AFHI11 em 2026: DY histórico de 12,7% em 12 meses, isento de IR. Vale a pena?

AFHI11: o que é, como funciona e vale a pena em 2026?

Em 22 de setembro de 2026, o AFHI11 pagou R$ 1,00 por cota, referente ao resultado de agosto. Para pessoa física, esse rendimento é isento de Imposto de Renda. Nos 12 meses encerrados em agosto, o fundo distribuiu R$ 12,05 por cota, o que equivale a um dividend yield histórico de 12,70% sobre a cotação de R$ 94,88 de 15 de setembro. Esse percentual não é taxa futura nem rendimento anual contratado. O AFHI11 é um FII de recebíveis que investe em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e distribui renda mensal aos cotistas. Este artigo explica como ele funciona, quais são os riscos e se faz sentido investir em 2026, com a Selic em 13,75% ao ano.

AFHI11 AF Invest CRI Recebiveis Imobiliarios FII Papéis
R$ 93,00 0,40%
Cotação · atualizada há 6 horas
DY (12 meses) 12,9%
P/VP 0,97
Último rendimento R$ 1,00
Cotação de AFHI11 — últimos 6 meses
máx R$ 97,69 mín R$ 92,14

Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.

Resposta direta: O AFHI11 é um FII de recebíveis de perfil middle-risk. A gestão classifica a maior parte da carteira como high grade, mas o fundo mantém uma parcela relevante em operações high yield: em 18/09/2026, a carteira de CRIs era 74,37% high grade e 25,63% high yield. Distribui rendimentos mensais isentos de IR para pessoa física. Cobra 1% ao ano, sem taxa de performance. Registrou DY histórico de 12,70% nos 12 meses encerrados em agosto de 2026.

O que é o AFHI11 e como ele funciona?

O AFHI11 é o código do AF Invest CRI Fundo de Investimento Imobiliário Recebíveis Imobiliários (CNPJ 36.642.293/0001-58). O fundo é gerido pela AF Invest Real Estate e administrado pelo BTG Pactual, duas instituições com atuação consolidada no mercado de capitais brasileiro.

As cotas passaram a ser negociadas na B3 em 5 de abril de 2021, data do IPO. O fundo pertence ao segmento de FIIs de papel (recebíveis), ou seja, não compra imóveis físicos. Ele investe em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), títulos lastreados em operações do setor imobiliário.

Na prática, o AFHI11 capta recursos de cotistas e compra CRIs. Os juros recebidos desses títulos são repassados mensalmente aos investidores. Assim, você tem exposição ao crédito imobiliário sem precisar comprar um imóvel nem analisar cada CRI individualmente.

Liquidez diária e registro na CVM

As cotas podem ser negociadas nos pregões da B3, como acontece com ações. Isso não garante, porém, execução imediata nem venda pelo preço desejado. A venda depende da existência de compradores e pode exigir redução de preço, sobretudo em ordens grandes ou em momentos de estresse. Em agosto de 2026, a liquidez média diária informada para os seis meses anteriores era de cerca de R$ 0,70 milhão. Mesmo assim, a negociação em bolsa costuma ser mais ágil que a venda de imóveis diretos, que pode levar meses.

O fundo também é registrado na CVM, o que traz transparência. Relatórios gerenciais, demonstrações financeiras e fatos relevantes são divulgados no sistema FNET da B3. Lá você pode acompanhar diretamente a composição da carteira e os resultados mensais.

Classificação como renda variável

Apesar de distribuir rendimentos mensais, o AFHI11 é um investimento de renda variável. A cota sobe e desce no mercado secundário, influenciada por fatores como taxa de juros, qualidade dos devedores e percepção de risco do mercado.

Seu retorno total depende, portanto, dos proventos recebidos e também da variação de preço das cotas. Diferente de um CDB, você pode ter ganho de capital se vender acima do preço de compra, ou prejuízo se vender abaixo.

Como funciona um FII de papel como o AFHI11?

Um FII de papel tem estrutura bem diferente de um FII tradicional. O FII de tijolo compra imóveis físicos, como shopping centers e galpões logísticos, e gera renda com aluguéis. Já o FII de papel investe em títulos de crédito imobiliário.

