Quer investir em criptoativos com curadoria profissional? A Carteira Recomendada de Criptoativos DeFi do BTG Pactual é uma seleção trimestral de tokens de finanças descentralizadas, montada pela equipe de Digital Assets Research. A estratégia foca em projetos com fundamentos sólidos, casos de uso reais, geração de receita e adoção crescente — um recorte mais conservador dentro do universo de criptoativos.
Para o segundo trimestre de 2026, a carteira mantém os 7 protocolos do trimestre anterior, ajustando apenas pesos: Sky (SKY) e Ondo (ONDO) aumentam exposição, com reduções proporcionais em Uniswap (UNI), Curve (CRV), Lido (LDO) e Compound (COMP), enquanto Aave (AAVE) permanece inalterada.
Objetivo da carteira DeFi
A carteira reúne os principais tokens do setor de Finanças Descentralizadas (DeFi) — segmento cripto focado em recriar serviços financeiros tradicionais (empréstimos, exchanges, stablecoins, tokenização) em redes blockchain, sem intermediários. A seleção do BTG prioriza protocolos líderes em seus respectivos nichos, com:
- Casos de uso reais e adoção crescente
- Geração de receita pelo protocolo
- Modelos claros de captura de valor para o token
- Liquidez relevante no mercado secundário
Confira a Carteira DeFi | 2º Trimestre 2026
| Criptoativo | Ticker | Peso |
|---|---|---|
| Uniswap | UNI | 31,12% |
| Aave | AAVE | 20,00% |
| Sky | SKY | 20,00% |
| Ondo | ONDO | 18,06% |
| Curve | CRV | 4,49% |
| Lido | LDO | 3,88% |
| Compound | COMP | 2,45% |
Fonte: BTG Pactual Digital Assets.
A composição é 100% DeFi, com forte concentração nos três líderes (Uniswap, Aave e Sky somam 71% do portfólio). Ondo aparece como quarta maior posição refletindo a aposta em tokenização de ativos do mundo real (RWA), tendência que vem ganhando tração relevante no ecossistema.
Movimentações para o 2T 2026
Diferentemente das carteiras de ações com revisões mensais, a carteira de cripto DeFi é trimestral. Para o 2T 2026, não houve entrada nem saída de ativos — apenas rebalanceamento de pesos:
- Aumentos: Sky (SKY) e Ondo (ONDO)
- Reduções: Uniswap (UNI), Curve (CRV), Lido (LDO) e Compound (COMP)
- Inalterada: Aave (AAVE) em 20%
O ajuste reflete a leitura do BTG de que a carteira deve manter exposição aos líderes do setor, mas com maior peso em duas teses específicas: Sky, com modelo de captura de valor baseado em recompras recorrentes financiadas pela receita do protocolo, e Ondo, alinhada à tendência estrutural de tokenização de ativos do mundo real (RWA).
Cenário do mercado cripto
O mercado de criptoativos encerrou março próximo da estabilidade, interrompendo uma sequência de cinco meses consecutivos de queda — mesmo com o conflito no Oriente Médio adicionando pressão sobre ativos de risco via inflação e juros.
O Bitcoin mostrou resiliência relativa: desde o início do conflito (28 de fevereiro), o BTC acumula alta de cerca de 4%, enquanto o S&P 500 recuou 4% e o ouro caiu 11,5% — reforçando que o ativo tem reagido melhor em ambiente macro mais desafiador.
Três vetores favoráveis
- Retorno dos fluxos para ETFs: em março, os ETFs de Bitcoin nos EUA voltaram a registrar captação líquida pela primeira vez desde outubro, com cerca de US$ 1,32 bilhão no mês — reduzindo a pressão vendedora marginal
- Tesourarias corporativas acelerando: aproximadamente US$ 1,8 bilhão em novas aquisições, lideradas pela Strategy, que segue expandindo sua capacidade de captação
- Avanço regulatório: interpretação conjunta entre SEC e CFTC sobre ativos digitais adiciona previsibilidade, ainda que o avanço precise ser consolidado via Clarity Act
O conjunto desses vetores tende a favorecer o retorno gradual do apetite institucional, com foco crescente em projetos onde os casos de uso reais se traduzem em aumento de volumes e geração de receitas. Stablecoins e tokenização seguem como exemplos centrais dessa tendência — o que justifica os pesos elevados em Sky e Ondo na carteira.
Resumo das teses dos 7 protocolos
Uniswap (UNI) — 31,12%
Maior corretora descentralizada (DEX) do ecossistema Ethereum, famosa por sua liquidez, simplicidade operacional e modelo inovador de formador de mercado automatizado (Automated Market Makers). É o protocolo de maior volume do DeFi e referência arquitetural para outras DEXs do mercado.
Aave (AAVE) — 20,00%
Plataforma líder em DeFi para empréstimos descentralizados, com reputação consolidada por segurança, liquidez e inovação. Permite empréstimos e depósitos sem agentes intermediadores, com taxas de juros algoritmicamente determinadas pela oferta e demanda de cada ativo.
Sky (SKY) — 20,00%
Token de governança do ecossistema Sky, que opera um protocolo de crédito colateralizado e stablecoin. O modelo de captura de valor inclui recompras recorrentes financiadas pela receita do protocolo, reforçando sustentabilidade e alinhamento de longo prazo com o token holder.
Ondo (ONDO) — 18,06%
Plataforma de tokenização de ativos do mundo real (RWA) que leva instrumentos de renda fixa e fundos tradicionais para o ambiente blockchain via veículos como USDY e OUSG, conectando investidores on-chain ao rendimento em dólar. Está no centro da tese de aproximação entre TradFi e DeFi.
