Carteira Recomendada de Small Caps BTG Pactual [Junho 2026]

Foguete sendo lançado ao espaço, simbolizando performance em alta da carteira recomendada de small caps

Renova Invest · 1 de junho de 2026

Onde investir em Small Caps este mês? A Carteira Recomendada de Small Caps do BTG Pactual é uma das principais referências para investidores que buscam exposição a empresas de menor capitalização com alto potencial de valorização. A cada mês, a equipe de Research seleciona 10 ações entre empresas com valor de mercado em torno de R$ 15 bilhões, tendo como benchmark o índice SMLL.

Em junho de 2026, a carteira passa por duas alterações: SBF (SBFG3) e Orizon (ORVR3) entram, no lugar de Vitru (VTRU3) e Bradesco Saúde (SAUD3). Os demais oito ativos permanecem, reforçando convicção nas teses atuais.

Objetivo da Carteira de Small Caps

A Carteira Recomendada de Ações – Small Caps (BTG SMLL) tem como objetivo capturar as melhores oportunidades dentro do segmento de menor capitalização da Bolsa brasileira. O portfólio é composto por 10 ativos, com peso igual de 10% cada, selecionados pela equipe de análise e estratégia do BTG Pactual. O universo considerado contempla empresas com valor de mercado em torno de R$ 15 bilhões.

Confira a Carteira de Small Caps | Junho 2026

Empresa Código Setor
Copasa CSMG3 Serviços Básicos
Sanepar SAPR11 Serviços Básicos
Orizon ORVR3 Serviços Básicos
Smart Fit SMFT3 Varejo
SBF SBFG3 Varejo
Pague Menos PGMN3 Varejo
3tentos TTEN3 Agronegócio
Tenda TEND3 Imobiliário
Banco Pine PINE4 Bancos
Bemobi BMOB3 TMT

Fonte: Economática e BTG Pactual.

Múltiplos e potencial das principais teses

Os múltiplos da carteira indicam preços atrativos em diversas frentes. SBF negocia a apenas 6,0x P/L 2026 e 4,3x EV/EBITDA, com P/VP de 0,8x. Banco Pine sai a 5,1x P/L 2026 (4,4x para 2027), e a Tenda a 6,0x P/L 2026. No outro extremo, Orizon negocia ao múltiplo mais alto da carteira (41,6x P/L 2026 vs. 22,0x para 2027), refletindo a curva de maturação dos projetos de biometano e a expectativa de aquisição da Vital. Sanepar segue como destaque de valuation: 0,8x P/VP, 6,6x P/L 2026 e 4,3x EV/EBITDA, com aproximadamente 0,7x EV/RAB. Em termos de tamanho, Copasa é a maior posição (R$ 20 bi de valor de mercado), enquanto Bemobi é a menor (R$ 2,1 bi).

Principais mudanças na carteira em junho

  • Saídas: Vitru (VTRU3) e Bradesco Saúde (SAUD3)
  • Entradas: SBF (SBFG3) e Orizon (ORVR3)

A entrada da SBF reforça a aposta em varejo discricionário com gatilho de Copa do Mundo e ganho de produtividade — a ação negocia a ~6x P/L 2026, valuation que o BTG considera não refletir nem a melhora de crescimento nem o espaço para ganho de share. A Orizon traz exposição a um setor fragmentado de resíduos e biometano, com a aquisição da Vital esperada para os próximos meses como principal catalisador.

Permanecem na carteira: Copasa, Sanepar, Smart Fit, 3tentos, Tenda, Banco Pine, Pague Menos e Bemobi. A composição setorial passa a ter forte concentração em Serviços Básicos (30% via Copasa, Sanepar e Orizon) e Varejo (30% via Smart Fit, SBF e Pague Menos).

Resumo das teses de junho

Copasa (CSMG3)

Em janeiro, o governo de Minas Gerais definiu o modelo de privatização, marcando passo importante no processo. Catalisadores remanescentes devem se materializar nos próximos meses. Ação negocia a 1,7x EV/RAB para 2025. Em caso de privatização, dois vetores de upside vs. Sabesp: crescimento da base regulatória de ativos (a Copasa investiu abaixo do necessário durante anos) e redução de despesas operacionais como percentual dessa base.

