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5 Investimentos para o investidor com perfil conservador

5 Investimentos
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O perfil de investidor é um dos elementos mais importantes para considerar antes de investir. Afinal, ele ajuda a determinar o nível de risco que você está disposto a correr e, portanto, quais podem ser os melhores investimentos para a sua carteira. Entre as classificações, há o perfil conservador.

Quem se encaixa nessa classificação deve ter atenção especial com as características do portfólio, de modo a atender a sua tolerância ao risco. Por isso, é fundamental conhecer as oportunidades do mercado financeiro que podem ser mais seguras.

A seguir, descubra 5 investimentos que podem ser adequados para o perfil conservador!

Quem é o investidor com perfil conservador?

Ao considerar os níveis de tolerância de risco, o perfil de investidor conservador contempla quem tem um baixo apetite ao risco. Então, se você se encaixa nessa classificação, é sinal que prefere ter mais segurança no momento de investir.

Para entender melhor o cenário, vale considerar o tripé de investimentos — que é formado por segurança, liquidez e rentabilidade. Veja como costumam ser as preferências de quem tem uma visão conservadora:

  • segurança: esse é o ponto mais importante para o investidor conservador. Devido à baixa tolerância ao risco, há uma busca por investimentos que ofereçam mais segurança e menos volatilidade;
  • liquidez: também costuma ser privilegiada na composição da carteira de investidores conservadores. Nos investimentos que apresentam alta liquidez, é possível fazer o resgate em menos tempo, o que diminui os riscos;
  • rentabilidade: tende a ser preterida em relação aos outros dois critérios. Como a relação entre risco e retorno é diretamente proporcional, a tendência é que a rentabilidade seja menor nos investimentos mais seguros.

5 Investimentos que podem compor uma carteira conservadora

Além de identificar as características do seu perfil de investidor, é necessário saber quais investimentos podem ajudá-lo a compor um portfólio conservador. Assim, é possível atender às suas necessidades de segurança e de liquidez.

Em geral, os investidores com esse perfil tendem a preferir a renda fixa. Afinal, essa classe é formada por investimentos que apresentam condições determinadas de retorno. Assim, dentro das regras de cada aplicação, é possível ter mais previsibilidade sobre os ganhos.

A seguir, descubra quais são 5 investimentos que podem estar alinhados a um perfil de investidor conservador!

1. Tesouro Selic

Entre os investimentos conservadores, uma das principais alternativas é o Tesouro Selic. Esse é um título público emitido pelo Tesouro Nacional e que serve para o Governo Federal captar recursos para custear programas e investimentos federais.

Nesse caso, o título é pós-fixado e acompanha o desempenho da Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira. Além disso, o Tesouro Selic tem liquidez diária, o que permite o resgate a qualquer momento antes do vencimento.

Isso acontece porque o Tesouro Nacional garante a recompra dos títulos. Já em relação à segurança, todos os títulos públicos são inteiramente garantidos pelo Governo Federal — que é considerada a instituição mais estável do país.

Logo, os títulos públicos são os mais seguros do mercado financeiro. Por conta do baixo risco de crédito, eles têm o chamado risco soberano. O Tesouro Selic, em especial, é considerado o mais conservador entre as opções da plataforma do Tesouro Direto.

Sobre o pagamento de impostos, os rendimentos do Tesouro Selic são tributados pela tabela regressiva de Imposto de Renda (IR). Logo, um período maior de aplicação leva a uma alíquota menor, até o limite mínimo.

Veja como ocorre a cobrança:

  • até 180 dias: 22,5%;
  • de 181 a 360 dias: 20%;
  • de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • acima de 720 dias: 15%.

2. Tesouro IPCA

Outra opção entre os títulos públicos é o Tesouro IPCA. Esse é um título de rendimento híbrido, o qual é formado por uma taxa fixa mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Como o IPCA é a medida oficial de inflação no Brasil, esse é um tipo de investimento utilizado para proteger o patrimônio do avanço de preços. Então, ao levá-lo até o vencimento, você protege o valor investido da perda do poder de compra.

Assim como ocorre nos demais títulos públicos, o Tesouro IPCA também tem garantia do Tesouro Nacional e liquidez diária. Porém, é importante notar que, nesse caso, existem os efeitos da marcação a mercado.

Ela precifica diariamente os títulos, afetando o valor em caso de resgate antecipado. Assim, o preço varia de acordo com o comportamento da curva de juros. Em geral, a perspectiva de aumento da Selic diminui o preço de antecipação dos títulos já existentes — e vice-versa.

