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Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).
A Carteira Recomendada ESG do BTG Pactual reúne 10 ações selecionadas pelo Equity Research, com revisão mensal, combinando qualidade de governança, aderência a temas ambientais e sociais e potencial de retorno. O portfólio é construído a partir de oito macro temas ESG considerados materiais para a América Latina (baixo carbono, transição energética, NPS, inovação, digitalização, diversidade, governança corporativa e economia circular).
Resumo rápido: Em junho de 2026, a Carteira Recomendada ESG do BTG Pactual fez uma troca: Orizon (ORVR3) entra no lugar do Nubank (ROXO34). Os outros nove ativos permanecem, com peso igual de 10%. Nos últimos 30 dias, a carteira caiu -3,3%, superando o Ibovespa (-4,1%) e o índice de referência S&P/B3 (-4,4%).
Objetivo da carteira ESG
O investimento responsável tem ganhado relevância crescente entre os investidores latino-americanos. A carteira ESG do BTG foi lançada para auxiliar nesse processo, contemplando companhias que se beneficiam dos macro temas ESG ou que apresentam práticas robustas em sustentabilidade, filtradas por recomendação de Compra do Research. O portfólio é composto por 10 ações com peso igual de 10% cada, revisado mensalmente. Empresas com práticas ESG ainda em desenvolvimento podem fazer parte do portfólio se o valuation for atraente e houver evidência de evolução clara na agenda.
Composição da Carteira ESG — Junho 2026
As dez escolhas para o portfólio de junho são Allos, Axia Energia, Copel, Equatorial, Itaú, Localiza, Motiva, Orizon, Rede D’Or e Smart Fit — sendo a Orizon a novidade do mês.
| Empresa | Código | Peso | Potencial de alta | P/L 2026 |
|---|---|---|---|---|
| Allos | ALOS3 | 10% | 44,1% | 16,9x |
| Axia Energia | AXIA3 | 10% | 44,2% | 14,0x |
| Copel | CPLE3 | 10% | 25,9% | 19,2x |
| Equatorial | EQTL3 | 10% | 34,1% | 47,3x |
| Itaú | ITUB4 | 10% | 28,1% | 8,7x |
| Localiza | RENT3 | 10% | 59,7% | 9,6x |
| Motiva | MOTV3 | 10% | 43,4% | 11,0x |
| Orizon | ORVR3 | 10% | 9,5% | 40,0x |
| Rede D’Or | RDOR3 | 10% | 58,5% | 15,1x |
| Smart Fit | SMFT3 | 10% | 63,8% | 12,7x |
Fonte: Estimativas do BTG Pactual. Potenciais de alta e múltiplos são projeções e não representam garantia de retorno.
Múltiplos e potencial de valorização
Entre os destaques de potencial de alta estão Smart Fit (63,8%, negociando a 12,7x P/L 2026), Localiza (59,7% a 9,6x) e Rede D’Or (58,5% a 15,1x). A Localiza combina potencial relevante com um dos múltiplos mais baixos do portfólio, assim como a Motiva (43,4% a 11,0x). No outro extremo, a Orizon — recém-incluída — apresenta o menor potencial de alta da carteira (9,5%), entrando mais por seu encaixe temático em gestão de resíduos do que por upside de curto prazo. A Equatorial negocia ao maior P/L 2026 (47,3x), refletindo seu perfil de carrego com TIR real de 10,3%, enquanto o Itaú é a posição de menor múltiplo (8,7x P/L 2026).
Movimentação em junho de 2026
Entrada: Orizon (ORVR3). O Research do BTG justifica o movimento pelo excelente histórico de alocação de capital da companhia e pela atuação em um setor fragmentado, com significativo potencial de crescimento — em especial no segmento de biometano.
Saída: Nubank (ROXO34).
Rentabilidade da carteira ESG
Nos últimos 30 dias, o portfólio ESG recuou -3,3%, superando tanto o Ibovespa (-4,1%) quanto o índice de referência S&P/B3 (-4,4%) — uma inversão em relação ao mês anterior, quando a carteira havia ficado abaixo dos índices. O desempenho de junho refletiu um mês menos volátil para as ações brasileiras, embora o pano de fundo macro (juros elevados por mais tempo, pressões inflacionárias e cautela com o setor bancário) tenha seguido presente. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
[Obs. interna: a tabela de contribuição por ativo do relatório de junho carrega nomes fora da carteira atual (C&A e Nubank) e omite Smart Fit e Orizon; por isso o detalhamento por ação foi deixado de fora. Confirmar com o BTG antes de reincluir.]
Tese de investimento e pilares ESG das principais posições
Axia Energia (AXIA3)
Tese: principal beneficiária de preços de energia mais altos, maior volatilidade e maior necessidade de energia firme. Após anunciar payouts adicionais de R$ 4 bilhões (mar/25) e R$ 4,3 bilhões (3º trimestre), pode se transformar em forte pagadora de dividendos ao longo dos próximos 5,5 anos. O BTG estima TIR de 12,9% — a segunda mais elevada de sua cobertura.
ESG: meta de emissões líquidas zero até 2030, com investimentos em restauração de cursos d’água (represas de São Francisco, Parnaíba e Furnas) e em melhoria da geração e navegação nos rios Amazonas, Madeira e Tocantins.
Copel (CPLE3)
Tese: após a privatização (2023) e a migração para o Novo Mercado, deve se beneficiar de preços de energia mais elevados (posição descontratada em geração) e de reajuste tarifário positivo na distribuição. Venceu projetos de expansão para Foz do Areia e Segredo. Negocia a uma TIR real de aproximadamente 10,5%.
