Os fundos de investimento imobiliário (FII) apresentam características distintas, dependendo da estratégia, dos tipos de investimentos e do modelo de gestão. Entre as alternativas, está o CVBI11, que começou a ser negociado em 2019.

Essa alternativa foca em títulos ligados ao mercado imobiliário e pode representar uma oportunidade para quem deseja diversificar a carteira e ter a chance de obter ganhos na forma de dividendos. Antes de investir, entretanto, é fundamental conhecer suas características.

Portanto, veja o perfil do fundo imobiliário CVBI11 e descubra se vale a pena investir!

O que é o fundo imobiliário CVBI11?

O fundo de investimento imobiliário VBI CRI (CVBI11) é um tipo de fundo de papel. Assim, ele investe a maior parte dos recursos na aquisição de títulos de renda fixa relacionados ao setor de imóveis. A gestora do fundo é a empresa VBI Real Estate, enquanto a administradora é a BRL Trust.

Sua oferta pública inicial (IPO) aconteceu em 26 de setembro de 2019, com um preço mínimo de cota de R$ 100,00. Atualmente, ele tem uma representação de 0,42% no Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX).

Ao total, conta com mais de 3,5 milhões de cotas, divididas em pouco mais de 13 mil cotistas. Mas considere que as informações apresentadas ao longo do artigo referem-se a fevereiro de 2021 e, por isso, podem mudar com o tempo.

Como funciona o fundo imobiliário CVBI11?

O funcionamento desse FII, assim como em outros fundos de investimentos imobiliários, envolve a aquisição de cotas para obter participação nos resultados. Ele está acessível a todos os investidores e a compra das cotas é feita na bolsa de valores.

É possível obter ganhos pela valorização das cotas e também pela distribuição de dividendos. Segundo a política do fundo, a distribuição mínima é de 95% dos resultados obtidos. Em relação ao prazo, o fundo é indeterminado.

Ele foi constituído na forma de condomínio fechado. Mas, como é negociado na bolsa, a conversão de cotas em dinheiro pode ser feita pela venda durante o pregão.

Qual é a composição do investimento?

Em relação à composição de carteira, o CVBI11 investe, no mínimo, dois terços do patrimônio líquido em ativos de renda fixa que sejam ligados ao mercado imobiliário.

Entre os principais títulos, estão:

  • certificados de recebíveis imobiliários (CRI);
  • letras hipotecárias (LH);
  • letras de crédito imobiliário (LCI);
  • letras imobiliárias garantidas (LG);
  • certificados de potencial adicional de construção, emitidos segundo as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Note que os títulos não levam ao investimento direto em imóveis e, sim, em dívidas ou oferta de valores que financiam iniciativas do mercado. O fundo também pode ser composto por cotas de outros fundos, embora esse não seja o foco.

Qual é a estratégia adotada pelo CVBI11?

Em relação às decisões de investimento, o CVBI11 tem uma gestão ativa. Isso significa que ele busca superar o desempenho de referência do mercado — como a performance média do IFIX, que serve como benchmark.

Para tanto, a estratégia envolve a busca ativa por oportunidades de compra e venda de valores mobiliários para consolidar ganhos.

Qual é o nível de risco que ele apresenta?

Por ter uma estratégia ativa, o fundo CVBI11 tem um nível de risco um pouco mais elevado. Afinal, há uma exposição maior ao risco quanto à tomada de decisão por parte do gestor. Também é preciso considerar o risco de crédito ligado aos emissores de títulos.

O CRI, por exemplo, faz parte do crédito privado e não conta com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Há, ainda, o risco de liquidez. Para resgatar suas cotas, você depende de encontrar interessados para comprá-las — e se expõe ao preço delas no momento.

Qual é a taxa de administração do CVBI11?

Em relação às tarifas, a taxa de gestão é de 0,90% ao ano sobre o patrimônio líquido. Já a taxa de administração varia de 0,15% a 0,10% ao ano, de modo escalonado em relação à faixa do patrimônio líquido.

Além disso, há a cobrança de 0,05% ao ano sobre patrimônio líquido como taxa de escrituração. Então, a soma das taxas flutua de 1,05% a 1,10% ao ano.

Como é o histórico de resultados?

O histórico de um FII não significa que os resultados serão replicados no futuro. No entanto, ainda que não representem uma garantia, é importante conhecer o desempenho prévio para saber como o fundo tem se comportado.

Em relação à cotação, o acumulado de 12 meses somou 4,77%. No mês de fevereiro de 2021, o resultado parcial foi de 0,44% negativos.

Quanto à distribuição de resultados, vale a pena saber qual é o Dividend Yield (DY), indicador que aponta a entrega de dividendos. Os resultados ficam assim:

  • 1 mês (janeiro/2021 a fevereiro/2021): 1,15%;
  • 3 meses (novembro/2020 a fevereiro/2021): 4,35%;
  • 6 meses (agosto/2020 a fevereiro/2021): 6,6%;
  • 12 meses (fevereiro/2020 a fevereiro/2021): 9,95%.

Os resultados também podem ser consolidados no período total. Nesse caso, a cotação acumulada foi de 7,70% e os rendimentos atingiram 12,72%. Ao total, o rendimento histórico do fundo era de 20,42%.

Para quem ele pode ser adequado?

Saber como escolher um fundo imobiliário é um passo importante para alocar seus ativos de maneira alinhada ao seu perfil e seus objetivos. Vale considerar que o CVBI11 é de renda variável e tem nível de risco considerável.

Assim, pode ser mais adequado para investidores moderados ou arrojados. Antes de investir, também é preciso considerar que ele é um fundo jovem e em consolidação. Portanto, flutuações mais intensas podem acontecer.

O fundo imobiliário CVBI11 é relativamente recente, mas apresenta um histórico de valorização que pode ser atraente. Agora você sabe que esse é um fundo de papel e viu as principais características. Considere as informações para saber se ele é uma oportunidade para o seu caso!

Se quiser acompanhar de perto outras oportunidades de investimento, entre em nosso grupo no Telegram e receba tudo em seu celular!