O mercado financeiro é composto por diversos instrumentos, de modo a atender objetivos variados. Entre as alternativas disponíveis, estão os minicontratos negociados na B3, a bolsa de valores brasileira.

Esses derivativos podem ser mais acessíveis e também são aplicáveis em diferentes estratégias. Porém, antes de considerá-los, é necessário entender como eles funcionam e como operá-los de acordo com cada interesse.

Por isso, neste artigo, você descobrirá os principais pontos sobre os minicontratos e como eles podem ser úteis. Acompanhe a leitura!

O que é o mercado futuro?

Antes de conhecer os minicontratos, é importante descobrir o que é o mercado futuro. Esse é um ambiente de negociação da bolsa de valores. É nesse mercado que ficam disponíveis os contratos futuros — que são derivativos propriamente ditos.

Nesse ambiente, é possível se posicionar de forma comprada ou vendida em relação aos preços de um ativo de referência. Quanto aos resultados, existe o ajuste diário, que prevê a apuração do fechamento do dia em relação à posição assumida.

Se o resultado de fechamento for a favor da posição, há ganhos — com o crédito dos valores correspondentes na conta do investidor ou especulador. Se o fechamento ocorrer de modo oposto à posição assumida, há um desconto da conta.

Note que não existe um contrato de compra e venda de um ativo específico ou a liquidação física. Na verdade, é uma forma de se posicionar em relação ao desempenho do ativo de referência no futuro.

O que são minicontratos?

Agora que você sabe o que são contratos futuros, vale entender que eles são de dois tipos principais: contratos cheios e minicontratos. Os dois tipos são padronizados e preveem a negociação em lotes, mas a diferença fica para o volume financeiro envolvido.

Os contratos cheios são negociados em lotes de 5 unidades. Com isso, podem exigir uma quantidade elevada de recursos, mesmo que se considere a alavancagem. Um mini contrato, por outro lado, tem 1/5 do tamanho de um contrato cheio.

Portanto, ele exige uma movimentação cinco vezes menor, o que tende a torná-lo mais acessível. O funcionamento geral é semelhante ao contrato cheio, com as principais diferenças ficando para o código de identificação e para o total movimentado.

Quais são os tipos de minicontratos?

Na hora de negociar esses derivativos financeiros, você notará que existem alguns tipos principais disponíveis de contratos disponíveis.

O mini contrato de dólar se movimenta a cada 0,5 ponto, que corresponde a R$ 5,00. Enquanto o contrato cheio é padronizado em US$ 250 mil dólares, o minicontrato tem valor padronizado de US$ 50 mil. O ticker base de identificação desse produto financeiro é o WDO.

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A outra alternativa de minicontrato é o mini índice Ibovespa, que acompanha o principal índice da bolsa de valores brasileira. O minicontrato tem como código a sequência WIN. A movimentação de preço nesse caso acontece a cada 5 pontos e cada um corresponde a R$ 0,20.

O mercado conta ainda com o mini índice S&P Futuro — o principal índice das bolsas norte-americanas. Ele tem variação mínima de 0,25 ponto de índice e cada ponto vale US$ 50,00.

Os valores dos pontos servem não apenas para o cálculo de quanto dinheiro deve ser disponibilizado, mas também para o entendimento sobre o ajuste diário. Assim, é possível ter uma ideia de quanto se pode ganhar ou perder, conforme o mercado se aproxima ou se afasta da posição escolhida.

Para que servem os minicontratos?

Escolher esse tipo de derivativo pode ter dois objetivos principais: realizar operações de hedge ou de especulação na bolsa de valores. No caso de fazer hedge, a intenção é proteger a carteira de oscilações quanto ao ativo de referência.

O minicontrato de dólar, por exemplo, pode ajudar a proteger das oscilações da moeda estrangeira. Já o minicontrato de índice pode ser útil para fazer hedge em relação à carteira de ações.

Para quem tem um perfil mais arrojado, os derivativos podem ser usados também com foco na especulação. Nesse caso, a intenção é aproveitar as oscilações em um curto período para obter lucros.

Como operar minicontrato na bolsa de valores?

Caso você tenha interesse em operar esses derivativos financeiros, é preciso saber que existem etapas para considerar. A seguir, veja quais são os pontos mais importantes antes de negociar com minicontratos!

Identifique seu perfil de investidor e seus objetivos

Antes de tomar qualquer decisão, você deve saber qual é o seu perfil de investidor e, portanto, qual é a sua tolerância ao risco. Por envolver derivativos financeiros, a operação é mais volátil e pode ter mais riscos. No caso da especulação, portanto, é crucial ter um perfil com alto apetite ao risco.

Também é necessário identificar seus objetivos financeiros. Além de saber com qual minicontrato operar, conhecer os objetivos permite compreender quais são os resultados esperados em relação à proteção ou especulação.

Acesse o home broker ou plataforma trader

Após decidir qual minicontrato operar, é o momento de buscar o ambiente de negociação para negociar. Nesse caso, tudo pode ser feito pelo home broker ou, no caso de especuladores, por uma plataforma trader.

Para ter acesso, você precisa ter conta em uma instituição financeira, como um banco de investimentos. Com o devido cadastro, será possível conferir e escolher o contrato de interesse.

Tenha a margem de garantia exigida

Uma das características dos minicontratos é a possibilidade de operar alavancado. Ou seja, não é preciso dispor de todos os recursos de uma só vez. Para que isso aconteça, entretanto, é necessário apresentar uma margem de garantia.

Ela corresponde a uma parte do valor total do minicontrato e pode ser disponibilizada em dinheiro ou em determinados ativos, como títulos de renda fixa. Logo, fique atento ao volume exigido de margem e a como ele pode ser oferecido.

Escolha o minicontrato

Depois de seguir essas orientações, você pode selecionar a alternativa ideal entre os minicontratos. Tenha atenção ao vencimento e confira os resultados do ajuste diário. No caso de perdas diárias, é preciso dispor dos recursos na sua conta. Do contrário, pode haver o consumo da margem de garantia.

Com base nessas informações, agora você conhece os minicontratos da bolsa e sabe para que eles servem. Caso estejam alinhados ao seu perfil e aos seus objetivos, é possível operá-los — mas não se esqueça dos riscos envolvidos.

Se quiser entender como os resultados são apurados nos minicontratos, veja como funciona o ajuste diário no mercado futuro!