O Tesouro Prefixado está pagando mais do que em uma década. Quando isso acaba?

caixa com moedas representando os rendimentos do tesouro prefixado

Tesouro Prefixado: Guia Completo com Simulações Reais para 2026

Em abril de 2026, o Tesouro Prefixado oferece taxas entre 13,40% e 13,76% ao ano — o patamar mais elevado em quase uma década para títulos de longo prazo. Isso significa que, ao comprar um título hoje, você já sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, independentemente do que acontecer com a Selic amanhã. Neste guia, explicamos como funciona o Tesouro Prefixado, quais são os tipos disponíveis, quanto rende na prática e quando ele realmente vale a pena para o seu perfil.

Resposta direta: O Tesouro Prefixado é um título público federal com taxa de juros fixada no momento da compra. O investidor empresta dinheiro ao governo e recebe o valor de face de R$ 1.000 no vencimento, com rentabilidade garantida se mantiver o título até o prazo final. Em 2026, as taxas variam de 13,40% a 13,76% ao ano.

O que é o Tesouro Prefixado?

O Tesouro Prefixado é um título público federal emitido pelo Tesouro Nacional com taxa de juros definida no ato da compra. Funciona de forma direta: o investidor sabe, desde o início, exatamente o percentual que vai receber — sem depender de variações da Selic, do IPCA ou de qualquer outro indicador externo.

Tecnicamente, o título se chama LTN (Letra do Tesouro Nacional). A versão com pagamento de juros intermediários é a NTN-F (Nota do Tesouro Nacional — Série F). Ambas são emitidas pelo Tesouro Nacional e operacionalizadas pela B3, a bolsa de valores brasileira responsável pela custódia e negociação dos títulos públicos para pessoas físicas pelo portal Tesouro Direto.

O principal atrativo do prefixado é a previsibilidade total do rendimento. Por exemplo: se você compra um Tesouro Prefixado 2029 a 13,40% ao ano, esse percentual está garantido — desde que você mantenha o título até o vencimento. Não importa se a Selic subir ou cair nos próximos anos.

Segundo o portal oficial do Tesouro Direto, qualquer pessoa física com CPF pode investir em títulos públicos federais a partir de valores baixos, sem necessidade de intermediários financeiros tradicionais. Essa acessibilidade tornou o Tesouro Prefixado uma das opções mais populares em renda fixa para investidores iniciantes e intermediários.

Na prática, a previsibilidade do prefixado é especialmente valorizada em momentos de taxas elevadas. Travar uma taxa de dois dígitos antes de uma eventual queda de juros é uma estratégia que assessorias como a Renova Invest frequentemente orientam para investidores com horizonte de médio prazo.

Em 2026, o Tesouro Prefixado oferece as maiores taxas em quase uma década — acima de 13% ao ano para todos os vencimentos disponíveis.

Como funciona o Tesouro Prefixado?

O Tesouro Prefixado funciona como um empréstimo do investidor ao governo federal. Você compra o título por um valor descontado e recebe R$ 1.000 por unidade (valor de face) no vencimento — a diferença entre o que pagou e o que recebe é o seu rendimento.

Mecânica de precificação

A taxa definida no leilão do Tesouro Nacional determina o preço de compra do título. Se a taxa é de 13,40% ao ano e o vencimento é em 3 anos, o preço atual será o valor presente de R$ 1.000 descontado a essa taxa. Em outras palavras: quanto maior a taxa, menor o preço pago hoje.

O processo funciona assim: o Tesouro Nacional realiza leilões periódicos com bancos e instituições financeiras. A taxa resultante é repassada ao investidor pessoa física pelo portal do Tesouro Direto, operacionalizado pela B3. O horário de funcionamento para compras é 24 horas por dia, 7 dias por semana — com exceção de breves janelas de manutenção.

Fluxo de caixa: com e sem cupom

Existem dois formatos distintos de fluxo de pagamento:

Tesouro Prefixado (LTN) — sem cupom:

  • Pagamento: único, no vencimento
  • Fluxo: você paga hoje e recebe R$ 1.000 no final
  • Ideal para: quem quer reinvestir automaticamente

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F):

  • Pagamento: cupons a cada 6 meses mais o principal no vencimento
  • Fluxo: você paga hoje, recebe renda semestral e R$ 1.000 no final
  • Ideal para: quem precisa de renda periódica

A implicação prática é relevante: no modelo sem cupom, os juros compostos trabalham a seu favor durante todo o prazo, gerando um resultado final maior do que o modelo com cupom, para o mesmo percentual contratado. Portanto, se você não precisa de renda intermediária, o Tesouro Prefixado simples tende a ser mais eficiente.

