Ao montar uma carteira de investimentos diversificada, geralmente procura-se alcançar um bom equilíbrio entre risco e retorno. Nessa busca por ativos diferenciados e com um pouco mais de risco, uma alternativa é investir em mercados emergentes.

Muitos investidores têm buscado opções de investimentos em mercados além do Brasil. Os países emergentes podem trazer boas oportunidades de juros e crescimento. Mas é importante que você considere o seu perfil de investidor e os riscos da estratégia.

De qualquer modo, vale a pena conhecer os mercados emergentes e as possibilidades de diversificação que eles oferecem. Continue lendo para entender o que são, bem como as vantagens e os riscos de investir nele!

O que são mercados emergentes?

Mercados emergentes são os mercados que estão em crescimento. São países que não se classificam como pobres, mas também não se classificam como os mais ricos. Ao mesmo tempo, não estão estagnados; estão crescendo e ainda têm boas perspectivas com relação ao futuro.

Os países desse grupo costumam apresentar muito espaço para crescimento — e alguns estão aproveitando as oportunidades. Nesse sentido, os mercados emergentes têm sido responsáveis por boa parte do crescimento do PIB — Produto Interno Bruto — mundial.

Quer compreender a amplitude da participação dos países emergentes nesse crescimento? Estima-se que o E7 (grupo com os sete principais países emergentes) crescerá duas vezes mais rápido que o G7 (grupo com os sete países mais industrializados do mundo).

Quais são os mercados emergentes?

Agora que você sabe o que são mercados emergentes, achará interessante descobrir quais países se encaixam nessa classificação. Podemos começar pelos países do grupo E7:

  • Brasil;
  • China;
  • Índia;
  • Indonésia;
  • México;
  • Rússia;

Mas esses não são os únicos países considerados emergentes. Existe um índice que mede o desempenho médio dos mercados de ações de 27 mercados emergentes. O nome dele é MSCI Emerging Markets, criado pela empresa Morgan Stanley Capital International.

Além dos países do E7, os seguintes fazem parte desse índice:

  • África do Sul;
  • Arábia Saudita;
  • Argentina;
  • Catar;
  • Chile;
  • Colômbia;
  • Coreia do Sul;
  • Egito;
  • Emirados Árabes Unidos;
  • Filipinas;
  • Grécia;
  • Hungria;
  • Kuwait;
  • Malásia;
  • Paquistão;
  • Peru;
  • Polônia;
  • República Tcheca;
  • Tailândia;

Quando se fala em investir em mercados emergentes, o que está em questão é o investimento no mercado financeiro de tais países. Isso inclui, por exemplo, a compra de títulos públicos e de ações de empresas listadas em suas bolsas.

Mas, afinal, será que é vantajoso investir em países como esses? É sobre isso que você lerá a seguir.

Quais são as vantagens de investir em mercados emergentes?

As previsões para os próximos anos e décadas são positivas para os mercados emergentes. Por exemplo, a expectativa é que, em 2050, seis das sete maiores economias do mundo sejam de países emergentes.

Isso significa que as empresas desses países têm diante de si a oportunidade de alcançar um grande crescimento. Consequentemente, os investidores que aportam nelas podem participar dessa valorização e obter lucro.

É preciso sempre considerar que tais mercados oferecem mais riscos para os investidores que os países mais industrializados. No entanto, o fato de serem mercados mais arriscados faz com que seus títulos públicos apresentem taxas de rentabilidade mais altas.

Afinal, é preciso que haja algum diferencial para que investidores estrangeiros se interessem pela oportunidade. Assim, as aplicações de renda fixa dos mercados emergentes costumam oferecer retornos mais atrativos do que os juros encontrados em economias como os Estados Unidos.

Além disso, outra vantagem para estrangeiros que invistam em países emergentes é o câmbio. Muitas vezes, as moedas dessas nações estão com algum nível de desvalorização em relação a de locais mais estáveis. Logo, o investimento tem menor custo.

Quais são os riscos de investir em mercados emergentes?

Como vimos, países emergentes podem oferecer alternativas de investimento atrativas, mas também é preciso ter em mente o risco envolvido. Por exemplo, a instabilidade política é algo relativamente comum nos países emergentes.

Por conta de uma crise na esfera política, a economia pode ser impactada — inclusive, com eventuais escândalos de corrupção. Nesses casos, as consequências podem incluir uma alta volatilidade e até mesmo a desvalorização de ativos negociados em bolsa.

Outro ponto de atenção é que a própria infraestrutura existente no país pode colaborar para o desenvolvimento ou para a estagnação do mercado. Assim, é preciso analisar todos esses fatores de risco antes de investir em mercados emergentes.

Como investir em mercados emergentes?

Se você considerar que vale a pena investir em mercados emergentes, é necessário saber como fazer isso. Uma das alternativas é enviar seu dinheiro para o exterior e investir fora do país, diretamente em bolsas internacionais.

Mas a alternativa de abrir conta em cada país de seu interesse não parece muito prática, certo? Nesse caso, suas opções poderiam ficar limitadas pela burocracia. Confira algumas alternativas!

BDRs

Você sabia que pode acessar mercados internacionais sem sair da bolsa brasileira? Uma chance de fazer isso é por meio do BDR (brazilian depositary receipt). Trata-se de certificado de ativos estrangeiros, negociados no Brasil.

O investimento se dá de forma indireta e pode permitir exposição a títulos, ações e ETFs (exchange-traded fund) internacionais. Há, por exemplo, um BDR lastreado em ETF internacional que segue o índice MSCI Emerging Markets. Assim, é possível se expor ao grupo de 27 países emergentes que fazem parte do índice.

ADRs

Outra possibilidade está no mercado norte-americano. Assim como temos os BDRs, os EUA negociam os chamados ADRs (American Deposit Receipts) em suas bolsas. Logo, pode haver títulos ou ações de países emergentes que não são negociados no Brasil.

Fundos Internacionais

O investidor pode se expor aos mercados emergentes também por meio dos fundos internacionais. Eles são uma modalidade coletiva de investimento, na qual um gestor profissional compõe e gere um portfólio de investimentos.

Existem inúmeras alternativas disponíveis no mercado – algumas delas direcionadas apenas para investidores qualificados. Contudo, vale a pena conhecer as possibilidades de diversificar sua carteira.

ETFs

Por fim, você pode investir também por meio de ETFs. Os fundos de índice podem acompanhar índices do mundo inteiro — podendo focar apenas em países emergentes.

No Brasil, as possibilidades de ETFs mundiais ainda são limitadas. Mas já existem alternativas que podem ser exploradas pelos investidores brasileiros.

Como você pode ver, há diversas alternativas de investimento para quem quer investir em mercados emergentes. Muitas delas são negociadas na própria bolsa brasileira. Assim, você pode contar com praticidade e menor burocracia para diversificar seu patrimônio!

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