Saiba mais sobre o FII RBRY11
Saiba mais sobre o FII RBRY11

Saiba mais sobre o FII RBRY11

Em um cenário de taxas de juros menores, é normal que alguns investidores busquem por alternativas na renda variável. Entre as disponíveis, estão os fundos de investimentos imobiliários (FIIs). Um deles é o RBRY11 — e pode valer a pena saber mais sobre ele.

Afinal, fundos como esse permitem que o investidor diversifique sua carteira. Além disso, aprimoram as chances de rentabilidade, especialmente em relação a investimentos em títulos individuais de renda fixa.

Porém, antes de investir em FIIs, é fundamental conhecer mais sobre a modalidade. Então acompanhe a leitura!

O que são fundos imobiliários?

O primeiro passo para conhecer mais sobre o RBRY11 é entender o que é e como funciona um fundo de investimento imobiliário (FII). Um FII é uma modalidade de investimento coletiva.

Ele funciona como um condomínio. Assim, os cotistas que investem no fundo aportam seus recursos em torno de um objetivo em comum. No caso dos fundos imobiliários, ele está relacionado ao mercado imobiliário.

O cotista de um fundo de investimento tem direitos e deveres. Eles estão contidos na lâmina do fundo. Ou seja, em um documento que destaca as principais informações contidas no regulamento. Uma delas é a política do investimento.

Após ler todos os detalhes sobre o FII, o cotista pode escolher ou não investir nele — de acordo com seu perfil e objetivos. Caso opte pelo investimento, ele adquirirá cotas e passará a participar dos resultados do fundo. No caso de FIIs, pode haver distribuição de dividendos e valorização das cotas.

O que é o FII RBRY11?

Agora que você sabe o que é um fundo imobiliário, é hora de conhecer o RBRY11. Seu nome oficial é RBR Crédito Imob High Yield e ele foi constituído em 2018.

Ele está cadastrado na B3, a bolsa brasileira, como FII RBR PCRI. Trata-se de um FII de papel, que atua na área de Renda, no segmento Títulos e Valores Mobiliários.

Qual o objetivo do RBRY11?

O foco principal do RBR Crédito Imob High Yield é gerar renda aos cotistas por meio da aquisição de diferentes produtos financeiros. São eles:

  • Cotas de fundos imobiliários;
  • Letras hipotecárias (LH);
  • Certificados de potencial adicional de construção;
  • Certificados de recebíveis imobiliários (CRI);
  • Letras de crédito imobiliário (LCI);
  • Letras imobiliárias garantidas (LIG).

Assim como outros fundos imobiliários, esse FII deve distribuir aos cotistas a maior parte dos lucros obtidos, de acordo com o regime de caixa. Segundo a lâmina do RBRY11, o provento é pago mensalmente até o 12º dia útil ao cotista.

Quais as principais características do fundo?

O RBRY11 conta com uma gestão ativa. Isso significa que o foco principal do gestor é alcançar uma rentabilidade superior ao benchmark em questão. No caso do RBR Crédito Imob High Yield, o benchmark é o IPCA + Yield IMA-B 5. Ele é calculado sobre a distribuição de rendimentos.

Na gestão ativa, o gestor tem liberdade para selecionar os ativos que comporão a carteira de investimentos do fundo. O gestor do RBRY11 é o BTG Pactual — que também realiza a administração. Ademais, o FII RBR PCRI atua com prazo indeterminado é voltado a investidores em geral.

Como você viu, esse produto é um fundo imobiliário do tipo papel. Ou seja, os investimentos realizados são destinados exclusivamente em títulos e valores mobiliários de renda fixa. Em geral, ele investe em recebíveis imobiliários.

O fundo é constituído sob a forma de condomínio fechado. Isso significa que não estaria aberto para captação a qualquer momento. Contudo, como suas cotas são negociadas na bolsa, é possível comprá-las livremente durante o pregão – via mercado secundário.

Apesar de ser destinado a investidores em geral, é importante que os interessados em comprar as cotas estejam dispostos a correr alguns riscos. Alguns deles são:

  • desvalorização imobiliária;
  • queda no valor dos ativos adquiridos pelo fundo;
  • diminuição na distribuição de dividendos.

Quais as taxas e tributos do RBRY11?

Também vale a pena entender os custos de investir nesse FII. A gestão do fundo cobra taxa de administração. Ela é cobrada sobre o patrimônio líquido ou valor de mercado do fundo. Há também a cobrança de uma taxa de performance.

O ganho em dividendos é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas. Ele também não está sujeito a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). No entanto, o lucro sobre a venda das cotas é taxado a uma alíquota de 20%.

Vale a pena investir nele?

Antes de investir em um fundo imobiliário é preciso ficar atento aos riscos. Os aportes realizados no fundo não têm garantia do administrador. Desse modo, ele não pode ser responsabilizado pela depreciação de ativos.

Além disso, como ocorre com outros fundos, o RBRY11 não é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Logo, mesmo focando na renda fixa não há a segurança inerente aos títulos. Um FII é um investimento de renda variável, exposto à volatilidade no preço das cotas.

Sendo assim, é imprescindível que o investidor considere seu perfil de investidor e seus objetivos. Vale, ainda, conhecer a lâmina do fundo. Essa atitude facilitará a tomada de decisão de investimento.

Ao entender se seu perfil está disposto a correr os riscos relacionados ao FII, será mais simples saber se o investimento faz ou não sentido em seu caso. Já ao avaliar os objetivos, você compreenderá se a estratégia pode ajudá-lo a atingir suas metas mais rapidamente.

Por fim, é imprescindível acompanhar os resultados do RBRY11 periodicamente. Para isso, é interessante conferir atualizações e fatos relevantes sobre o fundo e o mercado imobiliário, além de estar sempre atento a relatórios e possíveis avisos aos cotistas!

Deseja saber ainda mais sobre os FIIs? Confira nosso artigo sobre como analisar Fundos Imobiliários na bolsa de valores!

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