Todo ano, brasileiros deixam dinheiro em bancos digitais sem saber exatamente o que acontece com ele se a instituição fechar. A resposta curta: a maioria dos bancos digitais tem cobertura do FGC, mas nem toda conta digital é igual, e nem todo produto está protegido. Este guia explica o que muda para você, com limites, exemplos reais e o passo a passo para verificar sua situação em menos de três minutos.
Resposta Direta: Conta Digital Tem FGC?
Sim, a maioria dos bancos digitais tem cobertura do FGC, desde que sejam formalmente constituídos como banco múltiplo, comercial ou de investimento. O limite é de R$ 250 mil por CPF por instituição, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos por investidor, conforme as regras do próprio FGC.
Nubank, C6 Bank, Inter, Neon, Agi e Original são exemplos de bancos digitais cobertos. Por outro lado, fintechs que operam apenas como instituições de pagamento, como PicPay e Mercado Pago, não têm cobertura automática do FGC.
A maioria dos bancos digitais tem FGC, mas fintechs de pagamento como PicPay e Mercado Pago podem não ter cobertura automática.
O Que é o FGC e Como Ele Funciona?
O FGC é a principal rede de segurança para depositantes no Brasil. Funciona como um seguro coletivo: as próprias instituições financeiras contribuem mensalmente para o fundo, que então ressarce clientes em caso de falência ou liquidação extrajudicial.
Criado em 1995 pela Resolução CMN nº 2.211/95, o Fundo Garantidor de Créditos é uma associação privada sem fins lucrativos. Seu objetivo é proteger depositantes e investidores quando uma instituição financeira associada entra em colapso, seja por intervenção, liquidação extrajudicial ou falência decretada pelo Banco Central do Brasil (BCB).
Em novembro de 2025, a liquidez do FGC atingiu R$ 125 bilhões, segundo dados do próprio fundo. Esse patrimônio é formado pelas contribuições mensais das instituições associadas, em geral, 0,0125% ao mês sobre os saldos elegíveis à cobertura.
R$ 125 bilhões, Liquidez do FGC em novembro de 2025
Na prática, o ressarcimento segue um fluxo bem definido:
- O BCB decreta a intervenção ou liquidação da instituição financeira.
- O FGC é acionado e abre o processo de solicitação, geralmente via aplicativo ou pelo portal fgc.org.br.
- O investidor informa seus dados, comprova o saldo elegível e indica uma conta para recebimento.
- O FGC valida o valor e efetua a transferência dentro do limite de R$ 250 mil.
Exemplo Prático: R$ 200 Mil em CDB de Banco Digital
Imagine que você tem R$ 200 mil aplicados em CDB de um banco digital associado ao FGC e esse banco entra em liquidação extrajudicial. Veja o que acontece na prática:
- O BCB anuncia a liquidação e o FGC é oficialmente acionado.
- O FGC abre o processo de solicitação, via app ou fgc.org.br.
- Você cadastra seu CPF, confirma o saldo e indica uma conta bancária para recebimento.
- O FGC valida o valor elegível (até R$ 250 mil) e transfere os R$ 200 mil integralmente.
- O prazo de ressarcimento varia, pode ser semanas ou meses, dependendo do tamanho da operação.
O ponto crítico é que o FGC não repõe rendimentos futuros, apenas o principal e os rendimentos até a data da intervenção, dentro do limite. Quanto antes você acionar o fundo após a decretação, mais ágil tende a ser o processo.
Quais Bancos Digitais Têm Cobertura do FGC?
Bancos digitais constituídos como banco múltiplo, comercial ou de investimento são obrigatoriamente associados ao FGC. A lista inclui os maiores nomes do mercado digital brasileiro:
- Nubank (Nu Pagamentos S.A., banco múltiplo): coberto.
- C6 Bank (C6 Bank S.A., banco múltiplo): coberto.
- Banco Inter (Inter S.A., banco múltiplo): coberto.
- Neon (Banco Neon S.A., banco múltiplo): coberto.
- Agi (Agibank, banco múltiplo): coberto.
- Banco Original (banco múltiplo): coberto.
- Digio (banco múltiplo do Grupo Bradesco): coberto.
Por outro lado, fintechs que operam como instituições de pagamento, como PicPay, Mercado Pago, 99Pay e Bitz, não têm cobertura automática do FGC. Essas empresas possuem licença de instituição de pagamento concedida pelo BCB, e não licença bancária plena.
