Carteira Recomendada de Fundos Imobiliários BTG Pactual [Junho 2026]

Topo de prédios comerciais de alto padrão.

Quer investir em Fundos Imobiliários com uma seleção profissional e atualizada? A Carteira Recomendada de FIIs do BTG Pactual reúne, mês a mês, os fundos selecionados pelo Equity Research para capturar renda recorrente e oportunidades de valorização no mercado imobiliário. A estratégia combina diferentes segmentos — recebíveis, galpões logísticos, lajes corporativas, shoppings e renda urbana — com foco em geração de renda e diversificação.

Em junho de 2026, a carteira passa por uma alteração tática: HSML11 aumenta de 2% para 4%, enquanto RBRY11 reduz de 9% para 7%. O movimento aproveita a recuperação recente do RBRY11 para realocar em um fundo de tijolo com desconto relevante vs. valor patrimonial.

Objetivo da carteira de Fundos Imobiliários

A carteira tem como objetivo combinar renda mensal recorrente e ganho de capital por meio de alocação diversificada em diferentes segmentos imobiliários. As principais características são:

  • Objetivo: renda mensal e ganho de capital
  • Classe de ativos: FIIs
  • Perfil de investidor: qualificado
  • Número de fundos: 16
  • Dividend yield anualizado: 11,5%
  • Liquidez média: R$ 10,0 milhões/dia
  • Periodicidade de revisão: mensal (1º dia útil)

Vantagens estruturais da carteira

  • Isenção de imposto de renda na distribuição de rendimentos para pessoa física
  • Liquidez no mercado secundário, com dinheiro em conta em D+2
  • Diversificação em diferentes segmentos imobiliários
  • Carteiras pulverizadas em diversos imóveis, mitigando risco de concentração
  • Gestão ativa e profissional com possibilidade de ganhos por venda de imóveis
  • Acesso a imóveis normalmente indisponíveis para varejo (ex: shopping centers)

Confira a Carteira de FIIs | Junho 2026

Fundo Segmento Peso
BTCI11 Recebíveis 6,0%
KNCR11 Recebíveis 13,0%
KNIP11 Recebíveis 13,0%
RBRR11 Recebíveis 3,0%
RBRY11 Recebíveis 7,0%
MCCI11 Recebíveis 8,0%
BTLG11 Logístico 13,0%
VILG11 Logístico 4,5%
BRCO11 Logístico 4,5%
BRCR11 Lajes 4,5%
PVBI11 Lajes 5,0%
HSML11 Shopping 4,0%
HGBS11 Shopping 3,0%
GZIT11 Shopping 2,5%
VISC11 Shopping 2,0%
TRXF11 Renda Urbana 7,0%

Fonte: Gestoras, Economática e BTG Pactual.

Alocação por segmento

A carteira mantém 50% em recebíveis (CRIs), 22% em galpões logísticos, 11,5% em shopping centers (após aumento em junho), 9,5% em lajes corporativas e 7% em renda urbana. A exposição por gestora está distribuída entre Kinea (26%), BTG Pactual (23,5%), Pátria (15%), Jive Mauá (8%) e outras (27,5%) — uma diversificação relevante entre as principais gestoras do mercado.

Múltiplos e indicadores

O P/VPA médio da carteira está em 0,92x, indicando uma negociação geral abaixo do valor patrimonial — característica frequente em ciclos de juros elevados. O dividend yield anualizado é de 11,5%, equivalente a 89,2% do CDI (104,9% do CDI gross-up para pessoa física). Entre os destaques individuais, KNIP11 oferece o maior DY anualizado (14,2%), seguido por RBRY11 (12,8%) e MCCI11 (12,5%). Do lado dos fundos de tijolo, GZIT11 apresenta o maior desconto vs. patrimônio (P/VPA de 0,48x) e BRCR11 é o segundo maior (0,52x).

Principais mudanças na carteira em junho

  • Aumento: HSML11 de 2,0% para 4,0%
  • Redução: RBRY11 de 9,0% para 7,0%

A redução em RBRY11 reflete uma abordagem tática diante da percepção de que o ciclo de queda de juros pode ocorrer de forma mais gradual — considerando os impactos do conflito no Oriente Médio sobre commodities e inflação, e a maior relevância de temas políticos com a aproximação do período eleitoral. O BTG aproveita a recuperação recente do fundo no mercado secundário para preservar parte dos ganhos acumulados.

O aumento em HSML11 reforça a exposição a um fundo de tijolo com combinação atrativa: carrego, portfólio de qualidade e desconto relevante vs. valor patrimonial. Após queda mais acentuada no secundário, o fundo passou a negociar com dividend yield próximo de 10% e desconto de cerca de 15% frente ao patrimônio. A existência de reservas pode contribuir para maior estabilidade na distribuição no curto prazo. Com as movimentações, a carteira permanece com 16 ativos e DY anualizado estimado em torno de 11,5%.

Cenário macro e impacto nos FIIs

O cenário internacional em maio combinou volatilidade — tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz elevaram o petróleo e reforçaram preocupações inflacionárias —, enquanto o entusiasmo com IA sustentou os mercados acionários nos EUA. O Federal Reserve adotou postura mais cautelosa, com a posse de Kevin Warsh adicionando incerteza à política monetária. A percepção é de que os juros americanos podem permanecer elevados por mais tempo, o que dificulta uma melhora consistente da curva de juros longa brasileira.

No Brasil, o quadro combina três vetores: atividade econômica resiliente, inflação persistente e deterioração das expectativas fiscais. O Copom cortou a Selic em 25 bps, mas adotou comunicação mais cautelosa, refletindo preocupação com a resistência inflacionária — especialmente nos núcleos de serviços e efeitos indiretos da alta do petróleo. A perspectiva de uma pausa no ciclo de flexibilização monetária ganhou força, com o Banco Central priorizando credibilidade e estabilidade de preços.

