Carteira Recomendada Top Renda BTG Pactual [Setembro 2026]

Carteira top renda btg pactual

A Carteira Top Renda do BTG Pactual é desenhada para investidores que buscam renda mensal combinando ações pagadoras de dividendos, fundos imobiliários (FIIs) e fundos de infraestrutura (FI-Infras). A proposta é unir a recorrência das distribuições dos fundos listados ao potencial de upside e dividendos extraordinários das empresas listadas — com a vantagem da isenção de IR sobre os proventos para pessoa física.

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Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).

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Em setembro de 2026, a carteira passa por uma única alteração: saída da Copasa (CSMG3) e entrada da Compass (PASS3). Segundo o BTG, a Copasa pode atravessar um período de maior volatilidade com a aproximação do ciclo eleitoral em Minas Gerais, enquanto a Compass combina dividend yield atrativo, previsibilidade de resultados e forte geração de caixa.

Objetivo da Carteira Top Renda

A carteira é destinada a investidores qualificados que buscam previsibilidade de fluxo via distribuição mensal de proventos. As principais características são:

  • Objetivo: renda mensal recorrente
  • Classes de ativos: ações, FIIs, FI-Infras e Fiagros
  • Número de ativos: 10
  • Liquidez média diária: R$ 438,2 milhões
  • Periodicidade de revisão: mensal (3º dia útil de cada mês)

A composição mistura veículos com diferentes perfis de risco e indexação: fundos de crédito atrelados ao CDI (resiliência no curto prazo), FIIs de tijolos (estabilidade com upside via fechamento de curva), FI-Infra com exposição ao IPCA e ações com boa previsibilidade de caixa.

Vantagens estruturais da carteira

  • Isenção de IR na distribuição de dividendos para todas as classes (ações, FIIs, FI-Infras e Fiagros)
  • Isenção de IR no ganho de capital para FI-Infras
  • Liquidação D+2 e ampla liquidez no mercado secundário
  • Diversificação entre setores e veículos financeiros
  • Possibilidade de ganhos adicionais via distribuições não-recorrentes

Composição da Carteira Top Renda — Setembro 2026

A exposição por veículo está dividida em 50% FIIs, 40% ações e 10% FI-Infras. Por segmento, a maior concentração está em crédito imobiliário (40%, via KNCR11, MCCI11 e KNIP11), seguido por exposições de 10% em petróleo e gás, financeiro e mineração — as duas posições em commodities somam 20% —, e 30% distribuídos entre serviços básicos (Axia e Compass, 5% cada), renda urbana (TRXF11) e infraestrutura (BODB11).

Ativo Peso DY projetado / anualizado
PETR4 10% 8,2%
ITUB4 10% 8,1%
VALE3 10% 7,7%
AXIA3 5% 5,1%
PASS3 5% 5,7%
TRXF11 10% 14,9%
KNCR11 20% 13,0%
MCCI11 10% 12,7%
KNIP11 10% 8,6%
BODB11 10% 15,0%
Total 100% 10,6%

Fonte: Gestoras, Economatica e BTG Pactual. Dividend yield projetado conforme estimativas do BTG Pactual no relatório de setembro de 2026.

Movimentações em setembro de 2026

O BTG realiza apenas uma alteração na carteira deste mês:

  • Entrada: Compass (PASS3), com 5,0%
  • Saída: Copasa (CSMG3), que tinha 5,0%

Segundo o Research, a retirada da Copasa reflete a visão de que, apesar dos múltiplos ainda atrativos, a companhia pode atravessar um período de maior volatilidade diante da aproximação do ciclo eleitoral em Minas Gerais; além disso, seu dividend yield esperado para 2026 está abaixo da média da carteira, o que reduz sua atratividade relativa dentro da estratégia de renda.

Em contrapartida, a Compass traz exposição a uma companhia que combina dividend yield atrativo, previsibilidade de resultados e forte geração de caixa, com valor nos ativos de distribuição de gás natural e no potencial de crescimento da Edge, e que, para o banco, negocia a níveis atraentes após a recente correção.

Já na parcela de fundos listados, a exposição foi mantida — a combinação entre fundos de crédito atrelados ao CDI, FIIs de tijolos e FI-Infra ligado ao IPCA segue oferecendo previsibilidade nos rendimentos com potencial de valorização via fechamento da curva de juros.

