A Tencent, maior empresa chinesa listada por capitalização de mercado, vale em torno de US$ 520 bilhões — e o investidor brasileiro pode buscar exposição a esse mercado pelo home broker, seja por BDRs de empresas chinesas disponíveis na B3, seja por ETFs negociados em reais. Neste artigo, você conhecerá as maiores empresas da China em 2026, entenderá quanto valem e aprenderá, passo a passo, como investir via BDR ou ETF na B3.
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Resposta direta: Entre as maiores empresas chinesas por valor de mercado em 2026 aparecem Tencent, Alibaba, ICBC, PetroChina, China Mobile, BYD, Meituan, PDD Holdings, CNOOC e China Construction Bank. O investidor brasileiro pode acessar parte delas via BDRs (como BABA34, e outros programas que devem ser confirmados junto à B3 e à corretora) ou pelo ETF XINA11, negociado na B3 em reais.
As 10 maiores empresas da China em 2026 por valor de mercado
O critério de capitalização de mercado mede quanto o mercado paga hoje pelo conjunto de ações de uma empresa. É o termômetro mais direto para o investidor pessoa física, pois reflete expectativas de crescimento, lucratividade e risco percebido — não apenas o tamanho histórico do negócio.
A tabela abaixo reúne uma seleção das maiores companhias chinesas listadas em bolsa, com base em levantamentos públicos de capitalização de mercado compilados por provedores de dados como CompaniesMarketCap, com data-base em 2026. Como as cotações oscilam diariamente e há variações metodológicas entre fontes (inclusão ou não de empresas listadas apenas na China continental, por exemplo), a ordem exata pode diferir de outros rankings — Agricultural Bank of China e CATL, por exemplo, aparecem no topo de algumas listas alternativas. A disponibilidade de BDR ou ETF deve ser sempre confirmada no portal da B3 e na sua corretora antes de enviar ordens.
| Empresa | Setor | BDR/ETF na B3 |
|---|---|---|
| Tencent | Tecnologia / Entretenimento | Via ETF (sem BDR na B3) |
| Alibaba | E-commerce / Nuvem | BABA34 |
| ICBC | Banco estatal | Via ETF |
| PetroChina | Energia / Petróleo | Via ETF |
| China Mobile | Telecomunicações | Via ETF |
| BYD | Veículos elétricos | Via ETF (BDR a confirmar na B3) |
| Meituan | Serviços locais / Delivery | Via ETF |
| PDD Holdings | E-commerce | P1DD34 (confirmar liquidez) |
| CNOOC | Energia / Petróleo offshore | Via ETF |
| China Construction Bank | Banco estatal | Via ETF |
⚠️ Importante: A posição relativa dessas empresas muda com frequência — especialmente entre bancos estatais e big techs, que disputam os primeiros lugares conforme o ciclo econômico chinês e decisões regulatórias.
A capitalização de mercado é dinâmica. Empresas de tecnologia como Tencent e Alibaba sobem ou caem bilhões de dólares em dias, dependendo de regulação, resultados trimestrais e tensões geopolíticas. Por outro lado, os grandes bancos estatais — ICBC, Agricultural Bank of China e China Construction Bank — tendem a ser mais estáveis em valor, mas crescem menos em momentos de expansão tecnológica.
Para o investidor brasileiro, a informação mais prática desta tabela é a coluna de BDR/ETF. Empresas sem BDR individual acessível na B3 ainda podem ser alcançadas por meio de ETFs de mercado chinês, como o XINA11, que acompanha o índice MSCI China e cobra taxa de administração de 0,30% ao ano. Isso amplia significativamente as opções de diversificação geográfica sem a necessidade de abrir conta no exterior.
Por que a tabela importa para sua carteira
Quem deseja exposição às gigantes chinesas tem dois caminhos principais: comprar o BDR de uma empresa específica, quando houver programa ativo e liquidez, ou investir num ETF que replica um índice com várias delas. A escolha depende do perfil, do valor disponível e do grau de concentração desejado. Na prática, começaremos a detalhar essa decisão nas próximas seções.
Valor de mercado vs. faturamento: qual ranking importa para o investidor?