Curve (CRV) — 4,49%
Corretora descentralizada especializada em trocas entre stablecoins e ativos com paridade fixa, oferecendo baixo slippage e custos reduzidos. Pilar importante de liquidez, amplamente integrado ao ecossistema dos ativos digitais.
Lido (LDO) — 3,88%
Protocolo líder em liquid staking de ETH, que permite obter rendimento de staking mantendo liquidez via stETH, ativo amplamente integrado como colateral em DeFi. Captura valor via taxa sobre as recompensas de staking, com efeitos de rede consolidados e previsibilidade de receitas.
Compound (COMP) — 2,45%
Protocolo pioneiro de empréstimos e depósitos algorítmicos, referência em desenho simples e governança on-chain. Funciona como infraestrutura de crédito para múltiplas aplicações DeFi.
Performance da carteira
Em 2026 (até 01/04), a carteira acumula queda de -33,19%, contra -31,15% do NCI (Nasdaq Crypto Index) e -32,93% do COIN50 — performance ligeiramente abaixo dos benchmarks em um trimestre marcado por forte correção em todo o setor cripto. Em março especificamente, a carteira teve alta de +0,12%, retornando a terreno positivo após dois meses de fortes quedas.
Histórico vs. benchmarks
| Período | Carteira | NCI | COIN50 |
|---|---|---|---|
| 2025 (a partir de nov) | -2,61% | -13,12% | -13,27% |
| 2026 YTD (até 01/04) | -33,19% | -31,15% | -32,93% |
| Acumulado desde início | -34,94% | -40,18% | -41,82% |
Fonte: TradingView, Bloomberg e BTG Pactual Digital Assets Research. Dados coletados em 01/04/2026.
Apesar do trimestre desafiador, a carteira mantém performance acumulada relativa superior aos índices de referência: a queda total desde o início é cerca de 7 pontos percentuais menos negativa que o COIN50 — refletindo a abordagem mais seletiva da carteira em relação a um índice amplo do setor.
Comparativo de performance em março (em USD)
Em março, o mercado cripto foi o único entre as principais classes de ativos a terminar o mês em terreno positivo:
- Criptoativos: alta moderada
- Ibovespa: queda moderada (~-2%)
- Nasdaq: queda de ~-5%
- S&P 500: queda de ~-5%
- Ouro: queda de ~-11,5%
Visão para os próximos meses
Para o 2T 2026, a performance segue sensível à evolução do conflito no Oriente Médio e ao canal de transmissão via inflação e juros. O BTG mantém postura seletiva e com foco em qualidade e liquidez, ajustando o portfólio para mantê-lo direcionado aos criptoativos que combinam fundamentos mais fortes com melhor momento de adoção, utilização e geração de receitas.
Os destaques temáticos da carteira refletem essa tese:
- Tokenização de RWA via Ondo — conectando TradFi e DeFi
- Modelo de captura de valor via Sky — protocolos que retornam receita ao token holder via recompras
- Infraestrutura crítica via Uniswap, Aave e Curve — pilares de liquidez e crédito do ecossistema
- Liquid staking via Lido — solução nativa para gerar rendimento em ETH
Riscos importantes a considerar
Investir em criptoativos envolve riscos significativamente superiores aos de ativos tradicionais. A negociação envolve:
- Risco de segurança cibernética e dependência tecnológica
- Irreversibilidade das transações em rede descentralizada
- Risco legal e regulatório em construção, com possibilidade de mudanças significativas
- Ausência de garantia do Fundo Garantidor de Crédito
- Reclamações não cobertas pelo Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos administrado pela BSM
Os ativos digitais não são valores mobiliários regulados pela CVM, nem títulos emitidos ou chancelados pelo Banco Central. A exposição a esse tipo de ativo deve ser dimensionada conforme perfil de risco, e a aplicação não deve representar parcela significativa do patrimônio na maioria dos casos.
Mais carteiras recomendadas para você explorar
- Carteira Recomendada de Ações (10SIM)
- Carteira Recomendada de Small Caps
- Carteira Recomendada de Dividendos
- Carteira Recomendada de Ações Internacionais
- Carteira Recomendada de Fundos Imobiliários (FIIs)
- Carteira Recomendada Top Renda
- Carteira Recomendada ESG
Quer entender como criptoativos podem se encaixar na sua estratégia patrimonial, dimensionando corretamente o risco? Fale com um especialista da Renova Invest e faça uma avaliação gratuita da sua carteira.
Informações importantes
Este material foi preparado pelo Banco BTG Pactual com cunho meramente informativo, não configurando consultoria, oferta, solicitação de oferta ou análise de valores mobiliários nos termos da Resolução CVM nº 20, de 26 de fevereiro de 2021, e não tem como objetivo a recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento ou produto específico.
Os ativos digitais não possuem qualquer garantia do Fundo Garantidor de Crédito, e reclamações não estão cobertas pelo Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos administrado pela BSM – Supervisão de Mercados. Os ativos digitais não são valores mobiliários regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nem títulos emitidos ou chancelados por qualquer autoridade monetária, incluindo o Banco Central do Brasil. O regime legal e regulatório nas jurisdições ainda está em construção e pode variar significativamente.
A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rendimentos similares no futuro. Todos os investidores devem realizar suas próprias pesquisas e análises antes de tomar qualquer decisão relacionada a investimentos.