Para investir em companhias de capital aberto, é interessante avaliar não apenas os seus indicadores, mas também o mercado no qual estão inseridas. Assim, as empresas agro na bolsa de valores podem ser alternativas com potencial positivo — e que vale a pena conhecer.

Um dos diferenciais dessas ações está no fato de estarem em um setor central para a economia brasileira: o agronegócio. Contudo, é essencial avaliar as projeções de cenários para entender se esse investimento pode ser adequado ao seu perfil de risco.

Por isso, vale a pena conhecer os principais detalhes referentes ao mercado agro. Neste artigo você entenderá mais sobre as ações desse setor — e poderá avaliar se vale a pena se expor a elas.

Acompanhe a leitura!

O que são commodities?

Para saber mais sobre o mercado do agronegócio do Brasil, é importante conhecer as commodities. O termo diz respeito aos produtos feitos pelas empresas desse setor — e que servem como matéria-prima para outros segmentos da economia.

Via de regra, commodities consistem em itens com nenhuma ou mínima transformação. Além disso, muitas se destacam por serem escaláveis. Ou seja, permitem o aumento exponencial da produção de forma desproporcional aos custos envolvidos.

Isso se deve, em grande parte, ao fato de que as commodities se destacam por sua pouca industrialização. Assim, esses produtos normalmente contam com uma padronização em sua qualidade e linha de produção com foco na expansão.

Outro ponto interessante em relação a esses produtos está na sua inserção na economia global. Geralmente, as commodities agrícolas não se limitam a apenas um mercado ou região. Elas estão presentes por quase todo o globo — o que expande o potencial das empresas desse nicho.

Quais os principais tipos de commodities?

Agora que você compreendeu o que são as commodities, é interessante saber quais são os seus principais tipos. Essa diferenciação é importante porque, diferentemente do que muitos possam pensar, elas não estão apenas no agronegócio.

Saiba mais!

Commodities agrícolas

Como o nome pode adiantar, as commodities agrícolas são aquelas cuja produção advém do agronegócio. No entanto, além de incluírem os grãos e demais produtos do campo, a pecuária também está vinculada a esse setor.

Assim, entre as principais commodities agrícolas estão o milho, a soja, o açúcar, o trigo e o café. Já entre as produzidas pela agropecuária estão proteínas como as carnes e o leite.

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Commodities ambientais

Outro grande mercado é o de commodities ambientais. Nesse grupo estão os bens produzidos com base em recursos naturais. Nesse meio é possível incluir crédito de carbono, energia eólica e madeira.

Commodities minerais

Também existem as commodities minerais. Essas, por sua vez, estão vinculadas aos recursos minerais de um país ou região. As principais do mercado são o petróleo, o gás natural, o minério de ferro e o ouro.

Commodities financeiras

Por último, há o grupo das commodities financeiras. Elas atuam como representantes de títulos públicos emitidos por Governos e moedas negociadas em mercados. Os principais exemplos são o euro, o dólar e os títulos do Tesouro Direto.

Qual o cenário do agronegócio no Brasil?

Como você viu, o setor de commodities, especialmente as agrícolas, conta com produtos relevantes para o mercado global. Por isso, é importante entender como é a situação do agronegócio no contexto brasileiro.

Confira!

Crescimento de mercado

Durante o ano de 2020, o mundo inteiro enfrentou uma das maiores crises de sua história. No entanto, enquanto diversas companhias lidavam com as dificuldades de manter sua operação, as empresas do agro brasileiro demonstraram força na economia e na bolsa de valores.

Tomando o ano de 2019 como referência, o setor do agronegócio representava cerca de 20% do produto interno bruto (PIB) brasileiro. Já em 2020, mesmo com a instabilidade econômica, a participação do setor atingiu quase 27%.

Esse crescimento no PIB também se traduziu em sua influência na bolsa de valores do Brasil, a B3. Só em 2021, 5 empresas do segmento fizeram sua oferta pública inicial (IPO). Além disso, a expectativa era que o número se mantivesse em expansão para os anos seguintes.

Potencial de expansão

Além do crescimento que já apresentou ao longo dos últimos anos, o agronegócio brasileiro se destaca por seu potencial. Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), por exemplo, apontam que a população global deve estar próxima dos 10 bilhões até 2050.

