Carteira Recomendada de Criptoativos BTG Pactual [Julho 2026]

imagem com investidor vendo a carteira recomendada de criptoativos

Renova Invest · 1 de julho de 2026

Quer investir em criptoativos com curadoria profissional? A Carteira Recomendada de Criptoativos DeFi do BTG Pactual é uma seleção trimestral de tokens de finanças descentralizadas, montada pela equipe de Digital Assets Research. A estratégia foca em projetos com fundamentos sólidos, casos de uso reais, geração de receita e adoção crescente — um recorte mais conservador dentro do universo de criptoativos.

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Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).

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Para julho de 2026, a Carteira Sofisticada de Criptoativos do BTG Pactual não teve mudanças — a composição foi mantida sem rebalanceamento após a forte correção de junho, quando o Bitcoin caiu cerca de 20% (pior mês desde junho de 2022). A carteira segue concentrada em Bitcoin (54%), com Hyperliquid, Ethereum e Solana como principais exposições seguintes. No mês, a carteira caiu -13,18%, menos que os benchmarks NCI (-15,10%) e COIN50 (-15,69%).

Objetivo da carteira DeFi

A carteira reúne os principais tokens do setor de Finanças Descentralizadas (DeFi) — segmento cripto focado em recriar serviços financeiros tradicionais (empréstimos, exchanges, stablecoins, tokenização) em redes blockchain, sem intermediários. A seleção do BTG prioriza protocolos líderes em seus respectivos nichos, com:

  • Casos de uso reais e adoção crescente
  • Geração de receita pelo protocolo
  • Modelos claros de captura de valor para o token
  • Liquidez relevante no mercado secundário

Confira a Carteira Sofisticada de Criptoativos | Julho 2026

Criptoativo Ticker Categoria Peso
Bitcoin BTC Reserva de valor 54,00%
Hyperliquid HYPE Contratos inteligentes 15,00%
Ethereum ETH Contratos inteligentes 9,50%
Solana SOL Contratos inteligentes 9,00%
Ripple XRP Pagamentos/liquidações 4,00%
Aave AAVE Finanças descentralizadas (DeFi) 3,50%
Sky SKY Finanças descentralizadas (DeFi) 3,00%
Polygon POL Escalabilidade (L2) 2,00%

Fonte: BTG Pactual Digital Assets. Pesos após flutuação natural de mercado (sem rebalanceamento em julho). Observação: no relatório, o XRP aparece classificado ora como DeFi (tabela-resumo) ora como contratos inteligentes (teses) — aqui usamos “pagamentos/liquidações”, que reflete melhor o protocolo; o POL, listado como L2 na tabela, também é descrito entre contratos inteligentes.

A carteira mantém forte concentração em Bitcoin (54%), seguido por Hyperliquid (15%) e pelo bloco de contratos inteligentes (Ethereum e Solana). As posições em DeFi (Aave e Sky), pagamentos (Ripple) e escalabilidade (Polygon) completam o portfólio com pesos menores.

Movimentações para julho de 2026

Não houve entradas nem saídas, e também não houve rebalanceamento de pesos. O BTG optou por preservar a alocação e deixar os pesos flutuarem naturalmente com a oscilação dos ativos ao longo do mês. A leitura é de que a queda de junho foi explicada majoritariamente por pressões de fluxo e pelo ambiente macroeconômico, sem evidências de deterioração estrutural nas principais teses da carteira.

  • Teses preservadas: Bitcoin, Ethereum, Solana e Hyperliquid seguem como principais exposições, com foco em liquidez, adoção e geração de valor.
  • Sem trocas: disciplina de alocação para evitar mudanças reativas após um movimento forte de preço.

Cenário do mercado cripto

O mercado de criptoativos encerrou junho em forte correção, com queda disseminada entre os principais ativos. O Bitcoin voltou a negociar abaixo da região de US$ 60 mil e acumulou desvalorização de cerca de 20% no mês — seu pior desempenho mensal desde junho de 2022.

A pressão veio da combinação de piora dos fluxos e do cenário macroeconômico. Nos EUA, os principais indicadores de inflação superaram o dobro da meta do Fed, impulsionados pela alta do petróleo, levando o mercado a reprecificar a trajetória de juros e pressionando ativos de risco — especialmente os que não têm fluxo de caixa, como os criptoativos. Do lado dos fluxos, os ETFs de Bitcoin registraram resgates de US$ 4,51 bilhões em junho, o maior volume mensal desde o lançamento, reforçando a leitura de demanda institucional mais fraca no curto prazo.

Para julho, o desempenho do mercado deve seguir sensível aos próximos dados de inflação, à trajetória de juros e ao comportamento dos fluxos dos ETFs de Bitcoin. Uma melhora nesses vetores pode sustentar a recuperação dos preços e abrir espaço para maior participação das altcoins; uma deterioração reforçaria a necessidade de disciplina e seletividade.