No caso do AFHI11, o principal ativo são os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Esses instrumentos são emitidos por securitizadoras e lastreados em recebíveis do setor imobiliário.

O fluxo de caixa dos CRIs

Um exemplo ajuda a entender o processo:

  1. Uma incorporadora precisa de crédito para um projeto.
  2. Uma securitizadora transforma esse crédito em CRI e o vende no mercado.
  3. O AFHI11 compra esses CRIs, recebe os juros periodicamente e repassa o resultado aos cotistas.

Em números: o AFHI11 tem aproximadamente 5.288.811 cotas emitidas. Quando distribui R$ 1,00 por cota, o desembolso total é de cerca de R$ 5,29 milhões. Esse valor vem do resultado do fundo: receitas dos CRIs, eventuais ganhos com a negociação de CRIs e receitas de renda fixa, descontadas as despesas. A amortização dos CRIs, por si só, é devolução do capital investido, e não receita distribuível.

Os riscos principais

Todo FII de papel carrega riscos específicos:

  • Risco de crédito: se um devedor não pagar o CRI, o fundo pode ter perdas.
  • Risco de mercado: variações nas taxas de juros afetam o preço dos CRIs e, por consequência, o valor patrimonial do fundo.

O rendimento mensal do AFHI11 não é garantido. Ele depende do desempenho da carteira de CRIs. Por isso, acompanhe os relatórios gerenciais mensais, disponíveis no FNET, para monitorar a saúde do fundo.

Carteira do AFHI11: quais CRIs compõem o fundo?

A gestão classifica a maior parte da carteira do AFHI11 como high grade, ou seja, operações de melhor qualidade de crédito. O fundo, porém, mantém parcela relevante em operações high yield, que buscam retorno maior em troca de risco de crédito mais elevado. Na posição de 18/09/2026, a divisão da carteira de CRIs era de 74,37% high grade e 25,63% high yield.

Por indexador, a carteira de CRIs divulgada em 18/09/2026 estava assim:

  • 70,13% em CRIs atrelados ao IPCA, o que oferece alguma proteção contra a inflação;
  • 28,63% em CRIs atrelados ao CDI;
  • 1,24% em taxas prefixadas.

Na carteira total, que também inclui caixa, o quadro de alocação do relatório gerencial de agosto de 2026 indicava 64,82% em CRIs IPCA, 26,46% em CRIs CDI, 1,14% em CRIs prefixados e 7,58% em caixa. A composição muda ao longo do tempo, conforme a gestão ativa.

Indexadores e cenários favoráveis

Indexador Característica Cenário favorável
IPCA + spread Proteção inflacionária (70,13% da carteira de CRIs em 18/09/2026) Inflação elevada
CDI + spread Acompanha juros básicos (28,63% da carteira de CRIs em 18/09/2026) Selic alta
Prefixado Taxa definida na emissão (1,24% da carteira de CRIs em 18/09/2026) Queda de juros

O IPCA acumulou 4,22% nos últimos 12 meses e a Selic está em 13,75% ao ano. Nesse cenário, a parcela pós-fixada ao CDI tende a gerar mais receita, porque o CDI elevado aumenta a parte indexada da remuneração, à qual se soma o spread contratado. Os CRIs indexados ao IPCA, por sua vez, podem oferecer retorno real relevante quando somado o spread negociado na emissão. Juros altos, porém, também podem pressionar o preço dos títulos e a capacidade de pagamento dos devedores.

Diversificação setorial e monitoramento

Os CRIs da carteira costumam estar expostos a diferentes segmentos, como incorporação residencial, loteamentos, galpões logísticos e imóveis comerciais. Essa diversificação reduz a concentração de risco em um único devedor ou setor.

A composição detalhada da carteira é divulgada mensalmente no relatório gerencial, disponível no FNET da B3. O relatório traz devedores, valores, indexadores, vencimentos e garantias.

Investidores que não acompanham esses relatórios podem deixar passar sinais de deterioração na qualidade do crédito da carteira. Ao avaliar o AFHI11, observe três pontos:

  • concentração em um único devedor;
  • prazo médio dos CRIs;
  • histórico de inadimplência.