Vale um detalhe importante: algumas dessas fintechs oferecem produtos com FGC de forma indireta. O Mercado Pago, por exemplo, disponibiliza CDB emitido por parceiros bancários associados ao FGC. Nesses casos, a cobertura existe, mas é do banco emissor do CDB, não da fintech em si.
Para confirmar se sua instituição é associada, acesse diretamente fgc.org.br e consulte a lista de instituições associadas. Essa verificação leva menos de dois minutos.
Qual o Limite de Cobertura do FGC em Contas Digitais?
O limite do FGC é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos por investidor, conforme a regulamentação vigente.
Um detalhe essencial: esse limite é agregado entre todos os produtos cobertos na mesma instituição. Se você tem R$ 150 mil em conta corrente e R$ 150 mil em CDB no mesmo banco digital, apenas R$ 250 mil estão cobertos, os R$ 50 mil excedentes ficam sem proteção nessa instituição.
R$ 1 milhão, Teto global de cobertura FGC por CPF a cada 4 anos
A solução para quem tem valores maiores é a diversificação entre instituições distintas. Os cenários abaixo ilustram como isso funciona na prática:
| Cenário | Valor total | Distribuição | Valor coberto | Valor desprotegido |
|---|---|---|---|---|
| 1 banco digital | R$ 100 mil | R$ 100 mil em 1 banco | R$ 100 mil (100%) | R$ 0 |
| 1 banco digital | R$ 250 mil | R$ 250 mil em 1 banco | R$ 250 mil (100%) | R$ 0 |
| 1 banco digital | R$ 500 mil | R$ 500 mil em 1 banco | R$ 250 mil (50%) | R$ 250 mil |
| 2 bancos digitais | R$ 500 mil | R$ 250 mil em banco A + R$ 250 mil em banco B | R$ 500 mil (100%) | R$ 0 |
Esse raciocínio vale também para pessoa jurídica. Empresas que mantêm reservas de caixa em um único banco digital acima de R$ 250 mil estão expondo parte do patrimônio sem cobertura do FGC. Distribuir entre dois ou mais bancos digitais associados resolve o problema com custo zero.
Quais Produtos São Cobertos pelo FGC em Bancos Digitais?
Depósitos à vista, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e Letras de Câmbio são cobertos pelo FGC em bancos digitais, conforme a Resolução CMN nº 2.211/95. Fundos, ações e previdência privada não têm essa cobertura.
A tabela abaixo resume a cobertura por produto:
| Produto | Coberto pelo FGC? | Observação |
|---|---|---|
| Conta corrente | Sim | Depósito à vista |
| Poupança | Sim | Inclui rendimentos |
| CDB | Sim | Até R$ 250 mil |
| RDB | Sim | Até R$ 250 mil |
| LCI | Sim | Isento de IR |
| LCA | Sim | Isento de IR |
| Letras de Câmbio | Sim | Emitidas por financeiras |
| Fundos de investimento | Não | Patrimônio separado |
| Ações | Não | Garantia via B3 |
| Debêntures | Não | Risco do emissor |
| CRI / CRA | Não | Sem cobertura FGC |
| COE | Não | Sem cobertura FGC |
| Previdência privada | Não | Regulação SUSEP |
| Tesouro Direto | Não | Garantia do Tesouro Nacional |
O Caso do Nubank: Como Funciona o RDB da Conta
Um ponto que gera dúvidas frequentes é o saldo da conta do Nubank. Na prática, o dinheiro parado lá é automaticamente direcionado para um RDB (Recibo de Depósito Bancário), produto coberto pelo FGC que ainda rende 100% do CDI automaticamente. Ou seja, o saldo da conta do Nubank tem proteção do FGC de até R$ 250 mil por CPF.
Para fundos de investimento, a lógica é diferente: o patrimônio do fundo é separado do patrimônio do banco, protegendo o investidor mesmo em caso de falência da gestora. Mas isso não é cobertura do FGC, é uma proteção estrutural da regulação de fundos.
Fintechs e Contas de Pagamento: Têm FGC?
Fintechs que operam exclusivamente como instituições de pagamento não são obrigadas a aderir ao FGC e, em geral, não oferecem essa cobertura diretamente. Isso inclui PicPay, Mercado Pago, 99Pay e Bitz.
A diferença regulatória é fundamental. Um banco digital possui licença bancária plena concedida pelo BCB, seja como banco múltiplo, comercial ou de investimento. Uma instituição de pagamento tem autorização do BCB para processar pagamentos, mas não realiza intermediação financeira no sentido tradicional. Por isso, a obrigatoriedade de associação ao FGC não se aplica.
