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Independência financeira: como começar a sua?

Independência financeira
Independência financeira

Diversas pessoas têm o objetivo de conquistar uma vida financeira confortável no futuro e viver de renda passiva. Entretanto, é muito comum ter dúvidas sobre como dar os primeiros passos para alcançar a independência financeira.

Ao mesmo tempo, quanto antes você começa a se organizar e a entender sobre o assunto, maiores são as chances de conquistar esse objetivo em um prazo menor. Então vale a pena se aprofundar sobre o tema para se planejar a partir de agora.

Neste post, você aprenderá o que é a independência financeira e quais são os passos para conquistar a sua. Acompanhe a leitura!

O que é independência financeira?

Antes de conferir como conquistar a sua independência financeira, é preciso entender esse conceito. Ela acontece quando você tem dinheiro suficiente para se sustentar e manter o padrão de vida, sem depender do seu trabalho.

Entretanto, isso não significa que você tenha que parar de trabalhar. O nome do termo vem justamente da possibilidade de você tomar decisões livremente — inclusive a de continuar trabalhando.

Afinal, você teria independência para atuar como quiser quando se trata da vida profissional, sem precisar de uma ocupação fixa para arcar com suas despesas. Ademais, a independência financeira pode ser dividida em quatro estágios, que mostram o nível de liberdade que a sua renda lhe oferece.

São eles:

Independência de curto prazo

No primeiro estágio da independência financeira você tem uma quantidade de patrimônio que lhe permite ter uma vida confortável por um período curto. Isso é possível quando você possui uma reserva, já que ela poderia garantir o pagamento do seu custo de vida por alguns meses ou anos.

Independência de contas

Dando continuidade, o segundo estágio da independência financeira acontece quando você é capaz de pagar as suas contas à vista e tem um estilo de vida compatível com seu orçamento. Dessa forma, é possível evitar o endividamento.

Independência de emprego

Nesse estágio de independência financeira você não precisa mais dos rendimentos ativos — como o salário — para garantir a sua sobrevivência. Assim, na hipótese de uma demissão, é possível ter uma fonte de renda passiva que permita pagar todas as suas despesas mensais.

Independência financeira total

Por fim, a última fase é a da independência financeira total. Aqui, as fontes de renda passiva geram recursos o suficiente não só para suprir todas as suas necessidades, mas também para custear o seu padrão de vida. Logo, é possível escolher livremente parar de trabalhar, por exemplo.

Qual a diferença entre liberdade e independência financeira?

Após aprender o que é a independência financeira, é importante entender o que muda em relação à liberdade financeira. Os dois conceitos apresentam semelhanças, mas não são sinônimos. Então tenha cuidado para não confundi-los.

Na verdade, a liberdade financeira acontece quando você tem mais tranquilidade nas tomadas de decisões relacionadas a dinheiro. Aqui, surge a oportunidade de focar em questões mais relevantes, além do trabalho, por ter certa segurança em relação ao orçamento.

Por exemplo, quem já conquistou a liberdade financeira não precisa se submeter a um emprego com o qual não se identifica apenas para aumentar o salário. Logo, ela proporciona maior autonomia para escolher aquilo que pretende fazer e os projetos que gostaria de desenvolver.

Contudo, também é necessário ter organização financeira, para que as escolhas não comprometam seu padrão de vida. Dessa maneira, a liberdade financeira é uma etapa anterior à independência financeira, pois ainda não é possível viver apenas da renda passiva.

Quais os benefícios de se alcançar a independência financeira?

Ao conhecer o conceito de independência financeira, fica mais fácil entender por que essa conquista faz parte dos objetivos financeiros de diversos investidores. O principal motivo é a maior qualidade de vida que essa flexibilidade traz para o dia a dia.

Nesse caso, as preocupações financeiras se tornam menores, o que pode reduzir níveis de estresse e ansiedade, por exemplo. Afinal, você terá uma entrada de renda contínua e fixa que assegura a sua tranquilidade em relação ao orçamento.

Ainda, é possível ter mais tempo para focar no que lhe dá prazer, pois você não precisará se concentrar em conseguir um bom salário ou aumentar a renda mensal com um trabalho extra. Isso acontece porque o dinheiro trabalha para você, garantindo uma renda passiva.

Quanto é preciso para atingir a independência financeira?

