Você sabia que a pessoa jurídica também pode fazer investimentos? É comum pensar que apenas pessoas físicas podem comprar ações, aportar em fundos de investimento e outras em títulos de renda fixa, mas há diversas possibilidades para a PJ.

Contudo, existem diferenças nas alternativas de investimento, na abertura de conta e na tributação. Então conhecer esses fatores é fundamental para definir se vale a pena fazer os aportes e quais são as opções adequadas para as empresas.

Quer entender tudo isso e conhecer os principais investimentos para pessoa jurídica? Continue a leitura e aprenda!

Por que a pessoa jurídica deve investir?

Antes de conhecer as opções de investimento e aprender a investir sendo pessoa jurídica, você precisa saber por que deve fazer aportes. É comum que as empresas mantenham uma conta corrente em um banco tradicional para manter suas reservas, certo?

No entanto, essas contas não trazem rendimentos e, na realidade, podem gerar prejuízos. Isso acontece por conta da inflação: o dinheiro perde valor com o tempo, conforme o preço de mercadorias e produtos sobe.

Logo, o montante reservado para capital de giro e para expansão fica estagnado, perdendo poder de compra. Assim, é fundamental que a companhia faça o dinheiro trabalhar para o negócio, alocando seus recursos em opções que, pelo menos, acompanhem a inflação.

Nesse cenário, toda sobra de capital deve ser investida, ainda que seja para uso em curto e médio prazo. Com isso, a empresa preserva o valor das suas reservas e, até mesmo, consegue rentabilidade sobre o dinheiro.

Porém, existem diversas opções para alocar a quantia. Por isso, é fundamental considerar determinados fatores antes do investimento. Afinal, não basta decidir investir, é importante ter uma estratégia adequada.

Como investir sendo pessoa jurídica?

Como você percebeu, o mundo dos investimentos para pessoa jurídica requer algumas considerações. A seguir você conhecerá os principais fatores sobre como investir e o que é preciso avaliar.

Confira!

Conhecer o perfil de investidor e definir objetivos

O perfil de investidor e os objetivos são os primeiros fatores considerados antes de começar a investir. Apesar de o perfil ser mais difundido em relação a pessoas físicas, as PJs também devem considerá-lo.

Ele determina qual é o fator de exposição aos riscos que a empresa está disposta a suportar. Ou seja, o quanto ela pode abrir mão de segurança na rentabilidade e resgates para potencializar os ganhos.

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Os perfis são divididos em três tipos: conservadores, moderados e arrojados, em uma ordem crescente de resistência aos riscos. Os primeiros são aqueles que desejam se expor menos a ativos arriscados, geralmente para garantir a segurança do dinheiro.

Já os moderados também prezam pela segurança, mas conseguem se expor um pouco mais a riscos. Assim, em boas oportunidades, podem fazer alocações, especialmente de longo prazo, para buscar mais rentabilidade.

Por fim, os arrojados são os que suportam mais riscos. Ou seja, eles conseguem abrir mão da segurança para ter mais ganhos. Assim, é importante considerar as características e os objetivos da empresa para determinar seu perfil.

Cada aporte deve ser baseado também nas metas e finalidades. Por exemplo: uma reserva de capital para pagar o décimo terceiro de funcionários demanda segurança e liquidez. Por outro lado, um montante que será utilizado somente em cinco anos em um projeto de expansão é diferente.

Ao definir objetivos a empresa conseguirá selecionar as alternativas de investimentos mais adequadas a cada um. Por isso, sempre tenha isso em mente ao fazer os aportes e alocar os recursos da companhia.

Abrir uma conta com um banco de investimentos

Outro fator importante ao começar a investir como PJ é abrir uma conta em um banco de investimentos. Eles se diferenciam de bancos comuns por serem totalmente voltados a investimentos.

Geralmente, os bancos mais conhecidos oferecem somente as opções de conta poupança e conta corrente. Eles também podem ter algumas alternativas de investimentos, mas apenas as emitidas por eles mesmos — que não costumam ser vantajosas.

Já um banco de investimentos reúne alternativas de instituições financeiras diferentes. Ademais, contam com uma plataforma voltada exclusivamente aos aportes e controle da carteira, além de um home broker.

Esse sistema possibilita a negociação no ambiente da bolsa de valores, onde são movimentados os principais ativos de renda variável. Logo, a empresa terá a sua disposição um sistema completo e focado.