Isso não significa que seu dinheiro esteja completamente desprotegido nessas plataformas. A regulação do BCB exige que instituições de pagamento mantenham os recursos dos clientes em contas segregadas ou investidos em títulos públicos federais. Em teoria, o dinheiro existe e pode ser devolvido em caso de encerramento das atividades.
Na prática, porém, o processo de recuperação em uma insolvência de fintech de pagamento é mais complexo e menos padronizado do que o ressarcimento via FGC. Para quem mantém saldos relevantes em fintechs de pagamento, o risco regulatório é maior do que em bancos digitais com cobertura FGC.
Checklist: Antes de Depositar Valores Relevantes em Qualquer Conta Digital
- A instituição está listada como associada em fgc.org.br?
- O produto que uso (conta corrente, CDB, poupança) está na lista de cobertos?
- Meu saldo nessa instituição é inferior a R$ 250 mil?
- Se for fintech de pagamento, entendo que não há FGC automático?
- Tenho mais de R$ 250 mil? Distribui entre instituições diferentes?
Dúvidas como “Bitz tem FGC?” e “Digio tem FGC?” se resolvem com esse checklist em segundos. O Bitz opera como instituição de pagamento, sem FGC direto. O Digio é banco múltiplo do Grupo Bradesco, com FGC. A consulta em fgc.org.br confirma qualquer caso.
O Caso Banco Master: O FGC Realmente Funciona?
Sim, o FGC funciona, e o caso Banco Master em 2026 é a comprovação mais recente e de maior escala da história do fundo.
O Banco Master concentrou volumes expressivos em CDBs distribuídos por plataformas digitais, com taxas acima da média do mercado. Em 2026, o BCB interveio na instituição, acionando o mecanismo de cobertura do FGC para os investidores elegíveis.
R$ 40,6 bilhões, Valor a ser desembolsado pelo FGC no caso Banco Master (FGC, 2026)
Os números do caso Master são expressivos:
- Investidores elegíveis: aproximadamente 800 mil
- Valor total de cobertura: R$ 40,6 bilhões (fonte: FGC, 2026)
- Processo de solicitação: via aplicativo do FGC
Outro caso relevante foi a liquidação extrajudicial da Will Financeira, decretada pelo BCB em 21 de janeiro de 2026. Embora de menor escala que o Master, o episódio reforçou a importância de verificar a cobertura do FGC antes de investir em instituições menores.
Simulação: R$ 200 Mil em CDB do Banco Master
Considere um investidor com R$ 200 mil aplicados em CDB do Banco Master, com vencimento em 2027 e taxa de 130% do CDI. Com a intervenção do BCB em 2026, veja o que ocorreu:
- Valor investido: R$ 200 mil
- Rendimentos até a data da intervenção: incorporados ao saldo elegível
- Valor total elegível: abaixo de R$ 250 mil → cobertura integral pelo FGC
- Ação necessária: acessar o app do FGC, inserir CPF, confirmar saldo, indicar conta de recebimento
- Prazo estimado: semanas a meses, dependendo do volume de solicitações
O ponto de atenção: investidores com mais de R$ 250 mil no Banco Master, sem distribuição entre outras instituições, ficaram com a parte excedente desprotegida. Na Renova Invest, orientamos que para qualquer valor acima de R$ 200 mil em uma única instituição, a diversificação entre bancos é a estratégia mais prudente, especialmente em bancos menores com taxas acima da média.
O caso Banco Master mobilizou R$ 40,6 bilhões do FGC, o maior acionamento da história do fundo até 2026.
Como Verificar se Seu Banco Digital Tem FGC: Passo a Passo
Acesse fgc.org.br, clique em “Instituições Associadas” e busque pelo nome do seu banco digital. Se estiver na lista, seus depósitos elegíveis têm cobertura do FGC. O processo completo leva menos de três minutos.
- Acesse fgc.org.br/instituicoes-associadas-e-conglomerados.
- Busque o nome da sua instituição financeira no campo de pesquisa.
- Verifique se o produto que você usa (conta corrente, CDB, poupança) é coberto.
- Confirme que seu saldo nessa instituição não ultrapassa R$ 250 mil.
- Se tiver mais de R$ 250 mil, distribua entre diferentes instituições associadas ao FGC.
- Guarde comprovantes de aplicação, eles são necessários em caso de solicitação de cobertura.
