O investimento no exterior é uma estratégia que pode trazer benefícios para a carteira de muitos investidores. Claro que isso dependerá de seus objetivos e perfil, mas vale a pena conhecer 5 formas de investir no mercado internacional, não é mesmo?

Como cada uma funciona de maneira diferente, é fundamental pesar todas as suas características. Ao aprender sobre essas alternativas e as vantagens que elas trazem, você poderá avaliar se elas realmente fazem sentido para seu portfólio.

Então confira o conteúdo a seguir para aprender o que é um investimento internacional e por que ele pode ser uma boa ideia. Depois, você conhecerá 5 formas de investir nesses mercados.

Continue a leitura!

O que é o investimento internacional?

Um investimento internacional é toda forma de expor o seu dinheiro a outras economias. Esses aportes podem ser diretos, quando a negociação ocorre com ativos estrangeiros, ou indiretos — quando ela se dá em alternativas disponíveis no Brasil.

Os investimentos diretos devem ser feitos com a intermediação de uma empresa estrangeira. Dessa maneira, é preciso abrir a conta internacional, fazer o câmbio da moeda (pagando o imposto correspondente) e realizar os aportes.

Já o investimento indireto não tem tanta burocracia ou custo. No seu próprio banco de investimentos existem alternativas que se expõem ao mercado internacional, como você verá adiante. Aqui, o investimento é realizado em real e não há conversão de moeda.

Por que investir no exterior?

Você entendeu que o investimento internacional é aquele que expõe o seu capital a uma economia estrangeira. Mas por que os investidores buscam essa exposição? Existem algumas vantagens interessantes desses aportes.

Confira:

Diversificação

O primeiro benefício é a diversificação da carteira de investimentos. Você já deve ter ouvido falar dessa estratégia, mas é fundamental reforçar. Ao pulverizar seus aportes em diversas modalidades e áreas, você também se expõe a riscos diferentes.

Dessa maneira, a carteira não fica vulnerável a apenas um fator — poderia comprometer todo o seu capital. Ao distribuir os riscos, eles podem se compensar. Ou seja, enquanto há desvalorização em uma área, outro setor pode ter um movimento de alta.

Suponha que você tem R$ 50 mil para fazer aportes e decidiu usar todo esse capital para comprar ações da empresa A, que tinha um bom potencial de valorização. Mas, depois de alguns dias, ocorre uma crise inesperada no setor, o que acaba por desvalorizar os papéis dessa companhia.

Nesse caso, todo o seu capital ficou exposto a esse risco e você teve uma perda considerável no patrimônio. Agora, imagine que, com esses R$ 50 mil, você utilizou 10% para comprar ações dessa companhia.

Os outros 90% você distribuiu em diversas alternativas, como títulos de renda fixa, investimentos internacionais, papéis de outras empresas e fundos. Aquela crise setorial afetará apenas 10% do seu patrimônio investido, enquanto os demais investimentos poderão ter um comportamento diferente.

Descorrelação entre investimentos

Uma parte importante da estratégia de diversificação é a descorrelação entre os investimentos da sua carteira. Ou seja, a real exposição a áreas, setores e economias que não interagem entre si ou não se comportam da mesma maneira em diferentes cenários.

Nesse sentido, é preciso ficar atento para não cair na falsa diversificação. Ela acontece ao fazer aportes em alternativas diferentes, mas que, na verdade, são afetadas pelos mesmos riscos. Um exemplo usual é comprar ações de diversas companhias que fazem parte do mesmo setor.

Outro exemplo é ter investimentos apenas em um mesmo país. Afinal, todos estarão relacionados ao risco do local. Já o investimento internacional permite diversificar, principalmente porque costuma focar em grandes mercados e economias fortes, como a norte-americana.

Assim, crises financeiras e institucionais brasileiras podem não afetar essas alternativas. Logo, ao fazer o aporte internacional, há uma descorrelação de investimentos. Então o movimento de queda ou de alta deles serão independentes entre si.

Por outro lado, vale saber que crises no mercado dos Estados Unidos são sentidas no mundo todo, tamanha a importância de sua moeda e economia. Contudo, é comum que economias fortes se recuperem da crise com maior rapidez.

