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Dividend yield: o que é e como calcular o (DY)?

Dividend yield
Dividend yield

Quem investe na bolsa de valores buscando renda passiva costuma se atentar a um indicador conhecido como dividend yield (DY). Por meio dele, o investidor fica sabendo rapidamente o potencial de geração de dividendos de uma ação ou fundo imobiliário (FII).

No entanto, para conseguir fazer as melhores escolhas, é preciso conhecer mais sobre o funcionamento desse indicador e como calculá-lo. Dessa maneira, você terá mais dados para aplicar essa informação em suas análises.

Neste artigo, você conferirá o que é o dividend yield, para que ele serve, como fazer o cálculo e outras informações importantes. Acompanhe!

O que é dividend yield?

A expressão dividend yield (DY), em tradução livre, significa “rendimento de dividendos”. Ele é um indicador da análise fundamentalista que mostra a relação entre dividendos distribuídos por uma empresa ou fundo e o preço de sua ação ou cota.

Ademais, quem ainda não está familiarizado com o tema, pode não saber o que são os dividendos. Por lei, toda a empresa ou FII que aufere lucros em um ano fiscal é obrigada a distribuí-los com seus acionistas e cotistas.

Muitas empresas adotaram um percentual de distribuição em torno de 25% dos seus resultados, embora possam distribuir menos ou mais. Já os FIIs devem compartilhar, no mínimo, 95% do lucro auferido em cada semestre.

É por isso que tanto uma ação quanto uma cota de um FII podem gerar dividendos. Contudo, a frequência depende das políticas de cada empresa ou fundo — podendo ser mensal, trimestral, semestral ou anual.

Na prática, as empresas costumam fazer distribuições mais espaçadas do que os FIIs — que podem fazer o pagamento mensal. Assim, ambas podem ser alternativas àqueles que desejam obter renda passiva.

Contudo, é preciso ter em mente que a distribuição somente será feita se a companhia ou fundo tiver alcançado lucro no período. Isso significa que o pagamento pode ser suspenso em algumas ocasiões.

Em todos os casos, vale destacar que os dividendos ampliam as oportunidades para que os investidores tenham ganhos. Afinal, não será necessário depender apenas da valorização da ação ou cota adquirida. Logo, a depender dos seus objetivos, pode ser interessante considerar o DY antes de investir.

Para que serve esse indicador?

Depois de aprender o que é DY, vale a pena se aprofundar sobre a sua função. Em geral, esse indicador pode ajudar você a avaliar a quantidade de lucro que uma ação ou cota trouxe aos seus investidores em um determinado período.

Entretanto, vale lembrar que o DY pode não ser tão relevante para estratégias de curto prazo — como o day trade (compra e venda de ativos no mesmo dia) e outras formas de especulação. Afinal, as distribuições levam um tempo maior para acontecer, o que não agrada quem busca operações de especulação no mercado.

Mas, no cenário de investimento de longo prazo, o indicador é importante, especialmente aos interessados em atingir a liberdade financeira e viver de renda. Portanto, se você tem planos para o futuro e se vale de estratégias como o buy and hold, o uso do DY pode ser relevante.

Isso porque, se você comparar ações e cotas de diferentes empresas e fundos, verá que cada um deles terá um DY diferente. Então é preciso aprender a fazer o seu cálculo e a saber interpretá-lo para que seja possível fazer as melhores escolhas para sua carteira.

Como calcular o dividend yield?

Conhecendo mais sobre o indicador, é preciso saber como identificá-lo. O cálculo do DY é bastante simples e pode ser realizado mesmo por quem não detém muito conhecimento de mercado.

Para tanto, é preciso dividir o valor de dividendos distribuídos em um período pelo preço individual da ação ou cota, antes da realização do pagamento.

A fórmula para o cálculo é a seguinte:

DY = dividendos pagos por ação ÷ valor unitário da ação x 100

Ao multiplicar o resultado por 100, ele será transformado em porcentagem. Como exemplo, imagine que uma companhia tenha distribuído R$ 50 milhões em dividendos no decorrer de um ano. A distribuição pode ter sido feita em períodos diferentes (mês, trimestre, semestre ou anual).