Impacto setorial

O ambiente atual gera leituras diferenciadas para cada segmento de FIIs:

  • Recebíveis (CRIs): podem se beneficiar de spreads mais elevados em um cenário de juros altos prolongados
  • Galpões logísticos: resilientes pela demanda estrutural por logística e e-commerce
  • Lajes corporativas: tendem a ser mais impactadas pela combinação de inflação elevada e menor espaço para corte de juros
  • Shopping centers: também mais sensíveis ao ciclo econômico, mas com fundos de qualidade negociando com desconto interessante
  • Renda urbana: ativos resilientes via contratos atípicos com varejistas líderes

Tese de investimento dos principais fundos

Fundos de recebíveis (CRIs) — 50% da carteira

KNCR11 (13%) e KNIP11 (13%) da Kinea concentram a maior parte da exposição a recebíveis. KNCR11 destaca-se pela relevância no segmento, alta liquidez (R$ 21,3 milhões/dia) e carteira voltada ao carrego dos ativos até o vencimento. KNIP11 combina diversificação, capacidade de estruturação própria e carrego atrativo. MCCI11 (8%) da Jive Mauá reúne liquidez, devedores com bom risco e exposição a setores defensivos. RBRY11 (7%) e RBRR11 (3%) da Pátria trazem exposição relevante a SP. BTCI11 (6%) do BTG Pactual combina perfil high grade com possibilidade de ganhos por giro no secundário.

Galpões logísticos — 22% da carteira

BTLG11 (13%) do BTG Pactual é a maior posição do segmento, com alta exposição a SP, base diversificada de locatários, contratos longos e excelente liquidez (R$ 12 milhões/dia). BRCO11 (4,5%) da Bresco aposta em imóveis de altíssimo padrão com contratos atípicos. VILG11 (4,5%) da Vinci Compass traz exposição ao e-commerce via portfólio diversificado entre regiões.

Lajes corporativas — 9,5% da carteira

PVBI11 (5%) da Pátria reúne um dos portfólios de maior qualidade entre os FIIs, com ativos em regiões resilientes (P/VPA de 0,69x). BRCR11 (4,5%) do BTG Pactual é um dos maiores FIIs de lajes da indústria (PL acima de R$ 2 bi), com cenário de médio prazo favorável à recuperação do segmento (P/VPA de 0,52x — o segundo maior desconto da carteira).

Shoppings — 11,5% da carteira

HSML11 (4%) ganha protagonismo em junho — imóveis em regiões maduras com baixa inadimplência, participação majoritária nos ativos e possibilidade de ganhos via venda. HGBS11 (3%) da Hedge traz portfólio de shoppings dominantes com baixo nível de alavancagem. GZIT11 (2,5%) da Gazit traz posição de controle nos ativos (P/VPA de 0,48x — o maior desconto da carteira) e concentração em SP. VISC11 (2%) da Vinci Compass combina portfólio maduro e capacidade de reciclagem.

Renda urbana — 7% da carteira

TRXF11 (7%) da TRX traz exposição ao varejo via contratos atípicos com algumas das principais empresas do setor (Assaí, Pão de Açúcar), com alta liquidez (R$ 21,8 milhões/dia — a segunda maior da carteira).

Performance da carteira

No último mês (maio/2026), a carteira apresentou queda de -0,22%, contra queda de 1,33% do IFIX — uma outperformance de mais de 1 ponto percentual. No acumulado de 2026, a carteira sobe +3,70% contra +2,71% do IFIX. Desde o início da estratégia (junho de 2019), o retorno acumulado é de +69,58%, ante 47,65% do IFIX — uma vantagem de quase 22 pontos percentuais sobre o benchmark.

Histórico anual de performance

Ano Carteira BTG FIIs IFIX
2020 -10,89% -10,24%
2021 +1,83% -2,28%
2022 +1,35% +2,22%
2023 +19,02% +15,50%
2024 -4,74% -5,89%
2025 +23,49% +21,15%
2026 (YTD) +3,70% +2,71%

Fonte: Economática e BTG Pactual.

Dividendo teórico por aplicação

Considerando o último provento distribuído e diferentes valores de aplicação, o rendimento mensal teórico de maio/2026 foi:

  • Aplicação de R$ 100 mil: R$ 957/mês
  • Aplicação de R$ 50 mil: R$ 479/mês
  • Aplicação de R$ 25 mil: R$ 239/mês

O rendimento total acumulado para uma aplicação de R$ 100 mil nos últimos 12 meses (jun/25 a mai/26) ficou em torno de R$ 11.500 isentos de IR, reforçando o posicionamento da carteira como estratégia de renda passiva.

Estatísticas históricas

A carteira apresenta histórico superior ao IFIX em métricas-chave: retorno médio anualizado de 8,8% (vs. 6,5% do IFIX), mediana anual de retorno de 11,6% (vs. 6,0% do IFIX) e Tracking Error controlado de 3,2%. O desvio padrão anualizado é de 12,7% (vs. 11,3% do IFIX) — leve aumento de risco em troca de retorno significativamente superior, com Índice de Sharpe de 0,18.

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Leia também: Dividendos em fundos imobiliários: como funcionam.

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Uma resposta

  1. Carteira fundos imobiliários, rentabilidade das carteiras incorpora valorização mais dividendos, precisa melhorar as explicaçoes.
    Carteira açoes dividendos idem.
    Rentabilidades totais, tem que falar se é só rentabilidade das açoes/fII ou se incorpora tudo valorização mais dividendos, etc.

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