Indicadores fundamentalistas: Confira os 6 mais importantes

Indicadores fundamentalistas

Renova Invest · 3 de julho de 2026

Analisar os fundamentos de uma empresa é essencial para quem deseja tomar uma boa decisão de investimento para o longo prazo. Com os indicadores fundamentalistas mais importantes, você poderá fazer análises completas sobre diferentes companhias.

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Baseado nos resultados é possível encontrar as melhores oportunidades, entender a perspectiva da empresa para o futuro e se aprofundar no negócio antes de investir. Assim, você tem maiores chances de fazer compras de Ações mais sólidas para o longo prazo.

A seguir, veja quais são 6 indicadores indispensáveis e saiba como usá-los!

Como usar indicadores em 2026

Como combinar indicadores fundamentalistas?

Nenhum indicador deve decidir sozinho uma compra ou venda. Um ROE alto pode parecer positivo, mas precisa ser lido junto com endividamento, margens, geração de caixa e qualidade da gestão. Da mesma forma, um múltiplo baixo pode indicar oportunidade ou apenas refletir queda estrutural dos resultados.

Uma análise mais consistente combina três perguntas: a empresa gera lucro de forma recorrente? O balanço suporta momentos ruins? O preço atual oferece margem de segurança em relação ao potencial de geração de caixa?

Com a Selic em 14,25% ao ano, empresas precisam entregar retorno esperado compatível com uma renda fixa ainda elevada. Por isso, indicadores como ROE, margem, endividamento e EV/EBITDA devem ser analisados em conjunto, sempre comparando companhias do mesmo setor.

1. Lucro por Ação

Conhecido como LPA, o lucro por Ação auxilia a entender o desempenho do negócio em relação ao volume de Ações. Ele também pode ser usado para encontrar o P/L, que é o preço da Ação dividido pelo LPA.

O lucro por Ação é dado por:

LPA = Lucro líquido / Total de Ações em circulação

Imagine que uma empresa teve R$ 50 milhões de lucro líquido e tem 10 milhões de Ações no mercado. Então, o LPA é de R$ 5,00.

No geral, um valor maior é desejável, pois indica uma capacidade elevada de ganhos. Se houver distribuição de dividendos, por exemplo, há um potencial mais alto para compartilhar com os investidores em proventos.

Porém, é preciso considerar o contexto. Por exemplo, o LPA de uma empresa pode ser mais alto por ter um número pequeno de Ações em circulação.

2. P/VPA

O P/VPA é o preço por valor patrimonial por Ação. Primeiramente, é preciso entender que o VPA é dado pela relação entre patrimônio líquido e número de Ações no mercado.

A partir disso, a fórmula do preço pelo valor patrimonial é dada por:

P/VPA = Preço da Ação / Valor Patrimonial por Ação

Em boa parte dos casos, valores menores desse indicador são considerados vantajosos. Isso porque eles representam que a cotação da Ação está abaixo do seu potencial patrimonial. Contudo, é preciso ter atenção a outros indicadores, porque a análise isolada pode causar dúvidas.

3. Fluxo de caixa líquido

O fluxo de caixa líquido é um dos indicadores fundamentalistas mais importantes porque está relacionado à saúde financeira da empresa. Um dos motivos da relevância dele é porque é comum que as companhias financiem parte das suas vendas, como ao oferecer pagamento a prazo.

Por isso, o lucro não é, necessariamente, o dinheiro disponível em caixa. Nesse caso, normalmente, os prazos de recebimento são menores que os de pagamento para os fornecedores. Assim, se não houver um fluxo adequado, a empresa pode se ver diante da necessidade de solicitar empréstimos, por exemplo.

Em resumo, o fluxo de caixa líquido serve para informar quanto dinheiro realmente entrou no negócio em determinado momento.

O cálculo pode ser dado por:

Fluxo de caixa líquido = (Pagamentos – Recebimentos no período) + Saldo inicial de caixa

Se o valor for positivo, significa que a empresa possui capacidade de gerar caixa de forma líquida. Um valor negativo, por outro lado, indica a falta de recursos e pode demonstrar a possibilidade de problemas financeiros.

4. EV/EBITDA

O EV/EBITDA considera duas variáveis importantes. A primeira é o Enterprise Value ou Valor de Firma. Ele é dado pela soma do valor de mercado ao valor das dívidas do negócio menos o caixa.

Já o EBITDA é o lucro antes do desconto dos juros, dos impostos, da depreciação e da amortização. O indicador é próximo ao lucro operacional.

Então, o EV/EBTIDA é calculado da seguinte maneira:

EV/EBITDA = Valor da firma / Resultado EBITDA dos últimos 12 meses

O resultado, geralmente, é positivo e ajuda a entender a saúde financeira da empresa. Para interpretar, é importante considerar outros indicadores. Se ele for muito elevado, por exemplo, vale observar se isso é causado pelo EV alto ou se é por causa do EBITDA mais baixo.

O maior benefício de usar esse indicador é a capacidade de adotá-lo para benchmark de empreendimentos com estruturas diferentes. É possível, até mesmo, comparar negócios de países distintos, por não considerar a incidência de impostos.

5. Dívida líquida sobre Patrimônio Líquido

Conhecer o comprometimento do dinheiro de uma empresa também é essencial para saber seu grau de saúde financeira. Além disso, a informação pode indicar o seu potencial no longo prazo.

Nesse sentido, o fundamento dívida líquida sobre patrimônio líquido se destaca. Ele ajuda a avaliar o endividamento do negócio em relação ao valor consolidado em seu balanço.

A dívida líquida pode ser calculada pela soma de todas as solicitações de crédito, como os financiamentos, menos o caixa.

A equação é dada por:

Dívida líquida sobre patrimônio líquido = (Dívidas – Caixa) / (Ativos – Dívidas)

Por exemplo, se um negócio tiver R$ 200 milhões de patrimônio líquido e R$ 100 milhões de dívida líquida, o indicador tem o valor de 0,5. Quanto maior for o resultado, mais preocupante pode ser a situação do negócio.

Afinal, ele só aumentará por dois motivos: grande volume de dívidas ou baixo patrimônio. Ambos aumentam o risco de investimento em Ações da companhia.

Quando o indicador está abaixo de 1, significa que a empresa tem dívidas líquidas menores que o seu patrimônio. Assim, o grau de endividamento é menor e há maiores possibilidades de pagamento.

6. ROE

O Return on Equity é o Retorno sobre Patrimônio Líquido. Ele é considerado um dos indicadores fundamentalistas mais importantes para a sua análise no mercado financeiro. O ROE serve para indicar o quanto a empresa é capaz de gerar de lucro líquido, em relação ao seu patrimônio.

O cálculo é o seguinte:

ROE = Lucro líquido / Patrimônio líquido

O indicador serve, principalmente, para duas abordagens na análise. A primeira é que quanto maior ele for, melhor tende a ser capacidade do negócio. Porém, é preciso ter atenção porque isso pode estar associado a um patrimônio pequeno.

Além disso, é possível utilizar o ROE para comparar empresas — mas é importante que sejam do mesmo setor. Tendo em mente as outras características, há como encontrar a companhia com maior capacidade de geração de resultados, por exemplo.

Com a ajuda dos indicadores fundamentalistas mais importantes, você tem a chance de avaliar as oportunidades de investimento. Assim, torna-se viável escolher aquelas que são mais condizentes com seu perfil e seus objetivos!

Para reforçar os seus conhecimentos, veja 5 livros de investimento para quem deseja começar no mercado financeiro.

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