Para confirmar a licença bancária de qualquer instituição, você também pode consultar o portal do Banco Central do Brasil, na seção “Instituições Autorizadas”. Instituições com licença de banco múltiplo, comercial ou de investimento são obrigadas a ser associadas ao FGC.
Essa verificação é especialmente importante antes de investir em CDBs de bancos menores que oferecem taxas muito acima da média. Taxas de 150% ou 160% do CDI podem ser atrativas, mas o risco de crédito é proporcionalmente maior. Esse é, aliás, o erro mais comum que vemos em clientes que buscam rentabilidade sem avaliar a solidez da instituição emissora.
Vale a Pena Confiar Apenas no FGC para Proteger Seu Dinheiro?
O FGC é uma proteção importante, mas não deve ser o único critério de escolha. A saúde financeira da instituição, a diversificação entre bancos e o seu próprio perfil de risco também entram na equação.
O primeiro ponto é o prazo de ressarcimento. O FGC não é um seguro instantâneo. Em casos de grande porte, como o Banco Master, com R$ 40,6 bilhões, o processo pode levar meses. Durante esse período, o dinheiro fica indisponível. Para quem depende desse recurso como reserva de emergência, isso é um problema concreto.
O segundo ponto é a capacidade do fundo. Com R$ 125 bilhões em liquidez (nov/2025), o caso Master exige R$ 40,6 bilhões, cerca de 32% da capacidade total em um único evento. Isso não significa que o FGC vai quebrar, mas demonstra que eventos sistêmicos simultâneos poderiam pressionar o fundo. Concentrar todo o patrimônio em uma única instituição, mesmo com FGC, é uma decisão de risco que vai além da cobertura nominal.
Estratégia para R$ 500 Mil: Como Distribuir com Cobertura Total
Para um investidor com R$ 500 mil em renda fixa, a estruturação recomendada é simples e sem custo adicional:
| Instituição | Produto | Valor alocado | Cobertura FGC |
|---|---|---|---|
| Banco Digital A (ex: Nubank ou Inter) | CDB pós-fixado 100% CDI | R$ 250 mil | R$ 250 mil (100%) |
| Banco Digital B (ex: C6 Bank ou Neon) | CDB ou LCI | R$ 250 mil | R$ 250 mil (100%) |
Resultado: R$ 500 mil com 100% de cobertura FGC, distribuídos em dois bancos digitais diferentes. Esse tipo de estruturação é exatamente o que aplicamos na Renova Invest para clientes com patrimônio acima de R$ 300 mil em renda fixa.
Em outras palavras, o FGC funciona e é confiável, mas a diversificação entre instituições é a estratégia que complementa a proteção e elimina os riscos residuais de concentração.
Resumo Prático
- Bancos digitais com licença bancária (Nubank, C6, Inter, Neon, Agi, Original, Digio) são obrigatoriamente associados ao FGC.
- Fintechs de pagamento (PicPay, Mercado Pago, 99Pay, Bitz) não têm cobertura automática do FGC.
- O limite é R$ 250 mil por CPF por instituição, agregado entre todos os produtos cobertos, conta corrente, CDB e poupança somam para o mesmo teto.
- Produtos cobertos: conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e Letras de Câmbio. Fundos, ações, CRI/CRA, COE e previdência não são cobertos.
- Para valores acima de R$ 250 mil, distribua entre diferentes instituições associadas ao FGC para ter cobertura total.
- Verifique sempre em fgc.org.br se sua instituição é associada antes de depositar valores relevantes.
FAQ: Perguntas Frequentes sobre FGC em Contas Digitais
Conta digital tem FGC em 2026?
Sim, em 2026 a maioria dos bancos digitais brasileiros tem cobertura do FGC, desde que sejam formalmente constituídos como banco múltiplo, comercial ou de investimento. Exemplos incluem Nubank, C6 Bank, Inter, Neon, Agi, Original e Digio. Fintechs que operam como instituições de pagamento, como PicPay, Mercado Pago, 99Pay e Bitz, não têm cobertura automática. Para confirmar, acesse fgc.org.br e verifique se sua instituição está na lista de associadas. A cobertura segue as mesmas regras dos bancos tradicionais: R$ 250 mil por CPF por instituição, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
Qual o limite do FGC para contas digitais?
