Carteira de Ações BTG Pactual 10SIM: Recomendadas em 2026 [Outubro 2026]

A Carteira Recomendada de Ações 10SIM do BTG Pactual reúne uma seleção das melhores oportunidades da Bolsa, feita por analistas certificados.
Carteira 10 SIM

Onde investir na Bolsa este mês? A Carteira Recomendada de Ações 10SIM, do BTG Pactual, é uma das principais referências do mercado brasileiro para responder a essa pergunta. Trata-se de uma curadoria mensal feita pelo time de estrategistas do Research, com cerca de 10 ações selecionadas a partir de uma análise conjunta com analistas setoriais — sem necessariamente seguir índices de referência ou critérios de liquidez.

Renova Invest

Pronto para fazer seu patrimônio trabalhar por você?

Abra sua conta e conte com assessoria especializada para investir com estratégia. Abertura gratuita, sem compromisso.

Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).

Abrir conta de investimento

Em outubro de 2026, a 10SIM atravessa os dois turnos da eleição presidencial sem nenhuma mudança: pelas regras do portfólio, nada pode ser alterado dentro do mês, e o BTG mantém a composição de setembro. Depois de um setembro em que a carteira subiu 6,6% e os estrangeiros voltaram a comprar R$ 6,3 bilhões em ações brasileiras, o banco segue apostando no equilíbrio entre juros de longo prazo e câmbio. A carteira continua com metade em serviços básicos, infraestrutura e long duration, e 35% em posições que protegem contra a deterioração fiscal.

Resumo rápido: Em outubro de 2026, a Carteira Recomendada de Ações 10SIM do BTG Pactual não teve alterações: nenhuma entrada, nenhuma saída e nenhuma mudança de peso em relação a setembro. A carteira segue com 50% em serviços básicos, infraestrutura e ações de fluxo de caixa de long duration (Axia, Eneva, Sabesp, Motiva e Rede D’Or), 20% em posições de câmbio (Embraer e Gerdau), 15% em petróleo/câmbio/dividendos (Petrobras), 10% em financeiro (Itaú) e 5% em construtoras de baixa renda (Cury). Em setembro, a 10SIM subiu +6,6%, superando o Ibovespa (5,0%) e o IBrX-50 (5,1%).

Neste artigo

  • Objetivo da Carteira Recomendada de Ações 10SIM
  • Confira a Carteira 10SIM | Outubro 2026
  • Múltiplos das principais posições
  • Principais mudanças na carteira em outubro
  • Visão do BTG: equilibrada entre juros de longo prazo e câmbio
  • Valuations: upside maior que o downside e a volta dos estrangeiros em setembro
  • Resumo das teses de outubro
  • Desempenho da 10SIM em setembro
  • Eleições no Brasil: primeiro turno se estabiliza e segundo turno segue dentro da margem de erro
  • Mais carteiras recomendadas para você explorar
  • Informações importantes

Objetivo da Carteira Recomendada de Ações 10SIM

A 10SIM tem como objetivo capturar as melhores oportunidades e performances do mercado de ações brasileiro, sugerindo cerca de 10 ativos a cada mês. A construção é feita pelo time de estrategistas do Research do BTG Pactual, com base em análise conjunta com analistas setoriais, sem necessariamente considerar índices de referência ou liquidez como filtros prévios.

Confira a Carteira 10SIM | Outubro 2026

Empresa Ticker Peso
Petrobras PETR4 15%
Itaú Unibanco ITUB4 10%
Axia Energia AXIA3 10%
Sabesp SBSP3 10%
Rede D’Or RDOR3 10%
Embraer EMBJ3 10%
Eneva ENEV3 10%
Gerdau GGBR4 10%
Motiva MOTV3 10%
Cury CURY3 5%

Fonte: Economática e BTG Pactual.

Múltiplos das principais posições

Em termos de valuation, o portfólio de outubro combina commodities, um banco e um bloco grande de ativos regulados a múltiplos majoritariamente descontados. A Petrobras segue como a posição mais barata da carteira, a 4,0x P/L 2026 (5,2x 2027) e 2,3x EV/EBITDA 2026, com upside estimado de 25%. A Gerdau vem logo atrás no EV/EBITDA, a 3,9x 2026, com 8,5x P/L 2026 (7,8x 2027), negociando abaixo do valor patrimonial (0,9x P/VPA). O Itaú sai a 9,5x P/L 2026 (8,2x 2027) e 2,3x P/VPA, com upside estimado de 22%.

