Carteira Recomendada de Criptoativos BTG Pactual [Outubro 2026]

A Carteira de Criptoativos é um portfólio otimizado, com rebalanceamentos automáticos realizados periodicamente pela equipe de especialistas em ativos digitais do BTG Pactual.
imagem com investidor vendo a carteira recomendada de criptoativos

Quer investir em criptoativos com curadoria profissional? A Carteira Recomendada de Criptoativos do BTG Pactual — que, a partir de outubro, o banco passa a chamar de Carteira Cripto BTG — combina uma âncora em Bitcoin com uma seleção de redes e protocolos de inovação financeira, montada pela equipe de Digital Assets Research e revisada mensalmente.

A estratégia foca em projetos com fundamentos sólidos, casos de uso reais, geração de receita e adoção crescente.

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Para outubro de 2026, o BTG fez uma revisão ampla de pesos e incluiu um nono ativo: a Ondo (ONDO), com 2%, ligada à tokenização de ativos. O Ethereum mais que dobrou de peso, de 10% para 22%, enquanto o Bitcoin passou de 55% para 50%, a Hyperliquid de 10% para 6%, a Solana de 9% para 8%, e Aave, Sky e Uniswap de 4% para 2% cada; o XRP subiu de 4% para 6%.

Não houve saídas. No pano de fundo, o mercado de criptoativos encerrou setembro com valorização de 8,22%, segundo o banco.

Objetivo da Carteira Cripto BTG

A carteira combina duas teses de investimento: reserva de valor e inovação financeira. O Bitcoin representa a primeira e ocupa o núcleo da exposição, sustentado por escassez, trajetória de adoção e reconhecimento global.

A frente de inovação financeira reúne projetos ligados a crédito, negociação, derivativos, pagamentos e tokenização de ativos, combinando redes que fornecem a infraestrutura para registrar ativos e liquidar operações com aplicações que oferecem os serviços financeiros. A seleção do BTG segue uma análise fundamentalista, que considera:

Adoção dos projetos e posição competitiva Evolução da atividade econômica nas redes Geração de receitas pelas aplicações Mecanismos pelos quais o uso dos serviços se traduz em valor para o token Revisão mensal, com rebalanceamento automático

Confira a Carteira Cripto BTG | Outubro 2026

Criptoativo Ticker Categoria Peso
Bitcoin BTC Reserva de valor 50,00%
Ethereum ETH Contratos inteligentes 22,00%
Solana SOL Contratos inteligentes 8,00%
Ripple XRP Contratos inteligentes 6,00%
Hyperliquid HYPE Finanças descentralizadas (DeFi) 6,00%
Aave AAVE Finanças descentralizadas (DeFi) 2,00%
Sky SKY Finanças descentralizadas (DeFi) 2,00%
Uniswap UNI Finanças descentralizadas (DeFi) 2,00%
Ondo ONDO Finanças descentralizadas (DeFi) 2,00%

Fonte: BTG Pactual Digital Assets. Em outubro, a Ondo (ONDO) entrou na carteira e não houve saídas. A classificação por categoria segue a tabela do relatório de outubro, que passa a listar o XRP entre as redes de contratos inteligentes e a Hyperliquid entre os protocolos de finanças descentralizadas.

A carteira mantém forte concentração em Bitcoin (50%), seguido do Ethereum, que com 22% passa a ser a segunda maior posição com folga. Somadas a Solana (8%) e ao XRP (6%), as redes de contratos inteligentes respondem por 36% da carteira, enquanto o bloco de finanças descentralizadas — Hyperliquid (6%) e Aave, Sky, Uniswap e Ondo (2% cada) — soma 14%.

Movimentações para outubro de 2026

Saídas: nenhuma Entradas: Ondo (ONDO), com 2% Ajustes de peso: ETH 10% → 22%; XRP 4% → 6%; BTC 55% → 50%; HYPE 10% → 6%; SOL 9% → 8%; AAVE 4% → 2%; SKY 4% → 2%; UNI 4% → 2%

Depois de um setembro de realocação apenas entre os ativos que já estavam na carteira, outubro trouxe uma mudança mais ampla. Segundo o BTG, diante de uma relação entre risco e retorno mais favorável, a carteira manteve exposição às teses de maior convicção e assimetria, com foco em ativos de qualidade, liquidez e fundamentos sólidos. O relatório não detalha a justificativa de cada ajuste de peso individualmente.