Rendimentos do AFHI11 em 2026: quanto o fundo paga?

Referente a agosto de 2026, o AFHI11 distribuiu R$ 1,00 por cota, pago em 22 de setembro. O resultado de caixa apurado no mês foi de R$ 0,9744 por cota, um pouco abaixo do valor distribuído. Ainda assim, o fundo informou uma reserva acumulada de R$ 0,4888 por cota.

Essa reserva funciona como um colchão financeiro. Ela pode ajudar a manter ou suavizar os rendimentos em meses de caixa menor, sem que isso represente garantia de distribuição.

Rendimento acumulado nos últimos 12 meses

Nos 12 meses encerrados em agosto de 2026, o fundo distribuiu R$ 12,05 por cota. Com a cotação de R$ 94,88 em 15 de setembro de 2026, o dividend yield histórico foi de aproximadamente 12,70% (R$ 12,05 ÷ R$ 94,88). Se o pagamento mensal de R$ 1,00 se repetisse por 12 meses, somaria R$ 12,00, cerca de 12,65% da cotação de R$ 94,88. Supondo ainda o reinvestimento mensal de cada pagamento à mesma taxa (capitalização composta), o percentual equivalente seria de cerca de 13,41%. Essa é apenas uma conta ilustrativa, sem garantia de que os pagamentos se repetirão.

Na prática: um investidor com 1.000 cotas recebeu R$ 1.000,00 em setembro. Nos 12 meses encerrados em agosto, esse investidor acumulou R$ 12.050,00 em rendimentos, todos isentos de Imposto de Renda para pessoa física.

Comparação com outras aplicações

Para contextualizar, o CDI acumulado nos 12 meses encerrados em agosto de 2026 foi de 14,63%. Considere um CDB 100% CDI de R$ 94.880,00, valor equivalente a 1.000 cotas a R$ 94,88. Nesse período, ele teria rendido cerca de R$ 13.880,94 brutos. Com IR de 17,5% (alíquota aplicável entre 361 e 720 dias de aplicação), o rendimento líquido seria de aproximadamente R$ 11.451,78.

A tributação de renda fixa segue uma tabela regressiva:

  • 22,5% até 180 dias;
  • 20% de 181 a 360 dias;
  • 17,5% de 361 a 720 dias;
  • 15% acima de 720 dias.

Nesse período, os R$ 12.050,00 isentos distribuídos pelo AFHI11 ficaram um pouco acima do rendimento líquido estimado do CDB. A diferença, porém, é pequena e depende do preço de entrada e da manutenção dos proventos. A comparação considera apenas o fluxo de rendimentos. Ela não inclui a oscilação da cota do FII nem as diferenças de risco: o CDB pode contar com a garantia do FGC dentro dos limites aplicáveis, e o FII não tem essa proteção.

Um alerta importante

Rendimentos passados não garantem resultados futuros. O resultado mensal do AFHI11 depende do desempenho dos CRIs, das taxas de juros e da inadimplência dos devedores. Além disso, a cotação oscila no mercado secundário, o que afeta seu retorno total.

Taxas e custos do AFHI11: o que você realmente paga?

O AFHI11 cobra 1% ao ano, valor que já inclui administração, gestão, custódia e escrituração. Não há taxa de performance, o que evita que parte de ganhos extraordinários seja repassada ao gestor.

Ao comparar fundos, lembre que taxas mais altas reduzem o resultado disponível ao cotista, mantidos os demais fatores constantes. A comparação também deve considerar retorno total líquido, risco, composição da carteira e consistência da gestão.

Como a taxa é cobrada?

A taxa é deduzida diretamente do patrimônio do fundo, antes da distribuição dos rendimentos. O valor de R$ 1,00 por cota, portanto, já está líquido dessa taxa, sem desconto adicional a calcular.

