Melhores FIIs 2026: Carteira Recomendada do BTG Pactual

Topo de prédios comerciais de alto padrão.

Renova Invest · 1 de julho de 2026

Quer investir em Fundos Imobiliários com uma seleção profissional e atualizada? A Carteira Recomendada de FIIs do BTG Pactual reúne, mês a mês, os fundos selecionados pelo Equity Research para capturar renda recorrente e oportunidades de valorização no mercado imobiliário. A estratégia combina diferentes segmentos — recebíveis, galpões logísticos, lajes corporativas, shoppings e renda urbana — com foco em geração de renda e diversificação.

Resumo rápido: Em julho de 2026, a Carteira Recomendada de FIIs do BTG Pactual fez uma única troca tática: KNIP11 subiu de 13% para 15% e RBRY11 caiu de 7% para 5%. Os 16 fundos permanecem, com dividend yield anualizado de 12,1% e P/VPA médio de 0,91x. Em junho, a carteira caiu -0,93%, ante -1,21% do IFIX. Carteira voltada a investidor qualificado.

Renova Invest

Pronto para fazer seu patrimônio trabalhar por você?

Abra sua conta e conte com assessoria especializada para investir com estratégia. Abertura gratuita, sem compromisso.

Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).

Abrir conta de investimento

Objetivo da carteira de Fundos Imobiliários

A carteira tem como objetivo combinar renda mensal recorrente e ganho de capital por meio de alocação diversificada em diferentes segmentos imobiliários. As principais características são:

  • Objetivo: renda mensal e ganho de capital
  • Classe de ativos: FIIs
  • Perfil de investidor: qualificado
  • Número de fundos: 16
  • Dividend yield anualizado: 12,1%
  • Liquidez média: R$ 9,7 milhões/dia
  • Periodicidade de revisão: mensal (1º dia útil)

Vantagens estruturais da carteira

  • Isenção de imposto de renda na distribuição de rendimentos para pessoa física (nos termos da legislação vigente)
  • Liquidez no mercado secundário, com dinheiro em conta em D+2
  • Diversificação em diferentes segmentos imobiliários
  • Carteiras pulverizadas em diversos imóveis, mitigando risco de concentração
  • Gestão ativa e profissional, com possibilidade de ganhos por venda de imóveis
  • Acesso a imóveis normalmente indisponíveis para o varejo (ex.: shopping centers)

Confira a Carteira de FIIs | Julho 2026

Fundo Segmento Peso
KNIP11 Recebíveis 15,0%
KNCR11 Recebíveis 13,0%
BTLG11 Logístico 13,0%
MCCI11 Recebíveis 8,0%
TRXF11 Renda Urbana 7,0%
BTCI11 Recebíveis 6,0%
RBRY11 Recebíveis 5,0%
PVBI11 Lajes 5,0%
VILG11 Logístico 4,5%
BRCO11 Logístico 4,5%
BRCR11 Lajes 4,5%
HSML11 Shopping 4,0%
RBRR11 Recebíveis 3,0%
HGBS11 Shopping 3,0%
GZIT11 Shopping 2,5%
VISC11 Shopping 2,0%

Fonte: Gestoras, Economática e BTG Pactual.

Alocação por segmento

A carteira mantém 50% em recebíveis (CRIs), 22% em galpões logísticos, 11,5% em shopping centers, 9,5% em lajes corporativas e 7% em renda urbana — sem mudanças na exposição setorial em julho. A distribuição por gestora está entre Kinea (28%), BTG Pactual (23,5%), Pátria (13%), Jive Mauá (8%) e outras (27,5%). O aumento da Kinea (de 26% para 28%) e a redução da Pátria (de 15% para 13%) refletem a troca do mês entre KNIP11 e RBRY11.

Múltiplos e indicadores

O P/VPA médio da carteira está em 0,91x, indicando negociação geral abaixo do valor patrimonial — característica frequente em ciclos de juros elevados. O dividend yield anualizado é de 12,1%, equivalente a 89,4% do CDI (105,2% do CDI com gross-up para pessoa física). Entre os destaques individuais de DY anualizado estão KNIP11 (16,2%), RBRR11 (14,6%) e BTCI11 (13,8%). Do lado dos fundos de tijolo, GZIT11 apresenta o maior desconto vs. patrimônio (P/VPA de 0,48x) e BRCR11 o segundo maior (0,52x). Os yields são estimativas e não representam garantia de distribuição.