Para onde o dinheiro foi: a maior parte da realocação foi para o Ethereum, que passou de 10% para 22%, financiada pela redução do Bitcoin, da Hyperliquid, da Solana e dos protocolos de DeFi. A entrada da Ondo dialoga com a leitura do banco de que a tokenização segue como a principal pauta estrutural do setor.

O BTG afirma ter preferência relativa por DeFi frente às blockchains de contratos inteligentes, considerando a diferença entre o valor de mercado desses setores e a receita que eles geram — e prioriza projetos com crescimento de atividade e mecanismos claros de captura de valor.

Cenário do mercado cripto

O mercado de criptoativos encerrou setembro com valorização de 8,22%, em um mês marcado, segundo o BTG, pela retomada dos fluxos institucionais, pelo avanço regulatório e pela maior tração da tokenização.

O principal evento do período foi a falha da votação processual que buscava levar o CLARITY Act adiante no Senado americano.

O revés legislativo, porém, foi parcialmente compensado pela atuação da SEC e da CFTC dentro de suas competências, com medidas voltadas à negociação de ações tokenizadas e à aplicação da infraestrutura blockchain nos mercados de derivativos.

Para o banco, a resposta das agências limitou o impacto negativo da votação e preservou o otimismo com a institucionalização do setor.

Os fluxos também sustentaram a recuperação. Em setembro, os ETFs de Bitcoin registraram US$ 2,65 bilhões em captação líquida, e os de Ethereum, US$ 832,43 milhões. Somada às compras corporativas, essa demanda ajudou a absorver oferta e a dar maior sustentação aos preços.

Entre os destaques do setor, a tokenização permanece como a principal pauta estrutural: a emissão e a negociação de ações, fundos, títulos e commodities em blockchain vêm ganhando escala, o que amplia o mercado endereçável de blockchains e protocolos DeFi para além dos criptoativos nativos.

A retomada também começou a aparecer nos resultados operacionais — setembro foi o melhor mês em geração de receitas por protocolos DeFi desde outubro de 2025, com US$ 514,65 milhões.

Para outubro, o BTG mantém o foco em ativos de qualidade, liquidez e fundamentos sólidos. Segundo o banco, o movimento de setembro reforça a diferenciação entre projetos e favorece aqueles com maior utilização e mecanismos mais claros de captura de valor.

Resumo das teses dos ativos

Reserva de valor

Bitcoin (BTC) — 50,00%. Principal criptomoeda e reserva de valor digital, com segurança, descentralização robusta e ampla adoção institucional, sendo cada vez mais tratada como alternativa ao ouro em momentos de incerteza macroeconômica e geopolítica.

Redes de contratos inteligentes

Ethereum (ETH) — 22,00%. Principal blockchain para contratos inteligentes e aplicativos descentralizados, consolidada como padrão de mercado pela segurança comprovada e pela vasta comunidade de desenvolvedores. Solana (SOL) — 8,00%. Rede de contratos inteligentes de alta escalabilidade e velocidade, com baixas taxas de transação e capacidade de suportar grande volume de operações simultâneas, favorecendo aplicações exigentes.

Ripple (XRP) — 6,00%. Rede voltada a pagamentos e liquidações internacionais, com foco em transferências rápidas e de baixo custo, alta liquidez e demanda crescente por soluções e veículos regulados ligados ao ativo.

Finanças descentralizadas (DeFi)

Hyperliquid (HYPE) — 6,00%. Blockchain desenvolvida especificamente para trading, operando como uma bolsa de derivativos global e 24/7; no relatório de outubro, passa a ser classificada entre os protocolos de finanças descentralizadas.

