Carteira Recomendada ESG BTG Pactual [Julho 2026]

Homens segurando uma planta, simbolizando a ideia de sustentabilidade da carteira recomendada de esg

Renova Invest · 1 de agosto de 2026

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A Carteira Recomendada ESG do BTG Pactual reúne 10 ações selecionadas pelo Equity Research, com revisão mensal, combinando qualidade de governança, aderência a temas ambientais e sociais e potencial de retorno. O portfólio é construído a partir de oito macro temas ESG considerados materiais para a América Latina (baixo carbono, transição energética, NPS, inovação, digitalização, diversidade, governança corporativa e economia circular).

Resumo rápido: Em julho de 2026, a Carteira Recomendada ESG do BTG Pactual fez uma troca: Cury (CURY3) entra no lugar da Orizon (ORVR3). Os outros nove ativos permanecem, com peso igual de 10%. Nos últimos 30 dias, a carteira subiu +4,8%, superando o Ibovespa (+3,2%) e o índice de referência S&P/B3 ESG (+2,7%) — segundo mês seguido de outperformance frente aos dois benchmarks.

Objetivo da carteira ESG

O investimento responsável tem ganhado relevância crescente entre os investidores latino-americanos. A carteira ESG do BTG foi lançada para auxiliar nesse processo, contemplando companhias que se beneficiam dos macro temas ESG ou que apresentam práticas robustas em sustentabilidade, filtradas por recomendação de Compra do Research. O portfólio é composto por 10 ações com peso igual de 10% cada, revisado mensalmente. Empresas com práticas ESG ainda em desenvolvimento podem fazer parte do portfólio se o valuation for atraente e houver evidência de evolução clara na agenda.

Composição da Carteira ESG — Julho 2026

As dez escolhas para o portfólio de julho são Allos, Axia Energia, Copel, Cury, Equatorial, Itaú, Localiza, Motiva, Rede D’Or e Smart Fit — sendo a Cury a novidade do mês, no lugar da Orizon.

Empresa Código Peso Potencial de alta P/L 2026
Allos ALOS3 10% 38,1% 17,5x
Axia Energia AXIA3 10% 38,7% 16,2x
Copel CPLE3 10% 24,9% 16,4x
Cury CURY3 10% 31,0% 7,7x
Equatorial EQTL3 10% 27,0% 48,9x
Itaú ITUB4 10% 19,2% 9,3x
Localiza RENT3 10% 60,3% 9,4x
Motiva MOTV3 10% 32,0% 11,7x
Rede D’Or RDOR3 10% 49,8% 15,7x
Smart Fit SMFT3 10% 45,5% 13,7x

Fonte: Estimativas do BTG Pactual. Potenciais de alta e múltiplos são projeções e não representam garantia de retorno.

Múltiplos e potencial de valorização

Entre os destaques de potencial de alta estão Localiza (60,3%, a 9,4x P/L 2026), Rede D’Or (49,8% a 15,7x) e Smart Fit (45,5% a 13,7x). A Localiza combina potencial elevado com um dos múltiplos mais baixos da carteira, ficando atrás apenas da recém-chegada Cury (7,7x P/L 2026, com potencial de 31,0%) e do Itaú (9,3x, com potencial de 19,2% — o mais defensivo da seleção). No outro extremo, a Equatorial negocia ao maior P/L 2026 da carteira (48,9x), refletindo seu perfil de carrego com TIR real de 10,1%, enquanto a Copel apresenta o menor potencial de alta entre os nomes remanescentes (24,9%, a 16,4x).

Movimentação em julho de 2026

Entrada: Cury (CURY3). O Research do BTG justifica a inclusão pela combinação atrativa de crescimento dos lucros e dividendos elevados, sustentada pelo forte momento do programa Minha Casa, Minha Vida e pela excelente execução operacional apresentada pela companhia nos últimos anos.

Saída: Orizon (ORVR3) — que havia entrado na carteira em junho, no lugar do Nubank.

Rentabilidade da carteira ESG

Nos últimos 30 dias, o portfólio ESG subiu +4,8%, superando tanto o Ibovespa (+3,2%) quanto o índice de referência S&P/B3 ESG (+2,7%) — segundo mês consecutivo de outperformance frente aos dois benchmarks, após o resultado positivo já registrado em junho. Os destaques individuais de contribuição no período foram Smart Fit (+1,3%), Motiva (+0,9%) e Itaú (+0,7%); Localiza ficou estável (0,0%) e a Orizon, que deixa a carteira neste mês, teve a única contribuição negativa (-0,1%). Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

Observação: a tabela de contribuição por ativo do relatório de julho ainda traz a Orizon entre os nomes, refletindo a composição vigente durante a janela de mensuração de 30 dias — a Cury, incluída apenas agora, ainda não aparece nesse detalhamento específico.

