ETF de Prata na B3: SLVR11, BDRs e como investir em 2026

ETF de Prata na B3: SLVR11, BDRs e como investir em 2026

Com menos de R$ 100, você já consegue comprar prata via B3 — sem precisar adquirir lingotes, contratar armazenamento ou abrir conta no exterior. O ETF de prata é o jeito mais prático e seguro de se expor a metais preciosos no mercado brasileiro em 2026. O SLVR11 é o único ETF de prata com estrutura 100% brasileira, taxa de administração de 0,30% ao ano e exposição direta ao preço internacional da prata via índice LBMA Silver Price.

SLVR11 Trend ETF LBMA Prata Classe de Indice - Responsabilidade Limitada ETF ETF
R$ 37,06 1,76%
Cotação · atualizada há 5 horas
Variação (6 meses) -24,2%
Máxima (6 meses) R$ 54,09
Mínima (6 meses) R$ 34,85
Cotação de SLVR11 — últimos 6 meses
máx R$ 54,09 mín R$ 34,85

Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.

Resposta direta: Um ETF de prata é um fundo de índice negociado na B3 que replica o preço internacional da prata. No Brasil, o investidor conta com o SLVR11 (ETF local da XP Asset) e os BDRs BSLV39, SIVR39 e BSIL39. A compra é feita pelo home broker como qualquer ação. Para ETFs de renda variável negociados na B3, a tributação do ganho de capital é de 15% em operações comuns e 20% em day trade, sem come-cotas e sem a isenção mensal de R$ 20 mil. A tabela regressiva (25% a 15%) aplica-se a ETFs de renda fixa, não a ETFs de renda variável. Ainda assim, vale confirmar o enquadramento específico do SLVR11 no regulamento do fundo.

O que é um ETF de prata e como funciona na prática?

Um ETF de prata é um fundo de índice negociado em bolsa que replica o preço internacional da prata. O investidor compra cotas no pregão da B3 como faria com ações — sem precisar adquirir o metal fisicamente, contratar armazenamento ou enviar recursos ao exterior.

O mecanismo de replicação funciona assim: o fundo compra e custodia prata física (ou instrumentos que a representam) em proporção às cotas emitidas. O índice de referência usado no Brasil é o LBMA Silver Price, administrado pela ICE (Intercontinental Exchange). Esse índice é a cotação de referência global da prata, apurada duas vezes ao dia em Londres.

No Brasil, existem dois tipos de estrutura para investir em prata via bolsa. O primeiro é o ETF local: o SLVR11, gerido por uma gestora brasileira, registrado na CVM e negociado diretamente na B3 em reais. O segundo são os BDRs de ETFs estrangeiros — recibos emitidos por um depositário local que representam cotas de ETFs listados nos Estados Unidos, como o iShares Silver Trust (BlackRock) e o abrdn Physical Silver Shares.

Estrutura local vs BDR: qual a diferença?

A diferença entre as duas estruturas é relevante. No ETF local, toda a cadeia regulatória é brasileira, a conversão cambial acontece em tempo real na B3 e você não se expõe a riscos de depositário no exterior. Nos BDRs, o ativo subjacente é um ETF americano: o investidor assume o risco da commodity, o risco cambial (variação do dólar) e a estrutura de custódia no exterior — além das regras do depositário local.

  • ETF local (SLVR11): regulação brasileira, sem intermediária estrangeira, risco de BDR reduzido, spread tipicamente menor
  • BDR de ETF estrangeiro: acesso a gestoras globais (BlackRock, abrdn), liquidez internacional maior, risco de descasamento entre BDR e ativo original, spread potencialmente maior

Por que essa estrutura existe no Brasil? Porque a prata é uma commodity negociada em dólar nos mercados internacionais. Sem um veículo de acesso local, o investidor brasileiro precisaria abrir conta em corretora estrangeira, converter reais em dólares e lidar com regulação cambial. O ETF e o BDR eliminam essa barreira.

O preço da cota de um ETF de prata em reais reflete dois fatores ao mesmo tempo: a variação do preço da prata em dólar e a variação do câmbio (real/dólar). Isso significa que, mesmo que a prata caia em dólar, uma desvalorização do real pode sustentar — ou até elevar — o valor da cota em reais.

Na prática, o ETF de prata funciona como um instrumento de diversificação e proteção patrimonial. Historicamente, metais preciosos como prata e ouro tendem a se valorizar em períodos de incerteza econômica, inflação elevada ou depreciação cambial — contextos que afetam diretamente o investidor brasileiro. Além disso, a prata tem demanda industrial crescente em painéis solares e eletrônicos, o que adiciona um componente de crescimento à tese de investimento.

