Não importa qual é o seu objetivo, o mercado financeiro oferece inúmeras possibilidades de diversificação de investimentos. Se sua intenção é investir nos Estados Unidos ou em outros países, por exemplo, uma alternativa são os fundos de investimento no exterior.

Naturalmente, é importante avaliar se esse tipo de investimento está de acordo com o seu perfil de investidor. Para isso, é essencial entender como ele funciona, quais tipos existem e quais são suas vantagens e desvantagens.

Nos tópicos a seguir, você encontrará respostas para essas perguntas. Desse modo, serão maiores as chances de sua decisão ser acertada. Continue lendo e conheça os fundos de investimento no exterior!

O que é um fundo de investimento internacional?

Um fundo de investimento internacional reúne os recursos investidos por um grupo de pessoas e aporta parte deles em títulos e ativos internacionais. Ele é uma solução para o investidor brasileiro que quer se expor ao exterior de maneira simplificada.

Por meio dos fundos de investimento no exterior, é possível atrelar parte da carteira de investimentos a moedas consideradas mais fortes. Vale destacar que, com esse tipo de investimento, não é preciso enviar seu dinheiro para fora do Brasil.

Tais fundos estão sediados em território nacional, embora os recursos investidos pelos participantes sejam alocados em outros países. Desse modo, você consegue investir em setores diferenciados, atrelando sua carteira ao dólar e ao euro, bem como a outras moedas.

Como funciona um fundo de investimento no exterior?

Os fundos de investimento no exterior seguem um princípio semelhante ao dos outros fundos. Um gestor administra os recursos que os investidores investem, executando a estratégia conforme expresso no regulamento.

Tendo em vista o serviço prestado por esse profissional, os investidores pagam uma taxa de administração. Dependendo do desempenho do fundo, pode ser necessário pagar também uma taxa de performance.

O trabalho do gestor envolve fazer investimentos acertados, visando otimizar a rentabilidade. No caso dos fundos internacionais, uma parte considerável dessa alocação de ativos é feita no exterior. Os ativos podem ser variados — como ações, ETFs (fundos de índice), moedas etc.

Como se classificam os fundos de investimento no exterior?

Agora que você já entendeu o que são e como funcionam, é importante conhecer alguns subtipos de fundos internacionais.

A seguir, conheça os três principais!

Fundos de renda fixa

Os fundos de renda fixa são compostos por títulos de renda fixa, os quais podem ser privados ou públicos. Eles são semelhantes aos fundos DI, cujo benchmark é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

No entanto, eles são compostos por títulos públicos de outros países, diversificando a carteira para além do Brasil. Além dos títulos do Governo, podem conter também Bonds (debêntures) de companhias multinacionais, entre outros.

Fundos de renda variável

Os fundos de renda variável, por sua vez, contêm ativos negociados em bolsas de valores. Alguns visam replicar o desempenho de índices como o S&P 500, que reúne as 500 empresas mais negociadas nos Estados Unidos.

Nesse caso, estamos nos referindo a fundos de índice, mais conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds). Além deles, os fundos internacionais também podem ter gestão passiva, ou seja, replicar o desempenho de um indice.

Como é próprio da renda variável, esses fundos estão sujeitos à volatilidade do mercado, apresentando maiores riscos. Vale destacar, ainda, que a volatilidade também pode existir nos fundos de renda fixa, ligadas à cotação das moedas internacionais.

Fundos cambiais

Por fim, os fundos cambiais se baseiam no investimento em moedas estrangeiras, sendo o dólar e o euro as principais. Como as moedas estão sujeitas a uma alta volatilidade, é natural que as cotas desse tipo de fundo sofram os efeitos disso.

Ainda assim, tais fundos podem ser uma maneira de proteger parte da sua carteira. A proteção está ligada tanto ao câmbio quanto à inflação e outros riscos associados ao nosso país.

Quais as vantagens e as desvantagens dos fundos de investimento no exterior?

Sabemos que o real está sujeito à desvalorização no decorrer do tempo. Assim, uma forma de obter proteção é atrelar parte da carteira a uma moeda estrangeira mais forte, como o dólar e o euro.

Com isso, mesmo que o real se desvalorize, é possível reduzir os efeitos dessa desvalorização no seu patrimônio. Essa proteção no longo prazo é uma das vantagens dos fundos de investimento no exterior.

Outra vantagem tem a ver com diversificar a carteira. No mercado internacional podem existir empresas e até mesmo setores diferenciados, os quais não é possível encontrar na bolsa brasileira.

Com um fundo de investimento no exterior, é possível alocar seu dinheiro neles. Assim, se uma crise afetar determinada parcela da sua carteira, você poderá lidar com as perdas de maneira mais eficiente.

No entanto, não se pode esquecer de que investimentos internacionais estão sujeitos a desvantagens. Uma delas é a alta volatilidade. A cotação das moedas varia bastante, e o mesmo pode acontecer com as ações das empresas.

Além disso, em alguns casos, existe o risco de liquidez. Por isso, é importante conhecer as regras para resgate do fundo.

Quem pode investir em fundos de investimento no exterior?

Até algum tempo atrás, fundos de investimento no exterior estavam disponíveis apenas para investidores qualificados. Isso significa que só quem tivesse pelo menos R$1 milhão investidos poderia acessar esse investimento.

Profissionais do mercado financeiro também são considerados investidores qualificados. No entanto, isso restringia a participação de grande parte dos investidores. Em tempos recentes, porém, tem sido possível observar uma oferta maior de fundos internacionais.

Alguns deles estão disponíveis para o investidor comum. Por isso, se você não é um investidor qualificado, ao encontrar um fundo que lhe interesse, confira com atenção o regulamento para saber se são acessíveis.

Conclusão

Os fundos de investimento no exterior são mais uma alternativa para você diversificar a sua carteira de investimentos. Atrelar parte dela a moedas como o dólar pode ajudar a proteger o portfólio e diluir os riscos brasileiros.

No entanto, certifique-se de considerar o seu perfil de investidor ao tomar suas decisões. E tenha objetivos claros em sua mente para escolher investimentos adequados.

Ainda não sabe como escolher o fundo de investimento no exterior ideal para você? Entre em contato com a Renova para descobrir como podemos ajudar!