Quais são os tipos de Tesouro Prefixado disponíveis?

Em 2026, o Tesouro Direto disponibiliza dois tipos de Tesouro Prefixado com três vencimentos ativos, conforme dados da InfoMoney de abril de 2026.

13,76% a.a. — Taxa do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 em abril de 2026

Título Vencimento Taxa (abr/2026)
Tesouro Prefixado (LTN) 2029 13,40% a.a.
Tesouro Prefixado (LTN) 2032 13,66% a.a.
Tesouro Prefixado c/ Juros Semestrais (NTN-F) 2037 13,76% a.a.

A diferença prática entre os dois tipos vai além do fluxo de pagamento. No Tesouro Prefixado simples (LTN), o reinvestimento automático dos juros ocorre internamente ao título — o que potencializa o efeito dos juros compostos. Já no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F), o investidor recebe cupons a cada seis meses, o que gera liquidez intermediária, mas exige reinvestimento manual desses valores para manter a eficiência do rendimento.

Vale destacar: os cupons semestrais do NTN-F são tributados pelo IR no momento do pagamento — o que reduz o capital disponível para reinvestimento. Por outro lado, esse modelo é adequado para investidores que utilizam os rendimentos para complementar renda no presente.

Em resumo: para quem busca acumulação de patrimônio com horizonte de longo prazo, o LTN (sem cupom) é geralmente mais eficiente. Para quem precisa de renda periódica, o NTN-F cumpre essa função com segurança soberana.

Quanto rende o Tesouro Prefixado em 2026?

Com taxas entre 13,40% e 13,76% ao ano em abril de 2026, o Tesouro Prefixado entrega rendimento historicamente elevado. Para contextualizar: segundo a Anbima, os títulos prefixados de longo prazo acumularam 20,07% de rentabilidade em 2025 — desempenho superior ao CDI no mesmo período.

20,07% — Rentabilidade acumulada dos prefixados de longo prazo em 2025, segundo a Anbima

Simulação: R$ 1.000, R$ 5.000 e R$ 10.000 no Tesouro Prefixado 2029 (13,40% a.a.)

As simulações abaixo consideram o Tesouro Prefixado 2029 à taxa de 13,40% ao ano, prazo aproximado de 3 anos e IR de 15% (acima de 720 dias). A taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano incide sobre o valor investido.

Valor investido Valor bruto (3 anos) Valor líquido (após IR 15%)
R$ 1.000 R$ 1.456 R$ 1.388
R$ 5.000 R$ 7.280 R$ 6.938
R$ 10.000 R$ 14.560 R$ 13.876

Valores aproximados. O IR incide somente sobre o rendimento, não sobre o principal investido. Simulações não representam garantia de rentabilidade futura.

Para comparação: a poupança renderia cerca de 6,17% ao ano (70% da Selic para depósitos acima do teto), gerando aproximadamente R$ 11.962 líquidos sobre R$ 10.000 em 3 anos. Diferença de quase R$ 1.900 a favor do Tesouro Prefixado no mesmo período.

R$ 1.900 — Diferença estimada de rendimento entre o Tesouro Prefixado 2029 e a poupança em 3 anos com R$ 10.000 investidos

O que poucos explicam: o prefixado não apenas rende mais do que a poupança — ele trava essa vantagem independentemente do que a Selic fizer nos próximos 3 anos. Se os juros caírem, a diferença fica ainda maior. É aí que o timing de entrada importa.

Tesouro Prefixado ou Tesouro Selic: qual escolher?

A escolha entre Tesouro Prefixado e Tesouro Selic depende de dois fatores principais: o cenário de juros esperado e o prazo do investidor. O Prefixado vence quando há expectativa de queda da Selic; o Selic protege melhor em ambientes de incerteza ou alta de juros.

Tesouro Selic: como funciona e quando investir | /tesouro-selic

A lógica da marcação a mercado

O Tesouro Selic tem volatilidade mínima — seu preço acompanha a taxa diária do Banco Central sem oscilações relevantes. Já o Tesouro Prefixado oscila inversamente às taxas de mercado: se os juros sobem, o preço do título cai; se os juros caem, o preço sobe. Esse mecanismo se chama marcação a mercado.