Resumo das teses dos ativos

Reserva de valor

Bitcoin (BTC) — 54,00%. Principal criptomoeda e reserva de valor digital, com segurança, descentralização robusta e ampla adoção institucional, sendo cada vez mais tratada como alternativa ao ouro em momentos de incerteza macroeconômica e geopolítica.

Redes de contratos inteligentes

Hyperliquid (HYPE) — 15,00%. Blockchain desenvolvida especificamente para trading, operando como uma bolsa de derivativos global e 24/7.

Ethereum (ETH) — 9,50%. Principal blockchain para contratos inteligentes e aplicativos descentralizados, consolidada como padrão de mercado pela segurança comprovada e pela vasta comunidade de desenvolvedores.

Solana (SOL) — 9,00%. Rede de contratos inteligentes de alta escalabilidade e velocidade, com baixas taxas de transação e capacidade de suportar grande volume de operações simultâneas.

Pagamentos e liquidações

Ripple (XRP) — 4,00%. Rede voltada a pagamentos e liquidações internacionais, com foco em transferências rápidas e de baixo custo, alta liquidez e demanda crescente por soluções e veículos regulados ligados ao ativo.

Finanças descentralizadas (DeFi)

Aave (AAVE) — 3,50%. Plataforma líder em DeFi para empréstimos descentralizados, com reputação consolidada por segurança, liquidez e inovação, permitindo empréstimos e depósitos sem agentes intermediadores.

Sky (SKY) — 3,00%. Token de governança do ecossistema Sky, que opera um protocolo de crédito colateralizado e stablecoin. O modelo de captura de valor inclui recompras recorrentes financiadas pela receita do protocolo, reforçando sustentabilidade e alinhamento de longo prazo.

Soluções de escalabilidade (L2)

Polygon (POL) — 2,00%. Infraestrutura de escalabilidade conectada ao ecossistema Ethereum, com foco em reduzir custos e ampliar a capacidade de transações, com ecossistema DeFi relevante e avanço em TVL e atividade on-chain.

Performance da carteira

Junho foi um mês negativo para toda a classe: entre as principais categorias de ativos, os criptoativos tiveram o pior desempenho do mês (em dólar), abaixo de ouro, Ibovespa, S&P 500 e Nasdaq. No período, a carteira caiu -13,18%, ainda assim menos do que o NCI (-15,10%) e o COIN50 (-15,69%).

No acumulado de 2026, o quadro é de forte correção em todo o setor: a carteira recua -39,86% no ano e -48,48% desde o início (novembro de 2025). Mesmo em terreno bastante negativo, a carteira segue à frente dos benchmarks no acumulado, com queda cerca de 3,6 pontos percentuais menos negativa que o COIN50 — reflexo da abordagem mais seletiva em relação a um índice amplo do setor.

Histórico vs. benchmarks

Período Carteira NCI COIN50
2025 (desde nov) -14,34% -13,12% -13,27%
2026 (YTD) -39,86% -41,21% -44,70%
Acumulado desde o início -48,48% -48,92% -52,04%

Fonte: TradingView, Bloomberg e BTG Pactual Digital Assets Research. Dados coletados em 01/07/2026. NCI = Nasdaq Crypto Index. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

Riscos importantes a considerar

Investir em criptoativos envolve riscos significativamente superiores aos de ativos tradicionais. Entre eles:

  • Alta volatilidade e possibilidade de perda total do capital investido;
  • Risco de segurança cibernética e dependência tecnológica;
  • Irreversibilidade das transações em rede descentralizada;
  • Risco legal e regulatório ainda em construção, com possibilidade de mudanças significativas;
  • Ausência de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC);
  • Reclamações não cobertas pelo Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos administrado pela BSM.

Os ativos digitais não são valores mobiliários regulados pela CVM, nem títulos emitidos ou chancelados pelo Banco Central. A exposição a esse tipo de ativo deve ser dimensionada conforme o perfil de risco e, na maioria dos casos, não deve representar parcela significativa do patrimônio.

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Informações importantes

Este material foi preparado pelo Banco BTG Pactual com cunho meramente informativo, não configurando consultoria, oferta, solicitação de oferta ou análise de valores mobiliários nos termos da Resolução CVM nº 20, de 26 de fevereiro de 2021, e não tem como objetivo a recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento ou produto específico.

Os ativos digitais não possuem qualquer garantia do Fundo Garantidor de Crédito, e reclamações não estão cobertas pelo Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos administrado pela BSM – Supervisão de Mercados. Os ativos digitais não são valores mobiliários regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nem títulos emitidos ou chancelados por qualquer autoridade monetária, incluindo o Banco Central do Brasil. O regime legal e regulatório nas jurisdições ainda está em construção e pode variar significativamente.

A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rendimentos similares no futuro. Todos os investidores devem realizar suas próprias pesquisas e análises antes de tomar qualquer decisão relacionada a investimentos.

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Fonte: Banco Central · 24/07/2026

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