Sanepar (SAPR11)

Negocia a ~0,7x EV/RAB, 6,6x P/L 2026 e 4,3x EV/EBITDA. Caso elimine a diferença vs. EBITDA regulatório, reduza desconto no capex para ~3% e negocie a TIR real de ~9% até o fim de 2026, o upside é superior a 60%. A 1x EV/RAB, o potencial passa de 50%. O principal evento de 2026 é político: a eleição para governador do Paraná pode levar o mercado a antecipar melhora de eficiência ou avanço para privatização. Tese mais especulativa, mas das mais promissoras para 2026.

Smart Fit (SMFT3)

Os resultados do 1T26 aliviaram o debate sobre impacto do TotalPass nas margens e canibalização do B2C — números operacionais e financeiros melhores que o esperado, com TotalPass ganhando escala e melhorando rentabilidade. A discussão deixou de ser “se escala” e passou a ser “como monetizar”. Continua entre as melhores teses de crescimento consistente do varejo latino-americano, sustentada por escala incomparável na região, margens em expansão via alavancagem operacional, exposição a mercado fragmentado e plataformas adjacentes. CAGR de LPA projetado de 30% entre 2026 e 2029. Negocia a 12x P/L 2026.

SBF (SBFG3) — Novidade

Embora o 1T26 já tenha mostrado tendências operacionais melhores que o esperado, o BTG espera aceleração gradual da receita líquida ao longo de 2026, sustentada por iniciativas de produtividade, ganho de penetração digital e, principalmente, pelo ciclo da Copa do Mundo. Negocia a ~6x P/L 2026 — valuation que não reflete a melhora de crescimento nem as oportunidades de ganho de share no fragmentado mercado brasileiro de artigos esportivos.

Pague Menos (PGMN3)

Após fases de expansão acelerada, integração da Extrafarma e reestruturação com nova liderança, o recente aumento de capital marca o início de uma nova fase. Balanço fortalecido, ganhos de produtividade impulsionados por oportunidades com medicamentos GLP-1 e retomada gradual da expansão. CAGR de LPA de 32% entre 2026 e 2029, negociando a 8,5x P/L 2026, com assimetria positiva associada ao segmento de GLP-1.

3tentos (TTEN3)

Os números do 1T26 recuperaram a confiança após cautela com a trajetória de lucro líquido pós-4T25. Catalisadores nos principais segmentos: margens de esmagamento de soja melhoraram e podem continuar avançando à medida que preços do óleo no Brasil acompanhem Chicago; varejo deve se beneficiar de preços mais elevados de fertilizantes; e a planta de etanol de milho adiciona nova avenida de crescimento. Negocia a 8x P/L 2026, com CAGR de lucro líquido superior a 15% nos próximos três anos e ROIC acima de 20%.

Tenda (TEND3)

Visão otimista para habitação popular após as recentes mudanças no MCMV, que melhoraram acessibilidade especialmente para a Faixa 1 — foco estratégico da Tenda. Resultados sólidos em 2025 reforçaram a tese de reestruturação, com margens já comparáveis às dos concorrentes. Posicionada para enfrentar maiores custos de construção via economias em projetos antigos e espaço para reajuste em novos lançamentos. Múltiplo atrativo de 6x P/L 2026.

Banco Pine (PINE4)

Mesmo após alta de 2% no mês passado, a tese segue intacta. Demanda por consignado privado permanece forte e mais que compensou o impacto modesto do teto de juros. Originação ligada ao INSS ficou mais previsível após novas exigências de consentimento. Vantagem competitiva operacional construída no segmento (processos, dados, seguros, cobrança ativa) deve sustentar ROE acima de 35% em 2026. Negocia a 5,1x P/L 2026.

Bemobi (BMOB3)

Combinação rara no setor brasileiro de tecnologia: crescimento de dois dígitos, rentabilidade e retorno ao acionista. Negocia a apenas 11x P/L 2026 — barata em praticamente todas as métricas relativas. Acaba de entregar mais um trimestre de destaque, com crescimento orgânico superior a 20% e expansão contínua de margens, combinação que deve gerar revisões positivas no consenso.

