou neste post para identificar se o ETF é útil para o seu caso e se adéqua bem aos seus objetivos para uma carteira de investimentos.

Que tal contar com ajuda para identificar as melhores oportunidades de ETFs disponíveis na bolsa de valores? Entre em contato conosco e descubra como podemos lhe ajudar!

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