Os preços do ouro atingiram **máximas históricas em 2026**, superando os US$ 5.000 por onça troy pela primeira vez — e os ETFs de ouro listados na B3 registraram uma das melhores performances entre todos os ativos em reais. Se você quer se expor a metais preciosos sem comprar o metal físico, esta é sua porta de entrada.
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Neste artigo você vai conhecer os três principais ETFs de ouro e prata disponíveis na B3 — todos acessíveis a qualquer investidor pessoa física, sem necessidade de conta no exterior.
O que são ETFs?
Antes de conhecer as três alternativas, é indispensável entender o funcionamento dos ETFs. A sigla se refere aos exchange traded funds — também conhecidos como fundos de índice, em português. Eles consistem em um veículo coletivo de investimento com cotas negociadas na bolsa de valores.
O aspecto central dos ETFs está em replicar o resultado de um índice (benchmark). Graças a essa dinâmica, são chamados de fundos com gestão passiva — o gestor apenas mantém a carteira alinhada ao índice de referência.
Por suas características, a taxa de administração costuma ser mais baixa que em fundos com gestão ativa.
Tributação dos ETFs: ETFs de metais preciosos são classificados como ETFs de renda variável. O IR incide sobre o lucro na venda das cotas: 15% em operações normais e 20% em day trade. Não há isenção de R$ 20 mil/mês (essa isenção vale apenas para ações diretas, não para ETFs). O investidor deve recolher DARF até o último dia útil do mês seguinte ao da venda com lucro.
O que são ETFs lastreados em ouro e prata?
ETFs de metais preciosos são fundos que acompanham a cotação do ouro ou da prata, permitindo ao investidor se expor a essas commodities sem comprar o metal físico. Os benchmarks podem funcionar de duas formas principais:
- Ouro/prata físico: O ETF mantém reservas do metal em cofres certificados e emite cotas lastreadas nessas reservas. Exemplo: GOLD11 (ouro físico via índice LBMA Gold Price).
- Contratos futuros: O ETF investe em contratos derivativos que acompanham a cotação do metal. Exemplo: GOLB11 (futuros de ouro na B3).
- Ações de mineradoras: O ETF investe em empresas que extraem o metal. Mais voltado para investidores com conta no exterior.
Qual a importância dessas commodities em uma estratégia de hedge?
Um dos principais atrativos dos metais preciosos é permitir o hedge — proteção da carteira. Isso é possível porque historicamente há correlação negativa entre metais e ações: enquanto um apresenta queda, o outro frequentemente se valoriza.
| Cenário de mercado | Comportamento do ouro | Comportamento da prata |
|---|---|---|
| Crise geopolítica / recessão | ↑ Forte alta (refúgio) | ↑ Alta moderada |
| Inflação alta | ↑ Proteção histórica | ↑ Proteção parcial |
| Expansão industrial / tech | → Neutro | ↑ Alta (demanda industrial) |
| Bolsa em alta / risk-on | ↓ Pressão de venda | ↓ Pressão moderada |
No contexto de 2026: com a Selic em 14,25% a.a., o ouro compete diretamente com a renda fixa em reais. Ainda assim, para o investidor que busca diversificação internacional e proteção cambial, os ETFs de metais preciosos continuam sendo relevantes — especialmente porque oferecem exposição ao dólar (todos os ETFs abaixo têm componente cambial).
Atenção: Não há garantias quanto ao preço dos metais. O histórico permite projeções, mas a cotação é influenciada por fatores globais imprevisíveis.
3 ETFs de ouro e prata disponíveis na B3 em 2026
Os três ETFs a seguir são acessíveis a qualquer investidor brasileiro com conta em corretora — sem necessidade de conta no exterior.
1. GOLD11 — Trend ETF LBMA Ouro (XP Vista Asset)
O GOLD11 foi o primeiro ETF de ouro da B3. Ele replica o LBMA Gold Price — a principal referência global de cotação do ouro em dólar — por meio de posições no ETF norte-americano iShares Gold Trust (IAU), transferindo indiretamente a variação do ouro para o investidor brasileiro.
Dados relevantes (jun/2026):
- Cotação: ~R$ 21,50/cota (variação cambial + ouro internacional)
- Faixa 52 semanas: R$ 18,63 a R$ 30,14
- Taxa de administração: ~0,30% ao ano
- Gestora: XP Vista Asset Management
- Listado na B3 desde: 2020
Para quem é indicado: investidores que buscam proteção cambial e hedge contra crises, com baixo custo de gestão.
2. GOLB11 — BTG Pactual Futuro de Ouro B3
O GOLB11 é o ETF de ouro da BTG Pactual, que replica o Índice de Futuro de Ouro da B3 por meio de contratos futuros negociados localmente. Por usar futuros em vez de ouro físico, o comportamento pode diferir ligeiramente do GOLD11 — com custos de rolagem de contratos que impactam o retorno no longo prazo.
Dados relevantes (jun/2026):
- Cotação: ~R$ 105–120/cota (lote mínimo mais acessível)
- Gestora: BTG Pactual Asset Management
- Índice de referência: Índice de Futuro de Ouro B3
- Diferencial: estrutura 100% local (sem dependência de ETF americano)
Para quem é indicado: investidores que preferem uma estrutura inteiramente nacional e têm confiança na B3 como custodiante.
3. BSLV39 — BDR do iShares Silver Trust (prata)
O BSLV39 é, na verdade, um Brazilian Depositary Receipt (BDR) — um certificado de ativo internacional negociado na B3. Ele representa cotas do ETF iShares Silver Trust (SLV), dos Estados Unidos, que possui reservas de prata física custodiadas nos EUA. O índice de referência é o LBMA Silver Price.
Características relevantes (2026):
- Exposição direta à cotação da prata em dólar (via BDR)
- A prata tem maior volatilidade que o ouro e componente forte de demanda industrial (eletrônicos, painéis solares, baterias)
- Gestora original: BlackRock (iShares)
- Em 2026, a prata acompanhou a alta do ouro com oscilações mais pronunciadas
Para quem é indicado: investidores que querem exposição à prata como ativo mais volátil e com perfil industrial, mantendo operações na B3.
📊 Tabela comparativa: ETFs de ouro e prata na B3 (2026)
| ETF | Metal | Estrutura | Índice | Cotação ~jun/26 |
|---|---|---|---|---|
| GOLD11 | Ouro | ETF (via IAU/EUA) | LBMA Gold Price | ~R$ 21,50 |
| GOLB11 | Ouro | ETF (futuros B3) | Futuro Ouro B3 | ~R$ 105–120 |
| BSLV39 | Prata | BDR de ETF (SLV/EUA) | LBMA Silver Price | consultar B3 |
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⚠️ Aviso: as informações deste artigo têm caráter educacional e não constituem recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um assessor de investimentos antes de tomar qualquer decisão.
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