Agora, suponha que essa empresa tenha emitido 200 milhões de ações. Nesse contexto você precisará calcular o quanto foi a distribuição por ação. Então, divida o valor distribuído pela quantidade de ações. Acompanhe o cálculo dos dividendos pagos por ação:

R$ 50 milhões ÷ 200 milhões = R$ 0,25

Desse modo, você descobre que a empresa distribuiu R$ 0,25 por papel emitido. Ademais, esse valor já é líquido para o investidor, uma vez que ainda não há tributação sobre o recebimento de dividendos.

Com o resultado em mãos, ainda falta levar em conta a cotação da ação antes de realizada a distribuição. Considere que o papel estava cotado a R$ 10. Nesse cenário, a fórmula vista anteriormente pode ser aplicada.

Veja como funciona:

DY = 0,25 ÷ 10 x 100

DY = 0,025 x 100

DY = 2,5%

Portanto, nesse exemplo, o DY da empresa é de 2,5% no ano correspondente, considerando o preço da ação no mercado. Com base nesse valor, você poderá comparar a distribuição de dividendos de diferentes empresas ou fundos e escolher a alternativa mais adequada para a sua carteira.

Quais fatores influenciam o dividend yield?

Como você viu, a distribuição de dividendos depende da realização de lucros por parte de uma companhia ou fundo. No decorrer do ano, podem surgir eventos pontuais que impactam o caixa da empresa — de forma positiva ou negativa — e no DY.

Por exemplo, a venda de ativos da empresa, o recebimento de participações em outras companhias ou a fusão de duas organizações são eventos capazes de influenciar positivamente o DY. Nesse sentido, tomar uma decisão sem observar esses fatores pode levar a equívocos.

Por outro lado, existem ocorrências em empresas e fundos que podem impactar o DY negativamente. É o caso da vacância de um imóvel em um FII. Quando o inquilino sai do imóvel que gera renda para o FII, a distribuição de dividendos tende a diminuir enquanto o imóvel fica vazio.

Além disso, é importante ter em mente que certas empresas têm um dividend yield baixo por estarem em fase de expansão. Nesse cenário, é comum que a empresa diminua ou suspenda a distribuição visando reinvestir o lucro obtido no seu crescimento.

Em contrapartida, também são encontradas companhias que já atingiram um patamar que não compreende grandes perspectivas de crescimento e, assim, costumam distribuir dividendos mais atrativos. É o caso de empresas de setores perenes como o de energia elétrica, por exemplo.

Por que é importante conhecer o dividend yield?

Agora que você conhece mais sobre o indicador, é hora de compreender por que ele é relevante. Conhecer o DY é fundamental para quem tem foco no recebimento de renda passiva. Afinal, ele permite comparações destacando as melhores empresas e fundos pagadores de dividendos.

Considere, por exemplo, uma companhia que tenha distribuído no último ano fiscal a quantia de R$ 0,50 por ação emitida. Caso esse papel esteja cotado a R$ 8,00 antes de os dividendos serem pagos, seu DY será 6,25%.

Agora, imagine outra empresa que também tenha distribuído R$ 0,50, mas com uma ação negociada a R$ 16,00. Nesse caso, seu DY será de 3,12%. Assim, embora o dividendo por ação seja o mesmo para as duas empresas, o DY da primeira companhia é o dobro da segunda.

Nessa comparação, o investimento na primeira companhia pode fazer mais sentido, considerando que se tem um custo menor para obter a mesma remuneração. Porém, é importante saber que o DY não deve ser o único indicador para tomar suas decisões.

Como ele tem sua variação atrelada à cotação do papel, quanto menor for o preço da ação, maior será o resultado do DY. Entretanto, isso pode gerar uma falsa informação.

É possível que a empresa pareça uma boa pagadora de dividendos quando, na verdade, existem outros fatores que afetam negativamente o preço do papel. Por exemplo, ela pode estar com a saúde financeira prejudicada.

Portanto, no momento de escolher uma alternativa para investir, vale a pena fazer uma análise mais ampla, que não se limite a observar apenas o DY. Outros indicadores fundamentalistas podem ajudar nesse sentido.

Quais outros indicadores podem ser utilizados?

Você aprendeu que olhar somente o DY pode não ser esclarecedor o bastante para fazer uma escolha. Mas quais outros indicadores podem auxiliar nessa tarefa? Confira algumas possibilidades!