Depois de ver os benefícios de se alcançar a independência financeira, é natural que as pessoas queiram aprender a como se planejar para conquistá-la, certo? Aqui, surge a dúvida do quanto é preciso para atingir esse objetivo. A resposta para essa pergunta é individual.

Afinal, cada pessoa possui um estilo de vida. Logo, aquela que tem mais despesas mensais precisará de rendimentos maiores do que alguém que tem um custo de vida mais acessível. Por isso, é preciso saber como calcular o montante necessário conforme cada contexto de gastos.

Para chegar nesse valor, você pode utilizar a fórmula do Patrimônio Necessário para a Independência Financeira (PNIF). O seu cálculo é dado por:

PNIF = custo de vida médio anual / rentabilidade de proventos anual

Suponha que um investidor tenha um custo de vida anual de R$ 30.000 e que receba 8% ao ano de rendimentos. Então ele precisará de R$ 375.000 investidos em alternativas que podem proporcionar uma renda passiva mensal de R$ 2.500 no futuro.

Quanto tempo leva para alcançar a independência financeira?

Agora que você sabe como calcular o quanto é preciso para conquistar sua independência financeira, pode estar se perguntando qual o tempo necessário para acumular o montante. Para esse cálculo, é essencial analisar o valor dos aportes mensais e a rentabilidade alcançada.

Portanto, quanto maior o valor disponível para investir e a rentabilidade, menor o tempo para alcançar a independência financeira. Por outro lado, quanto menor o aporte e o retorno do investimento, maior será o tempo necessário para atingir o saldo identificado com a fórmula do PNIF.

Para ajudá-lo nesse cálculo, você pode utilizar uma calculadora de independência financeira. Com ela, é possível simular diferentes cenários de aportes mensais, rentabilidades e prazos de investimentos para saber quanto tempo será necessário para alcançar seu objetivo.

Como é possível ter independência financeira?

Como vimos, você deve possuir fontes geradoras de renda passiva para conquistar a independência financeira. Ou seja, é preciso ter dinheiro investido em diversos tipos de investimentos para proporcionar ganhos recorrentes.

Ter imóveis alugados é um exemplo de fonte de renda passiva muito buscada por brasileiros. No entanto, esse tipo de investimento requer um montante considerável a ser investido antes que comece a dar retornos.

Desse modo, é importante conhecer investimentos acessíveis do mercado financeiro que proporcionam uma renda passiva.

Entre eles, destacam-se:

Ações de empresas pagadoras de dividendos

As ações são uma das formas de obter renda passiva — especialmente pela distribuição de dividendos. Isso porque a legislação brasileira determina que as companhias de capital aberto devem distribuir parte do seu lucro aos acionistas.

Mas a quantidade e a frequência desses proventos dependem de cada empresa. Portanto, caso você opte por investir em papéis com esse intuito, vale conhecer o conceito de dividend yield (DY). Esse indicador mostra o quanto um ativo pagou em dividendos no último ano — embora resultados passados não garantam retornos futuros.

Cotas de fundos de investimentos imobiliários

Outra maneira de ter renda passiva a partir do pagamento de dividendos são as cotas dos fundos de investimentos imobiliários (FIIs). Eles possuem a estratégia de investir em oportunidades ligadas ao setor de imóveis.

Dependendo do direcionamento dos recursos, o fundo pode ser classificado em:

  • fundos de papel: a carteira é composta por títulos de renda fixa imobiliários, como certificado de recebíveis imobiliários (CRI), letras de crédito imobiliário (LCI) e letras hipotecárias (LH);
  • fundos de tijolo: têm em sua composição imóveis físicos, como shoppings centers, agências bancárias, hospitais, faculdades e prédios comerciais;
  • fundos de fundo: é composto por cotas de outros fundos de investimentos imobiliários.

Todos os fundos imobiliários distribuem parte do lucro com os cotistas, mas a frequência varia de acordo com cada FII. De modo geral, muitos fundos de tijolo voltados ao aluguel de imóveis costumam distribuir dividendos mensalmente.

Rentabilidade de aplicações financeiras

A rentabilidade de aplicações financeiras de renda fixa também pode ajudar a gerar renda passiva visando sua independência financeira. No entanto, não são todas as alternativas disponíveis nessa classe que atendem a esse objetivo.

A maioria dos títulos públicos e privados devolve o montante investido acrescido de juros apenas no resgate ou prazo de vencimento. Porém, certos títulos pagam os juros do período a cada 6 meses. É o caso do Tesouro IPCA e do Tesouro Prefixado com cupons semestrais.