Principais mudanças na carteira em julho

  • Aumento: KNIP11 de 13,0% para 15,0%
  • Redução: RBRY11 de 7,0% para 5,0%

A redução em RBRY11 rebalanceia a exposição a ativos mais sensíveis ao ambiente de juros elevados: o fundo, com foco em segmento residencial e operações de incorporação, enfrenta menor velocidade de vendas e maior seletividade na originação — embora o BTG mantenha a visão de que segue sendo um veículo relevante em recebíveis estruturados. Já o aumento em KNIP11 reflete a preferência por ativos com maior previsibilidade e diversificação (operações corporativas em shoppings, logística e escritórios), exposição integral a indexadores de inflação e TIR implícita atrativa. Após as movimentações, a carteira permanece com 16 fundos e DY anualizado próximo de 12%.

Cenário macro e impacto nos FIIs

O cenário internacional de junho foi misto: o desempenho positivo de tecnologia e semicondutores nos EUA contrastou com o impacto do conflito no Oriente Médio, que manteve o petróleo pressionado e o Estreito de Ormuz no centro das atenções. O payroll acima do esperado reforçou a resiliência da economia americana e reduziu a percepção de espaço para cortes rápidos do Federal Reserve. Apesar de uma redução parcial do risco geopolítico e de algum alívio no petróleo, a persistência inflacionária seguiu exigindo cautela.

No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 14,25% ao ano, mas a comunicação foi lida como cautelosa. O mercado segue trabalhando com a possibilidade de manutenção de uma política monetária restritiva, diante de inflação ainda acima da meta, atividade resiliente e expectativas desancoradas — novos cortes dependerão de sinais mais consistentes de desaceleração. O IPCA-15 mais benigno e a queda do petróleo trouxeram algum alívio à curva de curto e médio prazo, mas os juros reais elevados continuam limitando a reprecificação dos ativos sensíveis à curva, como os FIIs.

Impacto por segmento

  • Recebíveis (CRIs): resilientes, apoiados em indexadores de inflação e na qualidade dos ativos; podem se beneficiar de spreads elevados em juros altos prolongados.
  • Galpões logísticos: resilientes pela demanda estrutural de logística e e-commerce; tendem a se beneficiar de eventual melhora na atividade.
  • Lajes corporativas: mais sensíveis à duration, mas com cenário de médio prazo favorável à recuperação e descontos relevantes vs. patrimônio.
  • Shopping centers: mais sensíveis ao ciclo econômico, mas com fundos de qualidade negociando com desconto interessante.
  • Renda urbana: ativos resilientes via contratos atípicos com varejistas líderes.

Tese de investimento dos principais fundos

Fundos de recebíveis (CRIs) — 50% da carteira

KNIP11 (15%) e KNCR11 (13%), da Kinea, concentram a maior parte da exposição a recebíveis. O KNIP11 — reforçado em julho — combina diversificação, estruturação própria, exposição integral a indexadores de inflação e TIR implícita atrativa. O KNCR11 se destaca pela relevância no segmento, alta liquidez (R$ 21,4 milhões/dia) e carteira voltada ao carrego até o vencimento. MCCI11 (8%), da Jive Mauá, reúne liquidez, devedores de bom risco e exposição a setores defensivos. RBRY11 (7% → 5%) e RBRR11 (3%), da Pátria, trazem exposição relevante a São Paulo. BTCI11 (6%), do BTG Pactual, combina perfil high grade com possibilidade de ganhos por giro no secundário.

Galpões logísticos — 22% da carteira

BTLG11 (13%), do BTG Pactual, é a maior posição do segmento, com alta exposição a SP, base diversificada de locatários, contratos longos e excelente liquidez (R$ 11,5 milhões/dia). BRCO11 (4,5%), da Bresco, aposta em imóveis de altíssimo padrão com contratos atípicos. VILG11 (4,5%), da Vinci Compass, traz exposição ao e-commerce via portfólio diversificado entre regiões.

Lajes corporativas — 9,5% da carteira

PVBI11 (5%), da Pátria, reúne um dos portfólios de maior qualidade entre os FIIs, com ativos em regiões resilientes (P/VPA de 0,68x). BRCR11 (4,5%), do BTG Pactual, é um dos maiores FIIs de lajes da indústria (PL acima de R$ 2 bi), com cenário de médio prazo favorável à recuperação do segmento (P/VPA de 0,52x — o segundo maior desconto da carteira).