ESG: em 2024 atingiu 100% de produção a partir de fontes renováveis; trabalha na descarbonização da frota e em segurança e treinamento de funcionários, com altos padrões de governança pós-privatização.
Allos (ALOS3)
Tese: proxy de renda fixa que adiciona defensividade e oferece exposição a um cenário de queda de juros. Anunciou guidance de dividendos para 2026 implicando yield de aproximadamente 12%, com criação recente de um novo FII em parceria com a Kinea. Negocia a cerca de 8,5x P/FFO 2026.
ESG: estratégia orientada pelo conceito de Centros de Vida Sustentáveis — energia renovável, gestão de resíduos, economia circular e plano estruturado de transição climática.
Rede D’Or (RDOR3)
Tese: negocia abaixo de 14x o lucro líquido estimado para 2027, frente à média histórica de 18–19x. Espera-se nova expansão de margem EBITDA, impulsionada pela maturação dos hospitais recém-inaugurados, enquanto o segmento de seguros segue capturando melhora anual na sinistralidade.
ESG: plano estruturado de redução do uso de água e energia, queda de emissões e aumento de reciclagem; pilar social central, com foco no paciente, inovação e educação.
Equatorial (EQTL3)
Tese: excelente tese de carrego, com TIR real de 10,3%, duration acima de 10 anos, proteção integral contra inflação e baixa sensibilidade a desaceleração econômica.
ESG: descarbonização das operações, restauração de ecossistemas, atendimento a mais de 27 milhões de clientes via canal digital e programa E+Comunidade impactando 300 mil clientes.
Itaú Unibanco (ITUB4)
Tese: após correção recente, a ação avança apenas cerca de 4% no ano (abaixo dos 6% do Ibovespa). A qualidade dos ativos permanece sólida e o banco vem reduzindo risco de forma proativa. Negocia a 8,7x P/L 2026 e segue como principal preferência entre os grandes bancos.
ESG: compromisso de reduzir emissões de escopo 3 em 50% até 2030 e neutralidade de carbono em 2050, com plataformas de compromisso e compensação de carbono; na frente social, foco em NPS e educação financeira.
Localiza (RENT3)
Tese: primeiro trimestre forte em locação, com destaque para Seminovos, que reportou vendas de 95,4 mil carros (+28% a/a) e margens robustas. Negocia a cerca de 10x P/L 2026, com combinação atrativa de momento de resultados, melhora de retornos e valuation.
ESG: Conselho de Administração ativo e diversificado, lavagem de carros sem água em toda a rede, frota 98% flex-fuel e aumento do consumo de energia renovável.
Orizon (ORVR3) — novidade
Tese: excelente histórico de alocação de capital em um setor fragmentado com amplas oportunidades de crescimento. A conclusão da aquisição da Vital, esperada para os próximos meses, deve trazer sinergias e crescimento no segmento de biometano. A companhia colocou recentemente em operação duas plantas de biometano, com resultados sólidos sustentados pelo crescimento real das tarifas e pela contribuição recorrente das vendas de créditos de carbono.
ESG: o próprio negócio oferece solução para um dos principais desafios ESG — a gestão de resíduos —, com aprimoramento contínuo das práticas internas (segurança, diversidade e desenvolvimento de colaboradores).
Smart Fit (SMFT3)
Tese: uma das principais teses de crescimento no varejo da América Latina, sustentada por escala incomparável na região, rentabilidade elevada com margens em melhora via alavancagem operacional e exposição a um mercado fragmentado. Negocia a 12x P/L 2026, com CAGR de LPA projetado de 30% entre 2025 e 2028.
ESG: estratégia alinhada à democratização do acesso a serviços de bem-estar, com foco em eficiência energética, fontes limpas e renováveis e uso mais eficiente da água.
Motiva (MOTV3)
Tese: 2025 marcou a racionalização de portfólio (venda de Barcas e Aeroportos) e melhorias nas concessões remanescentes, especialmente MSVia. Negocia a uma TIR real de cerca de 13% e oferece duration de aproximadamente 15 anos, com pipeline robusto de leilões e estratégia de reciclagem de capital à frente.
ESG: cinco pilares — gestão de risco climático, cadeia de valor sustentável, impacto social positivo, valorização de pessoas e cultura de integridade e segurança.
Os 8 macro temas ESG por trás da metodologia
A metodologia do BTG parte da identificação de oito macro temas ESG considerados materiais para a América Latina:
- Economia de baixo carbono — limitação, compensação e redução de emissões alinhadas ao Acordo de Paris.
- Transição para energia limpa — expansão da participação de renováveis, conforme projeções da AIE para 2030.
- Net Promoter Score (NPS) — métrica central de satisfação do cliente no capitalismo de stakeholders.
- Inovação — favorecida por força de trabalho diversificada, foco de longo prazo e relação próxima com stakeholders.
- Digitalização — disrupção e oportunidade simultâneas em diversos setores.
- Diversidade — ambientes diversos atraem talentos e estimulam criatividade.
- Boas práticas de governança corporativa — base de qualquer agenda ESG sustentável.
- Gestão de resíduos e economia circular — políticas “sem resíduos” e oportunidades em reciclagem e materiais compostáveis.
A partir desses temas, o Research identifica empresas que se beneficiam das tendências ou que apresentam práticas robustas, reduz o universo às companhias com boas práticas ESG e seleciona as 10 ações com recomendação de Compra e momentum positivo. O portfólio é revisado mensalmente.
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Informações importantes
Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual S.A. Os números apresentados referem-se ao passado; desempenho passado não é um indicador confiável de resultados futuros. Este material é meramente informativo, não constitui oferta, recomendação personalizada ou solicitação de compra ou venda de quaisquer valores mobiliários e não considera os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades particulares de qualquer investidor.
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