Para o investidor, o ranking por capitalização de mercado é mais relevante que o por receita. O valor de mercado reflete o preço que compradores e vendedores atribuem ao futuro da empresa — não ao seu passado contábil.
O exemplo mais ilustrativo é a State Grid Corporation of China. Ela figura entre as maiores empresas do mundo em receita anual — com faturamento estimado na casa das centenas de bilhões de dólares por ano. No entanto, a State Grid é uma estatal não listada em bolsa. Isso significa que nenhum investidor pessoa física pode comprar uma fração dela, independentemente do capital disponível.
O que poucos percebem: empresa grande em receita não é sinônimo de empresa investível. A State Grid fatura o equivalente ao PIB de muitos países e não tem uma única ação negociável em bolsa. Essa distinção crítica explica por que o ranking por valor de mercado é a referência correta.
Já a Tencent, que não chega perto desse faturamento, é negociada em Hong Kong (código 0700) e integra os principais índices de ações chinesas. O acesso do investidor brasileiro a ela costuma se dar por ETFs disponíveis na B3 ou por conta no exterior — já que não há BDR de Tencent listado na B3. Essa diferença entre empresa grande e empresa acessível é fundamental para montar um portfólio real.
Por outro lado, o ranking por receita tem utilidade analítica. Ele mostra quais setores movem a economia chinesa: energia, bancos e telecomunicações dominam o topo por faturamento, enquanto tecnologia e consumo dominam por valor de mercado. Essa divergência reflete o prêmio que o mercado paga por crescimento e margens elevadas.
Considere dois cenários práticos. Um investidor que coloca R$ 1.000 em BDRs de empresas do topo do ranking por valor de mercado está, na prática, apostando no crescimento de setores de alta margem — tecnologia, veículos elétricos, plataformas digitais. Já quem busca exposição aos bancos estatais via ETF está comprando estabilidade e dividendos, com menor potencial de valorização expressiva.
Resumindo: use o ranking por valor de mercado para decidir onde investir. Use o ranking por receita para entender como a economia chinesa funciona. Para o portfólio, o que importa é o que você pode comprar — e ao preço certo.
Tencent, Alibaba e BYD: o que fazem as gigantes chinesas?
Tencent é a maior empresa de tecnologia e entretenimento digital da China. Alibaba é uma das líderes em e-commerce e computação em nuvem. BYD é líder global em veículos elétricos. Cada uma representa um vetor diferente do crescimento chinês — e perfis de risco distintos para o investidor.
Big Techs e Plataformas Digitais
Tencent — Tecnologia, mídia, jogos
- O que faz: WeChat (mais de 1 bilhão de usuários ativos), jogos online, pagamentos digitais, publicidade
- Por que importa: ecossistema digital completo; receita recorrente e margens altas
- Acesso: listada na HKEX (0700); no Brasil, não há BDR de Tencent listado na B3 — o acesso se dá via ETF XINA11 ou conta no exterior
Alibaba — E-commerce, nuvem, logística
- O que faz: Taobao, Tmall, AliExpress, Alibaba Cloud; serviços financeiros apenas de forma indireta, via participação acionária na Ant Group (operadora do Alipay), que não é controlada operacionalmente pelo Alibaba
- Por que importa: infraestrutura do varejo digital chinês; crescimento em nuvem corporativa
- BDR na B3: BABA34
PDD Holdings — E-commerce (Pinduoduo, Temu)
- O que faz: modelo de compras em grupo; Temu em expansão global
- Por que importa: crescimento acelerado; modelo diferente de Alibaba, focado em preço
- Acesso: BDR P1DD34 (verifique liquidez antes de operar) ou via ETF XINA11
Meituan — Serviços locais e delivery
- O que faz: plataforma de entrega de refeições, reservas, viagens e serviços locais
- Por que importa: exposição direta ao consumo urbano chinês; escala logística relevante
- Acesso: via ETF XINA11
Bancos Estatais Gigantes
ICBC — Industrial and Commercial Bank of China
- O que faz: um dos maiores bancos do mundo por ativos totais; crédito, depósitos, serviços financeiros
- Por que importa: receita previsível; dividendos; controle estatal
- Acesso: via ETF XINA11
Agricultural Bank of China — Banco agrícola estatal
- O que faz: crédito rural, agronegócio, rede capilar no interior da China
- Por que importa: acesso a crescimento do setor agrícola; menos sensível a ciclos urbanos
- Acesso: via ETF XINA11
China Construction Bank — Banco de infraestrutura estatal
- O que faz: financiamento de infraestrutura, imóveis, construção civil
- Por que importa: beneficiado direto de planos de infraestrutura do governo chinês
- Acesso: via ETF XINA11
Energia e Mobilidade Sustentável
BYD — Veículos elétricos e baterias
- O que faz: um dos maiores fabricantes de EVs do mundo em volume; baterias de lítio; semicondutores
- Por que importa: liderança global; concorre com Tesla; margem operacional em expansão
- Acesso: via ETF XINA11; confirme no portal da B3 se há programa de BDR ativo antes de operar
CATL — Contemporary Amperex Technology
- O que faz: maior fabricante global de baterias de lítio; fornece para montadoras como Tesla, BMW e Volkswagen
- Por que importa: liderança de mercado global em baterias para veículos elétricos, num setor com concorrentes relevantes (BYD, CALB, Gotion, Panasonic); demanda crescente na transição energética
- Acesso: via ETF XINA11
CNOOC / PetroChina — Energia, petróleo e gás
- O que faz: exploração offshore (CNOOC) e cadeia integrada de exploração, refino e distribuição (PetroChina, braço listado da CNPC)
- Por que importa: exposição a energia tradicional; risco de transição energética
- Acesso: via ETF XINA11
China Mobile — Telecomunicações
- O que faz: uma das maiores operadoras de telefonia do mundo por assinantes; 5G, dados móveis
- Por que importa: receita estável; dividendos; operadora dominante num oligopólio estatal, com China Telecom e China Unicom como concorrentes diretos
- Acesso: via ETF XINA11
Levantamentos oficiais sobre as 500 maiores empresas chinesas apontam receita operacional combinada na casa das dezenas de trilhões de yuans por ano. Esse número contextualiza a escala dessas companhias: algumas delas, individualmente, faturam mais do que o PIB de países inteiros.
Para o investidor brasileiro, o ponto prático é identificar quais dessas empresas têm BDR líquido na B3 — e alinhar a escolha com o setor de interesse. Tecnologia oferece crescimento; bancos estatais oferecem dividendos; BYD e CATL oferecem exposição à transição energética global.
O que é BDR e como funciona para ações chinesas?
BDR (Brazilian Depositary Receipt) é um certificado negociado na B3 que representa ações de empresas estrangeiras — incluindo chinesas — sem que o investidor precise abrir conta no exterior. É a forma mais acessível de investir em companhias como a Alibaba diretamente pelo home broker.
O mecanismo funciona assim: uma instituição depositária (banco autorizado pela CVM) compra as ações originais da empresa estrangeira na bolsa de origem — por exemplo, ações da Alibaba na Bolsa de Nova York ou de Hong Kong. Essa instituição emite, no Brasil, certificados lastreados nessas ações. Cada BDR corresponde a uma fração ou múltiplo das ações originais, conforme definido no programa de emissão.
O investidor brasileiro compra esses certificados em reais, pela B3. A cotação do BDR reflete o preço da ação original convertido pela taxa de câmbio vigente. Portanto, além do risco da empresa, há o risco cambial embutido — uma valorização do real reduz o retorno em reais, mesmo que a ação suba lá fora.
Dois tipos de BDR
Existem dois modelos de emissão:
- BDR Patrocinado: emitido com participação ativa da empresa estrangeira. Pode ser Nível I (negociação em balcão), Nível II ou Nível III (com registro completo na CVM e captação de recursos no Brasil). Oferece mais transparência e obrigações de divulgação.
- BDR Não Patrocinado: emitido por iniciativa da instituição depositária, sem envolvimento da empresa. Boa parte dos BDRs de empresas estrangeiras disponíveis na B3 é desse tipo. Há menos obrigações de disclosure, mas o lastro é o mesmo.
A regulação dos BDRs no Brasil é competência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), hoje disciplinada pelas Resoluções CVM 182 e 183, em vigor desde 1º de junho de 2023, que flexibilizaram requisitos de emissão (por exemplo, reduzindo o percentual mínimo de ações em circulação de 25% para 10% e o volume médio diário exigido de R$ 25 milhões para R$ 10 milhões). Para consultar a lista oficial de BDRs disponíveis, acesse o portal da B3.
BDR não é ação direta — é um certificado de depósito. Isso significa que o investidor não vota em assembleias da empresa estrangeira e pode ter acesso limitado a proventos, dependendo das regras do programa.
Os custos envolvidos incluem corretagem (variável por corretora), spread de compra e venda, e eventual taxa de conversão cambial embutida no preço. Não há taxa de custódia específica para BDRs além das cobranças normais da corretora.
Em termos tributários, BDRs têm alíquota de 15% sobre o ganho de capital em operações normais (20% em day trade). Diferentemente das ações brasileiras, não há isenção para vendas mensais abaixo de R$ 20.000 — qualquer lucro é tributado. Dividendos recebidos via BDR são tributados como rendimento de fonte estrangeira, pela tabela progressiva, sem a isenção que se aplica a dividendos de ações brasileiras. Desde janeiro de 2026, a Lei 15.270/2025 também instituiu IRRF de 10% sobre lucros e dividendos remetidos ao exterior, o que pode afetar a cadeia de pagamento de proventos de BDRs. Confirme as regras vigentes para o ano-calendário em questão junto à Receita Federal ou ao seu contador.
Como investir nas maiores empresas da China via BDR na B3?
O investidor brasileiro pode comprar BDRs de empresas estrangeiras diretamente pelo home broker de qualquer corretora habilitada na B3, com valores a partir de algumas dezenas de reais. O processo é idêntico ao de comprar uma ação brasileira.
Passo a passo operacional
- Abra conta em uma corretora habilitada na B3. Qualquer corretora ou banco de investimentos regulado pela CVM oferece acesso a BDRs. Há diversas opções com corretagem zero para renda variável — compare as condições atuais antes de escolher.
- Busque o ticker do BDR desejado. Entre os relacionados a empresas chinesas estão BABA34 (Alibaba) e P1DD34 (PDD Holdings). O sufixo “34” é usado em BDRs lastreados em papéis negociados nos EUA, tipicamente ADRs; BDRs com lastro em outras praças, como a bolsa de Hong Kong, podem seguir convenções diferentes. Confirme o código exato no portal da B3.
- Verifique liquidez e spread. BDRs com baixo volume diário têm spreads maiores entre compra e venda. Prefira os de maior liquidez para evitar perdas na entrada e saída. Consulte o volume médio negociado no próprio home broker antes de definir o tamanho da ordem.
- Execute a ordem de compra. Defina o tipo de ordem (a mercado ou limitada) e a quantidade de certificados. Confirme antes de enviar. Horário de negociação da B3: o pregão contínuo começa às 10h e encerra entre 16h55 e 17h55, conforme o período do ano e o ativo (em 2026, o encerramento às 16h55 passou a valer a partir de 9 de março, com o horário de verão americano). A pré-abertura ocorre entre 9h30 e 9h45, mas não executa ordens — confirme o horário vigente no portal da B3.
Cenário prático com números reais
Suponha um investidor com R$ 1.000 disponíveis, querendo dividir entre o BDR BABA34 e o ETF XINA11.
- Ele verifica a cotação atual de cada ativo no home broker (exemplo: BABA34 a R$ 85,00 e XINA11 a R$ 95,00 — valores puramente ilustrativos).
- Divide os R$ 1.000 conforme a proporção desejada: R$ 500 em cada um, por simplicidade.
- Com R$ 500 em BABA34: compra ~5,8 certificados. Com R$ 500 em XINA11: compra ~5,2 cotas.
- Paga corretagem (zero em muitas corretoras digitais) e o spread entre compra e venda (típico: 0,10% a 0,30%).
- Não há IOF sobre a compra de BDRs em reais na B3 — o IOF cambial incide na operação de câmbio feita pela depositária, não diretamente pelo investidor no home broker.
Com R$ 1.000, é possível ter exposição simultânea a uma big tech chinesa e a uma cesta ampla de empresas do país, em reais, sem abrir conta no exterior e sem converter dólar manualmente.
Riscos operacionais e de mercado
O risco cambial é real. Se o real se valorizar frente ao dólar ou ao yuan, o BDR pode cair em reais mesmo que a ação suba no exterior. Por outro lado, uma desvalorização do real amplifica os ganhos. Esse é um fator que o investidor deve considerar ao dimensionar a posição em BDRs chineses dentro do portfólio.
Além do câmbio, há o risco regulatório específico da China. O governo chinês já interveio em empresas como Alibaba e Didi com impactos severos nas cotações. Diversificar entre setores e não concentrar em uma única empresa reduz esse risco.
⚠️ O erro mais caro aqui: concentrar toda a exposição internacional em um único ativo chinês. A Alibaba recuou mais de 75% do pico de outubro de 2020 até o mínimo de 2022 — chegando a cerca de 80% de queda no vale — em meio à pressão regulatória; a Didi despencou após intervenção governamental que retirou seu aplicativo das lojas na China; a Evergrande entrou em crise de dívida a partir de 2021. Esses não foram apenas movimentos de mercado — envolveram decisões políticas que afetaram patrimônios de investidores desprotegidos.
Para quem está começando, a recomendação prática é iniciar com posições pequenas em ativos de maior liquidez (como BABA34 e o ETF XINA11) e aumentar gradualmente conforme o entendimento do mercado chinês. Assessorias como a Renova Invest podem auxiliar na montagem de uma carteira internacional equilibrada.
ETFs de empresas chinesas na B3: alternativa ao BDR individual
ETFs como o XINA11 permitem ao investidor brasileiro ter exposição a uma cesta diversificada das maiores empresas chinesas com uma única ordem de compra na B3. Para quem não quer escolher empresa por empresa, é a alternativa mais simples e eficiente.
BDR individual vs. ETF: quando usar cada um
A diferença central está na diversificação automática. Ao comprar XINA11, o investidor não aposta em uma única empresa — ele replica o índice MSCI China, com dezenas de companhias chinesas, diluindo o risco específico de cada uma. Se a Alibaba sofrer uma intervenção regulatória, o impacto no ETF é parcial; no BDR individual, é total.
Por outro lado, o ETF cobra uma taxa de administração anual, que reduz ligeiramente o retorno líquido. BDRs individuais não têm essa taxa, mas exigem mais decisões do investidor — qual empresa comprar, em que proporção, quando rebalancear.
| Critério | BDR Individual | ETF (XINA11) |
|---|---|---|
| Diversificação | Concentrada em 1 empresa | Automática em dezenas de empresas |
| Custo de gestão | Sem taxa anual | Taxa de administração de 0,30% ao ano |
| Liquidez | Varia por ticker | Moderada (volume diário na casa de R$ 120 mil) |
| Controle de alocação | Total | Limitado ao índice |
| Tributação | 15% ganho capital (sem isenção de R$20k) | 15% ganho capital (sem isenção de R$20k) |
A tributação é igual nos dois casos: 15% sobre o ganho de capital na venda em operações normais. Importante: ETFs de ações não têm a isenção de R$ 20.000 mensais que se aplica a ações individuais. Qualquer ganho na venda de cotas do XINA11 é tributado, independentemente do valor.
Para o investidor iniciante com menos de R$ 5.000 disponíveis para renda variável internacional, o ETF costuma ser a escolha mais adequada. Ele oferece diversificação imediata, simplicidade operacional e exposição às maiores empresas chinesas sem a necessidade de pesquisar cada companhia individualmente.
Já para o investidor intermediário que quer concentrar em uma empresa específica — por convicção no setor de tecnologia, por exemplo — o BDR individual faz mais sentido, desde que haja programa ativo e liquidez suficiente. A decisão depende do objetivo: diversificação ampla ou aposta direcionada.
Resumo prático: 6 pontos para levar
- Entre as maiores empresas chinesas por valor de mercado estão Tencent, Alibaba, ICBC, BYD e PDD Holdings — com acesso via BDRs (como BABA34 e P1DD34, sempre confirmados na B3) ou pelo ETF XINA11.
- Capitalização de mercado é o critério certo para o investidor: empresas como a State Grid faturam mais, mas não são listadas em bolsa e não podem ser compradas.