Na prática, isso tem dois lados. O investidor que mantém o título até o vencimento não sofre nenhum impacto das oscilações intermediárias. Por outro lado, quem precisa resgatar antes do prazo está sujeito a receber menos do que investiu, caso os juros tenham subido desde a compra.

Cenário real: João e seus R$ 20.000

João tem R$ 20.000 e horizonte de 3 anos. Veja o que cada cenário indica:

Cenário A — Selic em queda:

  • Tesouro Prefixado 2029 (13,40% a.a.): João trava a taxa alta e se beneficia enquanto a Selic cai
  • Tesouro Selic: João recebe menos à medida que a Selic recua
  • Vencedor: Prefixado

Cenário B — Selic em alta ou instabilidade:

  • Tesouro Prefixado 2029: João pode ter perda se resgatar antes do vencimento
  • Tesouro Selic: João se beneficia da taxa mais alta diariamente
  • Vencedor: Tesouro Selic

O Prefixado é para você se:

  • Você consegue manter o título até o vencimento
  • Você acredita que os juros vão cair nos próximos anos
  • Você quer previsibilidade total do rendimento final
  • Você não vai precisar do dinheiro antes do prazo

Historicamente, o Tesouro Selic acumulou 69,88% em 5 anos até 2025. Ainda assim, o Prefixado liderou isoladamente em 2025 com 20,07% no ano, segundo a Anbima. Para o investidor com horizonte definido, o Prefixado pode entregar retornos superiores em janelas específicas — e 2026 parece ser uma delas.

O Método da Âncora de Rendimento: como decidir entre Prefixado e Selic

Antes de escolher entre os dois títulos, há um raciocínio simples que ajuda a tomar a decisão certa — e que a maioria dos investidores ignora.

Chame de Método da Âncora de Rendimento: compare a taxa prefixada disponível hoje com a expectativa de Selic média para o período do título. Se a taxa prefixada for igual ou superior à Selic projetada, o Prefixado ancora seu rendimento num patamar vantajoso. Se a Selic projetada for mais alta, o Selic protege melhor.

Situação Taxa Prefixada (hoje) Selic Média Projetada Melhor escolha
Juros em queda 13,40% a.a. 10,00% a.a. Prefixado
Juros estáveis 13,40% a.a. 13,00% a.a. Prefixado (margem pequena)
Juros em alta 13,40% a.a. 15,00% a.a. Tesouro Selic

Na prática, esse é o filtro que assessores da Renova Invest usam antes de recomendar qualquer prefixado. A taxa disponível hoje é boa — mas só compensa se o cenário projetado a suportar.

Tesouro Prefixado vale a pena em 2026?

Com taxas acima de 13% ao ano, o Tesouro Prefixado representa uma janela relevante para travar rentabilidade elevada. A análise, no entanto, exige olhar para o contexto macroeconômico e para o perfil do investidor.

Argumento a favor

Taxas prefixadas acima de 13% ao ano são historicamente altas. Se o ciclo de juros no Brasil convergir para queda — conforme parte dos analistas espera para o segundo semestre de 2026 — quem travar essas taxas hoje garantirá rentabilidade superior ao CDI futuro. Além disso, o risco de crédito é praticamente zero, pois a garantia é do governo federal.

Argumento contra

Se a Selic continuar subindo ou permanecer elevada por mais tempo do que o esperado, o investidor que resgatar antecipadamente pode sofrer perdas. Quem mantiver até o vencimento não perde nada — mas fica com capital comprometido numa taxa que pode ficar abaixo do CDI vigente.

Cenário real: Maria e os R$ 10.000 no Prefixado 2032

Maria investe R$ 10.000 no Tesouro Prefixado 2032 a 13,66% ao ano.

Se mantiver até 2032 (aproximadamente 6 anos): valor bruto estimado de cerca de R$ 21.870. Após IR de 15% sobre o ganho de R$ 11.870, o valor líquido aproximado é de R$ 20.090 — rendimento líquido de cerca de 100% sobre o capital inicial.

Se resgatar em 12 meses com alta de juros (taxa de mercado sobe para 15%): o preço de mercado do título cai, e Maria pode resgatar por valor inferior ao investido — realizando prejuízo real mesmo num título de renda fixa.

O erro mais caro: comprar um Tesouro Prefixado sem horizonte definido. O prejuízo de Maria não aconteceria se ela soubesse, antes de investir, que poderia precisar do dinheiro em 12 meses. O título em si não falhou — o planejamento falhou.

Na prática, assessorias como a Renova Invest orientam que o Tesouro Prefixado seja utilizado somente quando o investidor tem certeza de que não precisará do valor antes do vencimento. Essa é a condição essencial para aproveitar a taxa contratada.

Quais são os riscos do Tesouro Prefixado?

O Tesouro Prefixado tem risco de crédito praticamente zero — o emissor é o governo federal brasileiro. No entanto, existem dois riscos reais que o investidor precisa compreender antes de aplicar.

Risco de marcação a mercado

Este é o principal risco. O preço do título no mercado secundário oscila diariamente, de forma inversa às taxas de juros. Se os juros de mercado subirem após a sua compra, o valor atual do título será menor do que o que você pagou. Resgatar nesse momento significa receber menos do que investiu.

O Tesouro Nacional garante a recompra diária do título — mas ao preço de mercado vigente, não ao preço original. Essa é uma diferença crítica. Conforme documentação da B3, a liquidez existe, mas o preço de saída antecipada pode ser desfavorável.

Risco de inflação

Se o IPCA superar a taxa contratada durante o período, o rendimento real do investidor será negativo. Por exemplo: com taxa de 13,40% ao ano e inflação de 15%, o ganho real seria negativo em cerca de 1,4 ponto percentual. Nesse cenário, o Tesouro IPCA+ seria mais adequado.

O Tesouro Prefixado tem risco de crédito zero, mas pode gerar prejuízo real se o IPCA superar a taxa contratada — ou se houver resgate antes do vencimento com juros em alta.

Em contrapartida, o Tesouro Prefixado não tem risco de crédito — diferentemente de CDBs e LCIs de bancos menores, que dependem da solvência da instituição emissora. A garantia do governo federal elimina esse risco, o que é um diferencial relevante para investidores avessos a perdas por inadimplência.

Tributação do Tesouro Prefixado: como funciona o IR?

O Tesouro Prefixado segue a tabela regressiva do Imposto de Renda, com alíquotas que diminuem conforme o prazo de aplicação. A base de cálculo é apenas o rendimento — o principal investido não é tributado.

Prazo de aplicação Alíquota de IR Observação
Até 180 dias 22,5% Resgate de curto prazo
181 a 360 dias 20%
361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15% Alíquota mínima

Além do IR, o IOF incide sobre resgates realizados nos primeiros 30 dias, com alíquota regressiva que chega a zero no 30º dia. Por isso, resgates muito precoces são duplamente penalizados: pelo IOF e pela alíquota máxima de IR.

Um diferencial importante: o Tesouro Prefixado não tem come-cotas. O come-cotas é um mecanismo de antecipação de IR que incide sobre fundos de investimento duas vezes ao ano — em maio e novembro. No Tesouro Direto, o IR só é cobrado no momento do resgate ou no vencimento, o que preserva o capital para continuar rendendo até o momento certo.

Conforme orientação da Receita Federal, o IR sobre o Tesouro Direto é retido na fonte pela instituição financeira. Portanto, o investidor não precisa calcular ou recolher o imposto manualmente — ele já recebe o valor líquido após o desconto automático.

Para quem investe por mais de 2 anos, a alíquota de 15% torna o Tesouro Prefixado competitivo mesmo quando comparado com LCIs e LCAs isentas de IR — especialmente se a taxa bruta do prefixado for significativamente superior.

Como investir no Tesouro Prefixado passo a passo

Investir no Tesouro Prefixado é acessível e pode ser feito em menos de 30 minutos. O valor mínimo é de aproximadamente R$ 30 ou 1% do valor unitário do título — o que for maior.

  1. Escolha uma corretora habilitada: selecione uma instituição credenciada no Tesouro Direto. Corretoras como XP, Rico, NuInvest e Genial oferecem acesso sem taxa de corretagem para o Tesouro Direto.
  2. Abra sua conta e cadastre-se no Tesouro Direto: após criar a conta na corretora, o cadastro no Tesouro Direto é feito automaticamente pela própria plataforma, com envio do CPF à B3.
  3. Transfira recursos via TED ou PIX: deposite o valor que deseja investir na conta da corretora. O processo é imediato via PIX.
  4. Escolha o título e o vencimento: acesse a área de Tesouro Direto na corretora ou pelo portal oficial, compare as taxas disponíveis e selecione o vencimento adequado ao seu prazo.
  5. Confirme a compra: revise os dados — valor, taxa, vencimento e valor líquido estimado no vencimento — e confirme a operação.