Performance da Carteira Top Renda

No último mês (referência agosto/2026), a carteira apresentou alta de 1,08%, ante alta de 1,95% do IMA-B 5+, com dividend yield mensal de 1,2%.

No acumulado de 2026, a carteira sobe 9,81%, contra 5,66% do IMA-B 5+. Desde o início (junho/2024), o retorno acumulado é de 38,35%, ante 13,62% do benchmark — um diferencial de mais de 24 pontos percentuais em favor da carteira recomendada. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

Dividendo teórico mensal

Considerando a aquisição dos ativos na data de recomendação e os proventos anunciados ao longo da janela, o rendimento mensal teórico para diferentes valores de aplicação foi:

  • Aplicação de R$ 100 mil: R$ 1.178 em agosto/2026
  • Aplicação de R$ 50 mil: R$ 589 em agosto/2026
  • Aplicação de R$ 25 mil: R$ 294 em agosto/2026

Vale destacar que dezembro tende a concentrar pagamentos não-recorrentes — em dezembro de 2025, por exemplo, o rendimento mensal teórico para R$ 100 mil foi de R$ 3.571.

Tese de investimento das principais posições

Petrobras (PETR4) — 10%

O BTG vê na Petrobras uma forte combinação de desempenho operacional robusto — a produção acumulada do ano, de ~2,77 milhões de barris/dia, corre acima do guidance de 2,4 a 2,6 milhões — e de capacidade de precificação, já que ~70% da produção é usada como insumo em refinarias e a companhia captura o upside das margens de refino.

Isso poderia permitir reduzir a dívida bruta para perto da meta de US$ 65 bilhões, aliviando a alavancagem, enquanto o breakeven de fluxo de caixa livre poderia se aproximar de US$ 60/barril (ante US$ 67/barril estimados em janeiro de 2026).

Com Brent a US$ 70/barril e crack spreads de ~US$ 30/barril, o banco estima dividend yield de ~9% para 2027; com crack spreads de ~US$ 45/barril, poderia chegar a ~12%. Recomendação de compra.

Itaú (ITUB4) — 10%

As ações caíram cerca de 10% em dólares em agosto, em meio ao aumento dos resgates de investidores estrangeiros com a maior incerteza eleitoral, mas a visão do BTG segue inalterada: o Itaú é a tese de qualidade do setor e o banco large-cap preferido do banco, sustentado por qualidade de ativos de primeira linha e gestão de risco proativa.

O posicionamento mais conservador resultou em crescimento de receita um pouco mais fraco no curto prazo, o que o BTG lê como preparação prudente para um cenário de juros mais altos por mais tempo. Negocia a 7,6x P/L 2027.

Vale (VALE3) — 10%

O BTG segue construtivo após os resultados do 2T26, que reforçaram a visão de que a companhia combina execução operacional consistente, disciplina na alocação de capital e uma tese de crescimento cada vez menos dependente do minério de ferro.

Para o banco, as preocupações com custos e com a falta de catalisadores de curto prazo são mais administráveis do que parecem. A Vale negocia com desconto relevante frente aos pares globais, com retorno ao acionista na faixa de 8% a 9% ao ano entre dividendos e recompras, e reiterou a ambição de produzir cerca de 700 mil toneladas anuais de cobre até 2035.

Axia (AXIA3) — 5%

Principal beneficiária do cenário atual de preços de energia mais altos e maior volatilidade, dada a quantidade substancial de energia que tem disponível para vender. Com a alavancagem devendo permanecer abaixo de 3x neste ano e cair para 2,1x em 2027, o BTG espera que a Axia siga como forte pagadora de dividendos, o que encurta a duration da tese. O banco estima dividend yield médio de 10% em 2027-2029 e TIR real de 13,0%.

Compass (PASS3) — 5%

Nova posição. O BTG vê na Compass uma combinação atrativa entre previsibilidade, crescimento e valuation: a companhia segue com resultados consistentes na distribuição de gás natural, sustentados por bom controle de custos, crescimento de volume e ativos regulados em algumas das regiões mais industrializadas do país.

A Edge reforça sua relevância na tese, expandindo volumes comercializados e capturando valor por meio de infraestrutura estratégica e contratos de longo prazo — para o banco, o mercado ainda subavalia essa operação. Após a correção recente das ações, o BTG estima dividend yield de 10,5% para 2027.