Orizon (ORVR3) — Novidade

Excelente histórico de alocação de capital em um setor fragmentado com amplas oportunidades de crescimento. A conclusão da aquisição da Vital, esperada para os próximos meses, deve trazer sinergias e crescimento adicional no biometano — segmento de elevados retornos. Recentemente entregou duas plantas de biometano e vem apresentando resultados sólidos, sustentados pelo crescimento real das tarifas e contribuição mais recorrente da venda de créditos de carbono.

Performance da carteira em maio

Em maio, em meio à forte correção da Bolsa brasileira, a carteira de Small Caps teve queda de -3,6%, superando tanto o Ibovespa (-7,2%) quanto o SMLL (-3,7%). Os destaques positivos do mês foram Tenda (+16,3%), Smart Fit (+7,3%) e Banco Pine (+1,5%). Do lado negativo, Pague Menos (-23,2%) foi a maior detratora, seguida por Bradesco Saúde (-11,1%) e Bemobi (-7,6%).

Performance no acumulado do ano

  • Carteira Small Caps: +2,5%
  • Ibovespa: +7,9%
  • SMLL: -1,3%
  • CDI: +5,7%

A carteira segue à frente do índice de referência (SMLL), embora abaixo do Ibovespa e do CDI no acumulado do ano, refletindo o ambiente macro mais desafiador para empresas de menor capitalização.

Rentabilidade histórica

Desde julho de 2010, quando Carlos E. Sequeira assumiu a gestão, a carteira de Small Caps acumula valorização de +6.021,4%, ante 185,2% do Ibovespa e apenas 100,1% do SMLL no mesmo período. É um dos históricos mais consistentes do mercado brasileiro de pesquisa em ações, com retornos superiores em 14 dos últimos 16 anos calendário completos.

Visão do BTG para Small Caps

O BTG segue construtivo com o segmento, apesar do cenário macro mais desafiador para empresas domésticas. As teses centrais do portfólio combinam:

  • Catalisadores políticos — privatização da Copasa em curso e eleição no Paraná destravando valor em Sanepar
  • Crescimento estrutural — Smart Fit, Pague Menos e 3tentos com CAGRs de LPA na faixa de 15% a 32%
  • Múltiplos descontados — SBF, Banco Pine, Tenda e Sanepar abaixo de 7x P/L 2026
  • Gatilhos específicos — Copa do Mundo (SBF), GLP-1 (Pague Menos), aquisição da Vital (Orizon), MCMV (Tenda)

Mais carteiras recomendadas para você explorar

Quer entender se essas oportunidades fazem sentido para o seu momento de investimento? Fale com um especialista da Renova Invest e faça uma avaliação gratuita da sua carteira.

Informações importantes

Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual S.A. Os números apresentados referem-se ao passado e não garantem resultados futuros.

Certificado do analista

Cada analista de pesquisa responsável pelo conteúdo deste relatório de pesquisa de investimento, no todo ou em parte, certifica que: (i) Nos termos do Artigo 21º, da Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021, todas as opiniões expressas refletem com precisão suas opiniões pessoais sobre esses valores mobiliários ou emissores, e tais recomendações foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação ao Banco BTG Pactual S.A. e/ou suas afiliadas, conforme o caso; (ii) nenhuma parte de sua remuneração foi, é ou será, direta ou indiretamente, relacionada a quaisquer recomendações ou opiniões específicas contidas aqui ou vinculados ao preço de qualquer um dos valores mobiliários aqui discutidos.

Parte da remuneração do analista provém dos lucros do Banco BTG Pactual S.A. como um todo e/ou de suas afiliadas e, consequentemente, das receitas decorrentes de transações detidas pelo Banco BTG Pactual S.A. e/ou suas afiliadas.

Facilidades da Renova Invest para você:

Conta digital gratuita

Abra sua conta sem custo e tenha acesso a uma plataforma para investir com praticidade e segurança.

Viver de renda

Construa uma carteira inteligente com foco em geração de renda passiva e alcance sua independência financeira.

Recomendamos para você

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *