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EUA sobre taxa de juros enquanto por aqui tudo segue igual; onde investir com a Selic e inflação em alta?

investir nos EUA
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A última semana teve dois acontecimentos que ditam como vai continuar a economia. Um deles foi porque o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, na quarta-feira (03), manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. É o patamar que está em vigor desde o início de agosto de 2022 e a novidade foi em meio às críticas do presidente Lula (PT) e outros ministros do governo.

No comunicado, o comitê avalia que o momento requer “paciência e serenidade na condução da política monetária”. A equipe também ressalta que  poderá “retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”. Isso significa que poderá voltar a aumentar a Selic em outro momento, caso seja necessário.

Desta vez, o Copom reconhece que este é um “cenário menos provável”, diferente do comunicado anterior. Eles se reúnem a cada 45 dias para definir a taxa básica de juros da economia. É a terceira reunião do grupo durante o governo Lula e a próxima está marcada para os dias 20 e 21 de junho. Além disso, é a sexta vez seguida em que o comitê decide pela manutenção da taxa em alta.

Já o segundo acontecimento foi lá nos Estados Unidos. O banco central norte-americano subiu os juros básicos do país em 0,25 ponto percentual e o intervalo de 5% a 5,25% ao ano. Essa foi a décima alta seguida e a esperança se veio porque o Federal Reserve também disse que pode interromper a elevação dos juros.

Inflação dos EUA influencia os seus investimentos

Os juros em alta é uma forma de controlar a pressão inflacionária. Isso porque a inflação dos EUA não só estimula o aumento dos juros no país como fomenta a atração de investidores para a economia norte-americana. Consequentemente, os seus investimentos no Brasil podem ser afetados.

Afinal, o mercado brasileiro é considerado emergente e mais arriscado, por ter maior volatilidade. Portanto, um aumento no retorno de títulos dos EUA pode potencializar a saída de capital estrangeiro do país — em especial, da bolsa de valores brasileira (B3).

Esse movimento diminui a circulação de dólar na economia nacional e pode forçar a taxa de câmbio para cima. Diante disso, pode ocorrer um aumento na inflação, devido à dolarização da nossa economia.

Nesse cenário, o mercado também se torna mais volátil. Com um volume menor de investidores, as movimentações podem gerar mais impactos. Então as oscilações podem ser mais intensas ou mais frequentes, aumentando o risco geral.

Veja como investir nesse cenário aqui.

3 dicas para investir com a Selic em alta

Se a inflação norte-americana influencia tudo e ainda vivemos um momento em que a Selic está em um patamar muito alto de 13,75%, então, como investir? Bom, a renda fixa ganha força e muitos investidores ficam com receio de colocar dinheiro em investimentos de renda variável.

Quem conversou com a gente sobre isso foi a Fernanda Rosseto, que possui ampla experiência no mercado, atuação voltada ao planejamento estratégico, projetos e marketing. Ela tem foco no desenvolvimento e engajamento de pessoas, alavancagem de resultados e disseminação de cultura.

No time da Renova, ocupa o cargo de coordenadora comercial e entende muito quando o assunto é mercado financeiro. E aí, vamos nessa?

Selic alta nos investimentos

A verdade é que não é uma notícia de todo ruim, se souber aproveitar as oportunidades. Desde que a taxa de juros voltou para os dois dígitos, a renda fixa voltou a ser requisitada, isso por ter sido uma classe de ativos com uma rentabilidade positiva nos últimos meses.

Isso quer dizer que as mudanças impactam diversos setores da nossa economia, mexendo com a demanda por crédito, endividamento das empresas e rentabilidade dos investimentos. Da seguinte maneira:

  • Quando a Selic sobe, os investimentos em renda fixa acabam ficando mais atrativos, incentivo que os investidores saiam de renda variável para os ativos de menor risco.
  • Quando a Selic desce, aumenta a atratividade em renda variável e o apetite por risco dos investidores, podendo tornar também as condições no mercado imobiliário mais favoráveis.

Por esses movimentos do mercado, os investidores precisam estar atentos em quais serão as perspectivas para a taxa de juros e como isso pode afetar suas decisões na hora de aplicar o dinheiro.

1 – Gastar menos e investir mais

A especialista diz que o sinal é de gastar menos e investir mais. É um momento de possibilidades de investimentos, pensando a Selic como um caminho de oportunidade. Quando o Banco Central eleva a taxa básica de juros é para conter a inflação, por isso, ativos que aproveitem essas condições podem ser benéficos.

2 – Diversifique a carteira para investir com a Selic

Investir com a Selic em alta é uma forma de lidar com a economia restritiva que vivemos e ainda pensar em retorno. “Compor uma carteira diversificada e olhar as oportunidades”, explica Rosseto. Ativos que sigam o IPCA, CDI e Selic garantem rentabilidades atrativas.

3 – Invista com um profissional (de confiança)

Um movimento do mercado agora é a migração da renda variável para a renda fixa, justamente por ser mais atrativo nessas condições. Mas a craque dos investimentos dá outra dica: não espere o momento de alta, trace uma estratégia antes!

E a bolsa? Investir com a Selic em alta em ativos de renda variável não é um problema, pode ser uma boa jogada para surfar na onda depois que a taxa abaixar. Porém, conte com um profissional do seu lado para te ajudar a aplicar o seu dinheiro sem correr muitos riscos.

Para saber mais sobre o mercado financeiro, acompanhe nossos conteúdos no YouTubeInstagram e LinkedIn!

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