TRX Real Estate (TRXF11) — 10%

Fundo criado em 2019 que adquire e desenvolve imóveis de varejo alugados via contratos atípicos de longo prazo. Possui mais de 50 imóveis nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, com maior exposição a Assaí Atacadista e Pão de Açúcar — duas empresas líderes no varejo brasileiro, que têm apresentado melhoras operacionais significativas ao longo dos últimos trimestres.

Kinea Crédito Imobiliário (KNCR11) — 20%

Maior posição da carteira. Constituído em 2012, busca investir preferencialmente em CRIs e LCIs, com objetivo de atingir rentabilidade de 100% do CDI por meio de operações diversificadas.

Gerido pela Kinea, tem foco em ativos predominantemente pós-fixados e de baixo risco de crédito: cerca de 84% do patrimônio está em ativos-alvo, com remuneração média a mercado de CDI + 2,04% a.a. e prazo médio próximo de quatro anos.

O BTG destaca a experiência da Kinea na originação e no acompanhamento das operações, a escala do portfólio (PL próximo de R$ 11 bilhões) e a alta liquidez das cotas.

Mauá Capital Recebíveis (MCCI11) — 10%

FII de papel gerido pela Mauá Capital, com foco na geração de renda por meio de CRIs e, complementarmente, cotas de outros fundos de crédito. O portfólio reúne 27 CRIs e 20 FIIs, com duration média de quatro anos e LTV médio de 57%.

Cerca de 95% da carteira de crédito está indexada à inflação, com taxa média contratada de IPCA + 8,6% a.a. e marcação a mercado próxima de IPCA + 9,7% a.a. A gestão adota uma política de estabilização dos rendimentos.

Kinea Índice de Preços (KNIP11) — 10%

FII de papel gerido pela Kinea, com foco em ativos de renda fixa imobiliária predominantemente indexados à inflação e de baixo risco de crédito.

Mantém cerca de 97% do patrimônio em CRIs, distribuídos em mais de 100 operações, com duration de 3,9 anos, taxa média de aquisição de IPCA + 7,04% a.a. e marcação a mercado próxima de IPCA + 10,58% a.a. Para o BTG, o carregamento nas taxas atuais e a possibilidade de reciclar a carteira em níveis de remuneração mais elevados são a principal avenida de valor.

Bocaina FI-Infra (BODB11) — 10%

FI-Infra de crédito privado com foco principalmente em Debêntures Incentivadas em Infraestrutura. A carteira tem 59 posições distribuídas em 11 setores, com duration média de 5,7 anos e yield médio de IPCA + 11,15% a.a., e cerca de 87,7% do patrimônio em ativos com rating A- ou superior. O BTG destaca o carrego atrativo nas taxas atuais e o potencial de ganho de capital em um eventual fechamento das taxas reais e dos spreads de crédito.

Para quem é a Carteira Top Renda?

A Top Renda é indicada para investidores qualificados que:

  • Buscam construir ou complementar um fluxo de renda mensal isento de IR;
  • Já têm reserva de emergência consolidada e tolerância a oscilações de marcação a mercado;
  • Querem diversificação entre ações dividendeiras e fundos listados em uma única alocação;
  • Têm horizonte de médio a longo prazo, suportando a volatilidade típica desses ativos.

A combinação entre ações com previsibilidade de caixa e fundos com gestão ativa permite capturar tanto a recorrência das distribuições quanto eventuais ganhos com dividendos extraordinários e fechamento de curva.

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Informações importantes

Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual S.A. Os números apresentados referem-se ao passado; desempenho passado não é um indicador confiável de resultados futuros.

Este material é meramente informativo, não constitui oferta, recomendação personalizada ou solicitação de compra ou venda de quaisquer valores mobiliários e não considera os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades particulares de qualquer investidor.

Nos termos do Artigo 21º da Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021, o analista responsável certifica que as opiniões expressas refletem com precisão suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente. A carteira é destinada a investidores qualificados e os ativos envolvem riscos, incluindo oscilações de marcação a mercado.

Antes de investir, o investidor deve realizar sua própria análise e, quando aplicável, buscar aconselhamento profissional adequado ao seu perfil. A Renova Invest é um escritório de agentes autônomos de investimento vinculado ao BTG Pactual.

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Fonte: Banco Central · 30/10/2026
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Fonte: Brapi e Banco Central · 03/11/2026 às 13h06

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