Ouro bateu US$ 5.500: 3 ETFs para se expor a ouro e prata em 2026

3 ETFs para investir

Renova Invest · 1 de maio de 2022

Os preços do ouro atingiram **máximas históricas em 2026**, superando os US$ 5.000 por onça troy pela primeira vez — e os ETFs de ouro listados na B3 registraram uma das melhores performances entre todos os ativos em reais. Se você quer se expor a metais preciosos sem comprar o metal físico, esta é sua porta de entrada.

Renova Invest

Pronto para fazer seu patrimônio trabalhar por você?

Abra sua conta e conte com assessoria especializada para investir com estratégia. Abertura gratuita, sem compromisso.

Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).

Abrir conta de investimento
📈 Ouro em 2026 (atualizado em junho/2026): O ouro acumulou +60% em 2025 — maior alta anual em décadas — e bateu a máxima histórica de US$ 5.594 por onça troy em janeiro/2026. Essa alta se refletiu diretamente nos ETFs brasileiros: o GOLD11 oscilou entre R$18,63 e R$30,14 nos últimos 12 meses. O movimento foi impulsionado por incertezas geopolíticas, dólar fraco e demanda institucional elevada.

Neste artigo você vai conhecer os três principais ETFs de ouro e prata disponíveis na B3 — todos acessíveis a qualquer investidor pessoa física, sem necessidade de conta no exterior.

O que são ETFs?

Antes de conhecer as três alternativas, é indispensável entender o funcionamento dos ETFs. A sigla se refere aos exchange traded funds — também conhecidos como fundos de índice, em português. Eles consistem em um veículo coletivo de investimento com cotas negociadas na bolsa de valores.

O aspecto central dos ETFs está em replicar o resultado de um índice (benchmark). Graças a essa dinâmica, são chamados de fundos com gestão passiva — o gestor apenas mantém a carteira alinhada ao índice de referência.

Por suas características, a taxa de administração costuma ser mais baixa que em fundos com gestão ativa.

Tributação dos ETFs: ETFs de metais preciosos são classificados como ETFs de renda variável. O IR incide sobre o lucro na venda das cotas: 15% em operações normais e 20% em day trade. Não há isenção de R$ 20 mil/mês (essa isenção vale apenas para ações diretas, não para ETFs). O investidor deve recolher DARF até o último dia útil do mês seguinte ao da venda com lucro.

O que são ETFs lastreados em ouro e prata?

ETFs de metais preciosos são fundos que acompanham a cotação do ouro ou da prata, permitindo ao investidor se expor a essas commodities sem comprar o metal físico. Os benchmarks podem funcionar de duas formas principais:

  • Ouro/prata físico: O ETF mantém reservas do metal em cofres certificados e emite cotas lastreadas nessas reservas. Exemplo: GOLD11 (ouro físico via índice LBMA Gold Price).
  • Contratos futuros: O ETF investe em contratos derivativos que acompanham a cotação do metal. Exemplo: GOLB11 (futuros de ouro na B3).
  • Ações de mineradoras: O ETF investe em empresas que extraem o metal. Mais voltado para investidores com conta no exterior.

Qual a importância dessas commodities em uma estratégia de hedge?

Um dos principais atrativos dos metais preciosos é permitir o hedge — proteção da carteira. Isso é possível porque historicamente há correlação negativa entre metais e ações: enquanto um apresenta queda, o outro frequentemente se valoriza.

Cenário de mercado Comportamento do ouro Comportamento da prata
Crise geopolítica / recessão ↑ Forte alta (refúgio) ↑ Alta moderada
Inflação alta ↑ Proteção histórica ↑ Proteção parcial
Expansão industrial / tech → Neutro ↑ Alta (demanda industrial)
Bolsa em alta / risk-on ↓ Pressão de venda ↓ Pressão moderada

No contexto de 2026: com a Selic em 14,25% a.a., o ouro compete diretamente com a renda fixa em reais. Ainda assim, para o investidor que busca diversificação internacional e proteção cambial, os ETFs de metais preciosos continuam sendo relevantes — especialmente porque oferecem exposição ao dólar (todos os ETFs abaixo têm componente cambial).

Atenção: Não há garantias quanto ao preço dos metais. O histórico permite projeções, mas a cotação é influenciada por fatores globais imprevisíveis.