Aave (AAVE) — 2,00%. Plataforma líder em DeFi para empréstimos descentralizados, com reputação consolidada por segurança, liquidez e inovação, permitindo empréstimos e depósitos sem agentes intermediadores.

Sky (SKY) — 2,00%. Token de governança do ecossistema Sky, que opera um protocolo de crédito colateralizado e stablecoin. O modelo de captura de valor inclui recompras recorrentes financiadas pela receita do protocolo, reforçando sustentabilidade e alinhamento de longo prazo.

Uniswap (UNI) — 2,00%. Principal exchange descentralizada do ecossistema Ethereum, permite negociar criptoativos sem intermediários por meio de pools de liquidez, com elevada liquidez, ampla integração com o mercado DeFi e inovação contínua na infraestrutura.

Ondo (ONDO) — 2,00% (novidade). Token do ecossistema Ondo, voltado à tokenização de ativos do mundo real, como títulos e fundos, em blockchain — tema que o BTG aponta como a principal pauta estrutural do setor.

Performance da carteira

O relatório de outubro não traz números de rentabilidade: a tabela de desempenho, que agora usa apenas o COIN50 como benchmark, aparece sem dados nesta edição (dados coletados em 01/10/2026). Como referência de mercado, o BTG informa que os criptoativos subiram 8,22% em setembro.

O último histórico divulgado, com dados até agosto, está abaixo. Nele, a carteira acumulava queda de 19,06% em 2026 e de 30,67% desde o início, em novembro de 2025 — nos dois recortes, um desempenho melhor que o dos benchmarks NCI e COIN50. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

Último histórico divulgado vs. benchmarks (até agosto de 2026)

Período Carteira NCI COIN50
Agosto de 2026 +33,65% +27,72% +29,34%
2025 (desde nov) -14,34% -13,12% -13,27%
2026 (YTD) -19,06% -21,49% -24,62%
Acumulado desde o início -30,67% -31,80% -34,62%

Fonte: TradingView, Bloomberg e BTG Pactual Digital Assets Research. Dados coletados em 01/09/2026, 9h. NCI = Nasdaq Crypto Index. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

Riscos importantes a considerar

Investir em criptoativos envolve riscos significativamente superiores aos de ativos tradicionais. Entre eles:

Alta volatilidade e possibilidade de perda total do capital investido; Risco de segurança cibernética e dependência tecnológica; Irreversibilidade das transações em rede descentralizada; Risco legal e regulatório ainda em construção, com possibilidade de mudanças significativas; Ausência de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC); Reclamações não cobertas pelo Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos administrado pela BSM.

Os ativos digitais não são valores mobiliários regulados pela CVM, nem títulos emitidos ou chancelados pelo Banco Central. A exposição a esse tipo de ativo deve ser dimensionada conforme o perfil de risco e, na maioria dos casos, não deve representar parcela significativa do patrimônio.

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Informações importantes

Este material foi preparado pelo Banco BTG Pactual com cunho meramente informativo, não configurando consultoria, oferta, solicitação de oferta ou análise de valores mobiliários nos termos da Resolução CVM nº 20, de 26 de fevereiro de 2021, e não tem como objetivo a recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento ou produto específico.

Os ativos digitais não possuem qualquer garantia do Fundo Garantidor de Crédito, e reclamações não estão cobertas pelo Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos administrado pela BSM – Supervisão de Mercados.

Os ativos digitais não são valores mobiliários regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nem títulos emitidos ou chancelados por qualquer autoridade monetária, incluindo o Banco Central do Brasil. O regime legal e regulatório nas jurisdições ainda está em construção e pode variar significativamente.

A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rendimentos similares no futuro. Todos os investidores devem realizar suas próprias pesquisas e análises antes de tomar qualquer decisão relacionada a investimentos.

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CDI hoje
13,65% a.a.
  • Meta Selic13,75%
  • CDI 12 meses14,47%
  • CDI em 202611,34%
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Fonte: Banco Central · 22/10/2026
Dólar hoje
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Fonte: Brapi e Banco Central · 26/10/2026 às 10h11

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