Tese de investimento e pilares ESG das principais posições

Axia Energia (AXIA3) Tese: destaca-se como a principal beneficiária do atual cenário de preços de energia mais elevados, maior volatilidade e maior necessidade de energia firme. Ainda em estágio inicial de se tornar uma relevante geradora de caixa e distribuidora de dividendos — mudança sinalizada desde março de 2025, com distribuição adicional de R$ 4 bilhões (referente a 2024) e nova distribuição de R$ 4,3 bilhões anunciada no terceiro trimestre. O BTG estima TIR de 12,1% para a companhia, a segunda mais elevada de sua cobertura. ESG: meta de emissões líquidas zero até 2030, com investimentos em restauração de cursos d’água (represas de São Francisco, Parnaíba e Furnas) e em melhoria da geração e navegação nos rios Amazonas, Madeira e Tocantins; fortes padrões de conformidade e transparência, com trabalho ativo em DEI.

Copel (CPLE3) Tese: após diversos marcos desde a privatização (2023) e a conclusão da migração para o Novo Mercado, deve se beneficiar de preços de energia mais elevados (posição descontratada em geração) e de reajuste tarifário positivo na distribuição. Venceu projetos de expansão para Foz do Areia e Segredo no Leilão de Reserva de Capacidade. Negocia a uma TIR real de aproximadamente 10,3%. ESG: em 2024 atingiu 100% de produção a partir de fontes renováveis; trabalha na descarbonização da frota e em segurança e treinamento de funcionários, com altos padrões de governança pós-privatização.

Allos (ALOS3) Tese: adiciona características defensivas à carteira, dada a previsibilidade das receitas e da geração de fluxo de caixa livre, em linha com o desempenho positivo das operadoras de shoppings listadas (crescimento real de vendas nas mesmas lojas, baixa vacância e inadimplência). Anunciou guidance de dividendos para 2026 equivalente a um yield de 13%, o que reforça a tese à medida que a estratégia evolui de crescimento para geração de valor — o BTG acredita que o mercado ainda não precificou integralmente essa nova política, especialmente após a parceria recente com a Kinea para a criação de um FII. Negocia a 8,5x P/FFO 2026. ESG: estratégia orientada pelo conceito de Centros de Vida Sustentáveis — diversidade, equidade e inclusão, acessibilidade, energia renovável, gestão de resíduos, economia circular e plano estruturado de transição climática.

Rede D’Or (RDOR3) Tese: negocia abaixo de 14x o lucro líquido estimado para 2027, frente à média histórica de 18x-19x. Expansão sólida de EBITDA em hospitais e seguros, com ganhos de escala e melhor diluição de custos fixos. Para 2026, o BTG espera nova expansão de margem EBITDA, impulsionada pela maturação dos hospitais recém-inaugurados, com o segmento de seguros seguindo bem-posicionado para sustentar crescimento orgânico e capturar melhora anual na sinistralidade. ESG: plano estruturado com metas de redução do uso de água e energia, queda de emissões de gases de efeito estufa e aumento de reciclagem; pilar social central, com foco no paciente, inovação e educação.

Equatorial (EQTL3) Tese: tornou-se, em junho, acionista de referência da Copasa após adquirir 30% da companhia via privatização — dado seu histórico de reestruturação corporativa, o BTG espera que a Equatorial replique esse sucesso. Combinação atrativa de retornos elevados e exposição a juros reais de longo prazo, que o banco considera bastante assimétricos. TIR real estimada em 10,1%, com duration superior a 10 anos, proteção integral contra inflação e baixa sensibilidade a desaceleração econômica. ESG: descarbonização das operações, gestão eficiente de recursos naturais, restauração de ecossistemas, atendimento a mais de 27 milhões de clientes via canal digital consolidado e programa E+Comunidade impactando 300 mil clientes com educação sobre uso seguro e eficiente de energia.

Itaú Unibanco (ITUB4) Tese: as ações acumulam alta de 13% no ano, acima dos 10% do Ibovespa, sustentadas pelo perfil mais defensivo do banco. Qualidade de ativos muito sólida e redução proativa de risco, vista como posicionamento prudente diante de um ambiente macro desafiador (juros elevados por mais tempo, pressões inflacionárias, política fiscal mais expansionista às vésperas das eleições). Segue como principal preferência do BTG entre os grandes bancos, negociada a 9,3x P/L 2026. ESG: compromisso de reduzir emissões de escopo 3 em 50% até 2030 e neutralidade de carbono em 2050, com plataformas de compromisso e compensação de carbono lançadas em 2021; na frente social, foco em NPS e educação financeira dos clientes.