Dolarização da carteira

Você viu que o mercado dos Estados Unidos é um dos mais escolhidos entre aqueles que desejam fazer o investimento internacional. Nesse cenário, uma vantagem a se considerar é a dolarização da carteira. Ela significa a vinculação dos ativos da carteira à moeda estrangeira.

Ao fazer investimentos que envolvam o mercado dos EUA, seus aportes também estarão ligados às variações do câmbio, mesmo que o investimento tenha sido feito de forma indireta. E, como sabemos, o dólar é historicamente uma moeda mais forte que o real.

Por ser uma moeda forte e utilizada mundialmente por diversos Bancos Centrais, ele não está tão relacionado a instabilidades econômicas e políticas — o que é muito comum no Brasil. Assim, ter investimentos atrelados a ele pode agir como proteção.

Também é importante considerar a relação entre o dólar e a bolsa brasileira. É comum que eles tenham uma correlação negativa — geralmente, se a bolsa está desvalorizada, o dólar se valoriza frente ao real. O movimento contrário também ocorre.

Isso acontece por um movimento de investidores: quando a bolsa está em alta, ela atrai mais investimentos estrangeiros. Assim, a oferta de dólar aumenta e ele tem uma desvalorização. Por outro lado, com a bolsa em queda, o dólar é retirado do país, o que o valoriza pela baixa oferta.

5 Formas de investir no mercado internacional

Agora você já sabe o que é o investimento internacional e as vantagens de fazer aportes no exterior. A seguir, conheça 5 formas de investir em mercados estrangeiros e as características de cada alternativa.

Acompanhe!

1. Investimento direto

A primeira forma de investir no mercado internacional é o aporte direto. Você já entendeu como ele acontece: o investidor negocia os ativos e títulos estrangeiros por meio de uma empresa internacional que os comercializa.

Para isso, é preciso abrir uma conta em um banco de investimentos do país em que se deseja fazer o aporte. Existem diversas instituições que fazem esse serviço, mas nem todas aceitam cadastros de não residentes.

Além disso, o procedimento pode ser bastante burocrático, pois é preciso enviar os documentos solicitados pelo banco. Depois de ter a conta aprovada, será necessário transferir o dinheiro para a conta vinculada e fazer o câmbio, tendo em vista que deve se utilizar a moeda local.

Então é possível escolher os investimentos disponíveis na plataforma e fazer os aportes. Mas uma dica importante é entender como funciona a tributação no país escolhido e como são os possíveis acordos de tributação entre o Brasil e esse local.

Como você viu, essa opção não é a mais prática para o investidor, tendo em vista que ela seguirá as regras do país escolhido. Então questões como regulação, títulos e ativos disponíveis, idioma e tributação seguirão a legislação de lá.

2. Fundos internacionais

A segunda forma de se expor a investimentos estrangeiros são os fundos internacionais. Essa alternativa está disponível nas principais plataformas brasileiras, principalmente os bancos de investimentos, como o BTG Pactual.

Os fundos de investimento são uma forma de fazer aportes coletivos. Esses veículos são lançados no mercado e têm uma estratégia definida pelo regulamento. Os interessados em participar de seus resultados adquirem cotas que representam uma parcela do patrimônio.

Quem fica responsável pelas movimentações do capital é o gestor profissional. Ele deve seguir o regulamento e utilizar os seus conhecimentos do mercado para buscar a finalidade do fundo. Assim, os cotistas podem ter ganhos com a valorização do portfólio.

O funcionamento dos fundos é regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é um órgão do mercado financeiro. Por isso, eles devem seguir regras e ser transparentes com os investidores — o que traz segurança institucional.

Em relação aos fundos internacionais especificamente, eles são aqueles que investem majoritariamente em ativos ou títulos de países estrangeiros. Como cada fundo pode adotar estratégias diversas, o investidor deve pesquisar bem as opções.

Ademais, é fundamental saber que eles podem não ser acessíveis a todas as pessoas. Muitos são exclusivos para investidores qualificados — investidores que têm, comprovadamente, R$ 1 milhão investidos ou apresentam certificados profissionais do mercado financeiro.

3. ETFs

ETF é a sigla para exchange traded fund. Conhecidos como fundos de ín

dice, eles também são um tipo de fundo de investimento. Dessa forma, o funcionamento que você aprendeu no tópico anterior é válido para eles.