3 ETFs de ouro e prata disponíveis na B3 em 2026

Os três ETFs a seguir são acessíveis a qualquer investidor brasileiro com conta em corretora — sem necessidade de conta no exterior.

1. GOLD11 — Trend ETF LBMA Ouro (XP Vista Asset)

O GOLD11 foi o primeiro ETF de ouro da B3. Ele replica o LBMA Gold Price — a principal referência global de cotação do ouro em dólar — por meio de posições no ETF norte-americano iShares Gold Trust (IAU), transferindo indiretamente a variação do ouro para o investidor brasileiro.

Dados relevantes (jun/2026):

  • Cotação: ~R$ 21,50/cota (variação cambial + ouro internacional)
  • Faixa 52 semanas: R$ 18,63 a R$ 30,14
  • Taxa de administração: ~0,30% ao ano
  • Gestora: XP Vista Asset Management
  • Listado na B3 desde: 2020

Para quem é indicado: investidores que buscam proteção cambial e hedge contra crises, com baixo custo de gestão.

2. GOLB11 — BTG Pactual Futuro de Ouro B3

O GOLB11 é o ETF de ouro da BTG Pactual, que replica o Índice de Futuro de Ouro da B3 por meio de contratos futuros negociados localmente. Por usar futuros em vez de ouro físico, o comportamento pode diferir ligeiramente do GOLD11 — com custos de rolagem de contratos que impactam o retorno no longo prazo.

Dados relevantes (jun/2026):

  • Cotação: ~R$ 105–120/cota (lote mínimo mais acessível)
  • Gestora: BTG Pactual Asset Management
  • Índice de referência: Índice de Futuro de Ouro B3
  • Diferencial: estrutura 100% local (sem dependência de ETF americano)

Para quem é indicado: investidores que preferem uma estrutura inteiramente nacional e têm confiança na B3 como custodiante.

3. BSLV39 — BDR do iShares Silver Trust (prata)

O BSLV39 é, na verdade, um Brazilian Depositary Receipt (BDR) — um certificado de ativo internacional negociado na B3. Ele representa cotas do ETF iShares Silver Trust (SLV), dos Estados Unidos, que possui reservas de prata física custodiadas nos EUA. O índice de referência é o LBMA Silver Price.

Características relevantes (2026):

  • Exposição direta à cotação da prata em dólar (via BDR)
  • A prata tem maior volatilidade que o ouro e componente forte de demanda industrial (eletrônicos, painéis solares, baterias)
  • Gestora original: BlackRock (iShares)
  • Em 2026, a prata acompanhou a alta do ouro com oscilações mais pronunciadas

Para quem é indicado: investidores que querem exposição à prata como ativo mais volátil e com perfil industrial, mantendo operações na B3.

📊 Tabela comparativa: ETFs de ouro e prata na B3 (2026)

ETF Metal Estrutura Índice Cotação ~jun/26
GOLD11 Ouro ETF (via IAU/EUA) LBMA Gold Price ~R$ 21,50
GOLB11 Ouro ETF (futuros B3) Futuro Ouro B3 ~R$ 105–120
BSLV39 Prata BDR de ETF (SLV/EUA) LBMA Silver Price consultar B3

Renova Invest

Pronto para fazer seu patrimônio trabalhar por você?

Abra sua conta e conte com assessoria especializada para investir com estratégia. Abertura gratuita, sem compromisso.

Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).

Abrir conta de investimento

⚠️ Aviso: as informações deste artigo têm caráter educacional e não constituem recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um assessor de investimentos antes de tomar qualquer decisão.

Leia também: BSLV39: conheça o BDR do ETF iShares Silver Trust.
Leia também: ETF IAU: o fundo americano que segue a cotação do ouro.

Tópicos relacionados

Facilidades da Renova Invest para você:

Conta digital gratuita

Abra sua conta sem custo e tenha acesso a uma plataforma para investir com praticidade e segurança.

Viver de renda

Construa uma carteira inteligente com foco em geração de renda passiva e alcance sua independência financeira.

CDI hoje
14,15% a.a.
  • Meta Selic14,25%
  • CDI 12 meses14,77%
  • CDI em 20267,23%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 09/07/2026

Recomendamos para você

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *