Quer investir em criptoativos com curadoria profissional? A Carteira Recomendada de Criptoativos DeFi do BTG Pactual é uma seleção de tokens de finanças descentralizadas, montada pela equipe de Digital Assets Research e revisada mensalmente. A estratégia foca em projetos com fundamentos sólidos, casos de uso reais, geração de receita e adoção crescente — um recorte mais conservador dentro do universo de criptoativos.
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Para setembro de 2026, o BTG manteve a composição da Carteira Sofisticada de Criptoativos sem entradas nem saídas — os oito ativos continuam os mesmos. O que mudou foram os pesos: Hyperliquid e Ethereum caíram para 10% cada, Solana subiu para 9% e o bloco de DeFi (Aave, Sky e Uniswap) passou de 10% para 12%, com 4% em cada protocolo. O Bitcoin segue em 55%. Em agosto, a carteira subiu +33,65%, superando os benchmarks NCI (+27,72%) e COIN50 (+29,34%).
Objetivo da carteira DeFi
A carteira reúne os principais tokens do setor de Finanças Descentralizadas (DeFi) — segmento cripto focado em recriar serviços financeiros tradicionais (empréstimos, exchanges, stablecoins, tokenização) em redes blockchain, sem intermediários. A seleção do BTG prioriza protocolos líderes em seus respectivos nichos, com:
Casos de uso reais e adoção crescente Geração de receita pelo protocolo Modelos claros de captura de valor para o token Liquidez relevante no mercado secundário
Confira a Carteira Sofisticada de Criptoativos | Setembro 2026
| Criptoativo | Ticker | Categoria | Peso |
|---|---|---|---|
| Bitcoin | BTC | Reserva de valor | 55,00% |
| Hyperliquid | HYPE | Contratos inteligentes | 10,00% |
| Ethereum | ETH | Contratos inteligentes | 10,00% |
| Solana | SOL | Contratos inteligentes | 9,00% |
| Ripple | XRP | Pagamentos/liquidações | 4,00% |
| Aave | AAVE | Finanças descentralizadas (DeFi) | 4,00% |
| Sky | SKY | Finanças descentralizadas (DeFi) | 4,00% |
| Uniswap | UNI | Finanças descentralizadas (DeFi) | 4,00% |
Fonte: BTG Pactual Digital Assets. Não houve entradas nem saídas em setembro — os pesos refletem apenas a realocação entre os ativos já presentes na carteira. Observação: no relatório, o XRP aparece classificado ora como contratos inteligentes (tabela-resumo), ora como pagamentos/liquidações (tese) — aqui usamos “pagamentos/liquidações”, que reflete melhor o protocolo, seguindo o mesmo critério adotado nos meses anteriores.
A carteira mantém forte concentração em Bitcoin (55%), seguido por Hyperliquid e Ethereum com 10% cada no bloco de contratos inteligentes. Solana (9%) e Ripple (4%) complementam essa camada, enquanto as posições em DeFi — Aave, Sky e Uniswap, com 4% cada — somam 12% da carteira.
Movimentações para setembro de 2026
Saídas: nenhuma Entradas: nenhuma Ajustes de peso: HYPE 12% → 10%; ETH 11% → 10%; SOL 8% → 9%; AAVE 3% → 4%; SKY 3% → 4%
Depois da troca de agosto, quando Polygon saiu para dar lugar à Uniswap, setembro foi um mês de realocação em vez de rotação. O BTG afirma ter mantido a abordagem de alocação inalterada, sem flexibilizar critérios para incluir novos nomes, e trabalhou apenas nos pesos. Segundo o banco, a redução em Ethereum e Hyperliquid não reflete deterioração das teses, mas uma decisão tática para direcionar recursos a oportunidades com melhor relação entre risco e retorno.
Para onde o dinheiro foi: a Solana subiu para 9% diante da evolução da atividade na rede — em agosto o ativo registrou seu melhor mês do ano em captações de ETFs, enquanto a rede atingiu o recorde de 5,2 bilhões de transações. O bloco de DeFi cresceu de 10% para 12%, com Aave, Sky e Uniswap igualadas em 4%, todos protocolos com crescimento de receita alinhado à estratégia da carteira. A Ripple foi mantida em 4%, apoiada pela demanda via ETFs, que captaram US$ 159 milhões em agosto — também o melhor fluxo mensal do ano.
Cenário do mercado cripto
O mercado de criptoativos encerrou agosto em forte recuperação, com alta generalizada entre os principais ativos. O Bitcoin voltou a negociar próximo dos US$ 80 mil e fechou o mês com alta de 27,34% — seu melhor desempenho mensal desde novembro de 2024.
Segundo o BTG, três fatores sustentaram o movimento. O primeiro foi a melhora das condições financeiras depois de o Tesouro americano anunciar a ampliação das recompras de títulos de longo prazo, o que aliviou a pressão sobre os juros longos e o dólar e favoreceu especialmente ativos sem geração de caixa, como metais e criptoativos.
O segundo foi a evolução regulatória nos Estados Unidos: a nova proposta da SEC estabelece caminhos mais claros para ofertas de tokens e avança na discussão sobre mecanismos de captura de valor, reduzindo uma incerteza estrutural que há anos pesa sobre o setor.
O terceiro foi o retorno dos fluxos institucionais. Os ETFs de Bitcoin atraíram US$ 3,52 bilhões e os de Ethereum captaram US$ 1,85 bilhão, ambos o maior fluxo mensal de captação de 2026. Empresas como Strategy e Bitmine também retomaram compras depois de meses de aquisições reduzidas ou de vendas.
Para o BTG, o conjunto reforça a leitura de que o mercado vinha negociando em patamares assimétricos, com potencial de queda limitado e perspectivas de valorização mais favoráveis — ainda que o momento da recuperação fosse incerto. Agosto começou a materializar essa visão, com sinais favoráveis para uma recuperação mais ampla nos próximos meses.
Resumo das teses dos ativos
Reserva de valor
Bitcoin (BTC) — 55,00%. Principal criptomoeda e reserva de valor digital, com segurança, descentralização robusta e ampla adoção institucional, sendo cada vez mais tratada como alternativa ao ouro em momentos de incerteza macroeconômica e geopolítica.
Redes de contratos inteligentes
Hyperliquid (HYPE) — 10,00%. Blockchain desenvolvida especificamente para trading, operando como uma bolsa de derivativos global e 24/7. Ethereum (ETH) — 10,00%. Principal blockchain para contratos inteligentes e aplicativos descentralizados, consolidada como padrão de mercado pela segurança comprovada e pela vasta comunidade de desenvolvedores. Solana (SOL) — 9,00%. Rede de contratos inteligentes de alta escalabilidade e velocidade, com baixas taxas de transação e capacidade de suportar grande volume de operações simultâneas, favorecendo aplicações exigentes.
Pagamentos e liquidações
Ripple (XRP) — 4,00%. Rede voltada a pagamentos e liquidações internacionais, com foco em transferências rápidas e de baixo custo, alta liquidez e demanda crescente por soluções e veículos regulados ligados ao ativo.
Finanças descentralizadas (DeFi)
Aave (AAVE) — 4,00%. Plataforma líder em DeFi para empréstimos descentralizados, com reputação consolidada por segurança, liquidez e inovação, permitindo empréstimos e depósitos sem agentes intermediadores. Sky (SKY) — 4,00%. Token de governança do ecossistema Sky, que opera um protocolo de crédito colateralizado e stablecoin. O modelo de captura de valor inclui recompras recorrentes financiadas pela receita do protocolo, reforçando sustentabilidade e alinhamento de longo prazo. Uniswap (UNI) — 4,00%. Principal exchange descentralizada do ecossistema Ethereum, permite negociar criptoativos sem intermediários por meio de pools de liquidez, com elevada liquidez, ampla integração com o mercado DeFi e inovação contínua na infraestrutura.
Performance da carteira
Agosto foi o melhor mês da carteira desde a sua criação: alta de +33,65%, à frente do NCI (+27,72%) e do COIN50 (+29,34%). É uma virada em relação a julho, quando a carteira havia subido apenas +0,69% contra ganhos de +4,55% e +5,39% dos dois benchmarks.
O mês reduziu de forma expressiva o prejuízo acumulado. No ano, a carteira recua -19,06% (contra -39,44% até julho), e desde o início, em novembro de 2025, acumula -30,67% (contra -48,13% no mês anterior). Nos dois recortes, o desempenho é melhor que o dos dois benchmarks. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
Histórico vs. benchmarks
| Período | Carteira | NCI | COIN50 |
|---|---|---|---|
| Agosto de 2026 | +33,65% | +27,72% | +29,34% |
| 2025 (desde nov) | -14,34% | -13,12% | -13,27% |
| 2026 (YTD) | -19,06% | -21,49% | -24,62% |
| Acumulado desde o início | -30,67% | -31,80% | -34,62% |
Fonte: TradingView, Bloomberg e BTG Pactual Digital Assets Research. Dados coletados em 01/09/2026, 9h. NCI = Nasdaq Crypto Index. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
Riscos importantes a considerar
Investir em criptoativos envolve riscos significativamente superiores aos de ativos tradicionais. Entre eles:
Alta volatilidade e possibilidade de perda total do capital investido; Risco de segurança cibernética e dependência tecnológica; Irreversibilidade das transações em rede descentralizada; Risco legal e regulatório ainda em construção, com possibilidade de mudanças significativas; Ausência de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC); Reclamações não cobertas pelo Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos administrado pela BSM.
Os ativos digitais não são valores mobiliários regulados pela CVM, nem títulos emitidos ou chancelados pelo Banco Central. A exposição a esse tipo de ativo deve ser dimensionada conforme o perfil de risco e, na maioria dos casos, não deve representar parcela significativa do patrimônio.
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Informações importantes
Este material foi preparado pelo Banco BTG Pactual com cunho meramente informativo, não configurando consultoria, oferta, solicitação de oferta ou análise de valores mobiliários nos termos da Resolução CVM nº 20, de 26 de fevereiro de 2021, e não tem como objetivo a recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento ou produto específico.
Os ativos digitais não possuem qualquer garantia do Fundo Garantidor de Crédito, e reclamações não estão cobertas pelo Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos administrado pela BSM – Supervisão de Mercados. Os ativos digitais não são valores mobiliários regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nem títulos emitidos ou chancelados por qualquer autoridade monetária, incluindo o Banco Central do Brasil. O regime legal e regulatório nas jurisdições ainda está em construção e pode variar significativamente.
A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rendimentos similares no futuro. Todos os investidores devem realizar suas próprias pesquisas e análises antes de tomar qualquer decisão relacionada a investimentos.