O mercado de renda variável é repleto de opções de investimento. A diversidade é tamanha que chega a ser difícil escolher qual é o melhor entre eles. Por isso, muitas pessoas preferem terceirizar essa atividade a um gestor profissional, investindo em fundos de renda variável.

Ao investir por meio de um fundo dessa classe, você pode economizar tempo e dinheiro e até mesmo ter maiores chances de êxito no mercado. Isso porque os fundos adotam estratégias que nem toda pessoa física tem o conhecimento ou o capital necessário para colocar em prática.

A seguir, você poderá conferir algumas considerações importantes para investir nos fundos de renda variável. Depois, conhecerá 7 das principais alternativas do mercado.

Acompanhe!

O que é a renda variável?

A renda variável é uma classe de investimento que tem como principal característica a volatilidade de preços e incerteza quanto à rentabilidade. Inclusive, ela pode trazer resultados negativos, fazendo com que o investidor tenha o patrimônio reduzido.

Esse é o motivo que leva a renda variável ser considerada de alto risco. Porém, nela o investidor tem chances de multiplicar o seu capital de modo mais intenso do que na renda fixa. Isso a torna atrativa para quem tem o perfil apropriado e maior apetite aos riscos.

O que é um fundo de investimento?

Os fundos de investimento são veículos de investimento coletivo. Eles são formados por um grupo de investidores com o mesmo objetivo: se expor a uma estratégia específica. E existem diversos tipos de fundos disponíveis.

Todos eles contam com um gestor profissional que fica responsável por realizar os investimentos do patrimônio. Ou seja, ele montará um portfólio com o patrimônio do fundo, de acordo com a proposta que lhe deu origem.

Um investidor que compra cotas adquire o direito de participar dos resultados obtidos pelo fundo. Normalmente o retorno se dá quando a cota valoriza. Porém, há fundos que fazem a distribuição dos ganhos obtidos, na forma de dividendos.

Como não há participação direta do cotista na escolha dos investimentos, é importante conhecer as premissas do fundo antes de investir nele. Ao conferir os seus objetivos, estratégias, tipo e grau de risco fica mais fácil tomar uma decisão.

Também é preciso conferir os custos. Para remunerar o trabalho do gestor, o fundo cobra a chamada taxa de administração. Alguns contam também com a taxa de performance, que seria um bônus ao gestor quando o benchmark é superado.

Conheça 7 das principais alternativas de fundos de renda variável

Após entender os conceitos de renda variável e um pouco do funcionamento dos fundos de investimento de modo geral, veja agora 7 das principais alternativas disponíveis no mercado!


1. Fundo de ações (FIA)

Os fundos de ações são aqueles que têm o objetivo de expor o capital do cotista aos papéis de empresas listadas na bolsa. Assim, o gestor investe a maior parte do patrimônio do fundo em ações e bônus de subscrição — que são direitos de comprar ativos a um preço geralmente menor.

Uma das vantagens dessa alternativa é existência de uma tributação fixa de Imposto de Renda (IR) em 15% sobre o ganho de capital com a venda das cotas, independentemente do prazo. Além disso, os FIAs são isentos do recolhimento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

2. Fundos multimercados

Nos fundos multimercados o gestor tem uma liberdade maior na escolha dos investimentos. Portanto, ele pode escolher quais ativos terão mais peso dentro da carteira do fundo, sem seguir percentuais mínimos. Normalmente, o portfólio desses fundos é bastante diversificado.

A tributação de IR é diferenciada conforme o prazo do investimento variando de 22,5% a 15%. Nesses fundos incide o chamado come-cotas, que é uma antecipação do recolhimento de IR semestralmente. Além disso, se houver resgate antes de 30 dias, incidirá também o IOF.

3. Fundos cambiais

Fundos cambiais trabalham com estratégias voltadas à compra de títulos atrelados às moedas internacionais — especialmente dólar e euro. Logo, investir nessa modalidade permite que o investidor se proteja contra a desvalorização do real.

Sobre fundos cambiais incide IR conforme tabela a regressiva, come-cotas e IOF nos mesmos parâmetros dos fundos multimercados.


4. Fundos ESG

Embora não seja um tipo de fundo específico — e sim uma estratégia aplicada em fundos de ações ou multimercados —, vale a pena conhecer os fundos ESG.

Neles, o gestor prioriza a aquisição de papéis de empresas que atendem aos padrões de governança ambiental, social e corporativa (ESG). Ou seja, companhias preocupadas em gerar impactos positivos no meio ambiente e na sociedade como um todo.

5. Fundos de criptomoedas

Desde 2018, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permitiu que gestores adicionassem criptomoedas às suas estratégias de investimento. Assim, surgiram fundos com exposição parcial ou integral aos criptoativos — sendo uma forma de investir neles com segurança institucional.

6. Fundos de índice (ETF)

Os exchange traded funds ou fundos de índice são fundos que buscam refletir o desempenho de um índice de mercado — por exemplo o Ibovespa. Nesse sentido, seu portfólio é composto pelos mesmos ativos que integram a carteira teórica do índice espelhado.

Podem existir ETFs tanto focados na renda fixa quanto na renda variável. Ainda assim, esses fundos são negociados diretamente na bolsa de valores — por isso, é preciso ter atenção com a volatilidade no preço das cotas.

7. Fundos imobiliários (FIIs)

Os FIIs são fundos focados em investimentos no setor imobiliário. Existem dois tipos principais: os fundos de papel e os de tijolo. O primeiro tipo investe em títulos imobiliários como LCI (letra de crédito imobiliário), CRI (certificado de recebíveis imobiliários), entre outros.

O segundo tipo investe em propriedades físicas, para venda ou locação. Os FIIs também são negociados na bolsa e são os únicos fundos que distribuem dividendos aos cotistas. Essa renda é isenta de IR, porém, o ganho de capital com a venda das cotas demanda o recolhimento de 20%.

Como você viu existem diversos fundos de renda variável. Alguns são negociados nas plataformas dos bancos de investimentos, enquanto outros estão na bolsa de valores. Antes de escolher entre as alternativas, não deixa de analisar seu perfil e objetivos!

Ficou com dúvidas sobre o funcionamento dos fundos de renda variável ou deseja conhecer outras alternativas que combinem com seu perfil? Entre em contato com a assessoria da Renova Invest!