Como funciona o fundo de inflação? Saiba mais!
Como funciona o fundo de inflação? Saiba mais!

Como funciona o fundo de inflação? Saiba mais!

A inflação é um índice que deve ser acompanhado de perto por todo investidor, já que tem grandes impactos na economia. Além disso, é possível explorá-la a favor dos investimentos. Uma das formas de fazer isso requer saber como funciona o fundo de inflação.

Tal fundo de investimento de renda fixa prioriza os títulos associados à inflação e traz características interessantes sobre o potencial de retorno e a diversificação. Ao mesmo tempo, a tomada de decisão deve contemplar os riscos que estão atrelados.

Neste artigo, você poderá entender o funcionamento e as demais qualidades do fundo de inflação. Confira!

O que é o fundo de inflação?

Os fundos de inflação são alternativas de investimento da renda fixa, cujo desempenho é atrelado à inflação. Por causa disso, também são chamados de fundos IMA-B, sigla que representa o Índice de Mercado Anbima ligado à inflação.

Em relação ao funcionamento, assim como ocorre em outros fundos de investimento, os interessados em um fundo de inflação adquirem cotas de participação e o portfólio é movimentado por um gestor profissional.

A principal característica do fundo é, claro, a priorização de investimentos de renda fixa que sejam indexados à inflação. Portanto, a alocação acontece, principalmente, em títulos cujo rendimento dependa da variação inflacionária da economia.

É o caso do Tesouro IPCA+, negociado no Tesouro Direto. Seu rendimento híbrido é dado pela soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) e uma taxa fixa. Ele também é conhecido como Nota do Tesouro Nacional (NTN-B) e costuma ser focado no longo prazo.

Como é a sua estratégia de investimento?

Para saber como funciona o fundo de inflação, também é preciso considerar as estratégias que podem ser utilizadas. Há uma subdivisão em relação ao tempo e às escolhas de ativos financeiros e você deve conhecer ambas.

Um fundo de inflação pode utilizar uma estratégia própria, com mais liberdade para definir como os recursos devem ser alocados.

Além disso, ele pode ser um fundo de índice (ETF ou Exchange Traded Fund) de renda fixa. Nesse caso, a gestão é passiva e o foco está em replicar a carteira de um índice de referência, que é o IMA-B.

Já sobre o tempo, há estratégias de curto ou médio prazo e de longo prazo. Existem, por exemplo, fundos de inflação com prazo menor que 5 anos. Ao mesmo tempo, outros têm prazo de vencimento superior a 5 anos.

Em alguns casos, é possível executar a alavancagem, na tentativa de obter ganhos maiores. Porém, note que essa estratégia costuma elevar os riscos. Assim, apesar de investir em títulos de renda fixa, os fundos podem não ter a mesma segurança e previsibilidade que as aplicações.

Quais são as vantagens do fundo?

Agora que você sabe como funciona o fundo de inflação, é importante conhecer seus benefícios. Um dos pontos mais relevantes é o fato de poder contar com uma proteção para o seu dinheiro contra os efeitos da inflação. Com isso, você mantém seu poder de compra ao longo do tempo.

Essa também é uma alternativa que permite obter ganhos acima da média, especialmente em algumas condições, como a Selic baixa. Em alguns fundos, o gestor pode ter estratégia de venda de títulos antes do vencimento, para aproveitar oscilações positivas — o que pode gerar ganhos extras.

Além disso, esses são tipos de investimentos que podem ter custos menores. As taxas de administração, por exemplo, tendem a ser reduzidas, em relação a outros fundos. Como consequência, a rentabilidade líquida é favorecida.

Para completar, ele pode auxiliar na implementação da estratégia de diversificação de investimentos. Nesses casos, embora seja de renda fixa, tem um perfil de risco diferente e pode ajudar a modular a exposição do seu capital.

Como ele traz um pouco mais de riscos, como você verá adiante, o potencial de ganhos também é um pouco maior. Em parte, a questão se deve à atuação da marcação a mercado.

Quais são os riscos do fundo de inflação?

Embora os fundos de inflação sejam de renda fixa, costumam ter mais riscos que outros investimentos dessa classe. Isso acontece, em especial, nos fundos de longo prazo.

Afinal, a inflação tem um comportamento que não pode ser inteiramente regulado. Isso é diferente da taxa Selic, que é definida fixamente pelo Comitê de Política Monetária (Copom), por exemplo. Então, quanto maior for o período, maior é a incerteza quanto ao comportamento do índice.

Além disso, por fazerem negociações antes do prazo de vencimento dos títulos, os fundos sentem os efeitos da marcação a mercado. Nesse sentido, algumas operações da gestão podem não ser vantajosas, especialmente quando as previsões feitas não se cumprem.

É por causa dessa questão que os fundos de inflação podem apresentar uma volatilidade maior. Embora os riscos não sejam equivalentes ao da renda variável, pois há regras de rentabilidade, é uma característica que requer atenção por parte do investidor.

Vale a pena investir no fundo de inflação?

Para determinar se o investimento nesse fundo é interessante é preciso, em primeiro lugar, considerar seu perfil de investidor. A intenção é identificar seu nível de tolerância ao risco para definir os aportes.

Após saber como funciona o fundo de inflação, pode-se entender que ele é adequado a todos os perfis. Mesmo quem for mais conservador pode usá-lo para a diversificação, sem abrir mão de ter regras conhecidas de rentabilidade. Contudo, é importante conhecer seus objetivos.

Além disso, as condições de mercado também devem ser analisadas. Normalmente, os fundos se tornam mais atraente quando a taxa básica de juros está baixa. Ao buscar o rendimento atrelado à inflação, você tem a chance de rentabilizar os investimentos de renda fixa.

De modo geral, o investimento em fundos de inflação pode ser adequado para quem deseja proteger sua carteira da perda do poder de compra. Assim, você evita sofrer efeitos inflacionários com corrosão do dinheiro.

Sabendo como funciona o fundo de inflação, quais são seus riscos e qual é seu potencial, é possível considerar incluir o investimento em sua carteira. Avalie cuidadosamente a lâmina do fundo para tomar uma decisão totalmente informada!

O que você achou desses fundos? Ainda tem alguma dúvida? Aproveite o espaço nos comentários e participe!

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