Esse cenário de crescimento populacional propõe um desafio para líderes — tanto do setor público quanto privado — que é o de alimentar todas as pessoas. Portanto, é possível que o agronegócio exerça um protagonismo ainda maior no mercado global no futuro.

Novas tecnologias

Somando-se a esses pontos, um dos principais destaques para o futuro do agronegócio no Brasil está em sua digitalização. Ou seja, no uso de novas tecnologias que possibilitarão que o setor possa ser mais produtivo, ao mesmo tempo em que reduz custos.

Entre esses recursos, é possível citar o uso de drones e geolocalização para garantir maior assertividade no plantio. Além disso, existem sensores que permitem monitoramento constante do solo e da colheita. Com essas ferramentas, é possível que empresas do segmento possam expandir.

Outro ponto interessante no mercado brasileiro está no surgimento das agtechs — as startups do agronegócio. Só em 2020, por exemplo, houve um crescimento de 40% desse mercado no Brasil em comparação com o ano de 2019.

Quais as empresas agro na bolsa de valores?

Depois de conhecer mais sobre o mercado do agro e as suas perspectivas, você pode querer descobrir as principais empresas desse setor, não é mesmo? Ao conhecê-las pode ser mais fácil entender se há alinhamento com seu perfil.

Conheça 5 exemplos — mas tenha em mente que não se trata de sugestões de investimentos!

BrasilAgro (AGRO3)

A BrasilAgro se posiciona como uma das principais empresas do país em relação à quantidade de terras agricultáveis. O seu foco está na aquisição e desenvolvimento de propriedades rurais para a agropecuária.

O objetivo dela é tornar o território um ambiente fértil para a comercialização. Assim, com o uso de novas tecnologias, a empresa busca aplicar as melhorias necessárias para, posteriormente, vender as terras para outras empresas e obter os lucros dessa operação.

A BrasilAgro iniciou suas operações no ano de 2006. Como companhia de capital aberto, faz parte do Novo Mercado da B3, que inclui empresas com mais alto nível de governança. Suas ações podem ser encontradas pelo ticker AGRO3. Em 2021, seu valor de mercado já superava R$ 1 bilhão.

Minerva Foods (BEEF3)

A Minerva Foods é outra das maiores empresas do Brasil no campo da comercialização de carnes in natura e seus derivados. Além dele, a companhia também busca atuar com a exportação de gado vivo e processamento de carnes.

E ela não está apenas no mercado brasileiro. A Minerva Foods também conta com escritórios espalhados por todos os continentes. O objetivo é estruturar sua expansão global por meio deles.

A operação da empresa teve início nos anos de 1950 e passou por reestruturações até chegar ao formato atual. Suas ações são negociadas na bolsa de valores desde 2007 com o ticker BEEF3. Em 2021, seu valor de mercado era de aproximadamente R$ 1,7 bilhões.

JBS (JBSS3)

A JBS é uma das empresas líderes globais no mercado de produção de alimentos. Além disso, ela já ocupou o posto de principal referência internacional no mercado de proteína animal. Entre as suas principais marcas estão a Friboi e a Seara.

Além do Brasil, a empresa está presente em mais 15 países. Ademais, ao longo dos últimos anos ela vem buscando intensificar seus investimentos no campo da sustentabilidade.

A empresa foi fundada em 1950 e realizou sua oferta pública inicial em 2007. Suas ações são negociadas por meio do ticker JBSS3. O valor de mercado da empresa superava os R$ 80 bilhões em 2021.

Raízen (RAIZ4)

A Raízen foi criada em 2011 por meio da joint venture entre Shell e Cosan. Desde então, ela cresceu e se tornou uma referência nacional no setor de exploração da cana-de-açúcar. Além disso, a empresa também busca investir no mercado de energias renováveis.

Fora do Brasil, a companhia tem escritórios na América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia. A Raízen fez seu IPO em 2021 e, à época, foi o maior daquele ano — movimentando cerca de R$ 7 bilhões. Suas ações são negociadas na B3 pelo ticker RAIZ4.

São Martinho (SMTO3)

Outra empresa na área do agro da bolsa brasileira é a São Martinho. A organização é uma das maiores do mundo no ramo de produção de açúcar e etanol.

Ela tem uma história centenária e começou como um engenho de cana-de-açúcar. Desde 2007, é uma companhia de capital aberto, com ações sendo negociadas sob o ticker SMTO3. Em 2021, seu valor de mercado era superior a R$ 10 bilhões.