Entre as posições que entraram em setembro, a Rede D’Or negocia a 16,8x P/L 2026 (14,1x 2027) e 7,5x EV/EBITDA, empatada com a Cury no maior upside de toda a carteira — 51% — enquanto a Sabesp sai a 20,6x P/L 2026 (14,7x 2027) e 9,3x EV/EBITDA, com TIR estimada de 9,8%. A Axia negocia a 16,2x P/L 2026, caindo para 10,2x em 2027 conforme a geração de caixa amadurece, e a Motiva a 13,1x P/L 2026 com TIR real de 11%. A Cury segue como um dos nomes mais baratos (7,0x P/L 2026 e 6,0x para 2027), e a Eneva mantém o P/L distorcido pela base de lucro contábil baixa (85,5x em 2026, 80,4x em 2027) — o múltiplo relevante ali é o EV/EBITDA de 13,1x, num momento em que a companhia migra de exposição a preços spot para um perfil de fluxo de caixa contratado.

Principais mudanças na carteira em outubro

O BTG não fez nenhuma alteração em outubro. Como a carteira vai atravessar os dois turnos da eleição presidencial e as regras do portfólio não permitem mudanças dentro do mês, o banco manteve a estratégia de equilibrar exposição a juros de longo prazo e a câmbio:

  • Entradas: nenhuma
  • Saídas: nenhuma
  • Pesos: mantidos — Petrobras (PETR4) com 15%, Cury (CURY3) com 5% e as demais posições com 10% cada

A leitura por trás da decisão: para o BTG, a carteira montada em setembro já está pronta para qualquer cenário. Ela deve subir se o resultado da eleição for positivo e as ações reagirem bem, ainda que possa ficar um pouco abaixo do índice caso o rally seja muito forte, e deve cair menos que o índice em caso de um resultado eleitoral ruim e de uma liquidação das ações. As duas posições que entraram no mês passado seguem entre as preferidas do banco: a Sabesp negocia a uma TIR de 9,8%, e a Rede D’Or a ~14x P/L 2027, um desconto de 25% em relação aos níveis históricos.

Com a composição mantida, a 10SIM segue com 50% em serviços básicos, infraestrutura e ações de fluxo de caixa de long duration (Axia, Eneva, Sabesp, Motiva e Rede D’Or), 20% em posições de câmbio (Embraer e Gerdau), 15% em petróleo/câmbio/dividendos (Petrobras), 10% em financeiro (Itaú) e 5% em dividendos e construtoras de baixa renda (Cury).

Visão do BTG: equilibrada entre juros de longo prazo e câmbio

A tese central do mês continua sendo uma assimetria: para o BTG, os juros de longo prazo e as ações já precificam uma quantidade considerável de risco fiscal, enquanto o real não. Daí a estratégia de manter exposição às duas classes de ativos que, na visão do banco, podem oferecer os melhores retornos em um cenário positivo ou negativo. Se a consolidação fiscal se concretizar, os juros longos devem cair e as ações long duration devem performar bem. Se a situação fiscal continuar se deteriorando, o real deve se enfraquecer de forma mais significativa — e é aí que entram as posições de câmbio.

Na prática, a carteira está montada nas duas pontas: em um cenário de melhora das contas fiscais e juros de longo prazo mais baixos, a fatia exposta a serviços básicos, infraestrutura, financeiro e construtoras — 65% do 10SIM — deve performar bem. Se as coisas caminharem na direção oposta, as posições de câmbio somadas à Petrobras, 35% da carteira, devem oferecer alguma proteção. O banco também lista quem se beneficiaria de cada resultado: com a vitória de Flávio Bolsonaro, varejistas (Renner, C&A e Assaí), construtoras de médio/alto padrão (Cyrela), nomes de mercado de capitais (B3 e XP) e empresas alavancadas, como a Localiza; com a reeleição de Lula, exportadoras (Embraer, Gerdau, WEG e Vale), Petrobras, construtoras de baixa renda (Cury, Direcional e Tenda), Caixa Seguridade e pagadoras de dividendos (Allos, TIM e Vivo).