Para o investidor iniciante, a implicação prática é direta: com menos de R$ 100, já é possível ter exposição à prata via B3, com liquidez diária e sem burocracia.

Quais são os ETFs de prata disponíveis na B3 em 2026?

Em 2026, o investidor brasileiro conta com quatro opções para se expor à prata via B3: o ETF local SLVR11 e os BDRs de ETFs estrangeiros BSLV39, SIVR39 e BSIL39. Cada um tem características, gestores e focos distintos.

Ticker Gestor / Emissor Tipo de Exposição Patrimônio Líquido (2026) Custo Total Anualizado
SLVR11 XP Allocation Asset Prata física (LBMA) R$ 130,63 MM 0,30% a.a.
BSLV39 BlackRock (iShares) Prata física (EUA) Dado não disponível 0,40–0,70% a.a.
SIVR39 abrdn Prata física (EUA) Dado não disponível 0,40–0,70% a.a.
BSIL39 Global X ETFs Mineradoras de prata Dado não disponível 0,60–0,85% a.a.

Custos estimados: incluem taxa do ETF americano (0,30–0,50% a.a.) + taxa do depositário local (0,10–0,20% a.a.). Consulte o prospecto da corretora para dados atualizados.

O SLVR11 tem taxa de administração de 0,30% ao ano e é o único ETF de prata com estrutura 100% brasileira. Os BDRs replicam ETFs americanos e carregam, além da taxa do fundo original, a estrutura de custo do depositário local.

Qual BDR escolher?

O BSIL39 merece atenção especial: ao contrário dos demais, ele não replica o preço da prata física. Em vez disso, investe em ações de empresas mineradoras de prata. Isso significa que o BSIL39 carrega risco adicional de gestão corporativa, custos operacionais das mineradoras e volatilidade de bolsa — além do preço do metal.

Cenário de divergência de performance: Imagine que a prata suba 10% em um mês (em dólar), o dólar suba 5% e uma das principais mineradoras da carteira do BSIL39 tenha queda operacional de 8%. Nesse caso:

  • SLVR11 e BSLV39: ganham ~15,5% (10% de prata + 5% de câmbio)
  • BSIL39: pode ganhar apenas 5% ou até perder, dependendo do desempenho agregado das mineradoras e do peso de cada empresa na carteira

Para ilustrar com números concretos: um investidor que compra 10 cotas de SLVR11 a R$ 50 cada desembolsa R$ 500. Esse valor ficará indexado ao preço internacional da prata em reais. Se a prata subir 15% em dólar e o dólar se mantiver estável, as cotas valerão aproximadamente R$ 575. Se o dólar também subir 5%, o efeito combinado elevaria o valor das cotas para cerca de R$ 604.

A escolha entre os quatro instrumentos depende do objetivo. Para exposição pura ao preço da prata, SLVR11 ou BSLV39 são as opções mais diretas. Para quem quer apostar no setor de mineração de prata — com maior potencial de ganho e maior risco —, o BSIL39 é o caminho. Para quem prefere a estrutura local sem BDR, o SLVR11 é a escolha natural.

SLVR11: o ETF de prata brasileiro da XP Asset

O SLVR11 é o primeiro ETF de prata criado por uma gestora brasileira, emitido pela XP Allocation Asset Management, listado na B3 e com taxa de administração de 0,30% ao ano. Seu objetivo é replicar o desempenho do índice LBMA Silver Price, a referência global de preço da prata administrada pela ICE.

O índice LBMA Silver Price é apurado eletronicamente duas vezes ao dia em Londres. Ele representa o preço de equilíbrio entre compradores e vendedores institucionais de prata no mercado à vista. É o benchmark usado por bancos centrais, refinarias e fundos ao redor do mundo para precificar contratos de prata.

O SLVR11 opera com o modelo In-Kind: a criação e o resgate de cotas são feitos com entrega física de prata (ou seu equivalente financeiro), não apenas com dinheiro. Isso garante que o fundo mantenha aderência ao índice de referência e minimize o tracking error — a diferença entre o desempenho do ETF e o do índice.

O patrimônio líquido do SLVR11 é de aproximadamente R$ 130,63 milhões (agosto de 2026), o que indica liquidez razoável para o mercado brasileiro. Quanto maior o patrimônio, menor tende a ser o spread entre compra e venda no pregão.

Como a cota reflete o preço da prata em reais? O cálculo é direto: o preço da prata em dólar (cotação LBMA) é convertido para reais pela taxa de câmbio do dia. Se a prata está a US$ 30 por onça troy e o dólar está a R$ 5,11, uma onça de prata equivale a R$ 153,30. O valor da cota do SLVR11 é uma fração proporcional a essa referência, ajustada pela taxa de administração pro rata.

Cenário real: um investidor com R$ 500 pode comprar aproximadamente 10 cotas de SLVR11 (a preços ilustrativos de R$ 50 por cota). Para acompanhar a rentabilidade, basta verificar a cotação do ticker SLVR11 no home broker ou no site da B3. A variação percentual da cota refletirá, com pequena defasagem, a variação do preço da prata em reais no período.

A taxa de administração de 0,30% ao ano é cobrada pro rata sobre o patrimônio do fundo — ela já está embutida no valor da cota e não é descontada separadamente da conta do investidor.

Para o investidor intermediário, vale monitorar o tracking error do SLVR11 periodicamente. Um tracking error elevado indica que o fundo está se desviando do índice de referência, o que pode ocorrer em momentos de baixa liquidez ou volatilidade cambial intensa. A implicação prática: sempre compare o desempenho do SLVR11 com a variação do LBMA Silver Price em reais antes de avaliar se o fundo está cumprindo seu objetivo.

BSLV39, SIVR39 e BSIL39: os BDRs de ETF de prata na B3

BSLV39, SIVR39 e BSIL39 são BDRs — recibos de ETFs estrangeiros negociados na B3 em reais — que permitem exposição à prata física e a mineradoras de prata sem enviar dinheiro ao exterior. Cada um replica um ETF americano diferente, com características e riscos distintos.

BSLV39 — iShares Silver Trust (BlackRock)

  • Ativo subjacente: prata física custodiada nos EUA
  • Gestor original: BlackRock (iShares)
  • Exposição: variação do preço da prata em dólar + câmbio
  • Risco adicional: estrutura de BDR e custódia no exterior

SIVR39 — abrdn Physical Silver Shares ETF

  • Ativo subjacente: prata física alocada
  • Gestor original: abrdn (ex-Aberdeen Standard)
  • Exposição: variação do preço da prata em dólar + câmbio
  • Diferencial: cada cota representa uma fração de onça troy de prata alocada individualmente

BSIL39 — Global X Silver Miners ETF

  • Ativo subjacente: ações de empresas mineradoras de prata
  • Gestor original: Global X ETFs
  • Exposição: desempenho do setor de mineração de prata
  • Risco adicional: risco operacional das mineradoras + volatilidade de bolsa

A diferença central entre BSLV39 e SIVR39 é sutil, mas relevante para investidores mais exigentes. Ambos replicam prata física, mas o SIVR39 utiliza o modelo de alocação segregada — cada barra de prata é identificada individualmente para o fundo, o que reduz o risco de contraparte em cenários extremos. O BSLV39, por ser o maior ETF de prata do mundo em patrimônio, tende a ter maior liquidez no mercado americano, o que pode se refletir em spreads menores no BDR.

O erro mais caro aqui: ignorar que BDRs carregam custos indiretos (taxa do ETF + depositário local + possível descasamento cambial) que podem ser 40–50% maiores que o SLVR11. Consulte o prospecto antes de decidir.

O investidor de BDR de ETF de prata assume três camadas de risco simultaneamente: variação do preço da prata, variação cambial (real/dólar) e a estrutura do BDR em si — incluindo eventual descasamento entre o preço do BDR local e o ETF original nos EUA.

Na prática, para o investidor brasileiro que busca simplicidade, o SLVR11 elimina a camada de risco do BDR. Para quem já opera BDRs e quer acesso a gestoras globais como BlackRock ou abrdn, o BSLV39 ou o SIVR39 são alternativas válidas. O BSIL39 é recomendado apenas para quem entende a diferença entre investir no metal e investir nas empresas que o extraem — uma distinção que afeta diretamente o comportamento do ativo em diferentes cenários de mercado.

Como comprar ETF de prata na B3: passo a passo pelo home broker

Para comprar ETF de prata na B3, basta ter conta em corretora autorizada pela CVM, depositar recursos e digitar o ticker desejado no home broker como faria com qualquer ação. O processo é idêntico ao de compra de ações ou outros ETFs.