O grande diferencial dos ETFs é o seu objetivo: eles têm a finalidade de espelhar os resultados de um índice financeiro previamente escolhido. Assim, a valorização ou desvalorização do patrimônio será atrelada ao indicador desejado.

Para isso, o gestor comporá o portfólio do fundo com os ativos que o índice busca seguir, em suas devidas proporções. Logo, os ETFs envolvem uma gestão passiva da carteira — já que o intuito não é superar o indicador.

Isso significa que o gestor não adotará esforços para potencializar a rentabilidade ou mesmo para se proteger de movimentos de queda. A ideia é realmente replicar o índice escolhido, em qualquer situação do mercado.

Os ETFs são fundos de condomínio fechado. Então, após a oferta pública inicial, as suas cotas só são negociadas em mercado secundário. No Brasil, o investidor pode encontrá-los na bolsa de valores, a B3.

Os fundos de índice podem investir tanto em renda fixa quanto em renda variável. Eles também podem se expor a indicadores nacionais ou internacionais. Assim, é uma opção adquirir cotas de ETFs que seguem índices de outros mercados.

Um exemplo comum é S&P 500, que demonstra os resultados das 500 ações mais negociadas dos Estados Unidos. Esse indicador é conhecido mundialmente, pois serve como um termômetro do mercado de capitais norte-americano.

Além dele, o investidor pode escolher outros ETFs, de acordo com sua estratégia de investimentos. Para isso, basta acessar o home broker e verificar as cotas disponíveis para compra e venda e os índices atrelados.

4. COEs

Os certificados de operações estruturadas (COEs) são uma forma de investimento que une características da renda fixa e da renda variável em uma só alternativa. Eles começaram a ser negociados no Brasil em 2015, mas já eram famosos em mercados estrangeiros.

COEs são emitidos por instituições financeiras, como os bancos de investimento, e o retorno é atrelado a um conjunto de ativos ou derivativos. Assim, eles podem ser entendidos como um pacote de investimentos que definem os rendimentos.

É comum que os COEs abarquem ativos como ações, commodities, câmbio, índices, títulos da renda fixa e alternativas internacionais. Todas essas informações são divulgadas ao investidor previamente, bem como o aporte mínimo, a data de vencimento, condições etc.

Nesse sentido, é importante falar que a possível rentabilidade do COE tem um limite. Assim, o investidor já saberá, antes do aporte, qual é o máximo de retorno esperado. Contudo, como cada COE tem regras diferentes, é fundamental analisar as alternativas para entender essa regra.

O investidor também deve entender que existem dois tipos de COE e eles se diferem, principalmente, em relação aos riscos do investimento. O primeiro deles é o COE de valor nominal protegido.

Nesse certificado há a garantia de que, no vencimento, o investidor receberá no mínimo o seu capital investido. Ou seja, mesmo que a combinação de ativos tenha apresentado desvalorização no período, não haverá perdas do que foi investido.

Mas essa devolução diz respeito ao valor nominal, então não há correção de inflação ou juros. O segundo tipo é o COE de valor nominal em risco. Como você deve imaginar, nele não há garantia contra perdas — até o limite investido.

5. BDRs

Outra forma de investir no mercado internacional são os BDRs. Essa é a sigla para brazilian depositary receipts, comumente traduzido para certificado de depósito de valores mobiliários. Você pode encontrá-los na bolsa de valores brasileira, como os ETFs.

Eles são certificados negociados no Brasil que representam ações e outros ativos emitidos em países estrangeiros. Então não se pode dizer que os BDRs se tratam dos próprios ativos, mas sim um certificado lastreado neles.

Para isso, uma empresa depositária adquire os ativos estrangeiros, os deixa sob custódia em uma instituição custodiante e emite os BDRs com lastro neles. Depois, o investidor pode adquirir os certificados na bolsa e se expor a alternativas do mercado internacional.

Apesar de não ter os ativos diretamente, o investidor terá exposição aos resultados porque os BDRs apresentam as mesmas oscilações dos ativos a que estão lastreados. Contudo, como também há influência do câmbio, a paridade não será perfeita, podendo haver algumas variações.

Conhecendo essas 5 formas de investir no mercado internacional você conseguirá avaliar quais são mais interessantes para sua carteira. Se quiser ter mais confiança ao tomar sua decisão, vale a pena contar com a ajuda de uma assessoria de investimentos.

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