O simulador oficial do Tesouro Direto permite calcular o rendimento líquido antes da compra, considerando IR e taxa de custódia da B3 (0,20% ao ano sobre o valor investido). Vale usar essa ferramenta antes de decidir.

Na prática, o processo completo — da abertura de conta à primeira compra — pode ser concluído no mesmo dia. Não há barreiras operacionais relevantes para começar.

Tesouro Prefixado vs. CDB e LCI: qual rende mais?

O Tesouro Prefixado compete diretamente com CDBs prefixados e LCIs/LCAs prefixadas. A escolha mais rentável depende da taxa bruta oferecida, do prazo e da tributação de cada produto.

Tesouro Prefixado 2029 — 13,40% a.a.

  • IR (acima de 720 dias): 15% sobre o rendimento
  • Taxa líquida estimada: ~11,39% a.a.
  • Garantia: Governo Federal (sem limite)
  • Liquidez: diária (ao preço de mercado)

CDB Prefixado — taxa típica de 13,00% a.a. (banco médio)

  • IR (acima de 720 dias): 15% sobre o rendimento
  • Taxa líquida estimada: ~11,05% a.a.
  • Garantia: FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição
  • Liquidez: varia — alguns permitem resgate antecipado

LCI Prefixada — taxa típica de 12,00% a.a. (banco médio)

  • IR: isento para pessoa física
  • Taxa líquida: 12,00% a.a. (igual à bruta)
  • Garantia: FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição
  • Liquidez: sem resgate antecipado antes do vencimento — apenas no mercado secundário com possível deságio. Prazo mínimo para LCI prefixada: 12 meses.

Simulação: R$ 50.000 por 2 anos em cada produto

Considerando as taxas acima e IR de 17,5% (361 a 720 dias) para o Tesouro e o CDB:

Produto Valor bruto (2 anos) Valor líquido estimado
Tesouro Prefixado 13,40% R$ 64.410 R$ 61.888
CDB Prefixado 13,00% R$ 63.845 R$ 61.422
LCI Prefixada 12,00% R$ 62.720 R$ 62.720

Simulações aproximadas. Não representam garantia de rentabilidade futura.

Nesse cenário de 2 anos, a LCI isenta supera ligeiramente o Tesouro e o CDB. No entanto, se a LCI disponível oferecer taxa inferior a 11,39% líquida equivalente, o Tesouro Prefixado passa a ser mais vantajoso. A comparação correta é sempre entre taxas líquidas — nunca entre taxas brutas.

CDB prefixado: como funciona e quando investir

Resumo prático: Tesouro Prefixado em 2026 em 5 pontos

  • O que é: título público federal com taxa fixa definida na compra, emitido pelo Tesouro Nacional e operacionalizado pela B3. Garante rendimento certo se mantido até o vencimento.
  • Taxas atuais: entre 13,40% e 13,76% ao ano em abril de 2026 — patamar historicamente elevado, acima da inflação projetada e da maioria dos investimentos de renda fixa privada.
  • Quando vale a pena: para investidores com horizonte definido que acreditam em queda da Selic e não precisarão do dinheiro antes do vencimento.
  • Principais riscos: marcação a mercado (perda no resgate antecipado) e risco de inflação acima da taxa contratada. Risco de crédito é praticamente zero.
  • Como começar: abra conta em corretora habilitada, transfira recursos via PIX e compre pelo portal do Tesouro Direto a partir de R$ 30. Use o simulador oficial antes de decidir.

Para simular o rendimento com seus valores específicos, acesse o simulador oficial do Tesouro Direto. Tesouro IPCA+: quando ele supera o Prefixado | /tesouro-ipca-mais

Travar mais de 13% ao ano com garantia soberana é uma oportunidade que aparece poucas vezes em uma década. Mas aproveitar essa janela exige saber exatamente qual vencimento faz sentido para o seu prazo, qual parte da carteira alocar e se o prefixado substitui ou complementa o que você já tem. A Renova Invest faz esse diagnóstico com você — fale com um assessor antes que as taxas mudem.