Localiza (RENT3) Tese: após queda recente nos preços de veículos usados e no crédito automotivo (fatores sazonais somados a normalização típica do 2T e ambiente macro mais desafiador), o BTG não vê deterioração de fundamentos. Tendências operacionais seguem favoráveis: forte crescimento de lucros com a agenda de eficiência, melhora de retornos e depreciação estável da frota. Valuation atrativo, a 9,4x P/L 2026. ESG: Conselho de Administração ativo e diversificado; forte relacionamento com clientes (NPS) e funcionários (baixa rotatividade); lavagem de carros sem água em toda a rede, frota 98% flex-fuel e aumento do consumo de energia renovável.

Cury (CURY3) — novidade Tese: sustentada pelo forte momento do programa Minha Casa, Minha Vida, impulsionado por mudanças recentes nas regras (limites de preço, faixas de renda elegíveis, taxas de juros), que ampliaram acessibilidade e mercado endereçável. Execução consistente nos últimos anos (alta velocidade de vendas, margens robustas, altos retornos), com o BTG projetando crescimento de ~35% do lucro por ação em 2026, forte geração de fluxo de caixa livre e dividend yield estimado de 8%. Negocia a 7,7x P/L 2026 (e cerca de 6x para 2027, segundo o BTG). ESG: estratégia ligada ao propósito de ampliar o acesso à moradia no Brasil, reduzindo o déficit habitacional; na agenda ambiental, foco na gestão eficiente de resíduos nos canteiros de obras (redução, segregação, reutilização e destinação adequada de materiais).

Smart Fit (SMFT3) Tese: uma das principais teses de geração de valor do varejo latino-americano, sustentada por escala incomparável na região, retornos elevados com margens em expansão via alavancagem operacional, atuação em mercado fragmentado e crescimento de plataformas adjacentes como a TotalPass. O BTG projeta CAGR de LPA de 30% entre 2026 e 2029 e reitera recomendação de Compra, com a ação negociando a 13,7x P/L 2026. ESG: estratégia alinhada à democratização do acesso a serviços de bem-estar, com foco em eficiência energética, fontes limpas e renováveis e uso mais eficiente da água.

Motiva (MOTV3) Tese: 2025 marcou racionalização de portfólio (saída de Barcas e Aeroportos) e melhorias nas concessões remanescentes, sobretudo MSVia, com execução de diversos aditivos contratuais. Negocia a uma TIR real de 12% e duration de aproximadamente 15 anos, com potenciais catalisadores à frente — pipeline robusto de leilões, projetos greenfield seletivos, continuidade da reciclagem de capital e resolução do processo de venda da participação na Mover, o que deve consolidar melhoria adicional de governança. ESG: cinco pilares — gestão de risco climático e da exposição ambiental, gestão sustentável da cadeia de valor, impacto social positivo, valorização de pessoas e cultura de integridade e segurança.

Os 8 macro temas ESG por trás da metodologia

A metodologia do BTG parte da identificação de oito macro temas ESG considerados materiais para a América Latina:

Economia de baixo carbono — limitação, compensação e redução de emissões alinhadas ao Acordo de Paris. Transição para energia limpa — expansão da participação de renováveis, conforme projeções da AIE para 2030. Net Promoter Score (NPS) — métrica central de satisfação do cliente no capitalismo de stakeholders. Inovação — favorecida por força de trabalho diversificada, foco de longo prazo e relação próxima com stakeholders. Digitalização — disrupção e oportunidade simultâneas em diversos setores. Diversidade — ambientes diversos atraem talentos e estimulam criatividade. Boas práticas de governança corporativa — base de qualquer agenda ESG sustentável. Gestão de resíduos e economia circular — políticas “sem resíduos” e oportunidades em reciclagem e materiais compostáveis.

A partir desses temas, o Research identifica empresas que se beneficiam das tendências ou que apresentam práticas robustas, reduz o universo às companhias com boas práticas ESG e seleciona as 10 ações com recomendação de Compra e momentum positivo. O portfólio é revisado mensalmente.

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Informações importantes

Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual S.A. Os números apresentados referem-se ao passado; desempenho passado não é um indicador confiável de resultados futuros. Este material é meramente informativo, não constitui oferta, recomendação personalizada ou solicitação de compra ou venda de quaisquer valores mobiliários e não considera os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades particulares de qualquer investidor.

Nos termos do Artigo 21º da Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021, o analista responsável certifica que as opiniões expressas refletem com precisão suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente. Antes de investir, o investidor deve realizar sua própria análise e, quando aplicável, buscar aconselhamento profissional adequado ao seu perfil. A Renova Invest é um escritório de agentes autônomos de investimento vinculado ao BTG Pactual.

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Fonte: Banco Central · 14/08/2026

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