- BDR é um certificado em reais que representa ações estrangeiras — tem risco cambial e tributação de 15% sobre ganho de capital, sem isenção de R$ 20.000.
- Para começar, R$ 1.000 já permitem montar exposição à China pelo home broker, sem conta no exterior.
- O ETF XINA11 oferece diversificação automática entre as maiores empresas chinesas, com a mesma tributação dos BDRs individuais.
- O risco regulatório chinês é real — o governo já interveio em grandes empresas com impacto severo nas cotações. Diversifique e dimensione a posição com cautela.
Perguntas frequentes sobre investir em empresas chinesas
Qual é a maior empresa da China em 2026?
Por capitalização de mercado, a Tencent é consistentemente apontada como a maior empresa chinesa listada em bolsa, com valor em torno de US$ 520 bilhões segundo compilações de dados de mercado — número que oscila com a cotação diária. Por receita, a State Grid Corporation of China lidera, mas não é listada em bolsa. O acesso do investidor brasileiro à Tencent ocorre via ETF na B3 (como o XINA11) ou conta no exterior, pois não há BDR de Tencent listado na B3.
Como comprar BDR de empresa chinesa no Brasil?
Abra conta em qualquer corretora habilitada na B3, busque o ticker do BDR (ex.: BABA34 para Alibaba) no home broker e execute a ordem de compra em reais. O processo é idêntico ao de comprar uma ação brasileira. Não é necessário abrir conta no exterior nem converter moeda manualmente. Confirme sempre o código e a existência do programa na lista oficial da B3.
BDR tem isenção de Imposto de Renda?
Não. BDRs têm alíquota de 15% sobre o ganho de capital na venda em operações normais (20% em day trade). Diferentemente de ações brasileiras, BDRs não têm a isenção para vendas mensais abaixo de R$ 20.000. Dividendos recebidos via BDR são tributados como rendimento de fonte estrangeira. Declare os BDRs na ficha “Bens e Direitos” do IRPF.
Qual a diferença entre BDR e ação?
Ação é uma fração do capital social de uma empresa, negociada na bolsa de origem. BDR é um certificado emitido no Brasil que representa essa ação, negociado na B3 em reais. O BDR tem lastro na ação original, mas o investidor não detém a ação diretamente — detém o certificado. Consequências práticas: sem direito a voto em assembleias e tributação diferente para dividendos.
É seguro investir em empresas chinesas?
Investir em empresas chinesas envolve riscos específicos além dos de mercado: risco regulatório (o governo chinês pode intervir em setores inteiros), risco geopolítico (tensões com EUA afetam cotações) e menor transparência contábil em relação a padrões ocidentais. Exemplos: a Alibaba recuou mais de 75% entre o pico de 2020 e o vale de 2022 em meio à pressão regulatória; a Didi desabou após intervenção do governo; a Evergrande entrou em crise de dívida. Esses riscos não tornam o investimento inviável, mas exigem posição dimensionada — em geral, entre 5% e 15% do portfólio para investidores com perfil moderado a arrojado, a depender de avaliação individual.
Quais ETFs de empresas chinesas existem na B3?
O principal ETF de mercado chinês disponível na B3 é o XINA11, que replica o índice MSCI China, composto por grandes e médias empresas do país. Ele oferece diversificação automática com uma única ordem de compra, cobra taxa de administração de 0,30% ao ano e apresenta liquidez moderada (volume diário na casa de R$ 120 mil), o que exige atenção ao tamanho da ordem. A tributação é de 15% sobre ganho de capital na venda, sem isenção de R$ 20.000. Para verificar outros ETFs disponíveis e suas composições atualizadas, consulte o portal oficial da B3.
Próximos passos: montando sua exposição à China
A diferença entre ter exposição às maiores empresas chinesas de forma eficiente e pagar mais caro por isso está na escolha entre BDR individual e ETF — e no entendimento dos custos e riscos de cada um.
Se você quer montar uma carteira internacional equilibrada, com China, EUA e outros mercados — considerando seu perfil de risco, horizonte de investimento e volume disponível — a Renova Invest pode estruturar essa alocação com você. Fale com um assessor para calcular quanto destinar a empresas chinesas e qual é a melhor forma de acessá-las dentro do seu portfólio.
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