Outros custos que você precisa considerar

  • Corretagem: varia conforme a corretora. Muitas oferecem taxa zero para FIIs.
  • Tarifas de negociação e pós-negociação da B3: incidem sobre as operações de compra e venda.
  • IR sobre ganho de capital: 20% sobre o lucro na venda das cotas, recolhido via DARF pelo investidor.
  • Tarifa de custódia da B3: a política da B3 prevê tarifa progressiva sobre ativos mantidos na Central Depositária de Renda Variável, com isenção para contas abaixo do limite regulamentar (R$ 26.471,77 na versão vigente). O repasse ao investidor depende da instituição custodiante.

Custo efetivo para quem faz buy and hold

Na estratégia buy and hold (comprar e manter as cotas), o principal custo é a taxa de 1% ao ano do fundo, que já está embutida no rendimento distribuído. Pode haver ainda corretagem e repasse de tarifas da B3 pela corretora ou custodiante. Consulte a tabela de custos e a política de repasse da sua instituição para conhecer o custo total.

Tributação do AFHI11: rendimentos isentos e ganho de capital

Os rendimentos distribuídos pelo AFHI11 são isentos de Imposto de Renda para pessoa física, desde que atendidos os requisitos legais da Lei 11.033/2004, com as alterações das Leis 14.130/2021 e 14.754/2023:

  • o fundo deve ter no mínimo 100 cotistas;
  • as cotas devem ser admitidas à negociação exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado;
  • o investidor pessoa física não pode ser titular de 10% ou mais das cotas, nem de cotas que lhe deem direito a rendimento superior a 10% do total auferido pelo fundo;
  • o conjunto de pessoas físicas ligadas deve ter menos de 30% das cotas e não pode ter direito a rendimento superior a 30% do total auferido pelo fundo.

Ganho de capital: tributado a 20%

A isenção não vale para o ganho de capital na venda das cotas. Esse lucro é tributado a 20% e, diferentemente das ações, não há isenção para vendas mensais abaixo de R$ 20.000,00. O próprio investidor recolhe o imposto via DARF, até o último dia útil do mês seguinte à venda.

Exemplo prático: você comprou 100 cotas a R$ 90,00 (total de R$ 9.000,00) e vendeu a R$ 96,00 (total de R$ 9.600,00). O ganho foi de R$ 600,00, e o IR devido é de 20% sobre esse valor, ou seja, R$ 120,00, recolhido via DARF.

Esquecer de recolher o DARF sobre ganho de capital em FIIs é um erro comum que gera multa e juros, mesmo em valores pequenos.

Declaração anual do Imposto de Renda

Operações feitas em 2026 entram na declaração do ano-base 2026, a ser entregue em 2027. Veja onde informar cada item:

  • Cotas do AFHI11: ficha de Bens e Direitos, pelo custo de aquisição.
  • Rendimentos recebidos: ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis.
  • Ganho de capital apurado e recolhido via DARF: demonstrativo de Renda Variável, na seção de operações com FII/Fiagro.

Mantenha um controle rigoroso do preço médio de aquisição. Ele é indispensável para calcular corretamente o ganho de capital no momento da venda.

Resumo prático: AFHI11 em uma página

  • O que é: FII de recebíveis de perfil middle-risk, com carteira de CRIs predominantemente high grade (74,37%) e parcela high yield (25,63%) em 18/09/2026. É gerido pela AF Invest Real Estate e administrado pelo BTG Pactual, e suas cotas são negociadas na B3 desde abril de 2021.
  • Rendimento: R$ 1,00 por cota referente a agosto de 2026 e DY histórico de ~12,70% nos 12 meses encerrados em agosto, isento de IR para PF.
  • Taxa: 1% ao ano (administração, gestão, custódia e escrituração), sem taxa de performance. O rendimento distribuído já é líquido dessa taxa. Pode haver corretagem e tarifas da B3.
  • Tributação: rendimentos isentos se cumpridos os requisitos legais (mínimo de 100 cotistas, negociação exclusiva em bolsa ou balcão organizado, pessoa física com menos de 10% das cotas e direito a no máximo 10% dos rendimentos, e pessoas ligadas com menos de 30% das cotas e direito a no máximo 30% dos rendimentos). Ganho de capital na venda é tributado a 20% via DARF.
  • Risco principal: capacidade de pagamento dos devedores dos CRIs, variação da taxa de juros e liquidez das cotas. Acompanhe o relatório gerencial mensal no FNET/B3.
  • Para quem é indicado: investidores que buscam renda passiva mensal isenta de IR com exposição ao crédito imobiliário e que aceitam risco de crédito e variação de cota.

