A Carteira Top Renda do BTG Pactual é desenhada para investidores que buscam renda mensal combinando ações pagadoras de dividendos, fundos imobiliários (FIIs) e fundos de infraestrutura (FI-Infras). A proposta é unir a recorrência das distribuições dos fundos listados ao potencial de upside e dividendos extraordinários das empresas listadas — com a vantagem da isenção de IR sobre os proventos para pessoa física.
Em maio de 2026, a carteira passa por uma única alteração: redução de ITUB4 e aumento de PETR4, em função dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus impactos no setor de óleo e gás.
Objetivo da Carteira Top Renda
A carteira é destinada a investidores qualificados que buscam previsibilidade de fluxo via distribuição mensal de proventos. As principais características são:
- Objetivo: renda mensal recorrente
- Classes de ativos: ações, FIIs, FI-Infras e Fiagros
- Número de ativos: 9
- Liquidez média diária: R$ 646 milhões
- Periodicidade de revisão: mensal (3º dia útil de cada mês)
A composição mistura veículos com diferentes perfis de risco e indexação: fundos de crédito atrelados ao CDI (resiliência no curto prazo), FIIs de tijolos (estabilidade com upside via fechamento de curva), FI-Infra com exposição ao IPCA e ações com boa previsibilidade de caixa.
Vantagens estruturais da carteira
- Isenção de IR na distribuição de dividendos para todas as classes (ações, FIIs, FI-Infras e Fiagros)
- Isenção de IR no ganho de capital para FI-Infras
- Liquidação D+2 e ampla liquidez no mercado secundário
- Diversificação entre setores e veículos financeiros
- Possibilidade de ganhos adicionais via distribuições não-recorrentes
Composição da Carteira Top Renda — Maio 2026
A exposição por veículo está dividida em 50% ações, 40% FIIs e 10% FI-Infras. Por segmento, a maior concentração está em crédito imobiliário (30% via KNCR11 e MCCI11), seguido por exposições de 10% em serviços básicos, financeiro, mineração, shoppings, commodities, renda urbana e infraestrutura.
Ativos recomendados
| Ativo | Peso | DY projetado / anualizado |
|---|---|---|
| PETR4 | 10% | 8,4% |
| ITUB4 | 10% | 7,7% |
| VALE3 | 10% | 9,0% |
| ALOS3 | 10% | 11,5% |
| AXIA3 | 10% | 6,1% |
| TRXF11 | 10% | 12,3% |
| KNCR11 | 20% | 12,6% |
| MCCI11 | 10% | 12,8% |
| BODB11 | 10% | 15,3% |
| Total | 100% | 10,8% |
Fonte: Economatica e BTG Pactual. Para ações, considera-se o DY projetado para 2026; para os fundos listados, o DY anualizado.
Movimentações em maio de 2026
O BTG realiza apenas uma alteração na carteira deste mês:
- Entrada (aumento de posição): PETR4 (+5,0 p.p., passando de 5% para 10%)
- Saída (redução de posição): ITUB4 (-5,0 p.p., passando de 15% para 10%)
Segundo o Research, em função dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus respectivos impactos no setor de óleo e gás, parte da posição em ITUB4 foi realocada para PETR4. Já na parcela de fundos listados, a exposição foi mantida — a combinação entre fundos de crédito atrelados ao CDI, FIIs de tijolos e FI-Infra ligado ao IPCA segue oferecendo previsibilidade nos rendimentos com potencial de valorização via fechamento da curva de juros.
Performance da Carteira Top Renda
No último mês (referência abril/2026), a carteira apresentou alta de 0,10%, ante alta de 1,65% do IMA-B 5+, com dividend yield mensal de 0,72%.
No acumulado de 2026, a carteira sobe 10,92%, contra 4,53% do IMA-B 5+. Desde o início (junho/2024), o retorno acumulado é de 39,75%, ante 12,41% do benchmark — um diferencial de mais de 27 pontos percentuais em favor da carteira recomendada.
