Um objetivo que mexe com o imaginário de muitos investidores é atingir a independência financeira e viver de dividendos. Embora isso possa soar como um sonho distante, é possível transformar os seus investimentos em uma fonte regular de renda passiva.

Nesse contexto, é imprescindível que o investidor tenha uma estratégia bem definida ao selecionar ativos para compor sua carteira. Além disso, esse deve ser um objetivo de longo prazo. Portanto, a paciência é fundamental.

Quer entender se é possível viver de dividendos? Então acompanhe a leitura para saber mais sobre eles!

O que são dividendos?

Os dividendos consistem em uma parcela do lucro de uma empresa que é dividida entre seus acionistas. Eles são um tipo de provento e se configuram em uma obrigação das companhias em remunerar os sócios.

É importante lembrar que, quando um investidor compra ações de uma empresa, ele passa a ser parte do negócio. Assim, na posição de acionista, ele pode usufruir de alguns benefícios. Os dividendos estão entre essas vantagens.

De acordo com a Lei das SA, todas as empresas de capital aberto do Brasil devem pagar dividendos aos seus acionistas — caso tenham obtido lucro líquido naquele ano. A frequência de pagamento dos dividendos varia de acordo com cada instituição, mas deve ser pelo menos anual.

Esse tipo de provento é pago em dinheiro e tem distribuição regular. Mas há outros proventos possíveis. Por exemplo, a bonificação com ações, os juros sobre o capital próprio (JSCP) e os direitos de subscrição.

Além disso, cada empresa deve definir o percentual de dividendos que distribuirá. Vale saber que as ações não são o único investimento que paga dividendos. É possível encontrar essa renda passiva também nos fundos imobiliários (FIIs).

Quanto as empresas pagam de dividendos?

Como você viu, há uma legislação nacional que determina que empresas de capital aberto paguem os proventos aos seus acionistas quando obtiverem lucro líquido. Por isso, cada organização deve estabelecer em seu estatuto a porcentagem que será destinada para esse fim.

Em casos nos quais não há essa determinação, a empresa é obrigada a destinar determinado percentual do seu lucro líquido para o pagamento de dividendos. No entanto, é comum que as organizações informem o percentual no estatuto.

Ademais, a regularidade do pagamento também varia entre cada empresa. Tomando a legislação como referência, os dividendos devem ser pagos uma vez por ano. Contudo, as empresas podem definir outra frequência — há alguns casos nos quais ela é mensal.

Assim, na data estabelecida pela empresa, o acionista receberá seus dividendos na própria conta no seu banco de investimentos. Dessa forma, ele pode optar por transferir para a conta corrente ou reinvestir esse capital. O valor será proporcional à quantidade de ações da sua carteira.

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Como entender quais empresas são boas pagadoras de dividendos?

Os dividendos podem se configurar em uma estratégia interessante para obter lucro com os investimentos. Compondo a carteira com empresas alinhadas ao seu perfil e objetivos, é possível torná-los uma fonte recorrente de renda passiva.

Mas, para isso, é preciso dedicar tempo para entender como as empresas fazem os pagamentos. Assim, será possível estabelecer uma seleção coerente com a sua realidade.

Conheça os principais indicadores relacionados aos dividendos!

Dividend Yield

O dividend yield, ou DY, é um dos principais indicadores para identificar empresas que pagam bons dividendos. Ele consiste na divisão entre o preço de uma ação e os dividendos que a organização pagou aos seus acionistas no último ano.

Ao fazer essa equação, o investidor terá um norte quando a empresa remunera. Contudo, é importante ter em mente que esse número não dá garantia de rendimentos no futuro — apenas constata o valor que seus acionistas já receberam.

Além disso, é necessário avaliar se há uma consistência nesses valores. Como o assunto é renda variável, o preço dos papéis de uma empresa pode estar em período de baixa. Isso pode apresentar o dividend yield alto — que não condiz com a realidade.

Dividend Payout

Como você viu, o DY é um indicador importante para a avaliação de empresas. Entretanto, ele não deve ser o único critério que o investidor deve adotar durante suas pesquisas — especialmente por suas possíveis oscilações.

Nesse cenário, outra métrica para avaliação é o dividend payout. Diferentemente do dividend yield, ele é calculado a partir da divisão entre os dividendos pagos por uma empresa e o seu lucro líquido nesse mesmo período.

O resultado dessa equação indica qual a porcentagem dos seus lucros a organização destina para os acionistas. Assim, ao considerar o valor do dividend payout e do dividend yield, o investidor consegue ter uma base mais sólida para sua avaliação.

O que considerar para viver de dividendos?

Você já percebeu que é sim possível viver de dividendos. Contudo, há uma série de detalhes que o investidor deve considerar para entender como as empresas remuneram seus acionistas.

Além dos dois indicadores que vimos, é preciso considerar outros — e tomar uma série de cuidados. Assim, para quem deseja viver de dividendos como uma de suas metas, há alguns passos para seguir.

Conheça-os!

Diversificar a carteira

Um passo relevante para viver de dividendos consiste em diversificar sua carteira. Isso significa trazer papéis de diferentes empresas — e de diversos setores. Dessa forma, é possível diluir seus riscos e, possivelmente, alcançar uma melhor rentabilidade.

Além disso, como você viu, as ações não são as únicas que pagam os proventos a quem investe. Os fundos imobiliários também podem compor o portfólio de quem busca criar uma fonte de renda passiva.

Fazer aportes regulares

Além de diversificar a carteira, o investidor também deve buscar fazer aportes regulares — tanto nos ativos que já possui quanto em novos. Assim, mesmo quem iniciou com pouco dinheiro, pode acumular seu patrimônio ao longo dos anos.

É importante lembrar que os dividendos são pagos de acordo com a quantidade de ações ou cotas de fundos que o investidor possui. Portanto, quanto maior for o investimento, maiores serão os retornos proporcionais.

Contar com uma assessoria

Por fim, contar com o suporte de uma assessoria de investimentos pode tornar todo esse processo mais simples e prático. Com esse auxílio, você conseguirá traçar objetivos e encontrar os ativos que poderão entregar os melhores resultados para usa estratégia.

Viver de dividendos não precisa ser apenas um sonho distante. De fato, esse é um processo de longo prazo. Mas, com paciência e estratégia, é possível começar a trabalhar por esse projeto agora mesmo!

Quer entender mais sobre dividendos? Saiba como encontrar as melhores empresas da bolsa para esse fim!