Um ponto de atenção vem de fora. Os juros reais de 10 anos nos EUA estão em 2,89%, uma alta de 99 pontos-base no acumulado do ano, o que deve naturalmente limitar o quanto os juros de longo prazo podem cair no Brasil e, com isso, o upside das ações. O spread entre os juros de 10 anos dos EUA e do Brasil está em 4,5%, abaixo da média histórica de 5%, embora já tenha ficado abaixo de 4% em momentos de euforia e consolidação fiscal. O BTG observa ainda que o spread entre os juros longos dos EUA e os de outros mercados latino-americanos também está se comprimindo, enquanto o do Brasil em relação aos pares regionais está se ampliando, o que talvez sugira uma tendência de compressão de prêmios em toda a região.

Valuations: upside maior que o downside e a volta dos estrangeiros em setembro

As ações brasileiras seguem em níveis que o BTG considera atrativos. Excluindo Petrobras e Vale, o Ibovespa negocia a 10,1x P/L projetado para os próximos 12 meses, 0,7 desvio-padrão abaixo da média histórica de 11,9x. Se Flávio Bolsonaro for eleito, o banco espera que o mercado conte com medidas mais decisivas para enfrentar os desequilíbrios fiscais e que as ações voltem rapidamente a essa média, o que implicaria upside de 20%, ou de 45% se passarem a negociar um desvio-padrão acima dela (14,5x). Numa comparação mais conservadora, do valuation atual de 10x com a média de 10 anos (11,1x), o upside seria de 11%, ou de 32% a um desvio-padrão acima (13,2x). O BTG também esperaria uma valorização do real de cerca de 5% em relação ao nível atual, de ~5 por dólar.

No cenário de reeleição de Lula, o banco projeta alguma correção: o Ibovespa voltaria ao patamar de 170 mil pontos (~10% abaixo do nível atual), a um P/L de cerca de 9x ex-Petro&Vale (7,7x incluindo as duas), e o real se desvalorizaria cerca de 10-15%, para algo entre 5,7 e 6,0 por dólar, o que tornaria plausível uma correção de 20-25% em dólares. Para o BTG, as medidas recentes do governo (reajuste de 15% no Bolsa Família, o fim das apostas esportivas e um novo programa de renegociação de dívidas) aumentaram marginalmente as chances de vitória do presidente. Ainda assim, uma queda dessa magnitude poderia representar uma oportunidade de compra e trazer os estrangeiros de volta, e mesmo pequenas medidas de contenção fiscal no início do novo mandato poderiam levar os juros reais de longo prazo um pouco mais para baixo, para inflação + 7,4%.

Em setembro, o fluxo ajudou. O Ibovespa encerrou o mês em alta de 5,0% em reais (também 5,0% em dólares) e acumula 15,6% no ano (22,5% em dólares), o segundo melhor desempenho da região em 2026, atrás apenas da Colômbia. Os investidores estrangeiros foram o principal catalisador, com compras de R$ 6,3 bilhões em ações brasileiras no mês, depois de um agosto em que retiraram cerca de R$ 19 bilhões. O entusiasmo, porém, perdeu força: até 10 de setembro os estrangeiros já tinham comprado R$ 7,4 bilhões e o Ibovespa acumulava alta de 6,1%; a partir daí, com as intenções de voto em Bolsonaro estabilizadas e uma leve melhora de Lula nas pesquisas, o fluxo esfriou e o índice recuou 1%. Desde 21 de agosto, a entrada estrangeira soma cerca de R$ 11 bilhões.

Nos fundos, o quadro é mais cauteloso. Os dados de agosto mostram que a alocação ao Brasil nos fundos de América Latina caiu 155 pontos-base no mês, para 56,2%, o menor nível desde dezembro de 2024 na série do BTG, enquanto Chile (+59 pontos-base), Colômbia (+32 pontos-base) e México (+22 pontos-base) ganharam espaço. A redução apareceu em todas as categorias analisadas: fundos GEM (-26 pontos-base) e fundos Globais e Globais ex-EUA (-5 pontos-base cada). Já os fundos de ações locais seguem em ambiente difícil: cerca de R$ 3 bilhões em resgates em setembro, com saída acumulada de ~R$ 14 bilhões no ano. Ainda assim, o quadro é bem melhor que o de 2025, quando os resgates já beiravam R$ 58 bilhões no mesmo ponto do ano.

