dividend yield

O que é e como calcular o dividend yield (DY)?

Muitos investidores que fazem aportes na bolsa de valores para o longo prazo costumam dar atenção a um indicador chamado dividend yield (DY). Ele pode indicar o potencial de lucro que uma Ação ou um Fundo Imobiliário pode oferecer para o investidor.

Assim, o indicador é importante, em especial, para pessoas que investem com foco em gerar renda passiva e receber proventos. Mas, para entender os motivos, é preciso compreender o que é dividend yield e como calculá-lo.

É por isso que trouxemos este post para você. Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura!

O que é dividend yield?

A tradução de dividend yield é rendimento de dividendos. Ele mostra a relação entre dividendos distribuídos no decorrer de um ano e o preço de uma Ação ou cota de fundo. Para você entender melhor o indicador, é preciso compreender bem alguns detalhes.

Primeiro, o termo dividendos se refere à parte do lucro que as empresas distribuem aos acionistas. A distribuição também é feita por Fundos Imobiliários (FII). Em especial, por aqueles que têm um lucro proveniente dos aluguéis dos imóveis que os compõem.

É por isso que tanto uma Ação quanto uma cota de um FII podem gerar dividendos. Eles são distribuídos, por exemplo, a cada mês, trimestre, semestre ou ano. A frequência depende das políticas de cada empresa ou fundo.

A partir deles, portanto, é possível lucrar não apenas com a valorização da Ação ou cota ao longo do tempo, mas também com a distribuição dos lucros. Logo, dependendo dos seus objetivos, é importante levar em conta o DY antes de investir.

Vamos ver como se faz para calculá-lo?

Como calcular o dividend yield?

Suponhamos que certa companhia tenha distribuído R$50 milhões em dividendos no decorrer de um ano. Esse valor é a soma do que ela distribuiu a cada mês, a cada trimestre ou em qualquer outra frequência.

Agora, imagine que o número de Ações dessa empresa seja de 200 milhões. Qual será o valor dos dividendos para cada Ação? Veja o cálculo:

R$50 milhões ÷ 200 milhões = R$0,25

O resultado significa que a empresa distribuiu R$0,25 para cada Ação. Esse é o valor líquido, já que é bom lembrarmos que não há cobrança de Imposto de Renda nos dividendos.

Com o resultado em mãos, podemos calcular o dividend yield. Basta descobrirmos qual é a porcentagem que esse valor representa em relação ao preço da Ação. Considere que ela esteja valendo R$10.

Veja o cálculo:

R$0,25 ÷ R$10 = 0,025

0,025 = 2,5%

Com esse cálculo, entendemos que o DY da empresa é de 2,5% no ano correspondente, considerando o preço da Ação no mercado. O que o número indica? Para saber interpretar, é preciso entender a importância do indicador.

Para que serve esse indicador?

Basicamente, o DY pode ajudar você a avaliar quanto lucro uma Ação ou uma cota de FII trouxe ao investidor em um determinado período. Ou seja, além da possível valorização no preço, os proventos representam ganhos para o investidor.

O DY não terá tanta importância para estratégias de curto prazo, que se baseiam na volatilidade de ativos ou derivativos no decorrer do dia. No day trade, por exemplo, o especulador faz negociações dentro do mesmo dia – e os fundamentos não têm tanta importância.

Mas, no cenário de investimento de longo prazo, principalmente para pessoas interessadas em viver de renda, o indicador é importante. Se você prefere o buy and hold, ou seja, manter as Ações por bastante tempo, pode se interessar por receber lucros periódicos.

Com o recebimento de dividendos, é possível lucrar com os papéis ou com os investimentos em FIIs sem precisar vender as Ações ou cotas. É por isso que muitos investidores avaliam o DY antes de investir.

Se você comparar as Ações de várias empresas ou cotas de diversos fundos, verá que cada um tem um DY diferente. A variação ao longo do tempo também pode ser bem grande, já que considera o preço de mercado.

Quais fatores influenciam o dividend yield?

No decorrer do ano podem surgir eventos não recorrentes que causam impacto — positivo ou negativo — no caixa da empresa. Por exemplo, é o caso de quando há venda de ativos, recebimento de investimentos ou fusão com outra empresa. E eles podem influenciar o DY.

Por outro lado, certos eventos em empresas ou em Fundos Imobiliários também podem prejudicar o lucro e, consequentemente, a distribuição de dividendos. É o que acontece quando um ou mais imóveis que compõem o fundo perdem seus inquilinos.

Além disso, é importante ter em mente que certas empresas têm um dividend yield baixo porque estão em fase de expansão. Ou seja, elas precisam reinvestir os lucros para continuar crescendo. É comum ver tal cenário na área de tecnologia.

Ao mesmo tempo, há companhias com poucas perspectivas de crescimento. Um exemplo é o setor elétrico, que inclui empresas que são mais estáveis e não demandam tanto reinvestimento. Isso pode fazer com que elas sejam melhores pagadoras de dividendos.

Como escolher um ativo para investir?

O dividend yield é um dos vários indicadores que fazem parte da análise fundamentalista. Será que vale a pena tomar decisões baseadas apenas nele? Na verdade, não devemos considerar um fundamento de maneira isolada, pois essa decisão poderia levar a uma análise equivocada.

Imagine uma empresa com alto DY no momento, mas que não apresenta indicativos de saúde financeira para o longo prazo. O investimento seria interessante? Possivelmente você procura investir em uma empresa sólida, não é?

Então lembre-se de considerar outros indicadores fundamentalistas em conjunto para suas avaliações, como:

  • P/VPA — preço da Ação sobre o valor patrimonial da Ação;
  • ROE — Return on Equity, ou retorno sobre o patrimônio líquido;
  • ROIC — Return on Invested Capital, ou retorno sobre o capital investido;
  • P/L — preço sobre lucro;
  • entre outros.

Como vimos, dividend yield (DY) é um indicador muito relevante. Afinal, ele pode ajudar o investidor a avaliar o potencial de lucratividade de um ativo em relação aos dividendos ao longo do tempo.

Mas existem outros indicadores igualmente importantes. Logo, é válido seguir seus estudos para entender cada vez melhor como fazer uma análise fundamentalista completa e investir com muito mais solidez na renda variável!

Aproveite para continuar se aprofundando no assunto. Confira nosso guia sobre como analisar os fundamentos das Ações!

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