A abertura de conta é simples e, na maioria dos casos, pode ser feita totalmente online. Assim não haverá burocracia, gastos com deslocamentos e outros custos para ter uma conta na instituição escolhida.

Entregar os documentos necessários

Ao fazer a abertura de conta, a companhia deverá apresentar certos documentos para confirmar o cadastro. Lembre-se que ele deve ser feito por meio do CNPJ da empresa, e não do CPF dos sócios ou gerentes.

Os principais documentos exigidos para os investimentos de PJ são:

  • Última alteração contratual;
  • Balanço patrimonial;
  • Demonstração de Resultados do Exercício (DRE);
  • Declaração de faturamento do último ano.

Logo, para agilizar o procedimento, já separe esses documentos e faça a digitalização dos mesmos. Eles servem para demonstrar a regularidade da empresa e recursos suficientes para realizar os investimentos.

Contar com uma assessoria de investimentos

Você já ouviu falar em assessoria de investimentos? Esse serviço é fornecido por profissionais capacitados e é ideal para quem precisa tirar dúvidas e aprender mais sobre o mundo dos investimentos.

Os assessores podem esclarecer como funciona cada tipo de aporte, além de ajudar a definir o perfil de investidor e os objetivos. Ademais, também demonstram para quais finalidades cada investimento pode ser mais indicado.

As assessorias não podem fazer indicações diretas de produtos de investimento. Contudo, o serviço é fundamental para que o investidor faça uma boa análise das possibilidades e não tenha dúvidas ao investir.

Geralmente eles são ligados a bancos de investimentos e não há uma cobrança pelo serviço. Então contar com uma assessoria é um passo fundamental para que a empresa faça aportes mais coerentes e adequados ao negócio.

Quais são os investimentos disponíveis para pessoa jurídica?

Depois de conhecer os fatores para começar os investimentos da pessoa jurídica, você precisa entender quais são as alternativas disponíveis no mercado. Assim será mais fácil avaliar qual faz mais sentido para a carteira da companhia.

Confira as principais opções:

CDB

Os CDBs são os certificados de depósitos bancários emitidos por instituições financeiras. Eles funcionam como títulos de dívidas, então quem os adquire empresta dinheiro ao banco emissor da aplicação.

O valor aportado será resgatado com acréscimo dos juros combinados. Por serem uma alternativa de renda fixa, o rendimento é previsível. Ou seja, no momento do aporte já se sabe como se darão os ganhos.

Nesse sentido, a rentabilidade pode ser de três formas:

  • prefixada: segue um percentual fixo anual;
  • pós-fixada: é atrelada a um índice do mercado, como a taxa Selic;
  • híbrida: une características dos dois tipos anteriores, sendo atrelada a um índice somado a um percentual fixo anual.

Cada CDB tem suas próprias regras, que são definidas pelas instituições emissoras. Dessa maneira, eles podem ter características diferentes, como prazo de vencimento, liquidez, rentabilidade e outros fatores.

Em relação à segurança, é importante saber que há garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ele é um órgão independente do mercado financeiro que garante o reembolso dos investidores caso haja problemas com a instituição emissora.

Contudo, há limites de valores: cada CPF ou CNPJ tem uma garantia de R$ 250 mil por instituição financeira. Também há um teto global de R$ 1 milhão, que se renova a cada 4 anos.

LCI e LCA

As LCIs e LCAs são outros tipos de investimento da modalidade renda fixa. As siglas significam letra de crédito imobiliário e letra de crédito do agronegócio. Elas funcionam de forma muito parecida aos CDBs, mas os recursos levantados têm um setor de destino certo.

Nesse caso, o dinheiro recebido com a emissão das LCIs e das LCAs deve ser destinado às áreas do mercado imobiliário ou do agronegócio, respectivamente. Vale ressaltar que também há a garantia do FGC, nos mesmos moldes que o CDB.

De igual modo, a rentabilidade pode ser prefixada, híbrida ou pós-fixada, dependendo das regras da emissão. No entanto, uma diferença que é bastante comentada sobre esses títulos se dá em relação à isenção de Imposto de Renda.

Mas fique atento: para as pessoas jurídicas, a tributação se dá da mesma forma que nas outras opções de renda fixa. Ou seja, não há isenção quando o investidor é PJ, portanto é fundamental contar com esse custo.

Fundos de investimentos

Os fundos de investimento são um veículo coletivo de aporte com tipos e estratégias diferentes. Eles são lançados no mercado por uma administradora, que define as suas regras de funcionamento.

