Vinci Logística: saiba mais sobre o fundo VILG11
Vinci Logística: saiba mais sobre o fundo VILG11

Vinci Logística: saiba mais sobre o fundo VILG11

Os fundos de investimento imobiliários (FIIs) são veículos coletivos no setor de imóveis, mas podem ter estratégias variadas. Uma delas é focar em setores específicos, em busca de um desempenho diferenciado. Para saber mais, você pode conhecer o VILG11 — ligado ao ramo de logística.

O FII Vinci Logística, como também é chamado, existe desde 2018 e pode trazer resultados interessantes para quem busca investir na renda variável. Porém, você precisa conhecer muito bem a alternativa para tomar uma decisão informada.

Então veja quais são as características do fundo VILG11 e descubra o que ele tem a oferecer para a sua estratégia!

O que é o fundo imobiliário VILG11?

O fundo imobiliário VILG11 é uma opção de investimento da renda variável que foca em ativos imobiliários físicos. Logo, é considerado um fundo de tijolo. A gestora do fundo é a empresa Vinci Real Estate e a administradora é a companhia BRL Trust.

Ao total, o fundo tem quase 11 milhões de cotas, que são distribuídas entre quase 110 mil cotistas. Sendo de tijolo, também vale saber que ele tem uma área geral de 416 mil metros quadrados. Todos os dados se referem a fevereiro de 2021 e estão sujeitos a mudanças.

A oferta pública inicial (IPO) desse fundo ocorreu em 10 de dezembro de 2018, com cotas negociadas a R$ 100,00. Quanto ao Índice de Fundos Imobiliários (IFIX), sua representação é de 1,53% do indicador.

Como funciona o fundo imobiliário VILG11?

Os fundos de investimentos imobiliários classificados como fundos de tijolo são aqueles que priorizam o investimento da maior parte dos recursos em imóveis físicos. No VILG11, pelo menos 2/3 do seu portfólio é composto por empreendimentos imobiliários, com foco na geração de renda.

O que sobra do montante pode ser direcionado para investimentos indiretos em imóveis, como:

  • ações ou cotas de sociedades;
  • cotas de fundos de investimento em participação (FIP);
  • cotas de outros FIIs;
  • certificados de recebíveis imobiliários (CRI), entre outros.

Por ser um fundo de tijolo, pode envolver a locação dos espaços, o que ajuda a incrementar a distribuição de dividendos entre os cotistas.

Além disso, o fundo tem prazo de duração indeterminado e é do tipo condomínio fechado. Portanto, só é possível converter as cotas em dinheiro por meio da venda delas no mercado secundário.

Qual é a estratégia adotada pelo FII?

Pensando na estratégia, o VILG11 é um fundo de gestão ativa. O gestor visa obter renda por meio da compra, venda e aluguel dos imóveis, gerando ganho de capital. A intenção é poder conquistar resultados acima do benchmark.

Em relação à composição do portfólio, o fundo prioriza o aporte no setor de logística e em ativos imobiliários ligados a operações industriais. Entre os imóveis, estão parques de negócios (business parks), galpões isolados e parques logísticos.

Para aumentar a capacidade de geração de resultados, o foco está em imóveis localizados em áreas de fácil acesso e que simplifiquem as operações. Até fevereiro de 2021, eram 14 os imóveis que atendiam aos requisitos e faziam parte da carteira.

Qual é o nível de risco que ele apresenta?

Conhecer os riscos permite que você tenha mais clareza quanto à tomada de decisão sobre o investimento. No VILG11, um dos riscos é o de liquidez.

Como é necessário vender as cotas no mercado secundário para transformá-las em dinheiro, não é possível prever o preço a ser pago ou se será viável efetuar a venda.

Por ser um fundo de tijolo também envolve o risco de vacância. Se os empreendimentos imobiliários não se mantiverem alugados por um período, ocorrerá uma queda no rendimento. Há, ainda, o risco de crédito atrelado à qualidade do inquilino. Se houver inadimplência, o resultado será afetado.

Qual é a taxa de administração do FII?

Sobre os custos do investimento, o VILG11 tem uma taxa de administração que varia de 0,75% a 0,95% ao ano. A aplicação das taxas acontece de modo escalonado, sobre o valor de mercado do fundo.

Há também a cobrança de uma taxa de performance de 20%. O benchmark utilizado é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), que é considerado a taxa oficial de inflação no Brasil.

Como é o histórico de resultados?

O histórico de um fundo não é uma garantia do que acontecerá no futuro. Porém, conhecer o desempenho pode ajudá-lo a escolher um fundo imobiliário com mais segurança.

Em relação aos dividendos, é possível conhecer o dividend yield (DY). Veja quais foram os resultados do VILG11:

  • 1 mês (janeiro/2021 a fevereiro/2021): 0,49%;
  • 3 meses (novembro/2020 a fevereiro/2021): 1,48%;
  • 6 meses (agosto/2020 a fevereiro/2021): 2,72%;
  • 12 meses (fevereiro/2020 a fevereiro/2021): 5,58%.

Em relação à oscilação de preço das cotas, desde o IPO a valorização acumulada somava, no início de 2021, 21,91%, enquanto os rendimentos eram de 15,53%. Portanto, o desempenho total estava em 37,44%.

Para quem ele pode ser adequado?

Por ser um investimento da renda variável, o VILG11 costuma ser mais indicado para quem tem um perfil de investidor moderado ou arrojado. Contudo, também pode servir aos conservadores que desejarem diversificar a carteira.

Um dos aspectos que ajuda a controlar os riscos é que ele não sofre com a concentração de ativos. Além de considerar seu perfil, é preciso ponderar seus objetivos financeiros e fazer uma análise fundamentalista para tomar sua decisão em relação ao fundo.

Como vimos, o VILG11 é um fundo de investimento imobiliário de tijolo, com foco no setor de logística. Apesar de ainda estar em consolidação, apresenta uma boa divisão entre ativos e pode ser uma oportunidade atraente. Avalie seu perfil e seus objetivos para escolher com mais confiança!

Quer saber mais sobre os FIIs? Aproveite para conhecer outras classificações de fundos imobiliários e veja como elas funcionam!

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