Dividendo teórico mensal
Considerando a aquisição dos ativos na data de recomendação e os proventos anunciados ao longo da janela, o rendimento mensal teórico para diferentes valores de aplicação foi:
- Aplicação de R$ 100 mil: R$ 722 em abril/2026
- Aplicação de R$ 50 mil: R$ 361 em abril/2026
- Aplicação de R$ 25 mil: R$ 180 em abril/2026
Vale destacar que dezembro tende a concentrar pagamentos não-recorrentes — em dez/2025, por exemplo, o rendimento mensal teórico para R$ 100 mil foi de R$ 3.571.
Tese de investimento das principais posições
Petrobras (PETR4) — 10%
A Petrobras divulgou seu Plano de Negócios 2026–30, projetando produção de 2,5 milhões de barris/dia em 2026 (vs. 2,4 milhões antes). Apesar de custos elevados, câmbio e outras variáveis pressionarem a alavancagem, o desempenho operacional reforça a capacidade de entregar resultados sólidos. Com melhora no risco-país e disciplina financeira, há espaço para uma visão mais construtiva.
Itaú (ITUB4) — 10%
O Itaú segue como tese preferida entre os bancos tradicionais brasileiros. Com balanço sólido, está bem-posicionado para proteger a rentabilidade em ambientes mais voláteis e ao mesmo tempo acelerar o crescimento e ganhar participação de mercado quando o cenário permitir.
Vale (VALE3) — 10%
A Vale entra em nova fase em relação a questões legadas (Brumadinho, Samarco, instabilidade operacional) e vem recuperando a confiança dos investidores. A tese micro está sólida, com fluxo de caixa acima dos pares australianos (retornos de caixa cerca de 6% maiores). Negocia a aproximadamente 4,5x EV/EBITDA (vs. pares em 5–6x), com potencial de DY de 11–12% em 2026.
Allos (ALOS3) — 10%
A Allos traz defensividade ao portfólio enquanto oferece exposição a um ambiente de queda de juros. A companhia anunciou guidance de distribuição de dividendos para 2026 implicando yield de 11%, em uma transição de estratégia de “crescimento” para “valor”. A ação negocia a 10x P/FFO 2026.
Axia (AXIA3) — 10%
Principal beneficiária do cenário atual de preços de energia mais altos e maior volatilidade. A empresa sinalizou pagamento adicional de R$ 4 bilhões em mar/25 e R$ 4,3 bilhões no terceiro trimestre, podendo se transformar em forte pagadora de dividendos nos próximos 5,5 anos.
TRX Real Estate (TRXF11) — 10%
Fundo criado em 2019 que adquire e desenvolve imóveis de varejo alugados via contratos atípicos de longo prazo. Possui mais de 50 imóveis nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, com maior exposição a Assaí Atacadista e Pão de Açúcar — duas empresas líderes no varejo brasileiro.
Kinea Crédito Imobiliário (KNCR11) — 20%
Maior posição da carteira. Constituído em 2012, busca investir preferencialmente em CRIs e LCIs, com objetivo de atingir rentabilidade de 100% do CDI por meio de operações diversificadas. Fundo emblemático de crédito imobiliário ligado ao CDI, oferecendo previsibilidade no cenário atual.
Mauá Capital Recebíveis (MCCI11) — 10%
Fundo que aloca ao menos dois terços do patrimônio em CRIs. Complementa a exposição a crédito imobiliário com gestão da Jive Mauá.
Bocaina FI-Infra (BODB11) — 10%
Fundo de infraestrutura que busca valorização das cotas via aquisição de ativos de renda fixa, principalmente Debêntures Incentivadas em Infraestrutura. Busca retorno equivalente a 1,5%–2,5% acima do Tesouro IPCA+ (NTN-B) de duration equivalente. Beneficia-se de eventual fechamento da curva de juros reais.
Para quem é a Carteira Top Renda?
A Top Renda é indicada para investidores qualificados que:
- Buscam construir ou complementar um fluxo de renda mensal isento de IR
- Já têm reserva de emergência consolidada e tolerância a oscilações de marcação a mercado
- Querem diversificação entre ações dividendeiras e fundos listados em uma única alocação
- Têm horizonte de médio a longo prazo, suportando a volatilidade típica desses ativos
A combinação entre ações com previsibilidade de caixa e fundos com gestão ativa permite capturar tanto a recorrência das distribuições quanto eventuais ganhos com dividendos extraordinários e fechamento de curva.
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