O limite do FGC para contas digitais é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira. Esse limite é agregado: se você tem R$ 100 mil em conta corrente e R$ 200 mil em CDB no mesmo banco digital, apenas R$ 250 mil estão cobertos, os R$ 50 mil excedentes ficam sem proteção nessa instituição. Além disso, existe um teto global de R$ 1 milhão por CPF a cada quatro anos, considerando todos os bancos. Para quem tem mais de R$ 250 mil, a estratégia correta é distribuir entre diferentes instituições associadas ao FGC.
C6 Bank tem FGC?
Sim, o C6 Bank tem FGC. Constituído como banco múltiplo, com licença bancária plena concedida pelo Banco Central do Brasil, o C6 Bank é obrigatoriamente associado ao Fundo Garantidor de Créditos. Depósitos em conta corrente, poupança e investimentos em CDB, RDB, LCI e LCA no C6 Bank têm cobertura de até R$ 250 mil por CPF, tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica, dentro dos limites estabelecidos. Para confirmar, consulte o nome “C6 Bank” diretamente na lista de instituições associadas em fgc.org.br.
PicPay tem Fundo Garantidor de Crédito?
O PicPay opera como instituição de pagamento, e não como banco múltiplo ou comercial. Por isso, o PicPay não tem cobertura automática do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A proteção dos recursos segue a regulação do Banco Central para instituições de pagamento: os valores dos clientes devem ser mantidos em contas segregadas ou aplicados em títulos públicos federais. Isso oferece uma camada de proteção, mas diferente do FGC. Se você quer cobertura do FGC, opte por produtos em bancos digitais com licença bancária, como Nubank, C6 Bank ou Inter.
O que acontece com meu dinheiro se o banco digital falir?
Se o banco digital falir ou entrar em liquidação extrajudicial decretada pelo BCB, o FGC é acionado automaticamente, desde que a instituição seja associada. O processo funciona assim: o BCB anuncia a intervenção; o FGC abre o portal de solicitações via app ou fgc.org.br; você acessa com seu CPF, comprova o saldo elegível e indica uma conta para recebimento. O FGC transfere o valor coberto (até R$ 250 mil) em prazo que varia de semanas a meses. Rendimentos acumulados até a data da intervenção são incluídos no saldo elegível. Valores acima do limite ficam sem cobertura e dependem do processo de liquidação da instituição.
Nubank tem cobertura do FGC?
Sim, o Nubank tem cobertura do FGC. Constituído como banco múltiplo (Nu Pagamentos S.A.), com licença bancária do Banco Central do Brasil, o Nubank é obrigatoriamente associado ao FGC. Um detalhe importante: o saldo da conta do Nubank é automaticamente direcionado para um RDB (Recibo de Depósito Bancário), produto coberto pelo FGC que rende 100% do CDI. Portanto, o dinheiro parado na sua conta Nubank tem cobertura do FGC de até R$ 250 mil por CPF. CDBs, LCIs e outros produtos de renda fixa emitidos pelo Nubank seguem o mesmo limite de cobertura.
Quais produtos do banco digital são cobertos pelo FGC?
Em bancos digitais associados ao FGC, os produtos cobertos são: depósitos à vista (conta corrente), poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e Letras de Câmbio. Não são cobertos pelo FGC: fundos de investimento, ações, debêntures, CRI, CRA, COE, previdência privada e Tesouro Direto. Vale notar que o Tesouro Direto tem garantia do próprio Tesouro Nacional, o que é considerado equivalente ou superior à cobertura do FGC. O limite de R$ 250 mil é agregado entre todos os produtos cobertos na mesma instituição.
Como solicitar ressarcimento do FGC em 2026?
Em 2026, o ressarcimento do FGC é realizado principalmente via aplicativo do FGC ou pelo portal fgc.org.br. Após a decretação de intervenção ou liquidação extrajudicial pelo BCB, o FGC anuncia o início do processo de cobertura. Os passos são: baixe o app do FGC ou acesse o portal; insira seu CPF ou CNPJ; o sistema localiza seus saldos elegíveis na instituição intervencionada; você confirma os valores e indica uma conta bancária para recebimento; o FGC processa o pagamento dentro do limite de R$ 250 mil. Guarde todos os comprovantes de investimento, eles agilizam a validação. O prazo varia conforme o volume de solicitações.
Distribuir seus investimentos de forma inteligente entre instituições associadas ao FGC parece simples, e é. Mas a maioria dos investidores só descobre que estava concentrado demais quando o problema já aconteceu. Se você tem mais de R$ 200 mil em renda fixa e quer saber se sua estrutura atual está protegida, a Renova Invest pode revisar isso com você e indicar os ajustes necessários, fale com um assessor.