Resumo das teses de outubro

Petrobras (PETR4) — 15% Maior posição da carteira. Para o BTG, a companhia continua a oferecer uma forte combinação de fundamentos operacionais robustos e retornos de caixa atrativos, sustentados por produção acima do guidance de 2026, custos de extração mais baixos, sólida utilização das refinarias e um balanço saudável. No ciclo eleitoral, o banco vê o valuation, e não uma mudança material nos fundamentos, como o principal debate, já que capex, opex, produção, precificação de combustíveis e alocação de capital devem permanecer amplamente estáveis, preservando o fluxo de caixa livre e os dividendos. O BTG estima yield de fluxo de caixa ao acionista de ~14% e dividend yield de ~11% para 2027 no cenário-base, e destaca a proteção no downside: mesmo no cenário mais cauteloso, a Petrobras poderia entregar dividend yield médio de ~9% em 2027-28, ante ~10% no cenário-base e ~12% no mais otimista. Recomendação de COMPRA.

Itaú Unibanco (ITUB4) — 10% As ações tiveram desempenho superior em setembro, subindo 7% em dólares, acima do Ibovespa, em meio ao maior entusiasmo com as perspectivas eleitorais. Com a disputa ainda estatisticamente empatada, o BTG avalia que o banco está bem-posicionado para qualquer resultado. O cenário macro segue desafiador, com juros mais altos por mais tempo e preocupações crescentes com um ciclo de crédito potencialmente mais difícil em 2027, mas o Itaú permanece a tese de qualidade do setor e o banco large-cap preferido do BTG, sustentado por qualidade de ativos de referência e gestão de risco proativa. O posicionamento mais conservador resultou em crescimento de receita mais fraco no curto prazo, o que o BTG lê como preparação prudente para um ambiente mais desafiador. Negociado a 8,2x P/L 2027.

Axia Energia (AXIA3) — 10% Segue como um dos nomes preferidos do BTG para o ambiente atual. A visão otimista para os preços de energia é particularmente positiva para a companhia, dada a quantidade substancial de energia disponível para venda — preços mais altos se traduzem diretamente em geração de caixa mais forte. Com a alavancagem devendo permanecer abaixo de 3x neste ano e cair para 2,1x em 2027, a Axia deve seguir como forte pagadora de dividendos, encurtando a duration da tese, o que o banco considera bastante importante no cenário macro atual. O BTG estima dividend yield médio de 10% em 2027-2029 e TIR real de 12,5%.

Sabesp (SBSP3) — 10% Os resultados recentes foram impactados por maiores despesas de marketing e de call center, e a ação caiu cerca de 15% depois que a administração indicou que essas pressões de custo devem persistir ao longo de 2026 — embora 2027 deva refletir melhor a realidade sustentável da companhia. Para o BTG, a Sabesp continua sendo uma tese de crescimento atrativa e de long duration, sustentada pelo crescimento contratado de EBITDA e lucros, por dividendos crescentes, pela natureza de monopólio natural do negócio e por ganhos de eficiência adicionais após a privatização. É uma das principais escolhas do banco para os próximos 6 a 12 meses, negociando a uma TIR de 9,8%.

Rede D’Or (RDOR3) — 10% A tese combina forte rentabilidade, catalisadores de crescimento sólidos e valuation descontado: após a deterioração recente do mercado acionário brasileiro, o papel passou por uma redução de múltiplos relevante neste ano e negocia perto das mínimas históricas, a ~14x P/L 2027 — um desconto de 25% frente aos níveis históricos —, enquanto o momentum de resultados segue tão forte quanto sempre. Os resultados do 2T trouxeram surpresa positiva, o que o BTG considera prova da qualidade do ativo e da resiliência do modelo de negócios. A companhia segue bem-posicionada para consolidar hospitais, seguros e oncologia, e o banco não vê disrupção do modelo nem ameaças competitivas relevantes no radar. Para o BTG, é uma ação que performa bem em diversos cenários.

Embraer (EMBJ3) — 10% Depois do movimentado Farnborough Airshow em julho, reforçado por mais de 60 pedidos de E2 e por uma onda de anúncios de pedidos de KC-390 (da Colômbia e da Grécia, por exemplo), a companhia reportou um forte 2T — com destaque para margens mais fortes do que o esperado, mesmo excluindo o crédito fiscal de US$ 60 milhões líquidos. O BTG espera que o momentum de resultados permaneça forte a partir do segundo semestre de 2026, sustentado por uma cadeia de suprimentos em melhora e por maior eficiência operacional, em um período sazonalmente mais forte para o setor. Negociada a 12x EV/EBITDA 2027, valuation que o banco considera justo dados os fundamentos de longo prazo e o upside adicional de revisão de resultados no curto prazo.