Veja o passo a passo:

  1. Abra conta em corretora autorizada pela CVM. Qualquer corretora brasileira regulada oferece acesso ao home broker da B3. O cadastro é feito online, com envio de documentos digitalizados.
  2. Transfira recursos via TED ou Pix. Após aprovação do cadastro, transfira o valor que deseja investir para a conta da corretora.
  3. Acesse o home broker. Pelo site ou aplicativo da corretora, localize a área de negociação de ativos.
  4. Busque o ticker desejado. Digite SLVR11, BSLV39, SIVR39 ou BSIL39 no campo de busca.
  5. Defina a quantidade e o tipo de ordem. Escolha entre ordem a mercado (execução imediata pelo melhor preço disponível) ou ordem limitada (você define o preço máximo de compra).
  6. Confirme a operação. Revise os dados e confirme. A liquidação ocorre em D+2 (dois dias úteis após a negociação).

O horário de negociação segue o pregão regular da B3: das 10h às 16h55 (horário de Brasília), com pré-abertura a partir das 9h45. Fora desse horário, não é possível enviar ordens que serão executadas no mesmo dia.

Sobre liquidez: o SLVR11 tem patrimônio de R$ 130,63 milhões e negociação diária na B3. Em momentos de baixa liquidez, o spread entre o preço de compra e venda pode ser maior. Para minimizar esse risco, prefira ordens limitadas — especialmente para valores acima de R$ 5.000.

Cenário real: um investidor iniciante com R$ 200 pode comprar sua primeira cota de SLVR11 sem dificuldades. Com o dólar a R$ 5,11 e a prata cotada internacionalmente, o valor de cada cota reflete diretamente essa conversão. Não há valor mínimo além do preço de uma cota.

A implicação prática para o iniciante: ETFs de prata têm a mesma mecânica de compra de qualquer ação brasileira. A barreira de entrada é baixa — o que diferencia o investidor bem-sucedido não é o acesso, mas o entendimento das regras tributárias e do comportamento do ativo no tempo.

Tributação do ETF de prata: IR, DARF e o que muda em relação a ações

ETFs de prata são tributados como renda variável: a alíquota de Imposto de Renda sobre o ganho de capital é de 15% em operações comuns e 20% em day trade, incidindo apenas na venda com lucro. A tabela regressiva de IR (25% a 15%, conforme o prazo) aplica-se a ETFs de renda fixa, e não a ETFs de renda variável. Como de praxe, o enquadramento específico do SLVR11 pode ser confirmado no regulamento do fundo.

Essa é a diferença mais importante em relação às ações. Para ações individuais, vendas de até R$ 20.000 no mês são isentas de IR. Para ETFs — incluindo o SLVR11, BSLV39, SIVR39 e BSIL39 — não há isenção. Todo ganho de capital apurado na venda é tributado, independentemente do valor.

Além do IR sobre o ganho de capital, há o IRRF residual de 0,005% sobre o valor bruto da venda — o chamado “dedo-duro”. Esse valor é retido automaticamente pela corretora no momento da venda e pode ser compensado no cálculo do DARF mensal.

Exemplo numérico completo:

  • Compra de SLVR11: R$ 1.000,00
  • Venda de SLVR11: R$ 1.300,00
  • Ganho de capital: R$ 1.300,00 − R$ 1.000,00 = R$ 300,00
  • IR devido (15% sobre o ganho): R$ 300,00 × 15% = R$ 45,00
  • IRRF dedo-duro (0,005%): R$ 1.300,00 × 0,00005 = R$ 0,065
  • DARF a recolher: R$ 45,00 − R$ 0,07 (IRRF retido) = R$ 44,93

O DARF deve ser recolhido até o último dia útil do mês seguinte à venda. Se você vendeu cotas em outubro, o DARF vence no último dia útil de novembro. O código do DARF para renda variável (ETFs e ações) é o 6015.

Para a declaração anual do IRPF 2026 (ano-base 2025), os ETFs de prata devem ser informados em “Bens e Direitos” com o código correspondente a fundos de investimento em bolsa. O custo de aquisição é o valor pago pelas cotas. Os ganhos de capital apurados ao longo do ano devem constar na ficha de “Renda Variável”.

Diferentemente de ações, não há benefício de isenção mensal para ETFs — isso significa que mesmo pequenas realizações de lucro geram obrigação tributária e necessidade de emissão de DARF.