Os interessados em participar dos resultados obtidos pelo fundo podem adquirir as suas cotas. Elas representam uma parcela ideal do patrimônio do veículo. Então é comum ouvir falar que eles funcionam como um condomínio de investidores.

Nesse sentido, não são os cotistas que fazem as negociações do fundo. Um gestor profissional ficará responsável por todas as negociações, seguindo as regras delimitadas e com a finalidade de alcançar os objetivos propostos.

Existem diversos tipos de fundos de investimentos, como:

  • fundos imobiliários: seu patrimônio é alocado, majoritariamente, no mercado de imóveis. Eles podem negociar bens físicos, receber aluguéis, comprar papéis atrelados ao mercado entre outros;
  • fundos de ações: a carteira de investimentos do fundo é composta, principalmente, por papéis de empresas. Aqui, existem estratégias diferentes, desde as mais conservadoras até as arrojadas;
  • fundos multimercado: esse tipo de fundo pode compor sua carteira com diversas modalidades e tipos diferentes de ativos e títulos;
  • fundos DI: esses fundos alocam seus recursos em títulos de renda fixa, buscando acompanhar ou superar o certificado de depósito interbancário (CDI).

Como você pode ver, a empresa tem muitas opções para fazer o aporte. É fundamental avaliar cada tipo e fundo diferente para verificar qual faz mais sentido para o perfil e os objetivos do negócio. Nessa hora, uma assessoria de investimentos traz uma ajuda essencial.

Ações

As ações são um investimento muito conhecido no mercado. Elas representam uma parte ideal do capital social de uma empresa listada na bolsa de valores. Assim, ao adquirir esses papéis, o investidor se torna um sócio do negócio.

Como essas ações representam o capital social, quando a empresa aumenta seu valor de mercado e tem bons resultados, o preço dos ativos também aumenta. Por outro lado, em momentos de dificuldade, pode haver a desvalorização dos papéis.

Ademais, quem possui ações têm direito ao recebimento de dividendos e outros proventos. Eles são uma divisão dos lucros que a empresa auferiu no período, repassados proporcionalmente de acordo com a quantidade de papéis de cada acionista.

Claro que, para isso, é preciso haver lucro no exercício. Além disso, cada companhia define em seu estatuto social qual é a porcentagem de lucro que será distribuída. Assim, se o objetivo é receber proventos, é preciso analisar quais são as melhores pagadoras.

Por serem ativos de renda variável, as ações apresentam maior risco e não garantem uma previsibilidade sobre os ganhos. Contudo, eles também não são limitados, então o potencial de rentabilidade é mais alto, podendo compor uma carteira de longo prazo de empresas.

Como se dá a tributação sobre os investimentos?

Uma dúvida comum em relação aos investimentos para pessoa jurídica diz respeito à tributação aplicada. Nesse cenário, cada tipo de investimento, título ou ativo traz regras diferentes, então é preciso se informar constantemente.

Na renda fixa, por exemplo, há uma tabela regressiva em relação à alíquota referente ao Imposto de Renda. Ela segue o prazo da aplicação, na seguinte ordem:

  • até 180 dias: alíquota de 22,5% sobre o ganho de capital;
  • de 181 a 360 dias: alíquota de 20% sobre o ganho de capital;
  • de 361 a 720 dias: alíquota de 17,5% sobre o ganho de capital;
  • acima de 720 dias: alíquota de 15% sobre o ganho de capital.

Já na renda variável e nos fundos de investimento, cada alternativa pode ter regras diferentes em relação ao Imposto de Renda. Nas ações, por exemplo, a alíquota será de 15% sobre o ganho de capital nos investimentos comuns. Contudo, no day trade, ela sobe para 20%.

Vale ressaltar que as pessoas físicas contam com a isenção de IR quando o volume de vendas no mês é inferior a R$ 20 mil, mas o mesmo não acontece para investimentos feitos por PJ. Nesse caso, os dividendos recebidos também são tributados — em 15%.

Como você percebeu, os investimentos para pessoa jurídica podem ser uma forma de manter o poder de compra das reservas da empresa e obter rentabilidade. Mas não esqueça que é fundamental analisar cada opção para avaliar quais são os mais adequados para o seu negócio.

Você ficou interessado em contar com uma assessoria de investimento para esclarecer dúvidas? Então entre em contato com a Renova Invest!