Eneva (ENEV3) — 10% O sucesso no Leilão de Capacidade de março superou as expectativas e levou o BTG a elevar o preço-alvo de R$ 20 para R$ 31, além de melhorar a visibilidade e a estabilidade dos fluxos de caixa futuros. Com os contratos de longo prazo garantidos, a tese migra de exposição a períodos de preços spot elevados para um perfil de fluxo de caixa mais estável, com um trade-off entre “crescimento vs. dividendos” surgindo a partir de 2029. O banco estima TIR de 10,5%, incluindo os resultados do leilão, e vê diversas opcionalidades pela frente.

Gerdau (GGBR4) — 10% A tese se apoia em três pilares. Primeiro, cerca de 75% do EBITDA está exposto aos EUA, onde as margens devem permanecer acima de 20% por mais tempo — os americanos mantêm postura restritiva quanto a qualquer desescalada do USMCA ou de tarifas, enquanto preços do aço sequencialmente mais altos, custos de sucata estáveis e demanda resiliente, particularmente de data centers, sustentam spreads de metal atrativos e impulsionam revisões de resultados para cima. Segundo, no Brasil o pior parece ter ficado para trás: as margens provavelmente já atingiram o fundo e as medidas antidumping iniciais, ainda limitadas, são um primeiro passo rumo a um ambiente competitivo mais equilibrado. Terceiro, a companhia oferece proteção cambial relevante em meio a um cenário eleitoral incerto, já que ~75% do EBITDA é dolarizado. Negocia a 3,8x EV/EBITDA 2027, com retorno total ao acionista estimado em ~10% nos próximos 12 meses via dividendos e recompras.

Motiva (MOTV3) — 10% Para o BTG, representa a ação defensiva da carteira. Os resultados seguem resilientes, sustentados pela demanda contínua, por contratos protegidos contra a inflação e pela continuidade da agenda de eficiência. O fechamento da venda do aeroporto deve fortalecer ainda mais o balanço e financiar a agenda de investimentos em rodovias, e o banco vê um pipeline brownfield relevante de mais de R$ 20 bilhões nos próximos meses — majoritariamente aditivos contratuais em rodovias. A recente saída da Mover do bloco de controle melhora a governança. Negociada a uma TIR real de 11%, valuation que o BTG considera descontado.

Cury (CURY3) — 5% Mantida na carteira apesar de um setembro difícil: a ação ficou ~15% abaixo tanto do índice quanto da 10SIM, refletindo uma perspectiva de crédito mais desafiadora dentro do MCMV, com a Caixa Econômica Federal mais restritiva na concessão de financiamento imobiliário para construtoras e compradores de baixa renda, e a recente greve na CEF, que deve impactar os resultados do 3T das companhias. Para o BTG, a queda foi um tanto exagerada diante da magnitude da revisão de resultados para baixo. No curto prazo, a decisão de manter a ação também reflete o fato de que o fim da greve na CEF deve ajudar a reduzir o risco das teses em todo o setor e de que o papel deve oferecer proteção eleitoral caso o atual governo permaneça no poder. O banco vê um carrego de alta qualidade, com forte crescimento de resultados e dividendos robustos. Negociada a 6x P/L 2027, com dividend yield de 10%.

Desempenho da 10SIM em setembro

Em setembro, a carteira 10SIM teve alta de +6,6%, superando o Ibovespa (5,0%) e o IBrX-50 (5,1%) em um mês de volta do capital estrangeiro.

No acumulado do ano, desde 31 de dezembro de 2025, a 10SIM sobe 16,1%, contra 15,6% do Ibovespa e 16,9% do IBX-50. O CDI acumula +10,5% no mesmo período.

Desde outubro de 2009, quando Carlos E. Sequeira assumiu a gestão, a 10SIM acumula valorização de 670,2%, contra 202,9% do Ibovespa e 263,7% do IBX-50. Vale lembrar que rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

Eleições no Brasil: primeiro turno se estabiliza e segundo turno segue dentro da margem de erro

Sete novas pesquisas foram divulgadas desde a última atualização do BTG, em 21 de setembro. No primeiro turno, a aproximação recente entre os candidatos perdeu força: o presidente Lula segue numericamente à frente na maioria das leituras, com vantagem de cerca de 3 a 5 pontos percentuais, e a diferença de curto prazo se estabilizou. No segundo turno, a maioria das pesquisas indica empate com o senador Flávio Bolsonaro.