Ambos são títulos públicos negociados na plataforma do Tesouro Direto. O Tesouro Prefixado tem rentabilidade fixa, enquanto o IPCA possui parte dela fixa e parte atrelada ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — o indicador oficial da inflação no Brasil.

Esses dois tipos de títulos podem ser encontrados com rentabilidade no vencimento ou com cupons semestrais. O pagamento de juros das aplicações com cupons semestrais se dá a cada 6 meses. Assim, é possível ter uma renda passiva nessa frequência.

Por onde começar para conquistar a sua independência financeira?

Como você viu, diversos investimentos podem gerar renda passiva. Então é importante se organizar para começar a investir e conquistar a sua independência financeira. Por isso, vale a pena conhecer os passos que podem ajudar nessa tarefa.

Confira!

Tenha um controle financeiro

O primeiro passo para conseguir sua independência financeira é organizar as suas finanças pessoais. Afinal, sem fazer esse controle, será mais difícil aplicar as estratégias necessárias para essa conquista.

Para tanto, comece montando um orçamento indicando o que você ganha e gasta. Com isso, será mais fácil entender as suas principais despesas e o seu custo de vida. Depois, vale a pena definir como o dinheiro será usado e, se for o caso, planejar-se para quitar as dívidas.

Por meio do orçamento também será possível identificar as oportunidades para economizar, como ao fazer cortes e substituir gastos. Dessa maneira, você pode definir metas financeiras e começar a se planejar para realizar aportes e fazer o dinheiro trabalhar para você.

Monte a sua reserva de emergência

Você já viu que investir o seu dinheiro é fundamental para conseguir conquistar a sua independência financeira. Aqui, o primeiro passo é ter uma reserva de emergência. Ela consiste em um montante para auxiliar em situações imprevistas.

Em geral, a reserva deve corresponder a 6 meses dos seus custos mensais. Além da proteção diante de emergências, esse montante também permitirá que você defina seus caminhos com mais segurança — por exemplo, em uma mudança de carreira.

Após economizar e alocar a sua reserva, você pode começar a avaliar outras opções do mercado financeiro para rentabilizar o seu patrimônio a fim de alcançar a sua independência financeira. Com a reserva, os seus investimentos de longo prazo estarão mais protegidos de resgates antecipados.

Conheça o seu perfil de investidor

Para começar a investir, também é preciso conhecer o seu perfil de investidor. Com isso, você saberá qual é o nível de tolerância ao risco — ponto fundamental para identificar os investimentos mais adequados para a sua carteira.

Veja quais são os tipos de investidores!

Conservador

O perfil conservador tem baixa tolerância ao risco. Por isso, ele busca investir em produtos considerados seguros. Assim, os investimentos mais adequados para esse investidor tendem a ser os títulos de renda fixa, como o Tesouro IPCA com juros semestrais.

Moderado

O investidor com perfil moderado tem uma tolerância ao risco um pouco maior que o conservador. Então ele está disposto a investir em algumas alternativas mais arriscadas, buscando retornos melhores. Os fundos de investimentos imobiliários são opções que podem se encaixar nesse perfil.

Arrojado

O investidor arrojado é o que tem o maior nível de tolerância em relação ao risco dentre os três. Ele se expõe mais aos riscos em busca de potencial de ganhos maiores. As ações são um dos principais investimentos procurados por quem tem esse tipo de perfil.

Comece a investir e mantenha os aportes frequentes

Como você viu, o mercado financeiro disponibiliza diferentes tipos de investimentos que permitem ter renda passiva, tanto em renda fixa quanto em renda variável. Conhecendo melhor as possibilidades, ficará mais fácil identificar as opções alinhadas ao seu perfil.

Por fim, é interessante manter uma estratégia de aportes frequentes. Portanto, separe uma quantidade da receita mensal e invista para que o patrimônio cresça de maneira contínua. Lembre-se de que são esses aportes que ajudarão no acúmulo de capital ao longo do tempo.

Agora você já sabe o que é independência financeira e como se planejar para conquistar a sua. Embora seja um objetivo que demanda tempo e dedicação, ele pode ser alcançado com planejamento financeiro e bons investimentos!

Gostou de saber mais sobre como conquistar a sua independência financeira? Aproveite e confira dicas para conquistar uma renda mensal vitalícia!

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