Para o investidor que opera ETFs de prata com foco de longo prazo, a estratégia mais eficiente é manter as cotas sem resgatar. O IR só incide no momento da venda. ETFs de renda variável negociados na B3 não estão sujeitos ao come-cotas — a tributação ocorre apenas na venda das cotas. O come-cotas é um mecanismo de fundos de investimento de outra natureza; ainda assim, o regulamento do fundo é a fonte definitiva sobre o tratamento tributário aplicável.

A Renova Invest orienta que investidores com posições relevantes em ETFs de prata planejem as realizações considerando o calendário tributário — especialmente para evitar acúmulo de DARF em meses de alta volatilidade cambial.

Resumo prático

  • O SLVR11 é o ETF de prata local da XP Asset, com taxa de 0,30% ao ano e exposição direta ao LBMA Silver Price em reais.
  • Os BDRs BSLV39 e SIVR39 replicam ETFs americanos de prata física; o BSIL39 investe em mineradoras — risco e comportamento são distintos.
  • A compra é feita pelo home broker da B3, no pregão regular, como qualquer ação — sem valor mínimo além do preço de uma cota.
  • Não existe isenção de R$ 20 mil para ETFs: qualquer ganho de capital na venda é tributado a 15% em operações comuns e 20% em day trade.
  • O DARF deve ser recolhido até o último dia útil do mês seguinte à venda, com código 6015.
  • ETFs de renda variável não sofrem come-cotas: o IR incide apenas na venda com lucro.
  • O preço da cota em reais combina variação da prata em dólar e variação cambial — dois fatores que devem ser monitorados simultaneamente.

Perguntas frequentes sobre ETF de prata

Qual a diferença entre SLVR11 e BSLV39?

O SLVR11 é um ETF local brasileiro, gerido pela XP Allocation, com estrutura regulatória integralmente brasileira. O BSLV39 é um BDR que representa cotas do iShares Silver Trust, ETF americano gerido pela BlackRock. Ambos replicam o preço da prata física, mas o BSLV39 adiciona uma camada de risco de BDR e custódia no exterior, além de custos totais mais elevados (0,40–0,70% a.a. versus 0,30% do SLVR11). Para o investidor que prefere simplicidade regulatória e menor custo, o SLVR11 é mais direto.

Qual a taxa de administração do SLVR11?

A taxa de administração do SLVR11 é de 0,30% ao ano, cobrada pro rata sobre o patrimônio do fundo. Ela já está embutida no valor da cota e não é descontada separadamente da conta do investidor. Para comparação, ETFs de prata americanos como o iShares Silver Trust (SLV) cobram taxas menores em dólar — mas o investidor brasileiro que opta pelo SLVR11 evita os custos e riscos da estrutura de BDR.

Qual é o custo total de um BDR de prata como o BSLV39?

O BSLV39 e SIVR39 carregam taxa do ETF americano (0,30–0,50% a.a.) + taxa do depositário local (0,10–0,20% a.a.), totalizando 0,40–0,70% a.a. — superior ao SLVR11 (0,30% a.a.). O BSIL39 (mineradoras) pode chegar a 0,60–0,85% a.a. Consulte o prospecto da sua corretora para confirmar as taxas atualizadas em 2026.

Se você fizer só uma coisa: entenda que o SLVR11 é a opção mais direta para exposição pura à prata em reais. BDRs fazem sentido apenas se você já está familiarizado com a estrutura ou quer acessar especificamente um gestor estrangeiro.

Quer estruturar uma carteira com exposição a metais preciosos, renda fixa e renda variável de forma equilibrada? A diferença entre uma alocação bem calibrada e uma carteira exposta a riscos desnecessários está no planejamento e na compreensão dos custos reais de cada instrumento. Antes de alocar capital significativo em ETFs de prata, vale consultar como esse ativo se comporta no seu contexto específico de patrimônio, horizonte de investimento e estratégia tributária. Fale com um assessor da Renova Invest e descubra como posicionar o ETF de prata dentro da sua estratégia patrimonial.

Fontes consultadas:

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CDI hoje
13,65% a.a.
  • Meta Selic13,75%
  • CDI 12 meses14,47%
  • CDI em 202610,84%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 08/10/2026
Dólar hoje
R$4,9918
  • Variação no dia-0,50%
  • Dólar em 2026-8,85%
  • PTAX 09/10R$ 4,9892
Ver cotação e gráfico →
Fonte: Brapi e Banco Central · 10/10/2026 às 05h15

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