Dividend payout

Se o seu foco é o recebimento de dividendos, existem outros indicadores que ajudam a avaliar a capacidade de distribuição desse provento. Entre eles está o dividend payout (DP), que também integra a análise fundamentalista.

Esse indicador relaciona o total de dividendos distribuídos em um período com o lucro obtido pela organização. Dessa forma, você consegue identificar qual foi a fração distribuída dos lucros e qual companhia distribui a maior parte de resultado líquido.

DL/PL

Além de saber como e quando uma empresa ou fundo distribui dividendos, é pertinente analisar o endividamento da companhia. O indicador DL/PL (ou índice de dívida líquida sobre o patrimônio líquido) serve para medir o quanto do patrimônio da empresa equivale à sua dívida.

Caso a empresa tenha um endividamento superior a 50% de seu patrimônio, isso pode comprometer parte das operações da empresa, por exemplo. Então, é interessante levar essa informação em conta no momento de avaliar o aporte na companhia.

P/VPA

Outro indicador fundamentalista que pode ser consultado é o P/VPA (preço da ação sobre o valor patrimonial da ação). Ele ajuda a identificar o quanto o mercado está disposto a pagar pelo patrimônio líquido da empresa.

Desse modo, você terá a oportunidade de encontrar ações que estão sendo negociadas com desconto patrimonial ou que estão supervalorizadas. Caso os preços estejam muito altos, por exemplo, é possível avaliar se é interessante se posicionar ou se vale a pena aguardar.

P/L

É bastante comum a utilização do indicador P/L (preço por ação/lucro por ação) no investimento em ações. Isso porque o preço de um papel de modo isolado costuma não significar muito. Porém, calcular o P/L da companhia permite ter uma noção melhor sobre o seu potencial, relacionando o preço e o lucro.

Quanto maior for o P/L de uma organização, maior será a disposição do mercado em pagar pelos lucros da empresa. Além disso, um P/L alto pode significar que o mercado tem boas projeções em relação ao crescimento da empresa e seus papéis.

ROE

O termo ROE é a abreviação de return on equity, o que traduzido significa “retorno sobre o patrimônio líquido”. Sua função é mensurar a capacidade que uma empresa tem em gerar capital com seu próprio patrimônio.

A leitura desse indicador é importante para saber se a companhia é realmente lucrativa considerando os seus próprios recursos. Com isso, existirá a possibilidade de explorar os resultados de diferentes exercícios fiscais, além de comparar os ativos com outras alternativas.

ROIC

O ROIC também é baseado em uma expressão inglesa, a: return on invested capital — ou retorno sobre o capital investido. Ele, por sua vez, serve como ferramenta de medição da capacidade de uma empresa em gerar lucros diante da alocação dos recursos investidos na organização.

No geral, um valor positivo pode indicar que, no período analisado, a empresa gerou lucros com base nos recursos investidos nela. Por outro lado, um resultado negativo tende a indicar uma maior dificuldade em gerar lucros ou uma gestão ineficiente.

Além dessas alternativas, existem diversos indicadores na análise fundamentalista capazes de fornecer uma visão completa sobre a empresa ou fundo analisado. Nesse sentido, caberá ao investidor conhecê-los individualmente e escolher aqueles que fazem mais sentido ao seu operacional.

Como escolher um ativo para investir?

Chegando até aqui, você aprendeu que o DY pode ser um bom indicador para investir com foco no recebimento de dividendos. Porém, ele não deve ser utilizado isoladamente no momento de fazer suas escolhas.

Isso porque existem outros indicadores igualmente importantes. Logo, é válido seguir seus estudos e entender cada vez mais como fazer uma análise fundamentalista completa de modo a investir com mais solidez na renda variável.

Lembre-se, ainda, que cada investidor possui um perfil de investidor e objetivos específicos no mercado. Dessa maneira, é preciso considerar as suas características para direcionar as escolhas, pois as estratégias de outros investidores podem não se adequar às suas necessidades.

Agora que você já sabe o que é dividend yield, poderá tomar decisões mais precisas nos seus investimentos. Caso precise de ajuda para compreender melhor os indicadores fundamentalistas e o mercado financeiro, não se esqueça de consultar uma assessoria qualificada.

Que tal se aprofundar sobre o assunto? Confira nosso guia sobre como analisar os fundamentos das ações!

 

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