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Dólar turismo: o que é e como funciona

O dólar é uma das moedas mais visadas do mundo. Sendo a referência para a maior parte das economias mundiais, muitas pessoas enxergam nele uma oportunidade de investimento. Contudo, a cotação varia entre o dólar turismo e o dólar comercial.

Assim, é preciso compreender corretamente por que existe essa diferença e o que significa cada um desses conceitos. Esse conhecimento ajudará você a avaliar adequadamente o cenário econômico antes de tomar suas decisões em relação ao dólar.

Ficou interessado e deseja saber mais sobre o dólar turismo? Então acompanhe a leitura!

O que é o dólar turismo?

O dólar turismo é aquele comprado quando precisamos fazer uma viagem para outro país. Na prática, esse tipo de dólar é utilizado para comprar passagens aéreas, além de outros gastos realizados em lojas no exterior.

Também vale notar que é esse o dólar utilizado no momento em que são feitas compras internacionais por meio da internet. Além disso, quem viaja para fora e faz compras no cartão de crédito precisa prestar atenção à cotação do dólar turismo.

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Assim, é necessário cuidado. Afinal, na hora do fechamento da fatura do cartão, a conversão das despesas será efetuada na moeda estrangeira. Em todos esses casos, você fará uso do dólar turismo — que costuma ter cotação um pouco maior do que o dólar comercial.

Isso acontece porque as pessoas físicas tendem a comprar menores quantias de moeda do que empresas. Logo, o preço do dólar turismo se torna maior para compensar os custos administrativos e financeiros com as operações.

Como funciona a negociação do dólar turismo?

Agora você compreende o que é o dólar turismo. Diante dessas informações, vale a pena saber como funciona sua negociação. A moeda é vendida por casas de câmbio. Essas instituições são autorizadas a negociar moedas estrangeiras e podem ser encontradas em shoppings e aeroportos, por exemplo.

Nas casas de câmbio, você pode usar seus reais para comprar dólares. Nesse caso, será aplicada a cotação entre as moedas para saber o preço de compra.

Logo, se o dólar turismo estiver a R$ 6,00, por exemplo, você precisará dessa quantidade de reais para adquirir um dólar, acrescida de impostos e outros custos eventuais.


Vale saber, ainda, que a cotação do dólar no Brasil depende de diversos fatores — em especial, a oferta e demanda dessa moeda no país. Se há mais dólares circulando, o preço tende a cair. Mas se existe uma retirada de dólares do país, a cotação costuma subir.

Além disso, as empresas que vendem dólar turismo têm custos que são repassados no valor da moeda. É o caso de das despesas para armazenar o dólar com segurança, assim como os serviços de logística e de transporte. Por esse motivo, a compra pode custar ainda mais para o interessado.

Qual a diferença entre dólar e dólar turismo?

Como você pode perceber, o dólar turismo apresenta características próprias, que o diferenciam do dólar comercial. Confira a seguir quais são as principais diferenças entre eles e amplie seus conhecimentos!

Dólar turismo

Como o próprio nome sugere, o dólar turismo tem sua cotação direcionada para pessoas que pretendem viajar e consumir no exterior. Você já conferiu neste conteúdo os contextos nos quais essa moeda costuma ser utilizada.

Desse modo, quem deseja viajar para países que utilizam ou aceitam o dólar como moeda devem adquirir a moeda nas casas de câmbio. Para isso, os reais serão trocados por dólar, de acordo com a cotação de turismo a cada momento.

Dólar comercial

Por outro lado, o dólar comercial tem um propósito diferente do dólar turismo. O intuito principal dessa cotação é servir como referência para negociações comerciais de grande porte. Por exemplo, entre empresas e Governos.

Por esse motivo, o dólar comercial é a moeda utilizada no pagamento ou recebimento de exportações e importações. Assim, quando o Brasil exporta um produto para o exterior (como o café), o pagamento é realizado com base na cotação do dólar comercial.

Por que o dólar turismo é mais caro que o dólar comercial?

Até aqui você entendeu o que é o dólar turismo, como ele funciona e qual sua diferença com relação ao dólar comercial. Contudo, é importante aprofundar o assunto e compreender o motivo pelo qual o primeiro será sempre mais caro que o segundo.

Como vimos, a cotação mais elevada do dólar turismo se dá, principalmente, por conta do volume de transações realizadas com ele. Afinal, as negociações entre empresas e Governos são muito maiores do que aquelas que envolvem pessoas físicas em suas viagens e compras no exterior.

Essa realidade faz com que o custo de movimentação do dólar comercial seja menor. Além disso, como visto, as empresas que negociam o dólar turismo precisam fazer uma série de investimentos para manter o serviço seguro — e esse custo é repassado na cotação final.

Como se expor ao dólar?

Além de adquirir o dólar para viajar, muitas pessoas buscam se expor à moeda como forma de investimento. Se esse é o seu caso, você não precisa adquirir, necessariamente, o dólar turismo. Afinal, a compra da moeda física não representa, de fato, um investimento.

Existem diversas formas de se expor à moeda no mercado financeiro — e usufruir dos benefícios que ela pode oferecer. Confira algumas alternativas para compor sua carteira com dólares:

Fundos cambiais

Os fundos cambiais são fundos de investimentos focados em moedas estrangeiras. Esses são investimentos coletivos, nos quais diversas pessoas com o mesmo objetivo reúnem recursos —adquirindo cotas do fundo que desejam.

Uma das vantagens desses veículos é que eles são geridos por um profissional, trazendo maior tranquilidade ao investidor. Contudo, é válido notar que os aportes não são realizados diretamente na moeda, mas em ativos e derivativos atrelados a ela.

BDRs

Outra maneira de se expor ao dólar é por meio de BDRs. A sigla significa brazilian depositary receipts, que são certificados lastreados em determinados ativos negociados em bolsas de valores estrangeiras.


Assim, os BDRs podem ser lastreados em ações, ETFs e títulos de dívida. Quem opta por eles se expõe indiretamente ao mercado internacional. Logo, optando por BDRs ligados a empresas ou fundos dos Estados Unidos, o investidor passa a ter exposição indireta também ao dólar sem sair da bolsa brasileira, a B3.

ETFs expostos ao mercado internacional

Por fim, é possível investir em fundos de índice (ETFs) que acompanham indicadores atrelados ao dólar. Essa é uma maneira mais diversificada de se expor à moeda, já que a carteira do fundo pode ser composta por diferentes investimentos

Agora você sabe que o dólar turismo é a cotação da moeda estrangeira quando negociada em pequena escala. Contudo, se o seu objetivo é se expor à cotação da moeda americana, existem formas de se expor ao dólar via mercado de investimentos — e vale a pena considerá-las.

Gostou de saber mais sobre a cotação do dólar turismo? Para ampliar seus conhecimentos sobre investimentos com exposição internacional, entre em contato conosco!

 

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