Perguntas Frequentes sobre Tesouro Prefixado

Quanto rende R$ 1.000 no Tesouro Prefixado em 2026?

Investindo R$ 1.000 no Tesouro Prefixado 2029 à taxa de 13,40% ao ano em abril de 2026 e mantendo até o vencimento (aproximadamente 3 anos), o valor bruto estimado seria de R$ 1.456. Após o desconto do IR de 15% (alíquota para prazos acima de 720 dias) sobre o rendimento de R$ 456, o valor líquido seria aproximadamente R$ 1.388. Vale lembrar que a taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano também incide sobre o saldo. Simulações são aproximadas e não representam garantia de rentabilidade futura.

Quanto rende R$ 100.000 no Tesouro Prefixado por mês?

Com R$ 100.000 investidos no Tesouro Prefixado 2029 a 13,40% ao ano, o rendimento mensal bruto aproximado é de R$ 1.054 (calculado como juros compostos mensais equivalentes à taxa anual). Esse valor não é pago mensalmente — o Tesouro Prefixado simples (LTN) acumula os juros e paga tudo no vencimento. Para receber renda mensal ou semestral, seria necessário optar pelo Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F), que paga cupons a cada seis meses, sujeitos à tributação de IR em cada pagamento.

Qual a diferença entre Tesouro Prefixado e Tesouro Selic?

O Tesouro Prefixado tem taxa de juros fixa definida no momento da compra — o investidor sabe exatamente quanto receberá no vencimento. O Tesouro Selic tem rentabilidade variável, atrelada à taxa básica de juros definida pelo Banco Central. Na prática, o Prefixado é mais vantajoso quando os juros caem, pois a taxa contratada fica acima da Selic futura. Já o Selic é mais seguro em cenários de alta de juros ou incerteza, pois acompanha automaticamente a taxa vigente sem risco relevante de marcação a mercado.

Quais são os 3 tipos de Tesouro Direto disponíveis em 2026?

Os três tipos principais do Tesouro Direto são: (1) Tesouro Selic — rentabilidade pós-fixada atrelada à taxa Selic, ideal para reserva de emergência e curto prazo; (2) Tesouro Prefixado — taxa fixa definida na compra, ideal para quem prevê queda de juros e tem prazo definido; (3) Tesouro IPCA+ — rentabilidade híbrida que combina uma taxa real fixa com a variação do IPCA, protegendo o poder de compra do investidor. Cada tipo tem variações: o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais pagam cupons periódicos.

O Tesouro Prefixado pode dar prejuízo?

Sim. O Tesouro Prefixado pode gerar prejuízo nominal se o investidor resgatar antes do vencimento em um cenário de alta de juros. Isso ocorre porque o preço do título cai quando as taxas de mercado sobem — e o Tesouro Nacional recompra o título ao preço de mercado, não ao preço original. Além disso, se a inflação (IPCA) superar a taxa contratada durante o período, o rendimento real será negativo, mesmo que o rendimento nominal seja positivo. Mantendo o título até o vencimento, o investidor recebe exatamente a taxa contratada, sem risco de perda nominal.

Qual o valor mínimo para investir no Tesouro Prefixado?

O valor mínimo para investir no Tesouro Prefixado é de aproximadamente R$ 30 ou 1% do valor unitário do título — o que for maior. Na prática, isso significa que qualquer pessoa com uma conta em corretora habilitada pelo Tesouro Direto pode começar com valores muito baixos. O portal do Tesouro Direto é operacionalizado pela B3 e permite compras 24 horas por dia, 7 dias por semana. Não há taxa de corretagem em diversas plataformas, mas a taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano incide sobre todos os títulos do Tesouro Direto.

Tesouro Prefixado tem come-cotas?

Não. O Tesouro Prefixado não tem come-cotas. O come-cotas é um mecanismo exclusivo de fundos de investimento de renda fixa e multimercados, que antecipa a cobrança de IR duas vezes ao ano — em maio e novembro. No Tesouro Direto, o IR só é cobrado no momento do resgate ou no vencimento do título, retido na fonte pela instituição financeira. Essa característica é vantajosa porque preserva o capital total aplicado para continuar rendendo até o momento do resgate, maximizando o efeito dos juros compostos ao longo do prazo.

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