Quer investir em Fundos Imobiliários com uma seleção profissional e atualizada? A Carteira Recomendada de FIIs do BTG Pactual reúne, mês a mês, os fundos selecionados pelo Equity Research para capturar renda recorrente e oportunidades de valorização no mercado imobiliário. A estratégia combina diferentes segmentos — recebíveis, galpões logísticos, lajes corporativas, shoppings e renda urbana — com foco em geração de renda e diversificação.
Resumo rápido: Em setembro de 2026, a Carteira Recomendada de FIIs do BTG Pactual saiu de 17 para 16 fundos: o RBRR11 foi desmontado por causa da provável incorporação pelo PCIP11, e o HSML11 teve o peso reduzido de 4% para 2%. Em contrapartida, KNCR11 subiu de 13% para 14%, KNIP11 de 12% para 14% e VISC11 de 2% para 4%. O dividend yield anualizado está em 11,8%, com P/VPA médio de 0,89x. Em agosto, a carteira caiu -0,95%, ante -1,46% do IFIX. Carteira voltada a investidor qualificado.
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Objetivo da carteira de Fundos Imobiliários
A carteira tem como objetivo combinar renda mensal recorrente e ganho de capital por meio de alocação diversificada em diferentes segmentos imobiliários. As principais características são:
Objetivo: renda mensal e ganho de capital Classe de ativos: FIIs Perfil de investidor: qualificado Número de fundos: 16 Dividend yield anualizado: 11,8% Liquidez média: R$ 10,3 milhões/dia Periodicidade de revisão: mensal (1º dia útil)
Vantagens estruturais da carteira
Isenção de imposto de renda na distribuição de rendimentos para pessoa física (nos termos da legislação vigente) Liquidez no mercado secundário, com dinheiro em conta em D+2 Diversificação em diferentes segmentos imobiliários Carteiras pulverizadas em diversos imóveis, mitigando risco de concentração Gestão ativa e profissional, com possibilidade de ganhos por venda de imóveis Acesso a imóveis normalmente indisponíveis para o varejo (ex.: shopping centers)
Confira a Carteira de FIIs | Setembro 2026
| Fundo | Segmento | Peso |
|---|---|---|
| KNCR11 | Recebíveis | 14,0% |
| KNIP11 | Recebíveis | 14,0% |
| BTLG11 | Logístico | 13,0% |
| MCCI11 | Recebíveis | 8,0% |
| TRXF11 | Renda Urbana | 7,0% |
| BTCI11 | Recebíveis | 6,0% |
| RBRY11 | Recebíveis | 5,0% |
| PVBI11 | Lajes | 5,0% |
| VILG11 | Logístico | 4,5% |
| BRCO11 | Logístico | 4,5% |
| BRCR11 | Lajes | 4,5% |
| VISC11 | Shopping | 4,0% |
| HGBS11 | Shopping | 3,0% |
| HGLG11 | Logístico | 3,0% |
| GZIT11 | Shopping | 2,5% |
| HSML11 | Shopping | 2,0% |
Fonte: Gestoras, Economática e BTG Pactual.
Alocação por segmento
A carteira mantém 47% em recebíveis (CRIs), 25% em galpões logísticos, 11,5% em shopping centers, 9,5% em lajes corporativas e 7% em renda urbana — nenhum segmento mudou de peso em setembro, porque todas as movimentações do mês ocorreram dentro do próprio segmento. A distribuição por gestora fica entre Kinea (28%), BTG Pactual (23,5%), Pátria (13%), Vinci Compass (8,5%) e outras (27%). O aumento da Kinea (de 25% para 28%) reflete os reforços em KNCR11 e KNIP11, a queda da Pátria (de 16% para 13%) vem da saída do RBRR11, e a alta da Vinci Compass (de 6,5% para 8,5%) corresponde ao dobro de peso no VISC11.
Múltiplos e indicadores
O P/VPA médio da carteira está em 0,89x, indicando negociação geral abaixo do valor patrimonial — característica frequente em ciclos de juros elevados. O dividend yield anualizado é de 11,8%, equivalente a 90,7% do CDI (106,7% do CDI com gross-up para pessoa física). Entre os destaques individuais de DY anualizado estão RBRY11 (14,6%), TRXF11 (14,1%) e KNCR11 (13,9%). Do lado dos fundos de tijolo, GZIT11 apresenta o maior desconto vs. patrimônio (P/VPA de 0,41x) e BRCR11 o segundo maior (0,50x), seguido de PVBI11 (0,66x). Os yields são estimativas e não representam garantia de distribuição.
Principais mudanças na carteira em setembro
Saída: RBRR11 (-3,0%) Redução: HSML11 de 4,0% para 2,0% Aumento: KNCR11 de 13,0% para 14,0% Aumento: KNIP11 de 12,0% para 14,0% Aumento: VISC11 de 2,0% para 4,0%
A saída do RBRR11 não foi uma decisão sobre o ativo em si. O fundo deve ser incorporado pelo PCIP11, movimento que pode alterar a dinâmica de negociação e o perfil de risco da tese — e, apesar da qualidade da carteira de crédito, o BTG preferiu remover a posição neste momento. É o tipo de saída que vale registrar: o gatilho é societário, não deterioração de fundamento.
As demais movimentações são ajustes estratégicos frente ao cenário macroeconômico e setorial. A alocação em KNCR11 e KNIP11 foi ampliada considerando a relevância desses fundos no segmento de recebíveis, a elevada liquidez e a capacidade de estruturação própria, que permite maior controle sobre os ativos e condições atrativas de carrego — como os três fundos são de recebíveis, os 3 pontos percentuais que saíram do RBRR11 ficaram no mesmo segmento. Em paralelo, o BTG aumentou a exposição ao VISC11, que apresenta portfólio de shoppings maduros, diversificação regional e potencial de reciclagem de ativos. A redução em HSML11 teve como objetivo o rebalanceamento da carteira, mantendo os shoppings em 11,5%.
Cenário macro e impacto nos FIIs
O cenário internacional em agosto foi marcado por oscilações na política monetária dos Estados Unidos. Depois de o Federal Reserve manter a taxa de juros estável no fim de julho, os dados do payroll trouxeram sinais de desaceleração do mercado de trabalho, com eliminação de vagas e revisão negativa de meses anteriores. Esses indicadores, somados à moderação nos salários, reduziram a urgência de novos aumentos de juros e aliviaram Treasuries e ações. Na direção oposta, a ata do FOMC e dados como o PCE e os deflatores do PIB reforçaram o desconforto com a inflação, levando a uma reprecificação da curva de juros e ao fortalecimento do dólar. No Oriente Médio, o Brent oscilou com tensões geopolíticas e anúncios de produção da Opep+, enquanto a temporada de resultados nos EUA deu suporte ao mercado, com destaque para tecnologia e inteligência artificial.
No Brasil, o mês consolidou a percepção de desaceleração econômica ao mesmo tempo em que a inflação apresentou sinais de descompressão. O Copom reduziu a Selic para 14,00% e indicou espaço para a continuidade do ciclo de cortes, em linha com a desaceleração da atividade e com a composição mais benigna do IPCA de julho, influenciado por recuos em alimentos e vestuário e por deflação nos serviços intensivos em mão de obra. IBC-Br, Caged e IPCA-15 reforçaram a perda de tração da economia, sem sinais claros de recessão. Ainda assim, a inadimplência e o crédito começaram a refletir os impactos dos juros elevados, enquanto a curva longa permaneceu pressionada pelo fiscal: o déficit primário e a dívida pública continuam elevados, e o PLOA de 2027 trouxe metas fiscais que dependem de execução eficiente. A volatilidade eleitoral também foi relevante, com o início oficial da campanha influenciando o prêmio de risco doméstico e os fluxos de estrangeiros.
Para os FIIs, o cenário é de dualidade. Os vértices curtos da curva se beneficiam da desinflação e da perspectiva de cortes adicionais na Selic, enquanto os vértices longos permanecem sensíveis ao fiscal e à volatilidade política — e é a curva longa que mais importa para a precificação dos fundos de tijolo. A Superquarta de setembro, com decisões simultâneas do Fed e do Copom, será decisiva para avaliar o diferencial de juros e o espaço para flexibilização adicional da política monetária doméstica. Os resultados operacionais dos FIIs devem seguir resilientes, mas a capacidade de repasse de inflação e a dinâmica de vacância continuarão sendo monitoradas de perto.
Impacto por segmento
Recebíveis (CRIs): resilientes, apoiados em indexadores de inflação e na qualidade dos ativos; podem se beneficiar de spreads elevados caso os juros altos persistam — é onde a carteira mantém quase metade da alocação. Galpões logísticos: resilientes pela demanda estrutural de logística e e-commerce. Lajes corporativas: mais sensíveis à duration, mas com cenário de médio prazo favorável à recuperação e descontos relevantes vs. patrimônio. Shopping centers: mais sensíveis ao ciclo econômico, mas com fundos de qualidade negociando com desconto interessante. Renda urbana: ativos resilientes via contratos atípicos com varejistas líderes.
Tese de investimento dos principais fundos
Fundos de recebíveis (CRIs) — 47% da carteira KNCR11 e KNIP11 (14% cada, ambos com peso ampliado em setembro), da Kinea, concentram agora a maior parte da exposição a recebíveis. O KNCR11 se destaca pela relevância no segmento, elevada liquidez e carteira voltada ao carrego dos ativos até o vencimento, com capacidade de estruturação própria que permite negociar garantias adicionais, taxas mais atrativas e maior influência nas decisões dos créditos. O KNIP11 combina elevada representatividade no mercado de recebíveis, alta liquidez e carteira diversificada, sustentada pela capacidade de estruturação e originação própria e pela solidez das garantias. MCCI11 (8%), da Jive Mauá, reúne liquidez elevada, carrego atrativo, devedores de bom risco e exposição a setores defensivos. TRXF11 (7%), da TRX, embora classificado como renda urbana, complementa a lógica de crédito com contratos atípicos e alta liquidez (R$ 27,4 milhões/dia — a maior da carteira). BTCI11 (6%), do BTG Pactual, combina perfil high grade com alocação híbrida em CRIs indexados à inflação e ao CDI. RBRY11 (5%), da Pátria, traz exposição relevante a garantias em regiões premium, incluindo São Paulo, e é o fundo com o maior dividend yield anualizado da carteira (14,6%).
Galpões logísticos — 25% da carteira BTLG11 (13%), do BTG Pactual, é a maior posição do segmento, com alta exposição a SP em regiões próximas à capital, base diversificada de locatários, contratos de longo prazo e ótima liquidez. VILG11 (4,5%), da Vinci Compass, e BRCO11 (4,5%), da Bresco, trazem exposição ao e-commerce e a imóveis de altíssimo padrão, respectivamente, ambos com contratos que favorecem previsibilidade de receita — o VILG11 foi, aliás, o melhor desempenho individual da carteira em agosto (+4,0%). HGLG11 (3%), da Pátria, é o CSHG Logística FII, criado em 2010, com portfólio diversificado em SP, MG, RJ, PE e SC.
Lajes corporativas — 9,5% da carteira PVBI11 (5%), da Pátria, reúne um dos portfólios de lajes corporativas de maior qualidade entre os FIIs, com ativos em regiões resilientes e de alta demanda (P/VPA de 0,66x). BRCR11 (4,5%), do BTG Pactual, é um dos maiores FIIs de lajes da indústria, com patrimônio líquido superior a R$ 2 bilhões e cenário de médio prazo favorável à recuperação do segmento (P/VPA de 0,50x — o segundo maior desconto da carteira).
Shoppings — 11,5% da carteira VISC11 (4%, com peso dobrado em setembro), da Vinci Compass, combina portfólio maduro, diversificação regional e capacidade de reciclagem de ativos. HGBS11 (3%), da Hedge, traz portfólio de shoppings dominantes em regiões maduras, com baixo nível de alavancagem. GZIT11 (2,5%), da Gazit, tem posição de controle nos ativos e concentração em SP (P/VPA de 0,41x — o maior desconto da carteira). HSML11 (2%, com peso reduzido), da HSI, reúne imóveis em regiões maduras com baixo nível de inadimplência e participação majoritária nos ativos.
Renda urbana — 7% da carteira TRXF11 (7%), da TRX, traz exposição ao varejo via contratos atípicos com algumas das principais empresas do setor, com a maior liquidez da carteira (R$ 27,4 milhões/dia).
Performance da carteira
Em agosto, a carteira caiu -0,95%, ante queda de -1,46% do IFIX — vantagem de cerca de 0,5 ponto percentual no mês, revertendo a leve desvantagem de julho (quando a carteira caiu -0,44% ante -0,32% do IFIX). Os piores desempenhos individuais foram GZIT11 e TRXF11, ambos com -12,1% no mês.
No acumulado de 2026 (até agosto), a carteira sobe +1,31%, enquanto o IFIX recua -0,33% — a diferença de sinal é o dado mais relevante do mês. Desde o início da estratégia (junho de 2019), o retorno acumulado é de +65,68%, ante +43,28% do IFIX, uma vantagem superior a 22 pontos percentuais sobre o benchmark. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
Histórico anual de performance
| Ano | Carteira BTG FIIs | IFIX |
|---|---|---|
| 2019 | +27,01% | +21,76% |
| 2020 | -10,89% | -10,24% |
| 2021 | +1,83% | -2,28% |
| 2022 | +1,35% | +2,22% |
| 2023 | +19,02% | +15,50% |
| 2024 | -4,74% | -5,89% |
| 2025 | +23,49% | +21,15% |
| 2026 (YTD, até agosto) | +1,31% | -0,33% |
Fonte: Economática e BTG Pactual.
Dividendo teórico por aplicação
Considerando o dividend yield anualizado de 11,8% informado no relatório, o rendimento mensal teórico é de aproximadamente:
Aplicação de R$ 100 mil: R$ 983/mês Aplicação de R$ 50 mil: R$ 492/mês Aplicação de R$ 25 mil: R$ 246/mês
Os valores são isentos de IR para pessoa física nos termos da legislação vigente, reforçando o posicionamento da carteira como estratégia de renda passiva. Valores teóricos e sujeitos a variação.
Estatísticas históricas
A carteira apresenta histórico superior ao IFIX em métricas-chave: retorno médio anualizado de 8,1% (vs. 5,8% do IFIX), mediana anual de retorno de 9,7% (vs. 5,8% do IFIX), máximo mensal de 12,4% (vs. 10,6% do IFIX) e Tracking Error de 3,2%. O desvio padrão anualizado é de 12,5% (vs. 11,2% do IFIX), com mínimo mensal de -17,7% (vs. -15,8%) e máximo drawdown de -23,6% (vs. -22,0%). O Índice de Sharpe da carteira está em 0,19.
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