Perguntas Frequentes

FIIs de papel são uma boa opção em 2026?

Com a Selic em 13,75% ao ano, o custo de oportunidade está alto: Tesouro Selic e CDBs oferecem retornos competitivos com menos risco. Juros elevados tendem a aumentar a receita dos CRIs pós-fixados ao CDI. Por outro lado, podem pressionar preços de mercado e o risco de crédito. No AFHI11, a parcela atrelada ao CDI era de 28,63% da carteira de CRIs em 18/09/2026.

Não é possível concluir, de forma geral, que FIIs de papel sejam mais atrativos que FIIs de tijolo. O efeito líquido sobre o AFHI11 depende da composição da carteira, da qualidade das operações e do preço da cota. Avalie o preço de entrada (desconto ou prêmio sobre o valor patrimonial) e a qualidade da carteira antes de decidir.

Como o AFHI11 se compara a outros FIIs de papel?

No ranking de volume negociado de agosto de 2026 divulgado pela B3, o KNCR11 ocupou a quarta posição entre os FIIs. AFHI11 e MCCI11 não estavam entre os dez primeiros. A escolha entre fundos de papel depende do seu objetivo (renda ou valorização), da sua tolerância ao risco de crédito e da liquidez de que você precisa. O IFIX, índice de referência dos FIIs na B3, ajuda a comparar desempenhos.

Qual o risco de um FII de papel ter problemas?

O principal risco é a inadimplência dos devedores dos CRIs. Um FII de tijolo depende da ocupação dos imóveis. Já o risco de um FII de recebíveis depende da capacidade de pagamento dos devedores e da qualidade do lastro, das garantias e da estrutura de cada CRI. Efeitos de mercado, liquidez e decisões de gestão também pesam. Por isso, acompanhar o relatório gerencial mensal é essencial para identificar sinais de estresse na carteira.

O AFHI11 pode distribuir menos rendimento no futuro?

Sim. Como qualquer investimento de renda variável, o rendimento do AFHI11 não é garantido. Ele depende do desempenho dos CRIs, das condições macroeconômicas e da inadimplência dos devedores. Um aumento na taxa de juros, por exemplo, pode elevar os custos dos devedores e afetar sua capacidade de pagamento.

Como declarar o AFHI11 no Imposto de Renda?

Na declaração anual do IR, informe as cotas na ficha de Bens e Direitos pelo custo de aquisição. Os rendimentos recebidos vão na ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis. Se vender cotas com lucro, declare o ganho de capital no demonstrativo de Renda Variável e guarde os DARFs recolhidos.

Conclusão

O AFHI11 é um FII de recebíveis com carteira de CRIs predominantemente high grade e parcela relevante em operações high yield. Ele distribui rendimentos mensais isentos de IR para pessoa física. O DY histórico foi de 12,70% nos 12 meses encerrados em agosto de 2026, e a taxa do fundo é de 1% ao ano. Para quem busca renda passiva e aceita os riscos de crédito, mercado e liquidez, pode ser uma opção competitiva. Os rendimentos passados, porém, não garantem os futuros, e o investimento exige acompanhamento constante dos relatórios gerenciais.

Se você está considerando investir no AFHI11 ou em outros fundos imobiliários, converse com um assessor especializado. Juntos, podemos analisar se esse investimento se encaixa no seu perfil e estratégia de longo prazo.


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CDI hoje
13,65% a.a.
  • Meta Selic13,75%
  • CDI 12 meses14,23%
  • CDI em 202611,68%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 30/10/2026
Dólar hoje
R$5,4945
  • Variação no dia+1,36%
  • Dólar em 2026+0,33%
  • PTAX 03/11R$ 5,4935
Ver cotação e gráfico →
Fonte: Brapi e Banco Central · 03/11/2026 às 12h02

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