Shoppings — 11,5% da carteira

HSML11 (4%), da HSI, reúne imóveis em regiões maduras com baixa inadimplência e participação majoritária nos ativos, com possibilidade de ganhos via venda. HGBS11 (3%), da Hedge, traz portfólio de shoppings dominantes com baixo nível de alavancagem. GZIT11 (2,5%), da Gazit, tem posição de controle nos ativos e concentração em SP (P/VPA de 0,48x — o maior desconto da carteira). VISC11 (2%), da Vinci Compass, combina portfólio maduro e capacidade de reciclagem.

Renda urbana — 7% da carteira

TRXF11 (7%), da TRX, traz exposição ao varejo via contratos atípicos com algumas das principais empresas do setor (Assaí, Pão de Açúcar), com alta liquidez (R$ 21,5 milhões/dia — a segunda maior da carteira).

Performance da carteira

No último mês (junho/2026), a carteira caiu -0,93%, ante queda de -1,21% do IFIX — outperformance de cerca de 0,3 ponto percentual no mês. No acumulado de 2026, a carteira sobe +2,73%, contra +1,46% do IFIX. Desde o início da estratégia (junho de 2019), o retorno acumulado é de +68,00%, ante +45,87% do IFIX — uma vantagem superior a 22 pontos percentuais sobre o benchmark. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

Histórico anual de performance

Ano Carteira BTG FIIs IFIX
2020 -10,89% -10,24%
2021 +1,83% -2,28%
2022 +1,35% +2,22%
2023 +19,02% +15,50%
2024 -4,74% -5,89%
2025 +23,49% +21,15%
2026 (YTD) +2,73% +1,46%

Fonte: Economática e BTG Pactual.

Dividendo teórico por aplicação

Considerando o último provento distribuído, o rendimento mensal teórico de junho/2026 foi de aproximadamente:

  • Aplicação de R$ 100 mil: R$ 1.001/mês
  • Aplicação de R$ 50 mil: R$ 500/mês
  • Aplicação de R$ 25 mil: R$ 250/mês

O rendimento acumulado para uma aplicação de R$ 100 mil nos últimos 12 meses (jul/25 a jun/26) ficou em torno de R$ 11,7 mil [estimado a partir do gráfico do relatório; confirmar valor consolidado], isentos de IR para pessoa física nos termos da legislação vigente — reforçando o posicionamento da carteira como estratégia de renda passiva. Valores teóricos e sujeitos a variação.

Estatísticas históricas

A carteira apresenta histórico superior ao IFIX em métricas-chave: retorno médio anualizado de 8,5% (vs. 6,2% do IFIX), mediana anual de retorno de 10,7% (vs. 6,0% do IFIX) e Tracking Error controlado de 3,2%. O desvio padrão anualizado é de 12,7% (vs. 11,3% do IFIX), com Índice de Sharpe de 0,18.

Mais carteiras recomendadas para você explorar

Quer montar uma carteira de FIIs alinhada ao seu objetivo de renda? Fale com um especialista da Renova Invest e faça uma avaliação gratuita.

Leia também: Dividendos em fundos imobiliários: como funcionam.

Informações importantes

Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual S.A. Os dados referem-se ao passado e não garantem resultados futuros.

Certificado do analista

Cada analista de pesquisa responsável pelo conteúdo deste relatório de pesquisa de investimento, no todo ou em parte, certifica que: (i) Nos termos do Artigo 21º, da Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021, todas as opiniões expressas refletem com precisão suas opiniões pessoais sobre esses valores mobiliários ou emissores, e tais recomendações foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação ao Banco BTG Pactual S.A. e/ou suas afiliadas, conforme o caso; (ii) nenhuma parte de sua remuneração foi, é ou será, direta ou indiretamente, relacionada a quaisquer recomendações ou opiniões específicas contidas aqui ou vinculados ao preço de qualquer um dos valores mobiliários aqui discutidos.

Parte da remuneração do analista provém dos lucros do Banco BTG Pactual S.A. como um todo e/ou de suas afiliadas e, consequentemente, das receitas decorrentes de transações detidas pelo Banco BTG Pactual S.A. e/ou suas afiliadas.

Conteúdo relacionado

Facilidades da Renova Invest para você:

Conta digital gratuita

Abra sua conta sem custo e tenha acesso a uma plataforma para investir com praticidade e segurança.

Viver de renda

Construa uma carteira inteligente com foco em geração de renda passiva e alcance sua independência financeira.

Uma resposta

  1. Carteira fundos imobiliários, rentabilidade das carteiras incorpora valorização mais dividendos, precisa melhorar as explicaçoes.
    Carteira açoes dividendos idem.
    Rentabilidades totais, tem que falar se é só rentabilidade das açoes/fII ou se incorpora tudo valorização mais dividendos, etc.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *