Quer investir em Fundos Imobiliários com uma seleção profissional e atualizada? A Carteira Recomendada de FIIs do BTG Pactual reúne, mês a mês, os fundos selecionados pelo Equity Research para capturar renda recorrente e oportunidades de valorização no mercado imobiliário. A estratégia combina diferentes segmentos — recebíveis, galpões logísticos, lajes corporativas, shoppings e renda urbana — com foco em geração de renda e diversificação.
Resumo rápido: Em agosto de 2026, a Carteira Recomendada de FIIs do BTG Pactual fez uma única troca tática: reduzimos KNIP11 de 15% para 12% e incluímos HGLG11 com peso de 3%. Os demais 15 fundos permanecem, com dividend yield anualizado de 12,4% e P/VPA médio de 0,90x. Em julho, a carteira caiu -0,44%, ante -0,32% do IFIX. Carteira voltada a investidor qualificado.
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Objetivo da carteira de Fundos Imobiliários
A carteira tem como objetivo combinar renda mensal recorrente e ganho de capital por meio de alocação diversificada em diferentes segmentos imobiliários. As principais características são:
Objetivo: renda mensal e ganho de capital Classe de ativos: FIIs Perfil de investidor: qualificado Número de fundos: 17 Dividend yield anualizado: 12,4% Liquidez média: R$ 9,7 milhões/dia Periodicidade de revisão: mensal (1º dia útil)
Vantagens estruturais da carteira
Isenção de imposto de renda na distribuição de rendimentos para pessoa física (nos termos da legislação vigente) Liquidez no mercado secundário, com dinheiro em conta em D+2 Diversificação em diferentes segmentos imobiliários Carteiras pulverizadas em diversos imóveis, mitigando risco de concentração Gestão ativa e profissional, com possibilidade de ganhos por venda de imóveis Acesso a imóveis normalmente indisponíveis para o varejo (ex.: shopping centers)
Confira a Carteira de FIIs | Agosto 2026
| Fundo | Segmento | Peso |
|---|---|---|
| KNCR11 | Recebíveis | 13,0% |
| BTLG11 | Logístico | 13,0% |
| KNIP11 | Recebíveis | 12,0% |
| MCCI11 | Recebíveis | 8,0% |
| TRXF11 | Renda Urbana | 7,0% |
| BTCI11 | Recebíveis | 6,0% |
| RBRY11 | Recebíveis | 5,0% |
| PVBI11 | Lajes | 5,0% |
| VILG11 | Logístico | 4,5% |
| BRCO11 | Logístico | 4,5% |
| BRCR11 | Lajes | 4,5% |
| HSML11 | Shopping | 4,0% |
| RBRR11 | Recebíveis | 3,0% |
| HGBS11 | Shopping | 3,0% |
| HGLG11 | Logístico | 3,0% |
| GZIT11 | Shopping | 2,5% |
| VISC11 | Shopping | 2,0% |
Fonte: Gestoras, Economática e BTG Pactual.
Alocação por segmento
A carteira passa a ter 47% em recebíveis (CRIs) — ante 50% em julho —, 25% em galpões logísticos — ante 22% —, 11,5% em shopping centers, 9,5% em lajes corporativas e 7% em renda urbana, sem mudanças nesses três últimos segmentos. A distribuição por gestora fica entre Kinea (25%), BTG Pactual (23,5%), Pátria (16%), Jive Mauá (8%) e outras (27,5%). A redução da Kinea (de 28% para 25%) e o aumento da Pátria (de 13% para 16%) refletem exatamente a troca do mês entre KNIP11 (Kinea) e HGLG11 (Pátria).
Múltiplos e indicadores
O P/VPA médio da carteira está em 0,90x, indicando negociação geral abaixo do valor patrimonial — característica frequente em ciclos de juros elevados. O dividend yield anualizado é de 12,4%, equivalente a 90,2% do CDI (106,1% do CDI com gross-up para pessoa física). Entre os destaques individuais de DY anualizado estão TRXF11 (19,8%), RBRR11 (15,6%) e KNIP11 (14,8%). Do lado dos fundos de tijolo, GZIT11 apresenta o maior desconto vs. patrimônio (P/VPA de 0,47x) e BRCR11 o segundo maior (0,50x), seguido de PVBI11 (0,66x). Os yields são estimativas e não representam garantia de distribuição.
Principais mudanças na carteira em agosto
Redução: KNIP11 de 15,0% para 12,0% Entrada: HGLG11 com peso de 3,0%
A redução em KNIP11 foi motivada por sua elevada liquidez e pelo papel estratégico que exerce na carteira como posição flexível para rebalanceamentos — apesar do corte parcial, o BTG mantém visão construtiva sobre o fundo, que segue como uma das principais exposições da carteira ao segmento de recebíveis. Já a inclusão de HGLG11 busca explorar uma combinação favorável entre desconto patrimonial, dividend yield atrativo e qualidade do portfólio: o fundo negocia com desconto superior a 10% em relação ao valor patrimonial e apresenta potencial de distribuição extraordinária, decorrente de um lucro recente com a venda de um ativo. Com a troca, a exposição da carteira a galpões logísticos foi ampliada, mantendo-se uma posição relevante em recebíveis.
Cenário macro e impacto nos FIIs
O cenário internacional em julho foi marcado por uma combinação de fatores geopolíticos, dados econômicos e decisões de política monetária. A escalada de tensões no Oriente Médio, com impactos sobre o preço do petróleo, trouxe volatilidade às expectativas de inflação global, enquanto os bancos centrais mantiveram suas taxas de juros em meio a um ambiente de cautela — nos EUA, o Federal Reserve optou por manter os Fed Funds estáveis, mas a comunicação ambígua gerou movimentos distintos na curva de juros, com a ponta curta recuando e os vencimentos longos pressionados por incertezas fiscais e energéticas. Dados como o payroll e os índices de preços ao consumidor e ao produtor indicaram desaceleração da atividade e inflação mais benigna, ainda insuficientes para consolidar uma orientação clara sobre os próximos passos da política monetária americana.
No Brasil, o mês foi marcado por sinais de desaceleração econômica e uma surpresa positiva na inflação: produção industrial, volume de serviços e criação de vagas formais apontaram perda de dinamismo, enquanto o IPCA e o IPCA-15 vieram abaixo das expectativas, consolidando a perspectiva de início do ciclo de cortes na Selic já na reunião do Copom de agosto. Apesar disso, a curva de juros longos permaneceu pressionada pelo cenário fiscal, com aumento da dívida bruta e déficit primário relevante no primeiro semestre. A política comercial americana e o início das convenções partidárias adicionaram volatilidade ao mercado doméstico, com impactos sobre câmbio e percepção de risco.
A perspectiva de cortes adicionais na Selic pode influenciar positivamente o preço dos FIIs no mercado secundário. No entanto, a pressão sobre os vencimentos longos da curva real de juros e a persistência de riscos fiscais ainda limitam os ganhos em segmentos mais dependentes de crescimento econômico, como os fundos de tijolo. Os resultados operacionais dos FIIs devem seguir resilientes, mas a capacidade de repasse de inflação e a dinâmica de vacância continuarão sendo monitoradas de perto. Para agosto, o cenário macroeconômico e setorial sugere continuidade na seletividade dos investidores em relação aos FIIs.
Impacto por segmento
Recebíveis (CRIs): resilientes, apoiados em indexadores de inflação e na qualidade dos ativos; podem se beneficiar de spreads elevados caso os juros altos persistam. Galpões logísticos: resilientes pela demanda estrutural de logística e e-commerce; segmento cuja exposição a carteira ampliou neste mês. Lajes corporativas: mais sensíveis à duration, mas com cenário de médio prazo favorável à recuperação e descontos relevantes vs. patrimônio. Shopping centers: mais sensíveis ao ciclo econômico, mas com fundos de qualidade negociando com desconto interessante. Renda urbana: ativos resilientes via contratos atípicos com varejistas líderes.
Tese de investimento dos principais fundos
Fundos de recebíveis (CRIs) — 47% da carteira KNCR11 (13%) e KNIP11 (12%, com peso reduzido em agosto), da Kinea, concentram a maior parte da exposição a recebíveis. O KNCR11 se destaca pela relevância no segmento, elevada liquidez e carteira voltada ao carrego dos ativos até o vencimento, com capacidade de estruturação própria que permite negociar garantias adicionais e taxas mais atrativas. O KNIP11 combina elevada representatividade no mercado de recebíveis, alta liquidez e carteira diversificada, sustentada pela capacidade de estruturação e originação própria e pela solidez das garantias — mesmo com o corte de peso, segue como uma das principais exposições da carteira ao segmento. MCCI11 (8%), da Jive Mauá, reúne liquidez elevada, carrego atrativo, devedores de bom risco e exposição a setores defensivos. TRXF11 (7%), da TRX, embora classificado como renda urbana, complementa a lógica de crédito com contratos atípicos e alta liquidez (R$ 18,8 milhões/dia — a maior da carteira). BTCI11 (6%), do BTG Pactual, combina perfil high grade com alocação híbrida em CRIs indexados à inflação e ao CDI. RBRY11 (5%) e RBRR11 (3%), da Pátria, trazem exposição relevante a garantias em regiões premium, incluindo São Paulo.