Portanto, se você resgatar o Tesouro IPCA antecipadamente, ele poderá ser vendido por um preço maior ou menor do que o aporte feito. Para garantir o retorno contratado, é preciso levar o investimento até o vencimento.

Em geral, essa alternativa costuma ser mais adequada para médio ou longo prazo. Então você deve avaliar se o investimento nesse prazo faz sentido para sua estratégia. Sobre a tributação, ela também é feita pela tabela regressiva de IR. Assim, manter o investimento até o vencimento ajuda a pagar menos IR.

3. CDB

Além dos títulos públicos, a renda fixa conta com opções de investimentos privados. Entre as alternativas, está o certificado de depósito bancário (CDB). Ele é emitido por instituições financeiras que desejam captar dinheiro para as suas atividades, como a oferta de empréstimos.

Em relação à rentabilidade, é possível encontrar três tipos principais de CDBs. São eles:

  • prefixado: rende de acordo com uma taxa fixa, definida antes do investimento;
  • pós-fixado: tem um retorno atrelado a um indicador financeiro. Nos títulos privados de renda fixa, é comum que o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) seja utilizado;
  • híbrido: apresenta um rendimento formado por uma taxa fixa mais a variação de um indicador, como o IPCA.

Sobre a segurança, apesar de não terem o risco soberano dos títulos públicos, os CDBs são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa é uma entidade sem fins lucrativos que faz o ressarcimento de investidores quando o emissor dá calote.

Mas é preciso considerar os critérios e limites da cobertura. Nesse sentido, a proteção do FGC é limitada a R$ 250 mil por CPF e instituição financeira. Além disso, existe um limite global de R$ 1 milhão, que é renovável a cada 4 anos.

Outro ponto importante sobre o CDB é a liquidez. Existem CDBs com liquidez diária, enquanto outros têm prazo mínimo para o resgate. Por fim, como acontece com os títulos públicos, o CDB é tributado pela tabela regressiva de IR.

4. LCI e LCA

Entre os melhores investimentos conservadores ainda é possível citar a letra de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA). Esses são títulos privados emitidos por instituições financeiras, mas que se diferenciam por terem lastro nos segmentos de imóveis e de agronegócios, respectivamente.

Assim como os CDBs, eles podem ter rentabilidade prefixada, pós-fixada ou híbridas. Além disso, a LCI e a LCA têm a mesma proteção do FGC.

Porém, a LCI e a LCA se diferenciam em relação à liquidez — que normalmente é baixa.  Por isso, é preciso avaliar se você poderá manter o investimento aplicado até o vencimento ou o período de carência. Ademais, elas podem demanda valores maiores de aporte.

A outra diferença relevante é a tributação. Isso porque as letras de crédito são investimentos isentos de Imposto de Renda. Logo, os títulos podem ser interessantes para aumentar a rentabilidade líquida do seu portfólio conservador.

5. Fundos DI

Outra alternativa para quem busca um investimento seguro é o fundo DI. Esse é um veículo financeiro coletivo, que conta com gestão profissional e cuja participação depende da compra de cotas pelos investidores.

Assim, os recursos do fundo são movimentados por profissionais da área, de acordo com a estratégia definida. No caso do fundo DI, o objetivo é replicar o desempenho do CDI (também conhecido como taxa DI).

Para isso, os fundos DI investem a maioria dos recursos em títulos públicos pós-fixados (Tesouro Selic) e em títulos privados que acompanham o CDI. Assim, o resultado do fundo tende a ficar próximo dessa taxa.

Uma das principais vantagens dessa modalidade é a liquidez diária. Logo, você pode resgatar as cotas quando desejar, o que ajuda a diminuir os riscos de liquidez. Contudo, os fundos DI não têm proteção do FGC, embora apresentem alta segurança.

Em relação à cobrança de impostos, os fundos DI têm incidência de come-cotas. Essa é uma antecipação semestral do IR devido, cobrada na forma de cotas. A taxa varia entre 20% e 15%, dependendo se o fundo é de curto ou longo prazo.

No momento do resgate, há a cobrança da diferença do Imposto de Renda em relação à incidência do come-cotas, se houver. O desconto é feito na fonte, assim como acontece com os outros investimentos de renda fixa.

Ao conhecer esses 5 investimentos, você sabe como escolher as oportunidades para atender ao seu perfil conservador. Desse modo, será possível criar um portfólio que esteja alinhado à sua tolerância ao risco e às suas perspectivas para curto, médio e longo prazo.

Essas informações foram úteis para você? Se precisar de ajuda para conhecer as opções de investimento para o seu portfólio, fale conosco da Renova Invest!

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