analise fundamentalista
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Análise fundamentalista: o que é e por que utilizá-la?

O mercado de Ações pode ser uma das possibilidades para sua carteira de investimentos. Talvez você se pergunte se seria possível investir nele sem correr riscos. Na verdade, a renda variável envolve riscos. Mas a análise fundamentalista pode lhe ajudar a escolher empresas sólidas para investir.

Já ouviu falar dela? Saiba que essa análise é importante principalmente para quem quer comprar Ações visando o longo prazo.

Quer entender o que é a análise fundamentalista e por que vale a pena usá-la na hora de investir? Então continue lendo e descubra!

O que é análise fundamentalista?

A análise fundamentalista considera fatores que ajudam o investidor a avaliar a solidez e a saúde financeira de um negócio. Com ela, também é possível estimar o valor da companhia. Assim, você pode conseguir as informações sobre a empresa analisar se o preço de sua Ação está baixo, alto ou justo.

A análise se baseia, por exemplo, nos resultados constantes na DRE (Demonstração de Resultados do Exercício) e no Balanço Patrimonial. Nesses documentos, é possível encontrar indicadores que revelam como estão as finanças da companhia.

Também são usados outros indicadores para possibilitar tirar conclusões sobre o futuro da empresa. Isso é importante em especial para quem tem planos de longo prazo na bolsa — como investimentos para aposentadoria ou estudos dos filhos.

Como surgiu a análise fundamentalista?

A análise fundamentalista foi desenvolvida, da forma como conhecemos hoje, por Benjamin Graham, autor do famoso livro “O Investidor Inteligente”. Ele também é considerado um dos maiores nomes dos investimentos do século 20.

Inclusive, o grande investidor Warren Buffett foi aluno de Graham e também estudou — e aplicou — o método. Os dois estudiosos de investimentos destacam a importância de considerarmos tanto o preço quanto o valor de uma Ação.

O preço diz respeito a quanto se paga por ela no mercado, enquanto o valor está relacionado ao que você obtém ao realizar a operação. Ou seja, ao que a companhia, de fato, vale.

Como funciona essa análise?

A análise fundamentalista leva em conta fatores micro e macroeconômicos. Você verá um pouco sobre cada um deles a seguir!

Fatores microeconômicos

Os fatores microeconômicos estão relacionados com elementos que afetam empresas ou setores específicos. Refere-se, por exemplo, à capacidade de gestão da empresa. Uma maneira de avaliá-la é analisar os resultados da companhia no decorrer do tempo.

Analisar os concorrentes é outra forma de conhecer o desempenho de uma empresa em relação ao seu setor. Colocando-os lado a lado, é possível tirar conclusões sobre quais são os melhores dentro de uma área.

Fatores macroeconômicos

Já os fatores macroeconômicos não afetam somente determinadas empresas, mas o país como um todo. Um deles é a taxa básica de juros, conhecida como taxa Selic. Ela influencia diretamente a taxa praticada pelos bancos na concessão de empréstimos, por exemplo.

A inflação é outro fator macroeconômico que impacta as empresas de maneiras diferentes, assim como o índice de desemprego. Além disso, acontecimentos na economia nacional ou mesmo internacional também influenciam na bolsa.

Quais os principais indicadores da análise fundamentalista?

Agora você já entende a importância de se considerar fatores micro e macroeconômicos ao analisar uma empresa. Então, vale a pena conhecer quais são alguns dos principais indicadores fundamentalistas.

Eles podem ser obtidos a partir da DRE e de outros dados que as empresas publicam periodicamente. Assim como de notícias e acontecimentos relevantes no mercado.

Alguns dos indicadores são:

  • P/VPA (preço da Ação sobre o valor patrimonial por Ação) — o preço se refere à cotação do ativo na bolsa. Quanto ao VPA, pode ser obtido dividindo o patrimônio líquido da companhia pelo número de Ações;
  • EBITDA (sigla em inglês que significa Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) — é um tipo de lucro constante na DRE;
  • DY (Dividend Yield) — indica o valor dos dividendos que cada Ação gerou nos últimos 12 meses;
  • P/L (preço sobre lucro) — indica a relação entre o preço da Ação e o lucro gerado por ela.

Esses são apenas alguns dos indicadores usados na análise fundamentalista, mas há vários outros a se considerar. Muitos não estão relacionados à análise quantitativa. Por exemplo, os que estão relacionados à qualidade da gestão da companhia, à relação com os acionistas, à transparência das informações etc.

Por que a análise de fundamentos é importante?

A análise fundamentalista é essencial para investimentos de longo prazo. Para entender melhor, é útil fazermos uma comparação com a análise técnica que se baseia em gráficos e é muito usada para objetivos de curtíssimo prazo.

É o caso de especuladores que fazem day trade. Eles negociam ativos ou derivativos ao longo do dia, buscando lucro com as oscilações de preço. Logo, não precisam avaliar se uma empresa tem qualidade ou boas perspectivas para o futuro.

Como você pode ver, os traders desconsideram a solidez da empresa, fator central para quem visa o longo prazo. Então, a análise fundamentalista atende justamente essa necessidade, oferecendo uma visão acerca da saúde financeira e administrativa do negócio.

Por isso, se você investe pensando em objetivos de longo prazo, é importante recorrer à análise fundamentalista. A estratégia não garantirá total segurança nos investimentos, mas ajuda a fazer escolhas mais conscientes e analisar melhor as perspectivas de retorno.

Como fazer uma análise eficiente?

Depois de ter adquirido uma visão geral da análise fundamentalista, você deve estar se perguntando como fazê-la. Para analisar uma empresa, o primeiro passo é adquirir conhecimento sobre o mercado de Ações.

Também é preciso compreender certos conceitos de contabilidade, que aparecem nos demonstrativos financeiros da companhia. Além disso, você deve ter acesso às informações — elas podem ser encontradas nas comunicações das empresas de capital aberto.

Outro passo necessário é entender os indicadores fundamentalistas e aprender a avaliá-los. Logo, envolve saber identificar se determinados números são bons ou não. Fique atento, ainda, ao cuidado de não considerar um fundamento isolado. O melhor é avaliar diversos indicadores juntos.

Por fim, não deixe de conhecer o seu perfil de investidor — que pode ser conservador, moderado ou arrojado. Saber qual é a sua abertura ao risco e quais são os seus objetivos na bolsa é indispensável para fazer bons investimentos.

A análise fundamentalista pode ajudar você a investir de maneira mais efetiva. É claro, ela demanda estudo e conhecimento. No entanto, pode valer a pena para quem deseja aproveitar as oportunidades da renda variável e diversificar a carteira de investimentos!

Quer continuar se informando sobre análise de papéis da bolsa de valores? Confira nosso artigo sobre como analisar os fundamentos das Ações!

 

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