Galpões logísticos — 25% da carteira BTLG11 (13%), do BTG Pactual, é a maior posição do segmento, com alta exposição a SP, base diversificada de locatários, contratos de longo prazo e ótima liquidez. VILG11 (4,5%), da Vinci Compass, e BRCO11 (4,5%), da Bresco, trazem exposição ao e-commerce e a imóveis de altíssimo padrão, respectivamente, ambos com contratos que favorecem previsibilidade de receita. A novidade do mês, HGLG11 (3%), da Pátria, é o CSHG Logística FII, criado em 2010, com portfólio diversificado em SP, MG, RJ, PE e SC, negociando com desconto patrimonial superior a 10% e potencial de distribuição extraordinária após a venda recente de um ativo.
Lajes corporativas — 9,5% da carteira PVBI11 (5%), da Pátria, reúne um dos portfólios de lajes corporativas de maior qualidade entre os FIIs, com ativos em regiões resilientes e de alta demanda (P/VPA de 0,66x). BRCR11 (4,5%), do BTG Pactual, é um dos maiores FIIs de lajes da indústria, com patrimônio líquido superior a R$ 2 bilhões e cenário de médio prazo favorável à recuperação do segmento (P/VPA de 0,50x — o segundo maior desconto da carteira).
Shoppings — 11,5% da carteira HSML11 (4%), da HSI, reúne imóveis em regiões maduras com baixa inadimplência e participação majoritária nos ativos. HGBS11 (3%), da Hedge, traz portfólio de shoppings dominantes com baixo nível de alavancagem. GZIT11 (2,5%), da Gazit, tem posição de controle nos ativos e concentração em SP (P/VPA de 0,47x — o maior desconto da carteira). VISC11 (2%), da Vinci Compass, combina portfólio maduro, diversificação regional e capacidade de reciclagem.
Renda urbana — 7% da carteira TRXF11 (7%), da TRX, traz exposição ao varejo via contratos atípicos com algumas das principais empresas do setor, com alta liquidez (R$ 18,8 milhões/dia).
Performance da carteira
Em julho, a carteira caiu -0,44%, ante queda de -0,32% do IFIX — underperformance de cerca de 0,1 ponto percentual no mês, revertendo a vantagem observada em junho (quando a carteira caiu -0,93% ante -1,21% do IFIX). No acumulado de 2026 (até julho), a carteira sobe +2,28%, contra +1,14% do IFIX. Desde o início da estratégia (junho de 2019), o retorno acumulado é de +67,27%, ante +45,41% do IFIX — uma vantagem superior a 21 pontos percentuais sobre o benchmark. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
Histórico anual de performance
| Ano | Carteira BTG FIIs | IFIX |
|---|---|---|
| 2019 | +27,01% | +21,76% |
| 2020 | -10,89% | -10,24% |
| 2021 | +1,83% | -2,28% |
| 2022 | +1,35% | +2,22% |
| 2023 | +19,02% | +15,50% |
| 2024 | -4,74% | -5,89% |
| 2025 | +23,49% | +21,15% |
| 2026 (YTD, até julho) | +2,28% | +1,14% |
Fonte: Economática e BTG Pactual.
Dividendo teórico por aplicação
Considerando o último provento distribuído, o rendimento mensal teórico de julho/2026 foi de aproximadamente:
Aplicação de R$ 100 mil: R$ 1.048/mês Aplicação de R$ 50 mil: R$ 524/mês Aplicação de R$ 25 mil: R$ 262/mês
Os valores são isentos de IR para pessoa física nos termos da legislação vigente, reforçando o posicionamento da carteira como estratégia de renda passiva. Valores teóricos e sujeitos a variação.
Estatísticas históricas
A carteira apresenta histórico superior ao IFIX em métricas-chave: retorno médio anualizado de 8,4% (vs. 6,1% do IFIX), mediana anual de retorno de 9,8% (vs. 6,0% do IFIX), máximo mensal de 12,4% (vs. 10,6% do IFIX) e Tracking Error de 3,2%. O desvio padrão anualizado é de 12,6% (vs. 11,2% do IFIX), com mínimo mensal de -17,7% (vs. -15,8%) e máximo drawdown de -23,6% (vs. -22,0%). O Índice de Sharpe da carteira está em 0,18.
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Informações importantes
Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual S.A. Os dados referem-se ao passado e não garantem resultados futuros.
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