Na pesquisa BTG/Nexus divulgada na segunda-feira, Lula aparece com 42% das intenções no primeiro turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury e o governador Ronaldo Caiado vêm na sequência, com 5% cada, seguidos por Renan Santos (4%) e pelo governador Romeu Zema (1%); brancos, nulos e indecisos somam 5%. O quadro mais amplo é semelhante: Datafolha (40% a 36%), Quaest (39% a 34%), Real Time Big Data (41% a 37%), AtlasIntel/Bloomberg (45,8% a 43,4%) e PoderData (41% a 39%). A Futura é a única das sete novas pesquisas com Bolsonaro numericamente à frente, por 40,4% a 38,4%.

O segundo turno é onde a disputa segue mais acirrada. A BTG/Nexus mostra Lula com 46% contra 44% de Flávio Bolsonaro: em relação à semana anterior, Lula ficou estável e Bolsonaro recuou 1 ponto percentual, e o resultado permanece dentro da margem de erro de 2 pontos da pesquisa.

Entre os institutos, o segundo turno está efetivamente dividido: seis das sete principais pesquisas da última semana mostram diferença de 2 pontos percentuais ou menos. Três trazem Lula numericamente à frente, AtlasIntel (47,7% a 47,4%), Datafolha (47% a 45%) e BTG/Nexus (46% a 44%); duas mostram Bolsonaro à frente, PoderData (46% a 45%) e Real Time Big Data (45% a 44%); e a Quaest registra empate em 42%. O principal ponto fora da curva é a Futura, com Bolsonaro à frente por 49,4% a 43,7%, a maior diferença entre as leituras recentes.

Na média móvel de 5 dias do BTG para o primeiro turno, Lula tem 40,3% contra 37,5% de Flávio Bolsonaro, diferença de 2,8 pontos. Augusto Cury está em 5,3%, Caiado e Renan Santos em 3,7% cada e Zema em 1,0%; brancos, nulos e indecisos somam 7,5%. No segundo turno, a média de 30 dias mostra Lula com 44,9% contra 44,7% de Bolsonaro, diferença de apenas 0,15 ponto (ante 0,45 ponto em 21 de setembro), e a média de 5 dias já coloca Bolsonaro à frente, com 45,3% contra 44,1%, e 10,4% de brancos, nulos e indecisos. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro e nenhum candidato perto dos 50% dos votos válidos, o segundo turno continua sendo o cenário-base do BTG.

Mais carteiras recomendadas para você explorar

Está em dúvida sobre qual é a melhor estratégia para o atual cenário? Agende uma reunião com nossos especialistas da Renova Invest e faça uma avaliação gratuita da sua carteira.

Informações importantes

Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual S.A. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

Certificado do analista

Cada analista de pesquisa responsável pelo conteúdo deste relatório de pesquisa de investimento, no todo ou em parte, certifica que: (i) Nos termos do Artigo 21º, da Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021, todas as opiniões expressas refletem com precisão suas opiniões pessoais sobre esses valores mobiliários ou emissores, e tais recomendações foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação ao Banco BTG Pactual S.A. e/ou suas afiliadas, conforme o caso; (ii) nenhuma parte de sua remuneração foi, é ou será, direta ou indiretamente, relacionada a quaisquer recomendações ou opiniões específicas contidas aqui ou vinculados ao preço de qualquer um dos valores mobiliários aqui discutidos.

Parte da remuneração do analista provém dos lucros do Banco BTG Pactual S.A. como um todo e/ou de suas afiliadas e, consequentemente, das receitas decorrentes de transações detidas pelo Banco BTG Pactual S.A. e/ou suas afiliadas.

Facilidades da Renova Invest para você:

Conta digital gratuita

Abra sua conta sem custo e tenha acesso a uma plataforma para investir com praticidade e segurança.

Viver de renda

Construa uma carteira inteligente com foco em geração de renda passiva e alcance sua independência financeira.

CDI hoje
13,65% a.a.
  • Meta Selic13,75%
  • CDI 12 meses14,47%
  • CDI em 202610,50%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 30/09/2026
Dólar hoje
R$5,2256
  • Variação no dia+0,06%
  • Dólar em 2026-4,58%
  • PTAX 01/10R$ 5,2079
Ver cotação e gráfico →
Fonte: Brapi e Banco Central · 02/10/2026 às 11h00

Mais artigos em