Como escolher as melhores ações do agronegócio para investir?

Como você viu, o agronegócio brasileiro conta com empresas de grande porte. Mas, dentre as alternativas disponíveis, como é possível escolher as melhores ações? Para isso, é importante acompanhar os passos a seguir.

Saiba mais!

Conheça o mercado

A primeira etapa de seu processo de escolha consiste em avaliar o mercado. Ou seja, é importante que você busque entender a realidade do agronegócio no Brasil, quais as perspectivas e também o contexto global — visto que o mercado internacional exerce influência.

Além disso, o agro é um setor amplo, que engloba diversas companhias — além daquelas que você viu neste conteúdo. E cada uma das empresas pode operar em um subnicho diferente. A JBS, por exemplo, está no ramo da pecuária, enquanto a Raízen está na exploração da cana-de-açúcar.

Por isso, é essencial analisar as informações com cuidado. Afinal, uma área pode apresentar boas projeções, enquanto outra pode estar em baixa. Assim, é preciso que exista a compreensão clara sobre as empresas do agro antes de se expor a elas diretamente na bolsa.

Analise a empresa

Após conhecer o mercado, você também deve analisar as empresas individualmente. Dentro do mercado de ações, uma das principais estratégias consiste em fazer uma análise fundamentalista da companhia.

Para isso, é preciso conhecer os principais indicadores da empresa. Entre eles estão o patrimônio líquido, o retorno sobre o capital, as receitas, suas dívidas, etc. Esses números podem fornecer uma visão mais ampla sobre a saúde financeira do negócio.

Outro ponto relevante consiste em avaliar os proventos repassados ao investidor no passado. Embora eles não sejam uma garantia de repasses no futuro, o dado pode ajudar na compreensão da empresa ser ou não uma boa pagadora de dividendos.

Vale a pena investir em empresas do agronegócio?

Até aqui você soube mais sobre esse segmento e conheceu algumas das principais empresas do setor. Mas, afinal, vale a pena investir no agronegócio? Essa é uma decisão individual e que depende não apenas da análise do setor e das empresas, mas também de suas preferências pessoais.

Uma das principais oportunidades de investir no agronegócio brasileiro está em se expor a um dos mercados mais relevantes da economia brasileira e mundial. Afinal, como você viu, quase 30% do PIB do país vem das empresas desse ramo.

Além disso, o potencial de crescimento também é outro aspecto que pode ser positivo. Com as novas tendências do mercado global, é possível esperar inovações que podem contribuir com a valorização do setor. Contudo, é válido lembrar que, na renda variável, nada é garantido.

Por fim, vale a pena considerar a diversidade de empresas. Como o agronegócio é um setor amplo, há companhias dos mais variados segmentos. Essa maior quantidade de alternativas pode ser positiva para seu processo de escolha.

Todavia, vale destacar que o investimento em ações apresenta riscos. Portanto, não há garantias de retorno positivo para aqueles que investiram. Ainda que o setor seja central em nossa economia, ele pode passar por quedas e crises — então vale ter atenção.

O que considerar antes de investir em empresas do agronegócio?

Agora que você entendeu os principais aspectos relativos ao mercado do agronegócio no Brasil, pode estar se perguntando se esse é um investimento adequado para você, certo? Desse modo, é preciso ter em mente o seu perfil de investidor.

Por fazerem parte da renda variável, é comum que ações — independentemente de serem o agro ou não — sejam mais adequadas para investidores moderados e arrojados. Isso se justifica porque ambos apresentam uma maior tolerância aos riscos.

Além do seu perfil, também é preciso avaliar se essas ações estão alinhadas com os seus objetivos. Para isso, é interessante traçar metas de curto, médio e longo prazo e buscar a visualização de uma possível aderência com essas empresas.

Também vale destacar que é possível obter lucros com ações tanto na valorização quanto no repasse de dividendos. Dessa forma, é importante que você defina qual das duas estratégias apresenta maior alinhamento com suas perspectivas.

Como vimos, as empresas agro podem ser uma oportunidade na bolsa para aqueles que buscam explorar possíveis altas desse mercado. Mas, para fazer uma boa escolha, é indispensável conhecer as projeções do setor, os fundamentos das empresas e as vantagens e desvantagens desse investimento.

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